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6 de agosto de 2026

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Safra de grãos cresce 16,3%, aponta IBGE

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O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quarta-feira (14), pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 340,5 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um valor 16,3% ou 47,7 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas). Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas.

A área a ser colhida este ano deve ser de 81,2 milhões de hectares, o que representa um
crescimento de 2,7% (2,2 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2024. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 49,0 mil hectares (0,1%).

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“A estimativa de julho para a safra 2025 é recorde da série histórica do IBGE. O crescimento da safra brasileira de cerais, leguminosas e oleaginosas em relação a 2024 é consequência dos maiores investimentos realizados pelos produtores, que ampliaram as áreas de plantio e investiram mais em tecnologia de produção, motivados pelos bons preços dos principais grãos por ocasião do plantio da 1 (safra das águas ou verão) e 2 safras (safra das secas). Outro fator foi o clima, que beneficiou as lavouras no campo na maioria das unidades da federação produtoras. Os problemas climáticos mais sérios foram verificados somente no Rio Grande do Sul”, explica o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Os principais destaques positivos da safra 2025 em julho, frente a junho, são os crescimentos das estimativas da produção da soja (165,5 milhões de toneladas), do milho (137,6 milhões de toneladas), do arroz em casca (12,5 milhões de toneladas) e do algodão em caroço (9,5 milhões de toneladas). O arroz, o milho e a soja representam 92,7% da estimativa da produção e são responsáveis por 88,0% da área colhida. Na comparação com 2024, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (7,1%), do arroz (17,7%), do feijão (0,4%), da soja (14,2%), do milho (19,9%, sendo 14,1% para o milho 1 safra e 21,4% para o milho 2 safra), do sorgo (23,6%) e do trigo (2,3%).

Ainda frente a 2024, mas no que se refere à área a ser colhida, ocorreu crescimento de 5,6% na do algodão herbáceo (em caroço), 11,4% na do arroz em casca, 3,3% na da soja, 3,5% na do milho (declínio de 4,9% no milho 1 safra e crescimento de 5,9% no milho 2 safra), e de 10,9% na do sorgo. Por outro lado, as áreas do feijão (-6,1%) e do trigo (-18,2%) apresentaram reduções.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de julho mostrou variação anual positiva para todas as regiões do país: Centro-Oeste (21,4%), Sul (9,0%), Sudeste (16,9%), Nordeste (9,0%) e Norte (17,3%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos o Norte (1,9%), o Sul (0,7%), o Sudeste (1,9%) e o Centro-Oeste (3,3%). O Nordeste (-0,1%) foi a única região com variação mensal negativa.

Em relação a junho, os principais aumentos nas estimativas de produção ficaram por conta do sorgo (13,5% ou 585 211 t), do milho 2 safra (5,7% ou 6 020 682 t), da castanha de caju (4,0% ou 5 605 t), da uva (2,1% ou 42 983 t), da aveia (2,0% ou 26 589 t), do algodão herbáceo (1,6% ou 154 083 t), do arroz (1,5% ou 185 508 t), da cevada (0,6% ou 3 339 t), do milho 1 safra (0,6% ou 156 042 t), do feijão 2 safra (0,3% ou 3 503 t) e da soja (0,2% ou 390 204 t).

No sentido oposto, houve quedas nas estimativas da produção do feijão 1 safra (-6,7% ou -76 488 t), do tomate (-6,7% ou -318 774 t), do feijão 3 safra (-5,2% ou -43 796 t) e do trigo (-3,4% ou -275 018 t).

“Os recordes de produção do milho e do sorgo em 2025 ocorrem devido à ampliação das áreas de plantio e ao clima que beneficiou essas lavouras durante as duas safras, notadamente o milho da 2 safra no Mato Grosso, que é o maior produtor nacional desse cereal. Esse aumento da produção se deve ao crescimento da demanda pelo cereal, já que ele é utilizado na produção de ração para atender à produção brasileira de proteína animal (carnes de frango, suíno e bovino), assim como no atendimento à crescente produção de etanol de milho, sendo que muitas usinas estão sendo instaladas no estado para aproveitamento desse cereal”, acrescenta Carlos.

Mato Grosso lidera a produção de grãos

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido por Paraná (13,4%), Goiás (11,4%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Em relação às participações das regiões brasileiras, o panorama é o seguinte: Centro-Oeste (51,5%), Sul (25,1%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,3%).

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior,
ocorreram no Mato Grosso (5 536 658 t), em Minas Gerais (561 874 t), no Paraná (479 700 t), em Santa Catarina (245 226 t), no Tocantins (242 795 t), na Bahia (160 380 t), em Rondônia (130 647 t), em Goiás (29 289 t), em Roraima (21 687t), no Maranhão (5 162 t), no Mato Grosso do Sul (408 t), no Acre (47 t) e no Rio de Janeiro (7 t). Já as variações negativas mais relevantes foram observadas no Rio Grande do Sul (-101 540 t), na Paraíba (-76 892 t), no Ceará (-59 501 t), no Piauí (-46 775 t), no Rio Grande do Norte (-12 701 t), em Sergipe (-6 490 t) e no Amazonas (-65 t).

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Colheita de café no Brasil alcança 84% da safra 26/27, mas segue atrasada

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Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 atingiu 84% da área estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O avanço foi de seis pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras.

Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo da colheita permanece abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando 94% da safra já havia sido colhida. O desempenho também está inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 90%.

No segmento de café canéfora (conilon/robusta), a colheita está praticamente concluída, com 99% da produção já retirada das lavouras. O índice está em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica de 98%.

Já a colheita do café arábica apresentou avanço significativo na última semana, alcançando 77% da produção. As condições climáticas mais secas favoreceram a intensificação dos trabalhos, mas o ritmo segue abaixo dos 91% registrados na mesma época de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 85%.

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Preços do boi gordo sobem no atacado com consumo aquecido na semana do Dia dos Pais

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Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar valorização nesta quinta-feira (6). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de alta segue sustentado pela posição das escalas de abate, que permanecem entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

O mercado atacadista de carne bovina também confirmou a tendência de valorização ao longo da semana. A maior demanda provocada pela proximidade do Dia dos Pais, somada à entrada dos salários na economia, foi apontada como principal fator para o avanço dos preços.

Para a próxima semana, a expectativa é de uma reposição mais moderada entre atacado e varejo, com possível perda desse efeito de impulso na demanda. Ainda assim, permanece o cenário de menor competitividade da carne bovina frente a proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.

De acordo com Iglesias, o ritmo diário dos embarques de carne bovina recuou em julho, com média de 9,9 mil toneladas por dia. A China, principal destino da carne brasileira, importou 82 mil toneladas de carne bovina in natura no período, o menor volume registrado nos últimos meses. Por outro lado, as vendas para outros mercados, como os Estados Unidos, apresentaram desempenho positivo e contribuíram para um resultado satisfatório das exportações.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 352,17 por arroba, na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 333,93 por arroba
  • Minas Gerais: R$ 335,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul: R$ 341,82 por arroba
  • Mato Grosso: R$ 332,42 por arroba

Atacado

No atacado, o quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,50 por quilo, com alta de R$ 0,50. A ponta de agulha permaneceu cotada em R$ 20,00 por quilo, enquanto o quarto traseiro atingiu R$ 27,00 por quilo, também com valorização de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,48%, negociado a R$ 5,1051 para venda e R$ 5,1031 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0905 e a máxima de R$ 5,1270.

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Surto de salmonela nos EUA é ligado a pimentas jalapeño do México

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Autoridades federais dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (6) que pimentas jalapeño associadas a um surto de salmonela em múltiplos Estados foram rastreadas até um produtor em Sinaloa, no México. Ao menos 345 pessoas em 27 Estados relataram infecção pela cepa ligada ao produto. Não houve mortes, mas 36 pessoas precisaram ser hospitalizadas.

A maior parte dos casos foi registrada em Minnesota e Colorado. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), as pimentas foram importadas para os Estados Unidos pela Coast Citrus Distributors.

A distribuidora recolheu o produto e iniciou a notificação de clientes, entre eles grandes redes de restaurantes de comida mexicana. A empresa não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

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A Food and Drug Administration (FDA) informou que, entre 191 pessoas entrevistadas na investigação, 177 relataram ter consumido refeições em restaurantes de estilo mexicano entre 14 de junho e 14 de julho. Esse grupo representa 93% dos entrevistados. Entre os estabelecimentos citados estão Chipotle Mexican Grill e Qdoba.

O Chipotle informou que retirou as pimentas jalapeño de algumas unidades. A Qdoba anunciou a remoção preventiva do ingrediente em todos os restaurantes da rede. Após essas medidas, o CDC afirmou em nota que nenhum dos dois estabelecimentos é considerado um risco contínuo para os consumidores no surto atual.

A FDA também apura se parte das pimentas foi distribuída para supermercados e avalia novas ações de recall.

O surto está ligado a pimentas jalapeño importadas do México, com 345 casos registrados em 27 Estados norte-americanos e 36 hospitalizações. As autoridades sanitárias mantêm a investigação sobre a distribuição do produto e possíveis medidas adicionais de recolhimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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