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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Colheita de algodão em MT avança, mas ritmo segue lento

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou na sexta-feira (8) o mais recente levantamento sobre o andamento da colheita de algodão no estado na safra 2024/2025. Os dados mostram que, até o dia 8 de agosto, 26,98% da área cultivada no estado havia sido colhida, avanço de 8,71 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Apesar do incremento, o ritmo segue inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando 44,08% da safra 2023/2024 já havia sido colhida — uma diferença negativa de 17,10 pontos percentuais.

Entre as regiões acompanhadas pelo Imea, o Médio-Norte apresentou o maior avanço semanal, com 11,16 pontos percentuais, atingindo 30,54% de área colhida. Na sequência, aparecem o Sudeste, com 8,50 p.p. de incremento e 32,20% colhidos, e o Noroeste, que chegou a 25,38%, avanço de 8,93 p.p.

Já o Centro-Sul, que tradicionalmente apresenta início mais rápido da colheita, alcançou 22,38% de área colhida, enquanto o Oeste chegou a 17,28%. As regiões Centro-Sul e Oeste também registraram as maiores diferenças negativas em relação ao ano passado, com quedas de 15,35 e 18,50 pontos percentuais, respectivamente.

Segundo o Imea, o atraso em relação a 2023 pode ser atribuído a fatores climáticos e ao escalonamento do plantio, que alterou o calendário de maturação das lavouras. Ainda assim, a expectativa é de que a colheita ganhe ritmo nas próximas semanas, especialmente nas regiões com maior concentração de áreas plantadas no início da temporada.

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Agro Mato Grosso

Valtra; Além do etanol, a Valtra aposta nos motores biometano no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Agro Mato Grosso

Milho; A força de uma cultura que move Lucas do Rio Verde MT

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Da lavoura à mesa, a Festa do Milho traduz a potência econômica, social e cultural de um dos principais pilares do desenvolvimento regional, com protagonismo da Fundação Rio Verde

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Agro Mato Grosso

MT bate recorde histórico e se consolida como o maior produtor de biocombustíveis do Brasil

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Estado já responde por 26% do biodiesel brasileiro e produziu mais de 5,5 bilhões de litros de etanol de milho na última safra.

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Agro MT