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Ministério Público cobra respostas da UFMT sobre “lista do estupro” que circulou entre alunos

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu prazo de cinco dias para que a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) informe quais medidas foram adotadas após a denúncia envolvendo uma lista que classificava estudantes como “estupráveis” no campus de Cuiabá.
A determinação foi assinada pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, responsável pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher. A medida oficializa a abertura de um procedimento para investigar a autoria e o conteúdo das mensagens compartilhadas entre alunos.
Além da universidade, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) também foram notificados e terão cinco dias para entregar documentos, capturas de tela e demais provas relacionadas à circulação das mensagens em aplicativos.
Segundo o Ministério Público, a apuração busca identificar os estudantes envolvidos na suposta elaboração da lista, que teria como alvo calouras da instituição.
Na portaria, a promotoria solicita que a UFMT apresente informações detalhadas sobre o andamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), incluindo eventuais medidas adotadas contra os envolvidos.
Aluno foi suspenso
Na última terça-feira (6), a direção da Faculdade de Direito anunciou a suspensão preventiva de um estudante investigado no caso. Conforme a instituição, a denúncia chegou por meio de conversas privadas compartilhadas via WhatsApp.
Após tomar conhecimento do conteúdo, a faculdade instaurou um procedimento interno para verificar a autenticidade das mensagens e apurar responsabilidades disciplinares. A universidade informou que o processo seguirá sob sigilo, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Virou assunto nacional
O caso ganhou repercussão após entidades estudantis divulgarem notas de repúdio denunciando a circulação de mensagens consideradas misóginas e com apologia à violência sexual dentro de grupos de estudantes.
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Cuiabá firma parceria com Comitê Paralímpico Brasileiro para capacitar professores da rede municipal

Acordo assinado por Abilio nesta sexta (7) vai treinar educadores para ensinar atletismo, goalball e bocha a alunos com deficiência
A Prefeitura de Cuiabá firmou, nesta sexta-feira (7), um Acordo de Cooperação com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para ampliar a formação dos profissionais da rede municipal e fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência por meio da educação física. A assinatura ocorreu no gabinete do prefeito Abilio Brunini, no Palácio Alencastro.
O acordo integra o Programa Educação Paralímpica e prevê cursos a distância e seminários presenciais sobre modalidades paralímpicas, classificação esportiva, atletismo, goalball, bocha e educação física voltada a estudantes com Síndrome de Down e autismo. A parceria terá vigência até 31 de dezembro de 2028.
Assinaram o documento o prefeito Abilio Brunini; o coordenador do Programa Educação Paralímpica do CPB, David Farias Costa; o secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira; o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Silva Alves; e o secretário-adjunto de Inclusão, Andrico Xavier.
A iniciativa poderá alcançar diretamente os cerca de 200 professores de educação física da rede municipal. Para Abilio, a inclusão precisa considerar as necessidades específicas de cada estudante. “Não podemos colocar todo mundo dentro de uma sala de aula ou de uma quadra e achar que isso, por si só, é inclusão. Cada deficiência tem suas particularidades. Precisamos preparar os profissionais e criar atividades que realmente permitam que essas crianças participem e desenvolvam suas habilidades”, afirmou.
O prefeito também defendeu o mapeamento dos estudantes com deficiência e a utilização de escolas estrategicamente localizadas para oferecer atividades específicas. “Podemos identificar onde estão essas crianças, quais são as necessidades e quais escolas possuem estrutura adequada. Precisamos trabalhar com inclusão de verdade, respeitando as particularidades de cada criança”, acrescentou.
O coordenador David Farias Costa explicou que o programa disponibiliza gratuitamente capacitações aos profissionais da rede. O curso básico previsto no acordo terá 46 horas na modalidade EAD, enquanto os seminários presenciais terão oito horas, com atividades teóricas e práticas. “A meta mais importante é a inclusão de verdade. Queremos que o maior número possível de professores possa se conectar com esses conteúdos”, destacou.
David também ressaltou a participação dos profissionais cuiabanos nas capacitações. Segundo ele, levantamento realizado na plataforma do programa aponta Cuiabá como a cidade com mais usuários depois de São Paulo. Para o coordenador, a formação dos professores é fundamental para ampliar a participação de crianças com deficiência nas aulas de educação física e estimular sua autonomia.
O secretário-adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, reforçou que a parceria dá continuidade às ações desenvolvidas em Cuiabá, como o Festival Paralímpico e a implantação de um Centro de Referência. Ele lembrou ainda a participação recente de mais de 75 crianças cuiabanas em competição em Cáceres. “Estamos estimulando e organizando os professores de educação física para desenvolver esse atendimento, estimular competições entre as escolas municipais e incluir também os autistas e outras pessoas com deficiência”, reforçou.
Agro Mato Grosso
Idosos são presos suspeitos de extração ilegal em MT

Suspeitos de 62 e 64 anos pagaram fiança e responderão em liberdade. Segundo a Polícia Civil, área em Santo Antônio de Leverger não tinha licenciamento ambiental nem autorização para extração mineral.
Dois homens, de 62 e 64 anos, foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento na extração ilegal de cascalho em uma área rural de Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, nessa quinta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, caminhões carregados com o minério foram flagrados deixando o local durante uma fiscalização.
A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), após uma denúncia anônima indicar que havia extração irregular de minério na região.
De acordo com o boletim de ocorrência, os investigadores se aproximaram da área indicada e viram caminhões carregados de cascalho deixando o ponto onde ocorria a extração.
Ao entrarem na propriedade, os policiais encontraram uma pá carregadeira HL 760-9S sendo utilizada para escavar e retirar o cascalho, que posteriormente era colocado nos veículos de transporte.
Durante a abordagem, os motoristas dos caminhões e o operador da máquina disseram à polícia que desconheciam a existência de licença de operação ou de autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para a atividade.
Ainda conforme a Polícia Civil, os trabalhadores afirmaram que prestavam serviço a mando de um dos investigados, apontado como responsável pela mineradora. O terreno onde a extração era realizada pertence ao outro suspeito.
Durante a fiscalização, a equipe constatou, segundo a polícia, que o local não possuía Cadastro Ambiental Rural (CAR) nem pedido formal de licenciamento para a atividade de lavra.
A Politec foi acionada e realizou levantamentos na área para verificar os danos e a degradação ambiental provocados pela extração mineral. As investigações continuam para determinar a extensão desses danos.
O proprietário do terreno e o homem apontado como responsável pela atividade foram levados à Dema e autuados em flagrante, em tese, por extração de recursos minerais sem autorização e por funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ou autorização ambiental. Os crimes estão previstos nos artigos 55 e 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
Os suspeitos pagaram fiança e foram liberados para responder ao caso em liberdade. O valor estipulado não foi informado.
A pá carregadeira usada na extração foi apreendida e levada para o pátio da Sema-MT, no Distrito Industrial, em Cuiabá.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a extensão dos danos ambientais e verificar se outras pessoas participaram da atividade ilegal.
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Polícia Civil faz devassa no celular e no banco de golpistas em Várzea Grande

Nove mandados foram cumpridos nesta sexta (7). Grupo furtou transformadores usando falso CNPJ de multinacional agrícola e sumiu com a carga
Nove mandados judiciais foram cumpridos pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta sexta-feira (7.8), em Várzea Grande, durante a Operação Trafo, que investiga uma associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar, duas ordens de quebra de sigilo telemático, duas ordens de bloqueio e indisponibilidade de ativos via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e três ordens de afastamento de sigilo bancário nos bairros Jardim Marajoara II e São Simão.
Os mandados foram expedidos pela Justiça com base em investigação da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, que apura a atuação de três moradores do município, suspeitos de integrarem uma associação criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Estelionato qualificado
O crime de estelionato qualificado foi registrado em dezembro de 2025, após ser praticado contra uma empresa do ramo de venda de transformadores de energia.
Na ocasião, o golpista entrou em contato com o responsável pela empresa por meio do aplicativo WhatsApp, solicitando informações sobre os produtos.
Passando-se por cliente e representante de uma empresa multinacional brasileira do setor agrícola, o suspeito negociou a compra de transformadores de energia no valor de quase R$ 33 mil, com pagamento previsto para até 28 dias.
Acreditando tratar-se de uma negociação legítima, a vítima concluiu a venda, e os transformadores foram retirados da sede da empresa. Somente depois percebeu que havia sido vítima de fraude.
Em contato com a empresa multinacional, foi informado que, embora a nota fiscal constasse no sistema, não havia qualquer pedido de compra dos equipamentos, tampouco a empresa tinha conhecimento da negociação realizada pelos golpistas.
Investigação
Durante as diligências, os policiais civis da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande conseguiram identificar três suspeitos envolvidos no crime.
Conforme apurado, os transformadores de energia foram retirados da sede da empresa vítima por um freteiro e levados até um posto de combustível no bairro São Mateus, na região do Distrito Industrial, em Cuiabá, onde foram transferidos para outro caminhão.
No dia seguinte, um segundo freteiro foi contratado para retirar a carga desse caminhão e transportá-la até outro posto de combustível, localizado no bairro 24 de Dezembro, em Várzea Grande, de onde a mercadoria seguiria para o destino final.
Andamento
Após o cumprimento dos mandados e das medidas cautelares, os documentos e materiais apreendidos serão analisados para dar continuidade às investigações. O objetivo é concluir o inquérito policial e promover o indiciamento dos envolvidos.
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