Connect with us

Business

Mercado do algodão ainda opera em intervalo estreito diante cenário geopolítico global

Published

on


Apesar do relatório mensal do USDA apontar uma produção global de algodão menor e consequentemente estoques finais menores, o mercado da fibra segue operando em um intervalo estreito nos contratos em Nova York. As incertezas no cenário geopolítico ainda influenciam, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (15).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 14/ago cotado a 67,68 U$c/lp (+1,9% vs. 07/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,47 U$c/lp (+1,2% vs. 07/ago).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 702 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 14/ago/25.

Altistas 1 – O relatório de oferta e demanda do USDA de agosto trouxe uma inesperada redução na projeção da safra dos EUA de 301 mil tons, para 2,88 milhões de tons.

Altistas 2 – Clima adverso nos EUA: seca intensa e calor extremo, risco de queda de maçãs, reduzindo potencial produtivo.  Além disso a temporada de furações é sempre uma ameaça.

Altistas 3 – Oferta futura mais apertada: de mar/26 a jul/26, vendas “on call” mais que o dobro das compras, o que dá suporte aos preços nesse período.

Altistas 4 – Apesar da leve alta recente, fiações seguem com estoques baixos e fixando contratos, o que indica interesse contínuo em assegurar algodão.

Altistas 5 – EUA e China anunciaram esta semana que a “trégua” na guerra comercial será prorrogada até 10 de novembro. O comunicado indicou que as discussões até agora foram produtivas, mas ainda não houve acordo de como resolver a disputa.

Baixistas 1 – Embora a prorrogação da “trégua” entre as duas potências tenha sido bem recebida pelo mercado por evitar o retorno imediato a tarifas proibitivas, a extensão fará com que a incerteza persista, podendo impactar os pedidos de Natal.

Baixistas 2 – Grande pressão vendedora com a chegada de safra recorde do Brasil, ainda em boa parte não comercializada e de uma grande safra australiana sendo beneficiada.

Baixistas 3 – Desequilíbrio nas posições on call (dez/25): compras “on call” (6,82 milhões de fardos) muito maiores que vendas (2,14 milhões), o que pode gerar fixações e pressão de baixa se os preços subirem.  Compras “on call” são vendas de produtores ainda a fixar no mercado.

Baixistas 4 – Cenário macroeconômico incerto com petróleo em queda, sinalizando possível desaquecimento econômico.

Brazilian Cotton School 1 – As inscrições para a 3ª turma do Brazilian Cotton School estão abertas, com aulas de 9 a 27 de março de 2026. Pela primeira vez, a escola aceitará participantes internacionais, caso haja demanda significativa.

Brazilian Cotton School 2 – A programação inclui 120h/aulas presenciais, divididas entre Brasília e São Paulo, com visitas técnicas a fazendas produtoras, ao CBRA e ao Porto de Santos. Interessados podem se inscrever até 30/out pelo site www.braziliancottonschool.com.br.

China 1 – O Ministério do Comércio chinês anunciou em 11/ago a prorrogação até 10/nov da suspensão de tarifas elevadas sobre produtos comercializados entre China e EUA, permitindo novas negociações.

China 2- As tarifas vigentes permanecem em 30% sobre produtos chineses importados pelos EUA e 10% sobre mercadorias americanas importadas pela China.

Vietnã 1 – Importações vietnamitas de algodão totalizaram 144,7 mil tons em julho (-9% vs junho, +31% vs 2024). EUA lideraram com 55% (79,3 mil tons), seguidos por Brasil (19% / 27,9 mil tons) e Austrália (13% / 19,2 mil tons).

Vietnã 2 – No acumulado da safra 2024/25, as importações atingiram 1,74 milhão tons (+21% vs 2023/24). Os EUA lideraram com 37% do volume total, enquanto Brasil respondeu por 31% e Austrália por 15%.

Austrália 1 – A colheita de algodão está praticamente concluída na Austrália, com 75% da safra já beneficiada. Previsão de conclusão até início de outubro.

Austrália 2 – As exportações de algodão totalizaram 128.868 tons em junho (+220% vs maio, -9% vs jun/2024). China liderou como principal destino (23%), seguida por Índia (20%) e Vietnã (18%).

Austrália 3 – No acumulado de 11 meses, as exportações australianas somaram 966.523 tons (-10% vs 2023/24). China absorveu 26% do volume, Vietnã 24%, enquanto a Índia elevou sua participação de 4% para 13%.

Brasil – Exportações 1 – O Brasil bateu novo recorde histórico nas exportações de algodão em 2024/25, com 2,83 milhões tons embarcadas (+6% vs 2023/24), mantendo o título de maior exportador mundial.

Brasil – Exportações 2 – Neste ciclo, o Vietnã liderou as importações (19%), seguido por Paquistão (17%) e China (16%). Destaque para o crescimento nas vendas para Índia (+1.777%), Egito (+332%) e Paquistão (+200%).

Brasil – Exportações 3 – Apesar da queda na importação para a China (de 3,26 milhões tons para 1,12 milhão tons), o Brasil manteve a liderança no fornecimento ao país – que absorveu 16% dos embarques, ficando em terceiro lugar entre os importadores.

Brasil – Exportações 4 – Nos portos, Santos segue absoluto com 94% dos embarques. No entanto, Salvador triplicou o volume e São Francisco do Sul aumentou em 4,5 vezes a movimentação no ano comercial.

Brasil – Exportações 5 – As exportações brasileiras de algodão somaram 17,2 mil tons nas duas primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque foi 43,4% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (14), foram colhidos no estado da BA 57,9%, GO 74,55%, MA 70%, MG 70%, MS 89%, MT 40%, PI 86,9%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 46,79%

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (14), foram beneficiados nos estados da BA 34%, GO 30,55%, MA 14%, MG 35%, MS 33,4%, MT 8%, PI 35,2%, PR 90% e SP 91,5%. Total Brasil: 15,14%

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Abrapa

Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Preço da ureia cai 18% e muda comportamento de compra dos produtores

Published

on


Foto: Reprodução

O mercado global de fertilizantes nitrogenados vive um momento de reacomodação, com impactos diretos sobre as decisões de compra no Brasil, destaca relatório da consultoria StoneX.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da empresa Tomás Pernías, a demanda mundial mais fraca tem pressionado os preços da ureia, abrindo espaço para que o produto recupere parte de sua atratividade frente a alternativas como o sulfato de amônio (SAM) e o nitrato de amônio (NAM).

De acordo com ele, ao longo de 2025 os compradores brasileiros direcionaram uma parcela relevante da demanda para fertilizantes de menor concentração, especialmente o SAM. Assim, em diversos momentos do ano, o produto apresentou uma relação custo-benefício mais favorável do que a ureia, fertilizante mais concentrado e amplamente utilizado no país.

Essa mudança de perfil foi influenciada, principalmente, por dois fatores. “O primeiro deles foi o patamar elevado de preços de fertilizantes como a ureia e o MAP, que mantiveram cotações altas ao longo de 2025, resultando em relações de troca pouco atrativas. O segundo fator foi o cenário de custos de produção elevados e margens mais apertadas, que levou produtores a buscar alternativas para reduzir despesas”, realça.

No entanto, esse movimento começa a mostrar sinais de reversão. A demanda global enfraquecida, aliada à ausência de restrições relevantes de oferta na maioria dos países produtores, pressionou os preços da ureia nos últimos meses.

“Desde o final de agosto até a segunda semana de dezembro, as cotações da ureia nos portos brasileiros acumulam uma queda de aproximadamente 18%. Em algumas semanas, a retração superou US$ 10 por tonelada, evidenciando a falta de sustentação dos preços no mercado internacional”, contextualiza Pernías.

Escolha dos compradores

A redução no preço da ureia devolveu competitividade ao produto, que passa novamente a disputar espaço com outros nitrogenados. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda pelo sulfato de amônio elevou as cotações do produto nas últimas semanas, reforçando esse movimento de recuperação da atratividade da ureia.

Apesar disso, ainda há incertezas quanto à principal escolha dos compradores brasileiros em 2026. Dados da StoneX indicam que há um volume significativo de SAM programado para desembarcar nos portos do país, o que deve manter a oferta abundante no curto prazo. Além disso, a trajetória dos preços da ureia e do SAM nos próximos meses será determinante para as decisões de compra.

Segundo Pernías, o cenário internacional também seguirá no radar. A aproximação do período de aplicações de fertilizantes nos Estados Unidos e na China tende a movimentar o mercado global de nitrogenados. Outro fator relevante é a demanda da Índia, cujas licitações podem trazer volatilidade adicional aos preços.

“É fundamental que os compradores brasileiros acompanhem de perto esses movimentos, pois eventos como as compras indianas e a sazonalidade de grandes consumidores globais podem gerar oscilações importantes no mercado e impactar diretamente os custos de aquisição”, conclui o analista.

O post Preço da ureia cai 18% e muda comportamento de compra dos produtores apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Brasil passará a exportar novos produtos do agro para 7 países

Published

on


Foto: Divulgação

A União Econômica Euroasiática, o Japão e a Nicarágua são os novos alvos das exportações de produtos agropecuários brasileiros, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta segunda-feira (15).

Para o bloco, composto de Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, as autoridades fitossanitárias aprovaram o embarque de castanha de baru. A oleaginosa é nativa do Cerrado, utilizado pela população regional como fonte de renda e tem amplo potencial de uso alimentar, com polpa e amêndoa comestíveis.

As nações da União Econômica Euroasiática reunem mais de 183 milhões de habitantes. Em 2024, importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para soja, carnes e café.

Frutas para o Japão

Para o Japão, o Brasil recebeu a permissão de exportar frutas congeladas e também desidratadas. “A abertura em especial, amplia oportunidades para itens processados de maior valor agregado, em um mercado onde a demanda por frutas processadas, incluindo congeladas, vem crescendo e atende tanto ao varejo quanto à indústria de alimentos”, diz o Mapa, em nota.

O país asiático, com cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024.

A Nicarágua, por fim, autorizou a exportação de arroz beneficiado do Brasil. Com cerca de 6,9 milhões de habitantes, o país importou entre janeiro e novembro deste ano cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários do Brasil, 8,5% a mais do que em 2024.

O post Brasil passará a exportar novos produtos do agro para 7 países apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Censo Agro: IBGE espera aprovação de R$ 700 mi para ir a campo

Published

on


Foto: Governo de Mato Grosso do Sul

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aguarda a aprovação do orçamento de R$ 700 milhões necessários aos preparativos do já atrasado Censo Agropecuário em 2026, para que possa ir à coleta de campo em 2027. O cronograma inicial previa os preparativos em 2025 e coleta em campo em 2026, mas foi adiado por falta das verbas demandadas no orçamento da União.

“Diante das dificuldades de dotação orçamentária, (…) a gente teve que fazer o replanejamento das ações. O ano de 2026, que seria originalmente um ano de coleta, ele passou a ser um ano de preparação, com o início de uma etapa de cadastro no final de 2026, com a coleta iniciando em abril de 2027”, disse Fernando Damasco, coordenador-geral de Operações Censitárias do IBGE. “É importante registrar que o ano de 2025 seria o ano da preparação, mas foi um ano em que a gente não teve dotação orçamentária para o censo, diante de uma série de dificuldades relacionadas ao orçamento da União. Então todo esse planejamento foi reposicionado para 2026 e 2027.”

O levantamento censitário prevê a coleta de informações de cerca de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país. No novo cronograma, caso os recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual estejam garantidos, o IBGE dará início em outubro de 2026 ao cadastro de estabelecimentos para coleta de dados online, que começaria a ser feita em janeiro de 2027. Em abril de 2027 teria início a coleta presencial.

A efetivação do cronograma atualmente vigente ainda depende da confirmação da dotação orçamentária para 2026 e da aprovação do processo seletivo simplificado para contratação de trabalhadores temporários para o levantamento. Devido ao período de defeso eleitoral, o instituto precisaria da homologação do processo seletivo até o início de julho de 2026, caso contrário, por limitação da legislação, só seria possível convocar os aprovados em janeiro de 2027.

“Então, são restrições a que o IBGE está submetido”, disse Damasco. “Esses dois condicionantes são cruciais, porque se eles não se concretizarem, o IBGE não tem as condições necessárias para realizar a pesquisa”, alertou.

A verba para os preparativos envolvem a viabilização de testes, contratação de analistas censitários e aquisições de equipamentos, entre eles aproximadamente 27 mil tablets.

“A gente tá recebendo a sinalização de R$ 700 milhões, a gente entende que é um orçamento suficiente para as etapas preparatórias. Agora, ele não é suficiente para realização da coleta”, frisou Damasco.

A equipe técnica tinha estimado inicialmente um orçamento de mais R$ 1,8 bilhão para o ano de coleta do censo, mas prevê ajustes para adequar o montante às necessidades de atração e retenção de mão de obra, além de encarecimento de custos como combustíveis, por exemplo.

O primeiro pré-teste do Censo Agropecuário foi realizado entre os dias 1º e 12 de dezembro, em seis municípios: Alfenas (MG), Grão Mogol (MG), Bacabal (MA), Sobradinho (BA), Juazeiro (BA) e Nova Friburgo (RJ). Segundo o instituto, o principal objetivo era avaliar aspectos como logística, metodologia, uso do aplicativo de coleta, tempo de aplicação e compreensão dos informantes sobre o questionário.

“São municípios com uma diversidade significativa de biomas, que reúnem diferentes padrões produtivos, uma diversidade de estrutura fundiária bastante importante”, lembrou Damasco.

O censo passará a investigar mais detalhadamente na próxima edição temas como expectativa do produtor sobre sucessão familiar, perdas decorrentes de alterações climáticas, destino municipal da produção e uso de tecnologias. Os assuntos já foram inseridos no teste piloto, com boa compreensão dos informantes, disse o IBGE.

“A gente aguarda ansiosamente a confirmação dos recursos previstos para 2026, na lei orçamentária de 2026. Por enquanto, a gente tem uma sinalização no âmbito do projeto de lei orçamentária, mas isso vai ser apreciado ainda pelo Congresso Nacional, e a gente espera que esses recursos sejam confirmados, para garantir a execução desse trabalho, de modo que a gente possa devolver à sociedade brasileira os dados que o Brasil precisa”, concluiu Damasco.

Além dos R$$ 700 milhões pretendidos para o Censo Agropecuário, o Ministério do Planejamento alocou outros R$ 30 milhões em recursos no orçamento do IBGE para o primeiro censo da população em situação de rua, acrescentou o diretor de Pesquisas do instituto, Gustavo Junger.

O post Censo Agro: IBGE espera aprovação de R$ 700 mi para ir a campo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT