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22 de junho de 2026

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Soja registra alta em Chicago após declaração de Trump sobre demanda chinesa

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Os contratos futuros da soja em grão fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na reabertura do mercado, impulsionados por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que a China pode quadruplicar suas compras de soja americana como parte das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar da reação inicial positiva, analistas apontam que esse volume de compras é pouco provável de se concretizar, o que fez as cotações se afastarem das máximas do dia.

Expectativa para o USDA

Além disso, o mercado aguarda com expectativa a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as condições das lavouras, prevista para hoje, e o relatório mensal de oferta e demanda, que será divulgado nesta terça-feira (12).

Contratos futuros de soja

Na sessão, os contratos de soja com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 10,05 3/4 por bushel, registrando alta de 18,25 centavos de dólar, ou 1,84%, em relação ao pregão anterior. Já os contratos para janeiro de 2026 avançaram 17,75 centavos, ou 1,76%, negociados a US$ 10,24 1/4 por bushel.

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Safra de inverno no Rio Grande do Sul deve ter área 10,76% menor em 2026

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A área cultivada com as culturas de inverno no Rio Grande do Sul deve cair 10,76% em 2026, passando de 1.765.702 hectares para 1.575.634 hectares, segundo dados apresentados pela Emater/RS nesta segunda-feira (22). A produção total estimada também recua 22,15% em relação ao ciclo anterior, com projeção abaixo das 3.733.118 toneladas registradas em 2025. O levantamento foi realizado entre 4 de maio e 16 de junho de 2026.

De acordo com o diretor técnico da Emater/RS, Mateus Rocha, trigo e cevada puxam a redução da safra de inverno no Estado. No trigo, principal cultura da temporada, a área deve cair 30,18%, de 1.166.163 hectares para 814.220 hectares. A produção está estimada em 2.199.554 toneladas, retração de 36,39% frente ao ciclo passado.

Segundo Rocha, o recuo do trigo está associado a fatores de mercado, financeiros e climáticos. Ele citou como base do cenário a combinação entre questão climática, crédito e descapitalização do produtor gaúcho. O diretor também afirmou que o El Niño gera insegurança em razão das características fitossanitárias do cereal.

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Na cevada, a área projetada é de 20.320 hectares, queda de 36,52%. A produção deve somar 61.369 toneladas, 47,07% abaixo das 115.935 toneladas de 2025.

Em sentido oposto, a canola aparece como destaque positivo do balanço. A área destinada à cultura deve avançar 102,64%, saindo de 174.394 hectares para 353.397 hectares. A produção estimada é de 571.975 toneladas, alta de 100,35% em 2026. Rocha atribuiu esse movimento à demanda industrial e ao modelo de negócios da cultura, que, segundo ele, opera de forma integrada com a indústria e com garantia de preço.

O diretor também citou a inserção da carinata, voltada ao mercado de combustível sustentável de aviação (SAF). Já a aveia branca em grãos deve registrar queda de 1,38% na área, para 387.697 hectares, e de 3,79% na produção, estimada em 900.221 toneladas.

Os dados apresentados pela Emater/RS mostram redução na área e na produção das culturas de inverno no Rio Grande do Sul em 2026, com retração mais acentuada em trigo e cevada e avanço da canola. O material divulgado não informa preços, prazo de comercialização ou detalhamento regional dos impactos para os produtores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boi gordo sente ausência da China e frigoríficos ajustam produção

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Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com tentativas de compra abaixo da referência média e um ambiente ainda de poucos negócios. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão mais confortáveis em estados como Goiás e Minas Gerais.

De acordo com o especialista, os frigoríficos exportadores seguem ajustando sua capacidade de abate diante do esgotamento precoce das cotas de exportação para a China. A principal estratégia adotada tem sido a redução dos abates, em um cenário em que o principal mercado comprador da carne bovina brasileira estará ausente de forma parcial e temporária.

Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi gordo ficou em R$ 345,52 na modalidade a prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 321,07 por arroba. Já em Minas Gerais, a arroba foi cotada em R$ 321,12.

No estado de Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 340,77. Já no Mato Grosso, a referência média alcançou R$ 340,81.

Atacado

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta segunda-feira. A expectativa é de alguma recuperação nos próximos dias, favorecida pelo consumo típico de junho e pela proximidade dos jogos da seleção brasileira. Ainda assim, a carne bovina segue perdendo competitividade frente às proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.

O quarto traseiro permaneceu cotado em R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro seguiu em R$ 21,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha continuou precificada em R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,61%, cotado a R$ 5,1422 para venda e R$ 5,1402 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1237 e a máxima de R$ 5,1685.

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Chuva, safra norte-americana e demanda interna: o que esperar dos preços do milho?

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Foto: Sistema Famasul

A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, mostra que o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 0,97% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu em direção contrária, fechando a R$ 63,91 por saca, leve queda de 0,23% na semana.

Já no mercado físico, na região norte de Mato Grosso, as cotações encerraram a semana com referência de R$ 39,30 por saca.

E agora, o que esperar?

A Grainsights aponta seis fatores que podem determinar os preços do milho no curto prazo. Confira:

  • Safrinha brasileira: no mercado doméstico de milho, as atenções estão concentradas no avanço das colheitadeiras pelo Centro-Sul do país. “Com a colheita ganhando ritmo, a entrada progressiva de grande volume de milho no mercado spot mantém as cotações sob grande pressão sazonal de baixa na B3, com compradores operando de forma bastante seletiva, e esse deve ser o cenário ainda para esta semana”, destaca.
  • Andamento da safra: permanece a expectativa de rendimento geral limitado pelo forte déficit hídrico registrado entre abril e maio. Assim, o mercado deve passar a precificar de forma mais clara as perdas acumuladas em regiões importantes de Goiás, Minas Gerais e norte de Mato Grosso do Sul. Relatórios regionais e o avanço das colheitadeiras trarão dados mais robustos sobre a produtividade real, funcionando como um suporte importante para limitar quedas acentuadas nos contratos futuros da B3.
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  • Chuvas recentes: chuvas registradas em alguns estados, especialmente Goiás, devem desacelerar temporariamente os trabalhos de campo e quebrar o ritmo inicial da colheita, o que não deverá afetar as pressões que o grão tem sofrido recentemente.
  • Safra norte-americana: com o milho em Chicago encerrando a última semana em baixa, o mercado segue pressionado pelas boas condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos e pela expectativa de ampla oferta global. “A valorização do trigo trouxe suporte momentâneo aos preços, mas não foi suficiente para alterar a tendência predominante. O foco agora se volta para julho, quando o clima durante a polinização das lavouras norte-americanas poderá definir a direção do mercado para o restante da safra”, ressalta a Grainsights.
  • Demanda interna: a demanda das indústrias de etanol de milho e o setor de proteína animal continuam aquecidos, o que deve servir como um “piso” importante para os preços no mercado físico doméstico.
  • Próximos passos: o produtor deve atentar-se para a escalada recente nos custos logísticos e de produção, especialmente diante de um El Niño forte que deve se instalar nos próximos meses, tornando necessária cautela para comercialização em momento oportuno.

Macroeconomia e oportunidades

O ambiente macroeconômico desta semana inicia-se sob forte cautela após o Boletim Focus sustentar projeções do IPCA de 2026 para 5,33% e, consequentemente, juros altos por mais tempo do que se esperava inicialmente para o mercado interno.

Além disso, a Grainsights pontua que, com a valorização do dólar comercial frente ao real, impulsionado pela cautela no exterior e incertezas sobre juros nos Estados Unidos também, a receita em reais das exportações agrícolas do Brasil é favorecida enquanto encarece os custos de produção.

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