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6 de agosto de 2026

Business

Nova safra está mais cara que a colhida

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O cenário atual do agronegócio é desafiador, com preços em baixa e custos elevados, mas o produtor rural do Mato Grosso do Sul, em especial o de grãos, está otimista. Fábio Caminha, diretor da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), destaca que a próxima safra já se apresenta com um custo maior que a anterior, o que exige atenção redobrada do setor.

“É uma safra que entra mais cara do que essa que a gente colheu”, afirma Caminha, entrevistado desta quinta-feira (14) do programa Direto ao Ponto, sobre a safra 2025/26. Ele explica que a retomada dos preços dos fertilizantes, em parte devido à guerra na Rússia, e o aumento nos defensivos, impulsionado pelo dólar, impactam diretamente o custo de produção.

Apesar dos desafios, como as adversidades climáticas enfrentadas nos últimos anos, o diretor destaca a capacidade de organização do produtor local. “O produtor que estava mais com a gestão na mão, que tinha uma informação mais privilegiada, ele conseguiu se antecipar e fazer essa compra no momento um pouco melhor, e isso ajudou ele a equilibrar os custos”, diz.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Resiliência e atenção a detalhes

A Aprosoja-MS, em conjunto com outras instituições, têm trabalhado para dar suporte aos produtores, como na recente renegociação de dívidas para municípios afetados. “A gente, enquanto instituição, conseguiu colaborar com esse trabalho. As associações nossas aqui tem buscado ajudar o produtor no momento bom e no momento ruim”, comenta Caminha.

O diretor também ressalta, ao programa do Canal Rural Mato Grosso, a importância de se manter atento a detalhes essenciais para o sucesso da safra, como a qualidade da semente, o investimento em fertilidade do solo e o planejamento de plantio.

“O que a gente pede para o nosso produtor é que faça bem feito. É uma safra que a gente não pode errar, como todas as outras, mas essa talvez mais, porque o nosso recurso captado, ele está caro”, alerta.

Pecuária e infraestrutura

Sobre a pecuária, Caminha demonstra otimismo, apesar da taxação de exportação por parte dos Estados Unidos, que não chegou a gerar um baque significativo. O mercado diplomático e a virada de ciclo estabilizam a situação, e os preços da arroba já voltaram aos patamares anteriores.

“Os Estados Unidos é um grande comprador. É um dos principais importadores nossos. Só que o mercado de carne ele é uma triangulação, vamos dizer assim. Se os Estados Unidos não for comprar da gente, ele vai comprar de alguém e que vai deixar de atender algum outro mercado que a gente vai trabalhar para atender. Então, acredito que devido a esses fatores, e pensando na questão de retenção de matrizes, na virada de ciclo, acabou estabilizando”.

Para o diretor da Aprosoja-MS, o estado está em um momento de desenvolvimento interessante, com a agroindustrialização e a chegada de usinas de etanol. Ele credita essa evolução a “gestores que pensaram realmente o estado”, como os governadores Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, que investiram em infraestrutura e logística.

“O estado criou condições para chamar a indústria e transformar as cidades”, conclui. “O agro estando bem, a cidade vai bem”.

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Colheita de café no Brasil alcança 84% da safra 26/27, mas segue atrasada

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Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 atingiu 84% da área estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O avanço foi de seis pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras.

Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo da colheita permanece abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando 94% da safra já havia sido colhida. O desempenho também está inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 90%.

No segmento de café canéfora (conilon/robusta), a colheita está praticamente concluída, com 99% da produção já retirada das lavouras. O índice está em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica de 98%.

Já a colheita do café arábica apresentou avanço significativo na última semana, alcançando 77% da produção. As condições climáticas mais secas favoreceram a intensificação dos trabalhos, mas o ritmo segue abaixo dos 91% registrados na mesma época de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 85%.

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Preços do boi gordo sobem no atacado com consumo aquecido na semana do Dia dos Pais

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Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar valorização nesta quinta-feira (6). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de alta segue sustentado pela posição das escalas de abate, que permanecem entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

O mercado atacadista de carne bovina também confirmou a tendência de valorização ao longo da semana. A maior demanda provocada pela proximidade do Dia dos Pais, somada à entrada dos salários na economia, foi apontada como principal fator para o avanço dos preços.

Para a próxima semana, a expectativa é de uma reposição mais moderada entre atacado e varejo, com possível perda desse efeito de impulso na demanda. Ainda assim, permanece o cenário de menor competitividade da carne bovina frente a proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.

De acordo com Iglesias, o ritmo diário dos embarques de carne bovina recuou em julho, com média de 9,9 mil toneladas por dia. A China, principal destino da carne brasileira, importou 82 mil toneladas de carne bovina in natura no período, o menor volume registrado nos últimos meses. Por outro lado, as vendas para outros mercados, como os Estados Unidos, apresentaram desempenho positivo e contribuíram para um resultado satisfatório das exportações.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 352,17 por arroba, na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 333,93 por arroba
  • Minas Gerais: R$ 335,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul: R$ 341,82 por arroba
  • Mato Grosso: R$ 332,42 por arroba

Atacado

No atacado, o quarto dianteiro foi precificado em R$ 21,50 por quilo, com alta de R$ 0,50. A ponta de agulha permaneceu cotada em R$ 20,00 por quilo, enquanto o quarto traseiro atingiu R$ 27,00 por quilo, também com valorização de R$ 0,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,48%, negociado a R$ 5,1051 para venda e R$ 5,1031 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0905 e a máxima de R$ 5,1270.

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Surto de salmonela nos EUA é ligado a pimentas jalapeño do México

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Autoridades federais dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (6) que pimentas jalapeño associadas a um surto de salmonela em múltiplos Estados foram rastreadas até um produtor em Sinaloa, no México. Ao menos 345 pessoas em 27 Estados relataram infecção pela cepa ligada ao produto. Não houve mortes, mas 36 pessoas precisaram ser hospitalizadas.

A maior parte dos casos foi registrada em Minnesota e Colorado. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), as pimentas foram importadas para os Estados Unidos pela Coast Citrus Distributors.

A distribuidora recolheu o produto e iniciou a notificação de clientes, entre eles grandes redes de restaurantes de comida mexicana. A empresa não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

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A Food and Drug Administration (FDA) informou que, entre 191 pessoas entrevistadas na investigação, 177 relataram ter consumido refeições em restaurantes de estilo mexicano entre 14 de junho e 14 de julho. Esse grupo representa 93% dos entrevistados. Entre os estabelecimentos citados estão Chipotle Mexican Grill e Qdoba.

O Chipotle informou que retirou as pimentas jalapeño de algumas unidades. A Qdoba anunciou a remoção preventiva do ingrediente em todos os restaurantes da rede. Após essas medidas, o CDC afirmou em nota que nenhum dos dois estabelecimentos é considerado um risco contínuo para os consumidores no surto atual.

A FDA também apura se parte das pimentas foi distribuída para supermercados e avalia novas ações de recall.

O surto está ligado a pimentas jalapeño importadas do México, com 345 casos registrados em 27 Estados norte-americanos e 36 hospitalizações. As autoridades sanitárias mantêm a investigação sobre a distribuição do produto e possíveis medidas adicionais de recolhimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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