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7 de agosto de 2026

Business

Safra de café em MG deve ser menor; especialista da Emater orienta planejamento

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A colheita do café avança em todo o Brasil e já se aproxima da reta final, com os trabalhos em campo atingindo 94% da área estimada para esta safra, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (8). O ritmo desacelerou nos últimos dias, mas é um movimento comum na reta final dos trabalhos.

No entanto, em Minas Gerais, maior estado produtor do país, a safra de 2025 deve ser menor que a do ano passado. O recuo é atribuído à bienalidade negativa e às condições climáticas adversas, como períodos de seca durante fases importantes do ciclo da cultura.

De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas deve colher cerca de 26,1 milhões de sacas, o que representa uma redução de 7,1% frente à temporada de 2024. Apesar das perdas previstas, a colheita do arábica tem avançado bem nas principais regiões do estado. 

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o coordenador técnico Emater-MG, Willem de Araújo, explicou que além da seca, chuvas recentes em algumas áreas têm dificultado a secagem dos grãos nesta fase final da colheita. “O produtor está com pressa agora. Os preços estão em alta e ele já começa a pensar na próxima safra. Isso acelera o ritmo da colheita em algumas regiões”.

Segundo o especialista, a colheita já foi praticamente encerrada no Sul de Minas e no Cerrado, restando áreas de montanha, onde a maturação é mais lenta. Ainda assim, a definição dos números finais da safra pode demorar. 

“Muitos produtores ainda não estocaram nem entregaram todo o café às cooperativas. Além disso, há relatos de que estão sendo necessários de 10% a 15% mais grãos para formar uma saca beneficiada. Isso indica que a produção final pode ser ainda menor que os 26 milhões de sacas inicialmente previstos”, afirma.

Qualidade melhor, mas com ressalvas

Sobre a qualidade das plantas, Araújo afirma que as lavouras irrigadas e situadas em áreas mais altas estão com melhor condição fitossanitária. “Essas áreas produziram menos, o que ajuda na recuperação. Em geral, a situação está melhor que no ano passado, quando tivemos um inverno mais quente e plantas desajustadas. Mas aquelas que produziram muito este ano dificilmente vão se recuperar a tempo para a próxima safra.”

Orientações da Emater

Diante do cenário desafiador, a Emater recomenda atenção ao manejo e planejamento antecipado. “Agora é a hora do produtor fazer as podas, escolhendo a técnica mais adequada para cada área. Os preços do café estão em níveis remuneradores, então o momento é favorável para já adquirir insumos com melhores condições”, orienta.

Além disso, ele destaca a importância do investimento em sistemas de irrigação mais eficientes, especialmente nas regiões mais secas, como forma de garantir produtividade com qualidade e menor custo.

Mercado de olho no tarifaço

No mercado, os olhares se voltam para o cenário internacional. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes do setor ainda acreditam que a tarifa adicional de 50% sobre as exportações brasileiras de café para os Estados Unidos pode ser revertida. 

A pressão vem de grandes empresas norte-americanas que dependem do café brasileiro para a composição de seus blends industriais. O Brasil é responsável por cerca de 25% do café importado pelo mercado norte-americano e é o principal fornecedor da variedade arábica, base da indústria local de torrefação.

De acordo com o coordenador técnico, o cenário é incerto. “Ainda estamos aguardando uma definição. Isso pode afetar o volume exportado e deve influenciar a tomada de decisão dos produtores nos próximos meses”, conclui.

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Encontro de produtores de árvores de Mato Grosso está com inscrições abertas

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

As inscrições para o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso já estão abertas. O evento será realizado no dia 11 de setembro, em Cuiabá, e terá como foco temas relacionados à produtividade, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.

A programação será das 8h às 18h30, no auditório Clóves Vettorato, na sede da Aprosoja Mato Grosso, no Centro Político Administrativo. Ao todo, serão disponibilizadas 100 vagas para produtores, pesquisadores e profissionais ligados à atividade florestal.

A proposta é reunir diferentes elos da cadeia para discutir desafios e alternativas para a produção de árvores no estado, aproximando conhecimento científico e realidade dos plantios.

Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para levar conhecimento técnico ao produtor. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios através da inovação e disseminação de boas práticas”, pontua.

Pesquisa e manejo no foco dos produtores

A programação terá a participação do pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Maurel Behling, além de Robinson Cannaval Júnior e Carlos Wilcken, do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF/Esalq-USP).

Também estão confirmados Ronaldo Luiz Vaz, diretor da RR Agroflorestal; Marcos Moreira Magalhães, da Ralyza Agrotecnologia; Ranieri Souza, da CM Florestal; e o coronel Aluísio Metelo, da Ellos Soluções.

As inscrições podem ser feitas pela página do evento no Sympla, onde também está disponível a programação completa. As vagas são limitadas a 100 participantes. Inscrições e programação do Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso aqui.

O encontro tem como parceiros a Embrapa, o IPEF/Esalq-USP, a Aprosoja Mato Grosso e o Fase-MT, com patrocínio da CM Florestal, Ralyza Agrotecnologia e Ellos Soluções.


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PIB do agronegócio cai 2% no primeiro trimestre de 2026, aponta Cepea/CNA

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PIB Agropecuário. Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O resultado sucede o avanço superior a 12% registrado pelo setor em 2025.

Com base nos dados consolidados de janeiro a março, o PIB do agronegócio foi estimado em R$ 3,13 trilhões. Desse total, R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.

Com o desempenho do primeiro trimestre e considerando também o resultado da economia brasileira no período, a participação do agronegócio no PIB nacional é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados em 2025.

Segundo os pesquisadores do Cepea e da CNA, a retração dá continuidade ao movimento observado no quarto trimestre de 2025, quando o setor interrompeu a trajetória de crescimento verificada até o terceiro trimestre daquele ano. Apesar da desaceleração no fim do ano passado, o agronegócio encerrou 2025 com crescimento expressivo, impulsionado pelo desempenho dos primeiros nove meses.

Todos os segmentos recuaram

No primeiro trimestre de 2026, todos os segmentos que compõem o PIB do agronegócio apresentaram queda. O segmento primário registrou o maior recuo, de 4,15%, seguido por insumos (-2,15%), agrosserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).

De acordo com o Cepea/CNA, o principal fator para o resultado foi a expectativa de redução do valor da produção agropecuária ao longo de 2026. A queda dos preços superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.

Na agroindústria, as atividades de base agrícola registraram retração, enquanto as de base pecuária apresentaram crescimento, favorecidas pela redução mais intensa do consumo intermediário.

Já o segmento de agrosserviços foi influenciado pelo desempenho dos demais elos da cadeia. Houve queda nas atividades ligadas ao ramo agrícola, enquanto o segmento pecuário avançou, sustentado pela maior demanda por transporte, comércio e outros serviços associados ao aumento esperado da produção.

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Colheita de café no Brasil alcança 84% da safra 26/27, mas segue atrasada

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Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 atingiu 84% da área estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O avanço foi de seis pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras.

Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo da colheita permanece abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando 94% da safra já havia sido colhida. O desempenho também está inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 90%.

No segmento de café canéfora (conilon/robusta), a colheita está praticamente concluída, com 99% da produção já retirada das lavouras. O índice está em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica de 98%.

Já a colheita do café arábica apresentou avanço significativo na última semana, alcançando 77% da produção. As condições climáticas mais secas favoreceram a intensificação dos trabalhos, mas o ritmo segue abaixo dos 91% registrados na mesma época de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 85%.

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