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18ª ExpoGenética reforça o potencial da genética zebuína como motor de exportação

A 18ª edição da ExpoGenética, a maior feira de zebuínos avaliados do país, teve sua abertura nesta sexta-feira (15) e segue até o dia 24 de agosto em Uberaba (MG). Na cerimônia de lançamento, o presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid, destacou o impacto estratégico do melhoramento genético:
“Nossa produção subiu mais de 137% sem utilizarmos nenhum palmo a mais de pastagem. Esse avanço é possível graças ao uso de tecnologia, a qual o melhoramento genético é o principal pilar, transformando genética em lucro”.
Exportações em alta e chancela internacional
Cid ressaltou ainda os recentes recordes nas exportações de carne bovina, com mais de 310 mil toneladas vendidas em julho, gerando cerca de R$ 9 bilhões em receita, um indicador do reconhecimento da qualidade produzida no Brasil. Ele também destacou o status sanitário conquistado pelo país, livre de febre aftosa sem vacinação, fruto de décadas de trabalho em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e diversos ex-ministros.
Reconhecimento ao PMGZ
Um dos grandes destaques da abertura foi o reconhecimento do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), que recentemente conquistou a certificação ISO 9001, tornando-se o único programa genético bovino com esse selo no país. Esse reconhecimento evidencia a maturidade técnica e confiabilidade das práticas de seleção genética no Brasil.
Estrutura, leilões e programação técnica
A exposição reúne mais de mil animais zebuínos distribuídos em 39 pavilhões, sob responsabilidade de cerca de 60 expositores. A programação técnica é ampla, incluindo 27 leilões, 9 shoppings de genética, lançamentos de avaliações genéticas, somários de raças, além do encerramento do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT).
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O PNAT, em especial, já avaliou centenas de touros jovens e distribuído mais de 175 mil doses de sêmen. Durante a feira, acontece o 8º Leilão PNAT, uma oportunidade diferenciada para a aquisição de genética de alto desempenho.
Internacionalização e debates técnicos
Para visitantes estrangeiros, o evento oferece o Salão Internacional da ABCZ, com programação voltada para o público externo, incluindo o Agro Sem Fronteiras, o Zebu Exports Day e encontros como o de estudantes da Costa Rica, em parceria com o projeto Brazilian Cattle e o Mapa. Essas ações ampliam o alcance da genética zebuína brasileira e fortalecem os canais de exportação.
Além disso, o 5º Encontro Nacional de Criadores do PMGZ, marcado para 18 de agosto, reúne técnicos e criadores para discutir avanços em genômica, novos índices genéticos, e temas como fertilidade e habilidade materna, reforçando o caráter inovador do programa.
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Crescimento da Agropecuária limita recuo das exportações em janeiro

Em janeiro, as exportações brasileiras alcançaram US$ 25,153 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 20,81 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com isso, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 4,343 bilhões, após saldo positivo de US$ 9,633 bilhões em dezembro de 2025.
O resultado do último mês veio abaixo da mediana apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 4,8 bilhões em janeiro. As estimativas do mercado financeiro para esta leitura variavam de US$ 3,46 bilhões a US$ 6,10 bilhões.
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Na contramão de outros setores, Agropecuária registra alta
As exportações de janeiro registraram queda de 1,0% na comparação com o mesmo mês de 2025, com crescimento de 2,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,872 bilhões; queda de 3,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,072 bilhões; e, por fim, recuo de 0,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 14,082 bilhões.
As importações também caíram, 9,8% na comparação mesmo mês do ano passado, com declínio de 28,7% em Agropecuária, que somou US$ 439 milhões; retração de 30,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 770 milhões; e, por fim, queda de 8,02% em Indústria de Transformação, com US$ 19,446 bilhões.
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Novos usos para o arroz e mais: setor estabelece 7 medidas para contornar a crise

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) foi palco de encontro do setor do arroz gaúcho na manhã desta quinta-feira (5), em Porto Alegre.
Em coletiva de imprensa, representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) se reuniram para divulgar medidas conjuntas para reverter as dificuldades enfrentadas pela cadeia orizícola do estado.
Em apresentação realizada pelo economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, foram destacadas sete medidas elaboradas em conjunto para o curto e médio prazo:
- Difusão, com clareza e transparência, da preocupação das entidades com o cenário para 2026 e a recomendação de redução da área plantada;
- Busca por mecanismos de comercialização;
- Uso do Certificado de Direitos Originários (CDO) como estímulo às exportações;
- Proposta de redução temporária do ICMS, no período de maior comercialização, para melhorar a competitividade frente ao Paraguai;
- Proposta de desconcentração dos vencimentos de CPRs em 30 de março e 30 de abril, junto às indústrias, revendas e empresas multinacionais;
- O alongamento de custeios junto às instituições financeiras; e
- Ações de pesquisa, divulgação e combate à venda de arroz fora do tipo especificado na embalagem.
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que o setor foi surpreendido por uma das contingências mais difíceis dos últimos tempos na cadeia arrozeira. “Em 2025, tivemos uma das maiores colheitas do Mercosul e também uma produção elevada em nível mundial. Isso pressionou os preços”, recordou.
Segundo ele, a entrada da Índia no mercado internacional agravou o cenário ao deprimir os valores no mercado global e, consequentemente, na América do Sul, especialmente no Mercosul.
“Somado a isso, tivemos uma supersafra, crédito difícil e juros altos. Esse conjunto de fatores nos levou a uma situação extremamente delicada, com uma recessão muito negativa nesta safra, que se arrasta até 2026. Esse cenário resultou em um endividamento significativo dos produtores”, concluiu.
O presidente da Federarroz também afirmou que o setor tem trabalhado dentro da lógica de simetria do Mercosul. “A indústria do Rio Grande do Sul perdeu, nos últimos anos, uma parte importante do seu beneficiamento para indústrias de Minas Gerais e São Paulo, que não produzem arroz, mas importam grandes volumes do Paraguai. Esse é um tema que precisa ser enfrentado”, ressaltou.
Uso do arroz no etanol
Outro assunto abordado por Nunes foi o estudo em andamento para o uso do arroz na produção de etanol.
“Por meio da Câmara Setorial, encaminhamos solicitação à Assessoria de Assuntos Estratégicos da Presidência da Embrapa para que, via Embrapa Agroenergia, possamos aprofundar os estudos sobre o uso do arroz para etanol. Além disso, essa mesma assessoria está avaliando outros destinos e finalidades para o arroz”, adiantou.
De acordo com ele, não há preocupação em retirar o arroz da alimentação humana, que seguirá sendo seu destino principal. “O que buscamos é potencializar a capacidade produtiva que o Rio Grande do Sul possui, apoiada pelas pesquisas do Irga, da Embrapa e de empresas privadas, que garantem a qualidade do nosso produto, alta produtividade e possibilidade de ampliação de área”, ressaltou.
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Exportações de soja do Brasil somam 1,8 milhão de t em janeiro

As exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 1,876 milhão de t em janeiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita total obtida no período somou US$ 830,983 milhões, com média diária de US$ 39,570 milhões.
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O volume médio diário embarcado foi de 89,358 mil toneladas, enquanto o preço médio da soja exportada ficou em US$ 442,80 por tonelada.
Na comparação com janeiro de 2025, a receita média diária cresceu 91,7%, impulsionada principalmente pela expansão de 75,5% no volume exportado. O preço médio da tonelada também apresentou valorização, com alta de 9,2% no período.
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