Sustentabilidade
Trigo/RS: Lavouras entraram em período reprodutivo, 4% das áreas estão em florescimento e 96% em desenvolvimento vegetativo – MAIS SOJA

As lavouras de trigo entraram no período reprodutivo; 4% da área encontra-se em fase de florescimento e 96% em desenvolvimento vegetativo. Desde o segundo decêndio de julho, a regularidade das precipitações, alternadas com períodos de elevada radiação solar e baixas temperaturas, favoreceu o crescimento mais vigoroso das plantas.
Os cultivos apresentam coloração verde intensa e densidade populacional adequada, garantindo estande próximo ao ideal por metro quadrado. O elevado número de afilhos por planta, superior ao observado na safra de 2024, indica que o potencial produtivo poderá ser maior, com incremento na capacidade de espigamento e na produtividade final.
Os produtores estão concluindo a adubação nitrogenada em cobertura, etapa crítica para suprir a demanda nutricional durante o alongamento do colmo e a preparação para o florescimento. Em regiões onde houve dificuldades no estabelecimento inicial, o desenvolvimento vegetativo vem se recuperando, beneficiado pela umidade do solo em níveis ideais para o perfilhamento.
O estado fitossanitário das lavouras é considerado excelente, e não há incidência significativa de pragas ou doenças, o que reduz a necessidade de intervenções corretivas. O manejo de plantas daninhas tem sido realizado dentro do período técnico recomendado, mitigando a competição por água e nutrientes. Além disso, as aplicações preventivas de fungicidas seguem o calendário fitossanitário, com ênfase no controle de doenças foliares e de giberela, principalmente nas áreas que iniciaram a floração.
A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, observa-se recuperação parcial do potencial produtivo nos cultivos afetados pelas precipitações intensas de junho. No entanto, em Itaqui, as condições climáticas durante a semeadura limitaram a área efetivamente implantada em aproximadamente 50% da inicialmente projetada. Na região da Campanha, os produtores estão monitorando o estabelecimento inicial das lavouras semeadas no final de julho. A redução dos níveis de umidade no solo permitiu a aplicação de herbicidas e de adubação nitrogenada nas áreas em fase de perfilhamento. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas.
Na de Caxias do Sul, as temperaturas baixas, apesar da ocorrência de geadas durante o período de perfilhamento, têm sido benéficas para o aumento do número de afilhos e, consequentemente, de espigas por hectare. De modo geral, as lavouras apresentam estabelecimento, estande de plantas e desenvolvimento inicial ideais. As áreas semeadas mais precocemente receberam adubação nitrogenada em cobertura, além de pulverizações para o controle de plantas indesejáveis.
Na de Erechim, a cultura encontra-se em fase vegetativa, com excelente estado fitossanitário. Estão sendo efetuados tratos culturais e adubação de cobertura. Nos últimos dias, mesmo fora do período recomendado, alguns cultivos destinados à produção de etanol foram implantados com sementes próprias.
Na de Frederico Westphalen, 96% dos cultivos estão em fase vegetativa e 4% em florescimento. Foi realizado o controle de azevém nas lavouras tardias e a aplicação de fungicidas nas mais avançadas.
Na de Ijuí, a maioria das áreas está no final do estádio de perfilhamento; 43% em fase de alongamento do colmo e emborrachamento. As plantas apresentam elevado vigor vegetativo e intensa coloração verde, indicativos de alto potencial produtivo, embora ainda não tenham ingressado no estádio reprodutivo.
Na de Santa Maria, as condições de umidade no solo, associadas às baixas temperaturas, foram propícias ao perfilhamento. As lavouras têm sido monitoradas quanto à presença de pragas e doenças, visando subsidiar a tomada de decisão sobre a necessidade de controle.
Na de Santa Rosa, 97% estão em fase vegetativa, 2% em floração e 1% em enchimento de grãos. A excessiva umidade do ar e a persistente nebulosidade favorecem o desenvolvimento de giberela, especialmente nos cultivos em floração, além de aumentar o risco de doenças foliares. Entretanto, os produtores fazem o monitoramento constante, e não registraram a ocorrência dessas doenças até o momento.
Na de Soledade, a restrição de radiação solar, durante o período, desacelerou o crescimento vegetativo da cultura. De modo geral, o desenvolvimento das lavouras está satisfatório e deverá se intensificar à medida que os nutrientes nitrogenados aplicados forem absorvidos e assimilados.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, manteve-se estável quando comparado à semana anterior, em R$ 69,93.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1880 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1880
Site: Emater RS
Sustentabilidade
Aprosoja MT abre inscrições para visitas aos CTECNOS Parecis e Araguaia – MAIS SOJA

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), abre as inscrições para visitação aos Centros Tecnológicos (CTECNOs) Parecis e Araguaia. As visitas têm como objetivo apresentar, de forma prática, os resultados das pesquisas desenvolvidas nas unidades, além de atender às demandas dos produtores rurais com soluções aplicadas à realidade do campo.
O CTECNO Araguaia, localizado em Nova Nazaré, estará aberto para visitação no dia 23 de abril, a partir das 7 horas. Já o CTECNO Parecis, localizado em Campo Novo do Parecis, receberá visitantes no dia 29 de abril, também a partir das 7 horas.
As inscrições devem ser realizadas previamente pelos canais oficiais da Aprosoja MT: AQUI para o CTECNO Parecis e AQUI para o CTECNO Araguaia.
Com atividades iniciadas em 2016, o CTECNO Parecis é voltado ao manejo de solos arenosos, com variação de 9% a 35% de argila. As pesquisas abrangem temas como correção e condicionamento do solo, estratégias de adubação para culturas de grãos, manejo de plantas de cobertura, sistemas de produção, uso de insumos biológicos, além da avaliação de cultivares de soja e híbridos de milho. Já o CTECNO Araguaia tem foco no manejo de solos rasos e com maior teor de silte, desenvolvendo estudos voltados à melhoria da eficiência produtiva nessas condições.
Durante as visitas, os participantes poderão conhecer os experimentos em campo, acompanhar os resultados das pesquisas e esclarecer dúvidas com a equipe técnica.
Fonte: Aprosoja/MT
Autor:Marina Cintra Assessoria de Comunicação
Site: Aprosoja MT
Sustentabilidade
Colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atinge 55,7%, indica Safras – MAIS SOJA

A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingia 55,7% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até sexta-feira (20), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho chegou a 84,5% da área prevista de 946 mil hectares no Rio Grande do Sul e a 78,2% da área estimada de 607 mil hectares em Santa Catarina. No Paraná, a colheita atinge 69,7% da área plantada de 547 mil hectares. Em São Paulo, os trabalhos chegam a 52,5% da área cultivada de 295 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul, os trabalhos ainda não haviam começado.
Em Goiás/Distrito Federal, a ceifa atinge 7,2% dos 287 mil hectares plantados. Em Minas Gerais, a colheita chega a 20,3% dos 854 mil hectares cultivados. Em Mato Grosso, os trabalhos atingiam 35,7% da área cultivada de 11 mil hectares.
No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 52,1% da área estimada de 3,499 milhões de hectares. Já a média de colheita nos últimos cinco anos atingia 53,8%.
Milho safrinha
O plantio da segunda safra de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil, popularmente conhecida por safrinha, atingia 91,3% da área estimada de 15,675 milhões de hectares na última sexta-feira (20), segundo levantamento de Safras & Mercado.
Os trabalhos atingem 90,4% dos 2,306 milhões de hectares previstos para serem cultivados no Paraná. Em São Paulo, a semeadura chega a 80,5% dos 536 mil hectares projetados.
Em Mato Grosso do Sul foram cultivados 96,8% dos 2,256 milhões de hectares previstos. Em Goiás os trabalhos atingiam 78,6% dos 2,422 milhões de hectares estimados.
Em Mato Grosso o cultivo atinge 100% dos 7,392 milhões de hectares previstos. Em Minas Gerais, o plantio chega a 40,7% na área prevista de 764 mil hectares.
No mesmo período do ano passado o cultivo atingia 95% da área de 15,407 milhões de hectares da safrinha 2025, enquanto a média de plantio para o período nos últimos cinco anos é de 91,6%.
Na região do Matopiba, os trabalhos de plantio da safrinha 2026 atingiram 45,5% na área prevista de 1,341 milhão de hectares. No mesmo período do ano passado, o plantio havia atingido 71,6% na área estimada de 1,28 milhão de hectares.
O plantio no Tocantins atinge 45,1% da área de 370 mil hectares. Na Bahia a semeadura atinge 46,8% da área de 183 mil hectares. No Maranhão o cultivo chega a 40,9% da área prevista em 567 mil hectares. Já no Piauí os trabalhos no campo atingiam 56,8% da área prevista de 220 mil hectares.
Fonte: Safras News
Autor:Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
PIB do Paraná cresce 22% acima da média nacional em 2025 – MAIS SOJA

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. O resultado é 22% acima do desempenho do País. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23).
A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo.
Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País.
Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.
“O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da sociedade nos últimos anos e mostra como investimentos em infraestrutura e expansão de negócios são indutores do crescimento”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.
Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná
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