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29 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Colheita de algodão em MT avança, mas ritmo segue lento

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou na sexta-feira (8) o mais recente levantamento sobre o andamento da colheita de algodão no estado na safra 2024/2025. Os dados mostram que, até o dia 8 de agosto, 26,98% da área cultivada no estado havia sido colhida, avanço de 8,71 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Apesar do incremento, o ritmo segue inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando 44,08% da safra 2023/2024 já havia sido colhida — uma diferença negativa de 17,10 pontos percentuais.

Entre as regiões acompanhadas pelo Imea, o Médio-Norte apresentou o maior avanço semanal, com 11,16 pontos percentuais, atingindo 30,54% de área colhida. Na sequência, aparecem o Sudeste, com 8,50 p.p. de incremento e 32,20% colhidos, e o Noroeste, que chegou a 25,38%, avanço de 8,93 p.p.

Já o Centro-Sul, que tradicionalmente apresenta início mais rápido da colheita, alcançou 22,38% de área colhida, enquanto o Oeste chegou a 17,28%. As regiões Centro-Sul e Oeste também registraram as maiores diferenças negativas em relação ao ano passado, com quedas de 15,35 e 18,50 pontos percentuais, respectivamente.

Segundo o Imea, o atraso em relação a 2023 pode ser atribuído a fatores climáticos e ao escalonamento do plantio, que alterou o calendário de maturação das lavouras. Ainda assim, a expectativa é de que a colheita ganhe ritmo nas próximas semanas, especialmente nas regiões com maior concentração de áreas plantadas no início da temporada.

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Agro Mato Grosso

Safra recorde de soja ajuda a derrubar preço do óleo de cozinha em MT

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Produção recorde de soja reduz preço do óleo de cozinha e alivia orçamento das famílias

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Agro Mato Grosso

MT encerra a última semana de junho com nova queda no preço da cesta básica, R$ 905 I MT

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Pela segunda semana consecutiva, a cesta básica encerrou o mês de junho registrando nova queda de preço em Cuiabá. Desta vez, a redução de 2,17% levou o valor médio da cesta para R$ 905,59. Ainda assim, levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelou que o preço atual da cesta básica permanece em alta, situando-se 9,72% acima da média de R$ 825,38 registrada no mesmo período de 2025.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a melhora na oferta de produtos contribuiu para a redução do preço da cesta básica. Ele também ressaltou que as pressões inflacionárias ainda impedem uma queda mais significativa no valor pago pelo consumidor.

“O mês de junho, apesar das oscilações, finaliza com uma melhora nas condições de abastecimento de alguns alimentos, favorecendo a redução da cesta básica. No entanto, o patamar historicamente elevado e a expressiva variação anual demonstram que as pressões inflacionárias sobre a alimentação permanecem relevantes, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias”, disse Wenceslau Júnior.

Entre os itens que contribuíram para o recuo semanal da cesta básica, o tomate apresentou a maior variação negativa, com queda de 13,12%, atingindo o préço médio de R$ 11,62/kg. No entanto, em comparação com o mesmo período de 2025, o valor atual está 42,42% mais alto.

Conforme análise do IPF-MT, o avanço da safra, aliado à baixa qualidade dos frutos e à menor demanda, pode ter contribuído para a redução dos preços.

Pelo mesmo motivo, a batata apresentou redução de 5,33% no preço médio, passando a custar R$ 9,14/kg. O recuo foi influenciado pelo bom desempenho da safra, que ampliou a oferta do produto no mercado. Apesar da queda registrada na semana, o valor segue 74,18% acima do observado no mesmo período do ano passado.

Cenário semelhante foi observado no café, que registrou variação negativa de 3,83%, alcançando o valor médio de R$ 29,27/500 g. O avanço da safra e as condições climáticas favoráveis têm reforçado as expectativas de aumento da oferta, fator que pode ter contribuído para a redução dos preços.

Entre os três produtos que apresentaram as maiores variações na semana, o café é o único cujo preço atual está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, com recuo de 14,42%. Apesar desse comportamento, a intensidade da redução ainda é insuficiente para compensar as pressões acumuladas ao longo do último ano sobre os demais produtos da cesta básica.

Wenceslau Júnior afirmou, ainda, que as quedas observadas nesta semana representam um alívio pontual para o consumidor, mas os expressivos aumentos anuais registrados em alguns produtos indicam que o processo de normalização dos preços ainda ocorre de forma gradual e desigual.

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Pequenas propriedades sustentam força da pecuária em Mato Grosso

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Maior produtor de gado bovino do Brasil, Mato Grosso tem sua pecuária de corte sustentada principalmente por pequenas propriedades rurais. Dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) apontam que, das 106.009 fazendas voltadas à criação de bovinos para corte no estado, 85.005 possuem até 320 hectares, representando 80,1% do total.

Além de liderar o rebanho nacional, a bovinocultura de corte também aparece como a atividade econômica com maior número de estabelecimentos registrados em Mato Grosso, respondendo por 9,36% de todas as empresas cadastradas no estado. O setor supera segmentos tradicionais como cultivo de soja, comércio varejista de vestuário, transporte rodoviário de cargas e construção civil.

Os dados ainda mostram que a cadeia produtiva conta com 12.583 médias propriedades, equivalentes a 11,8% do total, além de 8.417 grandes fazendas, que representam 7,9% das unidades voltadas à pecuária de corte.

Entre os municípios com maior concentração de propriedades dedicadas à atividade, Colniza lidera o ranking estadual, com 3.762 fazendas cadastradas. Na sequência aparecem Cáceres, com 3.218 propriedades, Juína, com 2.485, Nova Bandeirantes, com 2.140, e Confresa, com 2.051.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade, os números demonstram que a força da pecuária estadual vai além dos grandes grupos empresariais.

“Quando observamos que mais de 90% das propriedades pecuárias são de pequeno porte, percebemos que a pecuária mato-grossense é construída por milhares de produtores que geram renda, empregos e movimentam a economia local. Essa ampla base produtiva é um dos fatores que ajudam Mato Grosso a manter sua liderança na produção de carne bovina”, afirmou.

Segundo ele, a presença da atividade em praticamente todas as regiões fortalece a economia dos municípios e amplia a capacidade de crescimento do setor.

“Temos uma cadeia produtiva diversificada, presente em todas as regiões do estado e cada vez mais focada em produtividade e tecnologia. Esse conjunto de fatores tem sido fundamental para consolidar Mato Grosso como uma referência mundial na produção de proteína animal”, completou.

Fonte: FolhaMax

 

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