Agro Mato Grosso
Vitrine de inovação para o agro; evento terá mais de 100 marcas expositoras em Cuiabá

A GreenFarm 2025 se consolida como um importante evento de inovação e negócios do agro na região Centro-Oeste e projeta reunir mais de 100 marcas expositoras em sua segunda edição. A feira será realizada de 17 a 20 de setembro, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, tendo foco na geração de oportunidades para empresas, produtores, investidores e lideranças rurais.
A proposta é oferecer uma ampla vitrine de soluções, networking e conexões estratégicas. Um cenário favorecido pela localização do evento, já que Cuiabá está no coração da América do Sul, é considerada a capital do estado mais agro do país e tem se destacado por seu papel estratégico no desenvolvimento e na atração de investimentos para Mato Grosso.
Além de ocupar o maior parque multieventos da América Latina, a GreenFarm 2025 foi planejada com uma estrutura versátil que possibilita a instalação de estandes próprios de expositores, em áreas externas localizadas dentro do espaço da feira ou ainda, o uso de estandes prontos, que são oferecidos pela organização, o que reduz os custos de montagens independentes.
Para Randala Lopes, realizadora da GreenFarm, participar como expositor é uma escolha estratégica. Randala destaca o caráter inclusivo e a diversidade de expositores que participam da GreenFarm. “Estar presente com um stand é associar a marca da sua empresa à inovação, à força do agro brasileiro e às soluções mais modernas do setor”, afirma a empresária.
“Acreditamos que o crescimento do agro passa por mais inclusão. Grandes marcas e novos empreendedores dividindo o mesmo espaço, o que potencializa conexões e gera negócios concretos. A GreenFarm 2025 terá agentes do mercado financeiro, político e econômico, além da exposição de produtos, máquinas e serviços que movimentam a agropecuária”, completa Randala.
A organização da GreenFarm destaca ainda os investimentos na estrutura de comunicação e divulgação que traz resultados e valoriza cada expositor. As marcas parceiras ganham visibilidade por meio de campanhas publicitárias, ações de marketing digital, reportagens em veículos especializados e presença nas redes sociais do evento. “Além disso, a programação realizada durante os quatro dias de feira será transmitida ao vivo pelo site oficial da GreenFarm, ampliando o alcance das divulgações e a repercussão nacional”, explica Randala.
Na edição de 2024, a feira movimentou mais de R$ 100 milhões, recebeu 60 marcas expositoras, atraiu visitantes de seis países e contabilizou R$ 15 milhões em leilões de genética animal. O público total foi de 10 mil pessoas em três dias de evento. Para 2025, a meta é ir além: ampliar números, consolidar a qualidade e segmentar ainda mais a programação.
Parcerias renovadas
Entre os expositores confirmados está a House Pantaneira, loja especializada em móveis rústicos. A marca retorna ao evento após uma participação bem-sucedida em 2024. “Tivemos ótimo networking e visibilidade. Este ano, queremos consolidar ainda mais nosso posicionamento no agro”, diz o proprietário Jhonathan Arantes dos Santos. No stand, a empresa vai expor peças como mesas, cadeiras, aparadores, tábuas e facas artesanais.
Também já confirmou presença a Concessionária Vegrande, representante da marca de máquinas e implementos da New Holland, em Várzea Grande (MT). Para Walter Zacarkim, diretor comercial, a feira é uma excelente oportunidade de relacionamento com o público agro. “A Vegrande participou da edição de 2024 e já estamos com os preparativos para 2025. Vamos preparar o nosso stand para receber os produtores e ofertar tudo que é necessário, desde o preparo do solo até a colheita, incluindo tratores, implementos agrícolas e colheitadeiras”, ressalta.
A Rede de Hotéis Amazon também volta a ser expositora em 2025 depois de uma participação positiva na edição anterior. “A GreenFarm proporcionou networking, fortalecimento da marca e geração de novos contatos comerciais”, afirma Karine Reis, especialista em marketing da rede Amazon. Ainda de acordo com Karine, o evento também ampliou a visibilidade da marca entre empresas do agronegócio e gerou novas reservas corporativas. Com a feira maior este ano, a expectativa é fortalecer ainda mais a presença no setor. “Estamos entusiasmados em participar de uma feira que cresce junto com a força do agro mato-grossense, um dos setores que mais movimentam a economia do estado e do país.”
“A GreenFarm foi projetada para integrar todo o ecossistema do agronegócio e abre espaço tanto para empresas consolidadas quanto para novos negócios, que poderão apresentar soluções, lançar produtos e fortalecer o próprio posicionamento no setor agropecuário”, reforça Randala.
Programação ampla e variada – Entre os destaques da edição deste ano estão o Hackathon “Celeiro de Campeões”, promovido pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT, exposição de animais, leilões de equinos e bovinos, painéis e palestras, além do encerramento do Circuito Fazenda Rosa com mais de 1.500 mulheres do agro. A piscicultura também terá espaço garantido, com programação em parceria com a AQUAMAT. O evento termina com o Festival Rústico, no dia 20 de setembro, em que o público vai aproveitar mais de seis horas de open food e um show nacional com o cantor Ralf.
GreenFarm 2025
Data: 17 a 20 de setembro
Local: Parque Novo Mato Grosso – Cuiabá/MT
Contato para expositores: (65) 98147-3309 / (65) 98126-0034
Transmissão ao vivo: www.greenfarmbrasil.com.br
Agro Mato Grosso
Demarcação de terra de indígenas isolados em MT é concluída após mais de 27 anos

Instalação dos marcos na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo foi finalizada quase três décadas após a confirmação da presença do povo isolado. Processo agora aguarda decreto presidencial para garantir o reconhecimento definitivo da área.
A demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foi concluída após 27 anos de espera. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pela organização não governamental Survival International. Com a instalação dos marcos e placas que delimitam oficialmente o território, o processo entra na etapa final e passa a depender apenas da homologação por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A área é habitada pelos indígenas isolados Kawahiva, um povo caçador-coletor nômade que depende integralmente da floresta para sobreviver. Segundo a ONG, eles são sobreviventes de massacres e epidemias que dizimaram parte de seu povo e, por isso, mantêm a decisão de viver sem contato com não indígenas.
Embora a conclusão da demarcação física represente um avanço histórico, a homologação presidencial é considerada essencial para garantir a proteção jurídica definitiva do território. A Survival International afirma que a terra continua sob pressão de grileiros, madeireiros e grupos interessados na exploração da região, que ao longo dos anos recorreram a disputas judiciais, pressões políticas, incêndios criminosos e episódios de violência para tentar impedir o reconhecimento da área.
O processo contou com o trabalho da Base de Proteção Etnoambiental Madeirinha Juruena, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Mesmo com recursos limitados, a equipe atuou durante décadas no monitoramento e fiscalização da área para impedir invasões enquanto a demarcação não era concluída. Organizações como o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) também participaram das ações de proteção territorial.
Nos últimos meses, o indigenista Jair Candor e sua equipe percorreram a terra indígena por mais de dois meses para instalar os marcos e as placas que identificam os limites do território. Candor afirmou que a conclusão dessa etapa representa um marco importante para a segurança dos indígenas isolados.
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Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor
Segundo ele, a partir do momento que a demarcação física é implantada, ela traz mais segurança porque assim as pessoas vão começar a entender que é real, mas “a guerra continua porque agora vem a homologação”.
Em nota, a Funai também destacou que a conclusão da demarcação física representa um avanço importante no processo iniciado há quase 30 anos.
Segundo a fundação, a instalação dos marcos materializa em campo os limites já definidos administrativamente e permite que o processo siga para a fase final, que é a homologação por decreto presidencial, responsável por conferir validade jurídica definitiva ao território.
A campanha pela proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo reúne, há anos, organizações indígenas e indigenistas. Além da Survival International, participam da mobilização a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o Indian Law Resource Center, a Operação Amazônia Nativa (Opan), o Observatório dos Povos Indígenas Isolados (Opi) e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI).
Proteção depende de fiscalização permanente
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Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama
Apesar do avanço, organizações que acompanham o caso alertam que a homologação, por si só, não encerra os desafios para a proteção da área.
Segundo a Survival International, será necessária a presença permanente de equipes do governo para monitorar o território, combater invasões e impedir a ocupação ilegal da terra. A organização ressalta que a fiscalização contínua é considerada indispensável para assegurar a integridade da floresta e a sobrevivência dos indígenas isolados que vivem na região.
Agro Mato Grosso
Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.
A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.
O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.
O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.
Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.
Agro Mato Grosso
Ciclone bomba pode provocar ventos fortes e temporais em 23 cidades de MT

Sistema que se forma no Sul do país deve trazer mudanças no tempo; Inmet emitiu alerta de grande perigo para áreas afetadas pelo fenômeno.
Pelo menos 23 municípios de Mato Grosso estão na área de influência de um ciclone bomba que começa a se formar nesta quinta-feira (6) no Sul do Brasil. O sistema meteorológico pode provocar mudanças no tempo, com possibilidade de ventos intensos, temporais e queda de granizo em diferentes regiões do país.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para a formação do fenômeno, que deve ganhar força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A previsão indica que o ciclone deve atingir a maior intensidade no sábado (8).
Entre as cidades mato-grossenses que podem sentir os efeitos do sistema estão Cáceres, Poconé, Alto Araguaia, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Municípios sob alerta em Mato Grosso:
- Alto Araguaia
- Alto Taquari
- Araputanga
- Barão de Melgaço
- Cáceres
- Conquista D’Oeste
- Curvelândia
- Figueirópolis D’Oeste
- Glória D’Oeste
- Indiavaí
- Itiquira
- Jauru
- Lambari D’Oeste
- Mirassol D’Oeste
- Nossa Senhora do Livramento
- Nova Lacerda
- Poconé
- Pontes e Lacerda
- Porto Esperidião
- Santo Antônio do Leverger
- São José dos Quatro Marcos
- Vale de São Domingos
- Vila Bela da Santíssima Trindade
O Inmet destaca que a previsão pode sofrer alterações conforme a trajetória e a intensidade do sistema meteorológico.
O que é um ciclone bomba?
O chamado ciclone bomba é um fenômeno conhecido pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva ou bombogênese. Ele acontece quando uma área de baixa pressão atmosférica se fortalece rapidamente em um curto período.
O termo “bomba” é usado porque a queda da pressão ocorre de forma acelerada. Para ser classificado dessa maneira, o sistema precisa registrar uma redução significativa da pressão central em cerca de 24 horas.
O fenômeno costuma ocorrer quando massas de ar frio encontram áreas de ar mais quente, criando condições favoráveis para uma rápida intensificação do sistema.
Frio deve avançar após passagem do ciclone
Depois da atuação do ciclone e da passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas. A previsão indica que o frio deve se intensificar na Região Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias seguintes.
A orientação é que moradores acompanhem as atualizações dos órgãos de meteorologia, já que mudanças na rota e na força do ciclone podem alterar os efeitos previstos.
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