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CNA discute custos de produção de café e pimenta-do-reino no ES

Na última semana, o município de Jaguaré, no Espírito Santo, sediou o segundo encontro do “Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (Faes) e do Sindicato Rural local. Produtores de café arábica e conilon e pimenta-do-reino debateram custos de produção, técnicas de manejo, estratégias de agregação de valor e perspectivas de mercado.
O presidente do Sindicato Rural de Jaguaré, Gedson Salarolli, ressaltou que o levantamento revela o custo real de cada saca de café e do quilo de pimenta, permitindo calcular o lucro. A coordenadora da CNA, Ana Lígia Lenat, destacou que o projeto também orienta na tomada de decisões e no uso de tecnologias. Já a técnica Letícia Barony apresentou dados da pimenta-do-reino, que teve margem bruta positiva, mas líquida negativa, reflexo de uma quebra de 50% na safra 2024/25 devido ao excesso de calor.
O pesquisador Matheus Mangia, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), destacou a importância de conhecer os custos do café para definir preços e rever o fluxo de caixa e identificar problemas, como perdas na colheita. “Ao calcular os custos, sabemos exatamente onde a colheita pesa, o que nos permite agir na organização e na redução das perdas. No café conilon, ainda conseguimos ganhos em eficiência hídrica e energética”, explicou.
Produtores como Terezinha Lucia Sossai e Márcio Gomes reforçaram que mensurar custos é essencial para melhorar a gestão das lavouras. O Campo Futuro é uma iniciativa do Sistema CNA/Senar em parceria com universidades e centros de pesquisa. Os próximos encontros estão agendados para João Pessoa (PB) em 14 de agosto, Sorriso (MT) em 28 de agosto e Chapecó (SC) em 19 de setembro.
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Encontro de produtores de árvores de Mato Grosso está com inscrições abertas

As inscrições para o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso já estão abertas. O evento será realizado no dia 11 de setembro, em Cuiabá, e terá como foco temas relacionados à produtividade, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.
A programação será das 8h às 18h30, no auditório Clóves Vettorato, na sede da Aprosoja Mato Grosso, no Centro Político Administrativo. Ao todo, serão disponibilizadas 100 vagas para produtores, pesquisadores e profissionais ligados à atividade florestal.
A proposta é reunir diferentes elos da cadeia para discutir desafios e alternativas para a produção de árvores no estado, aproximando conhecimento científico e realidade dos plantios.
Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para levar conhecimento técnico ao produtor. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios através da inovação e disseminação de boas práticas”, pontua.
Pesquisa e manejo no foco dos produtores
A programação terá a participação do pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Maurel Behling, além de Robinson Cannaval Júnior e Carlos Wilcken, do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF/Esalq-USP).
Também estão confirmados Ronaldo Luiz Vaz, diretor da RR Agroflorestal; Marcos Moreira Magalhães, da Ralyza Agrotecnologia; Ranieri Souza, da CM Florestal; e o coronel Aluísio Metelo, da Ellos Soluções.
As inscrições podem ser feitas pela página do evento no Sympla, onde também está disponível a programação completa. As vagas são limitadas a 100 participantes. Inscrições e programação do Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso aqui.
O encontro tem como parceiros a Embrapa, o IPEF/Esalq-USP, a Aprosoja Mato Grosso e o Fase-MT, com patrocínio da CM Florestal, Ralyza Agrotecnologia e Ellos Soluções.
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PIB do agronegócio cai 2% no primeiro trimestre de 2026, aponta Cepea/CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O resultado sucede o avanço superior a 12% registrado pelo setor em 2025.
Com base nos dados consolidados de janeiro a março, o PIB do agronegócio foi estimado em R$ 3,13 trilhões. Desse total, R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.
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Com o desempenho do primeiro trimestre e considerando também o resultado da economia brasileira no período, a participação do agronegócio no PIB nacional é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados em 2025.
Segundo os pesquisadores do Cepea e da CNA, a retração dá continuidade ao movimento observado no quarto trimestre de 2025, quando o setor interrompeu a trajetória de crescimento verificada até o terceiro trimestre daquele ano. Apesar da desaceleração no fim do ano passado, o agronegócio encerrou 2025 com crescimento expressivo, impulsionado pelo desempenho dos primeiros nove meses.
Todos os segmentos recuaram
No primeiro trimestre de 2026, todos os segmentos que compõem o PIB do agronegócio apresentaram queda. O segmento primário registrou o maior recuo, de 4,15%, seguido por insumos (-2,15%), agrosserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).
De acordo com o Cepea/CNA, o principal fator para o resultado foi a expectativa de redução do valor da produção agropecuária ao longo de 2026. A queda dos preços superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.
Na agroindústria, as atividades de base agrícola registraram retração, enquanto as de base pecuária apresentaram crescimento, favorecidas pela redução mais intensa do consumo intermediário.
Já o segmento de agrosserviços foi influenciado pelo desempenho dos demais elos da cadeia. Houve queda nas atividades ligadas ao ramo agrícola, enquanto o segmento pecuário avançou, sustentado pela maior demanda por transporte, comércio e outros serviços associados ao aumento esperado da produção.
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Colheita de café no Brasil alcança 84% da safra 26/27, mas segue atrasada

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 atingiu 84% da área estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O avanço foi de seis pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras.
Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo da colheita permanece abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando 94% da safra já havia sido colhida. O desempenho também está inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 90%.
No segmento de café canéfora (conilon/robusta), a colheita está praticamente concluída, com 99% da produção já retirada das lavouras. O índice está em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica de 98%.
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Já a colheita do café arábica apresentou avanço significativo na última semana, alcançando 77% da produção. As condições climáticas mais secas favoreceram a intensificação dos trabalhos, mas o ritmo segue abaixo dos 91% registrados na mesma época de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 85%.
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