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22 de setembro de 2026

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Moagem de cana-de-açúcar cai 2,66% em julho

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Unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 50,22 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de julho, volume 2,66% menor que no mesmo período da safra 2024/25 (51,59 milhões). No acumulado até 1º de agosto, a moagem soma 306,24 milhões de toneladas, queda de 8,57% frente às 334,95 milhões de toneladas do ciclo anterior, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

No período, 257 unidades estiveram em operação, sendo 237 usinas processando cana, 10 produtoras de etanol de milho e 10 flex. Em igual quinzena da safra passada, eram 261 unidades ativas.

Qualidade da matéria-prima em baixa

O Açúcar Total Recuperável (ATR) foi de 139,62 kg por tonelada de cana na segunda quinzena de julho, retração de 5,21% frente aos 147,29 kg do ciclo anterior. No acumulado, o ATR está em 126,85 kg/t, queda de 4,77% e o menor nível em dez anos.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, a safra 2025/26 vive uma situação atípica: queda simultânea na produtividade agrícola (TCH) e na qualidade da cana. Chuvas abaixo do ideal no verão prejudicaram o desenvolvimento das lavouras, enquanto a umidade na colheita reduziu a concentração de ATR.

Dados do CTC indicam produtividade média de 79,84 t/ha entre abril e julho, 10% abaixo do ciclo anterior. Com isso, o ATR por hectare (TAH) caiu cerca de 15%, chegando a recuos de até 25,2% em Ribeirão Preto (SP) e 23,4% em Minas Gerais.

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Produção de açúcar e etanol

Na segunda metade de julho, a produção de açúcar totalizou 3,61 milhões de toneladas (-0,80%), acumulando 19,27 milhões desde o início da safra (-7,76%). A fabricação de etanol foi de 2,28 bilhões de litros no período, sendo 1,40 bilhão de hidratado (-13,54%) e 880,40 milhões de anidro (-6,57%). No acumulado, o setor produziu 13,88 bilhões de litros (-11,96%).

O etanol de milho representou 17,21% do volume da quinzena, com 392,43 milhões de litros (+13,83%). Desde abril, a produção soma 2,95 bilhões de litros.

Vendas de etanol

Em julho, as vendas totalizaram 2,93 bilhões de litros, com alta de 1,06% no etanol anidro e queda de 5,58% no hidratado no mercado interno. No acumulado da safra, o volume comercializado foi de 11,48 bilhões de litros (-2,73%).

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Projeto Produzindo Alimento Seguro realiza primeira ação em Itapetininga

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O projeto Produzindo Alimento Seguro realizou sua primeira ação em Itapetininga, no interior de São Paulo, nos dias 16 e 17 de setembro. A iniciativa, coordenada pela Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo em parceria com entidades do setor, contou com a participação do Sistema Faesp/Senar e teve como foco ampliar o acesso dos produtores a informações técnicas sobre uso responsável de defensivos agrícolas e boas práticas agrícolas.

A proposta integra uma estratégia de educação sanitária contínua baseada nos resultados do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Defensivos agrícolas e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (PEARA-POV). O objetivo é fortalecer a adoção de práticas técnicas no campo e contribuir para a produção de alimentos mais seguros no estado.

Em Itapetininga, a programação reuniu produtores e profissionais do setor para discutir responsabilidade técnica, boas práticas na prescrição, mitigação de riscos na aquisição e no uso de defensivos agrícolas, armazenamento nas propriedades e bioinsumos. Parte das atividades foi realizada no Sindicato Rural de Itapetininga.

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Também participaram da ação Érica Barros, assessora técnica do Departamento Econômico da Faesp, além de Roberto Ueno e Bruno Galvão, respectivamente presidente e coordenador do Sindicato Rural de Itapetininga.

A agenda incluiu ainda o recebimento de embalagens vazias e de produtos impróprios para uso, como itens vencidos ou com sobras, no posto de recebimento da ADIAESP no município.

Um dos destaques da programação foi a participação de cerca de 60 alunos e seis instrutores do Programa Jovem Empreendedor do Agro do Senar-SP, realizado pelo Sindicato Rural de Itapetininga. O grupo participou de palestras específicas e de uma visita técnica ao Posto ADIAESP no segundo dia do evento.

Durante as atividades, os jovens receberam informações sobre fiscalização, preservação ambiental e medidas de proteção à saúde dos animais, vegetais, agricultores e da população. O grupo também conheceu o funcionamento do Sistema Campo Limpo, gerenciado pelo inpEV, voltado à destinação adequada das embalagens vazias de defensivos agrícolas.

A experiência em Itapetininga será usada como base para a expansão do projeto a outros municípios, com programação adaptada às características de cada região e integração com ações já desenvolvidas pelos sindicatos rurais. Segundo Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, a iniciativa reforça o papel dos sindicatos na disseminação de informação e na mobilização dos produtores.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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Conab compra 191 mil toneladas de milho para reforçar estoques públicos

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprou 191 mil toneladas de milho em grãos em leilões realizados nos dias 18 e 21 de setembro. O volume representa 85,27% das 224 mil toneladas ofertadas nos pregões e teve custo total de cerca de R$ 228 milhões. A operação faz parte das medidas do governo federal para prevenir possíveis impactos do fenômeno El Niño no abastecimento e na oferta de grãos.

A maior parte do cereal adquirido será fornecida pela agricultura familiar. No leilão do dia 18, a Conab comprou 121 mil toneladas de milho em grãos, o equivalente a 64,92% do total adquirido pela companhia nos dois certames. Para essa operação, o desembolso previsto é de pouco mais de R$ 152 milhões.

Houve negociações em Irecê, Goiatuba, Imperatriz, Uberlândia, Uberaba, Iguatemi, Camargo e Santa Cecília do Sul. Os lotes arrematados foram destinados a unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

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Na última segunda-feira (21), a Conab comprou outras 70 mil toneladas de milho em grãos em leilão aberto à ampla concorrência, com participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes. A operação foi voltada à negociação dos lotes que não tiveram negócio no certame anterior e somou R$ 76 milhões.

Nesse segundo leilão, houve negociação para todos os lotes previstos no Distrito Federal, em Bom Jesus de Goiás, em Imperatriz e no Rio Grande do Sul, além de parte dos lotes ofertados em Rondonópolis, Gaúcha do Norte e Vera, em Mato Grosso.

Segundo a Conab, o reforço dos estoques públicos de milho ofertado pelo Programa de Vendas em Balcão vai atender pequenos criadores de animais em todo o país, principalmente os localizados em áreas mais distantes dos grandes centros e das regiões de maior produção, que utilizam o grão na alimentação dos plantéis.

Com a compra de 191 mil toneladas de milho, a Conab amplia a formação de estoques públicos para abastecer o Programa de Vendas em Balcão, em uma ação voltada à oferta do cereal e ao atendimento de pequenos criadores.

Fonte: gov.br

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Preço do trigo sobe com temor sobre qualidade e tamanho da safra de 2026

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Os preços do trigo seguem em alta no Brasil, em meio às incertezas sobre o desempenho da safra de 2026. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as principais preocupações estão relacionadas à qualidade dos grãos, à produtividade das lavouras e ao volume que será colhido.

As condições climáticas desfavoráveis registradas ao longo do ciclo têm pressionado as lavouras. O excesso de chuvas, a elevada umidade do solo e a ocorrência de doenças em diferentes regiões produtoras prejudicaram o desenvolvimento das plantas e, em algumas áreas, já resultam em trigo de qualidade abaixo da esperada.

O cenário ocorre em uma temporada que já começou com menor investimento na cultura. De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores estavam desestimulados diante das perspectivas para o trigo, o que levou à redução tanto da área cultivada quanto da produção prevista para 2026.

Colheita revela problemas na qualidade

Com o avanço da colheita, os impactos do clima começam a aparecer com maior clareza. Agentes consultados pelo Cepea relatam redução do peso hectolítrico (PH), da força do glúten e do Falling Number, indicadores importantes para determinar a qualidade do cereal destinado, principalmente, à produção de farinha para panificação.

No Paraná e em São Paulo, colaboradores do Centro já identificam maior presença de trigo dos tipos 2 e 3 nos lotes colhidos, enquanto a disponibilidade de grãos do tipo 1 está mais limitada.

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A menor oferta de trigo de qualidade superior no mercado doméstico pode elevar a necessidade de importações para complementar o abastecimento brasileiro, especialmente para atender às exigências da indústria moageira.

Nesse ambiente de oferta mais restrita e dúvidas sobre o resultado final da safra, as cotações do trigo permanecem sustentadas no mercado nacional.

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