Sustentabilidade
Diferente do dia anterior, preços de soja caem e mercado não reage; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja registrou recuos generalizados nesta quinta-feira (14), segundo avaliação de Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado. Apenas algumas praças mantiveram indicações estáveis, enquanto as ofertas foram escassas e os compradores pressionaram as cotações para baixo, buscando melhor alinhamento à paridade com o porto. Os vendedores, por sua vez, resistiram às baixas, ampliando o spread e travando as negociações no segmento voltado à indústria.
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Nos portos, apenas lotes pontuais foram negociados, em um cenário influenciado pela forte queda na Bolsa de Chicago, que devolveu parte da alta acumulada após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado nesta semana.
A pressão também enfraqueceu os prêmios durante boa parte da sessão, embora tenham recuperado algum fôlego no final da tarde. No balanço geral, o dia foi marcado por retração nos preços portuários e volumes reduzidos de negócios.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,50 para R$ 141,50
- Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 126,50 para R$ 124,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 127,00 para R$ 124,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. Após três sessões de bons ganhos, o mercado realizou lucros. Preocupações sobre a demanda chinesa pelo produto americano ajudaram a pressionar as cotações futuras.
USDA
O mercado acumulou ganhos recentemente por conta do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou safra e estoques abaixo do esperado. Mas, mesmo após alguns sinais de avanços nas negociações comerciais entre Pequim e Washington, o sentimento de que a procura chinesa por soja americana não vai se aquecer de uma hora para a outra ainda é motivo de preocupação.
Dados do Nopa
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulgará nesta sexta-feira, dia 15, o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de julho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em número de 191,590 milhões de bushels. Em junho, os esmagamentos somaram 185,270 milhões de bushels. Em julho do ano passado, ficaram em 182,881 milhões de bushels.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 377.600 toneladas na semana encerrada em 7 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 1.133.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 16,50 centavos de dólar, ou 1,61%, a US$ 10,07 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,28 1/2 por bushel, com baixa de 15,75 centavos ou 1,50%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,70, ou 0,94%, a US$ 284,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 51,99 centavos de dólar, com perda de 1,40 centavo ou 2,45%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,4172 para venda e a R$ 5,4152 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3945 e a máxima de R$ 5,4315.
Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).
Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.
As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.
De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).
Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.
Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).
Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.
Fenômenos ENSO
Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.
Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.
IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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