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7 de agosto de 2026

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Como controlar plantas espontâneas sem defensivos? Estudo da Embrapa responde

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Um estudo da Embrapa mostra que é possível, em lavouras de grãos, reduzir o uso de capina e eliminar a necessidade de herbicidas no controle de plantas espontâneas.

A solução é usar técnicas simples como rotação de culturas, cobertura do solo e semeadura direta. A descoberta beneficia especialmente lavouras orgânicas e agroecológicas, nas quais não são aplicados produtos químicos.

A pesquisa foi realizada no Cerrado de Goiás, em ambiente tropical, e avaliou diferentes formas de manejo ao longo de quatro anos. A proposta era testar como o cultivo de diferentes plantas de cobertura e o preparo do solo influenciam a presença de plantas espontâneas, popularmente chamadas de “mato”.

Como foi feita a pesquisa

Foram implantados e repetidos, ao longo de quatro anos, experimentos combinando plantas de cobertura do solo em semeadura direta e em preparo convencional utilizando grades aradora e niveladora.

Houve ainda uma parcela em pousio (vegetação espontânea) para comparação. Em cada sistema de manejo do solo, foram estabelecidas as culturas anuais de grãos.

O experimento funcionou com o plantio de milho e do feijão no início do período chuvoso, na época “das águas”.

Após a colheita de grãos, as plantas de cobertura crotalária, guandu, mucuna-preta e sorgo vassoura foram semeadas na “safrinha”, permanecendo durante a entressafra, a não ser na área de pousio.

Posteriormente, com a chegada de cada novo período chuvoso (época das águas), as plantas de cobertura de solo e a vegetação espontânea (pousio) eram manejadas e deixadas sobre o solo para semeadura direta ou incorporadas para semeadura convencional do milho e do feijão “das águas”.

Sucesso no controle da tiririca

Nesse trabalho, foram encontradas 25 espécies de plantas espontâneas. A tiririca, a trapoeraba, a corda de viola, o picão-preto e o leiteiro foram as utilizadas para este estudo, devido à importância no cultivo de feijão e de milho.

Um dos principais problemas em agroecossistemas tropicais é a tiririca. No experimento, ficou evidente que as plantas de cobertura exerceram efeito supressor em comparação à área de pousio (apenas plantas espontâneas na entressafra).

“Em sistema de semeadura direta, a população de tiririca foi também reduzida em cerca de três vezes comparativamente ao sistema de preparo convencional do solo”, relata o pesquisador da Embrapa Agostinho Didonet, um dos coordenadores desse trabalho. “O resultado indica que a semeadura direta é importante aliada da produção de grãos em sistemas agroecológicos”, analisa.

Ele relatou que sorgo vassoura, milheto e crotalária, utilizados como cobertura de solo e depois manejados para semeadura de grãos em plantio direto, apresentaram a menor incidência de tiririca durante o experimento, o que pode ser atribuído à maior capacidade de cobertura do solo e produção de biomassa.

Uso de diferentes plantas de cobertura

Para outro tipo de planta espontânea comum no cerrado, a trapoeraba, o efeito de diferentes plantas de coberturas foi também um diferencial.

“A utilização da crotalária, guandu e mucuna permitiu quase dobrar o controle da trapoeraba, quando comparada ao pousio e ao sorgo vassoura, disse Didonet. Nesse caso, o pesquisador observa ainda que o preparo do solo, seja convencional ou em plantio direto, não afetou significativamente o efeito supressor das plantas de cobertura.

Agostinho considera que os experimentos mostraram, de forma geral, que plantas de cobertura manejadas em sistema de semeadura direta reduziram a competitividade de espécies de plantas espontâneas diante de lavouras orgânicas de grãos de milho e de feijão. Isso pode ser explicado pela presença das plantas de cobertura ao longo da entressafra e de resíduos vegetais na superfície do solo.

De acordo com Didonet, a rotação de culturas na safra “das águas”, o cultivo de diferentes plantas de cobertura do solo na entressafra, a semeadura direta e a diversidade de plantas espontâneas presentes no pousio, permitiram alcançar certo equilíbrio sem predomínio de nenhuma delas. Isso facilitou o controle e a convivência com plantas espontâneas seguindo princípios agroecológicos na produção de grãos.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Encontro de produtores de árvores de Mato Grosso está com inscrições abertas

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

As inscrições para o Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso já estão abertas. O evento será realizado no dia 11 de setembro, em Cuiabá, e terá como foco temas relacionados à produtividade, manejo e tecnologias aplicadas às florestas plantadas.

A programação será das 8h às 18h30, no auditório Clóves Vettorato, na sede da Aprosoja Mato Grosso, no Centro Político Administrativo. Ao todo, serão disponibilizadas 100 vagas para produtores, pesquisadores e profissionais ligados à atividade florestal.

A proposta é reunir diferentes elos da cadeia para discutir desafios e alternativas para a produção de árvores no estado, aproximando conhecimento científico e realidade dos plantios.

Para o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, o encontro deve contribuir para levar conhecimento técnico ao produtor. “A intenção do evento é discutir soluções para o aumento da produtividade média dos plantios através da inovação e disseminação de boas práticas”, pontua.

Pesquisa e manejo no foco dos produtores

A programação terá a participação do pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Maurel Behling, além de Robinson Cannaval Júnior e Carlos Wilcken, do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF/Esalq-USP).

Também estão confirmados Ronaldo Luiz Vaz, diretor da RR Agroflorestal; Marcos Moreira Magalhães, da Ralyza Agrotecnologia; Ranieri Souza, da CM Florestal; e o coronel Aluísio Metelo, da Ellos Soluções.

As inscrições podem ser feitas pela página do evento no Sympla, onde também está disponível a programação completa. As vagas são limitadas a 100 participantes. Inscrições e programação do Encontro Técnico dos Produtores de Árvores de Mato Grosso aqui.

O encontro tem como parceiros a Embrapa, o IPEF/Esalq-USP, a Aprosoja Mato Grosso e o Fase-MT, com patrocínio da CM Florestal, Ralyza Agrotecnologia e Ellos Soluções.


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PIB do agronegócio cai 2% no primeiro trimestre de 2026, aponta Cepea/CNA

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PIB Agropecuário. Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O resultado sucede o avanço superior a 12% registrado pelo setor em 2025.

Com base nos dados consolidados de janeiro a março, o PIB do agronegócio foi estimado em R$ 3,13 trilhões. Desse total, R$ 1,88 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão ao pecuário.

Com o desempenho do primeiro trimestre e considerando também o resultado da economia brasileira no período, a participação do agronegócio no PIB nacional é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados em 2025.

Segundo os pesquisadores do Cepea e da CNA, a retração dá continuidade ao movimento observado no quarto trimestre de 2025, quando o setor interrompeu a trajetória de crescimento verificada até o terceiro trimestre daquele ano. Apesar da desaceleração no fim do ano passado, o agronegócio encerrou 2025 com crescimento expressivo, impulsionado pelo desempenho dos primeiros nove meses.

Todos os segmentos recuaram

No primeiro trimestre de 2026, todos os segmentos que compõem o PIB do agronegócio apresentaram queda. O segmento primário registrou o maior recuo, de 4,15%, seguido por insumos (-2,15%), agrosserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).

De acordo com o Cepea/CNA, o principal fator para o resultado foi a expectativa de redução do valor da produção agropecuária ao longo de 2026. A queda dos preços superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.

Na agroindústria, as atividades de base agrícola registraram retração, enquanto as de base pecuária apresentaram crescimento, favorecidas pela redução mais intensa do consumo intermediário.

Já o segmento de agrosserviços foi influenciado pelo desempenho dos demais elos da cadeia. Houve queda nas atividades ligadas ao ramo agrícola, enquanto o segmento pecuário avançou, sustentado pela maior demanda por transporte, comércio e outros serviços associados ao aumento esperado da produção.

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Colheita de café no Brasil alcança 84% da safra 26/27, mas segue atrasada

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Foto: Pixabay.

A colheita da safra brasileira de café 2026/27 atingiu 84% da área estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O avanço foi de seis pontos percentuais em relação à semana anterior, impulsionado pelo predomínio do tempo seco nas principais regiões produtoras.

Apesar da evolução dos trabalhos, o ritmo da colheita permanece abaixo do observado no mesmo período de 2025, quando 94% da safra já havia sido colhida. O desempenho também está inferior à média dos últimos cinco anos (2021-2025), de 90%.

No segmento de café canéfora (conilon/robusta), a colheita está praticamente concluída, com 99% da produção já retirada das lavouras. O índice está em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e acima da média histórica de 98%.

Já a colheita do café arábica apresentou avanço significativo na última semana, alcançando 77% da produção. As condições climáticas mais secas favoreceram a intensificação dos trabalhos, mas o ritmo segue abaixo dos 91% registrados na mesma época de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 85%.

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