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Senadores e ministro das Relações Exteriores vão para os EUA tentar reverter tarifaço

A poucos dias da entrada em vigor de uma tarifa adicional de 50% imposta EUA sobre produtos brasileiros, o governo corre contra o tempo para tentar reverter a medida. A sobretaxa, prevista para começar em 1º de agosto, atinge em cheio exportações agropecuárias brasileiras, como carne bovina, pescados, frutas, suco de laranja e mel.
Neste fim de semana, uma comitiva de oito senadores brasileiros desembarcou em Washington para negociar com autoridades norte-americanas. A primeira reunião aconteceu na noite de sábado (27). O grupo terá três dias de agenda: nesta segunda-feira (29), os parlamentares se encontram com empresários; na terça, com congressistas norte-americanos; e na quarta, com representantes da sociedade civil. Fazem parte da missão:
- Tereza Cristina e Esperidião Amin (PP)
- Marcos Pontes (PL)
- Jacques Wagner e Rogério Carvalho (PT)
- Carlos Viana (Podemos)
- Fernando Farias (MDB)
- Nelsinho Trad (PSD), que lidera a comitiva
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em Nova York, onde participa de uma reunião da ONU sobre o conflito em Gaza. Nos bastidores, ele tenta articular uma conversa com representantes da Casa Branca para discutir diretamente o impacto das novas tarifas ao Brasil.
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As sobretaxas foram anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump, que busca retomar protagonismo na política externa dos EUA. No total, 27 países e o bloco da União Europeia serão atingidos pela medida. As tarifas mais brandas foram direcionadas ao Reino Unido (10%) e à União Europeia e Japão (15%). Já as mais severas recaem sobre o Brasil (50%), além de Mianmar e Laos (40%).
Fontes diplomáticas indicam que o governo norte-americano tem negociado concessões comerciais em troca da redução ou suspensão das tarifas. No caso da União Europeia, o bloco teria se comprometido a investir US$ 600 bilhões nos EUA e a adquirir US$ 750 bilhões em energia e equipamentos militares norte-americanos.
O governo brasileiro ainda tenta uma solução diplomática que impeça os prejuízos ao agronegócio e a outros setores da economia. A expectativa é de que a movimentação desta semana seja decisiva para o futuro das relações comerciais entre os dois países.
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Falta de areia no mercado adia entrega de nova quadra no Parque da Família, em Cuiabá

Prefeitura concluiu estrutura de concreto, mas precisou estender prazo da obra em 15 dias aguardando a chegada de material específico
A nova quadra de areia do Parque da Família, em Cuiabá, será entregue à população em 15 dias. A estrutura, voltada para a prática de modalidades esportivas e lazer comunitário, entrou na reta final de montagem, mas teve a data de inauguração reajustada devido à indisponibilidade temporária de areia apropriada no mercado local.
Inicialmente prevista para esta semana, a conclusão do espaço precisou ser prorrogada a pedido da empreiteira responsável, que aguarda o fornecimento do insumo específico para quadras de areia.
Segundo o diretor técnico de Infraestrutura Esportiva da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Ricardo Giradelo, a parte de engenharia civil já está adiantada. As muretas de contenção e os tubos de sustentação para o cercamento foram concluídos.
“Ainda não instalamos as telas de fechamento porque precisamos primeiro espalhar a areia no recinto. Como a construtora nos informou sobre a falta do material adequado na cidade, estendemos o prazo para o recebimento desse lote e remarcamos a entrega para o dia 9 de outubro”, explicou Giradelo.
A montagem do alambrado será a etapa final da obra, realizada imediatamente após o preenchimento do solo. O novo equipamento faz parte do plano da Prefeitura de Cuiabá para revitalizar os espaços públicos de convivência e incentivar a prática de atividades físicas na capital.
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Ouça áudio em que deputado xinga e ameaça empresária em MT

Gravação de ligação com Luci Vânia Conci levou a Justiça a conceder medidas protetivas contra Chico Guarnieri
Um áudio que circula em grupos de WhatsApp registra uma ligação em que o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) xinga a empresária Luci Vânia Conci, de Sapezal. Questionado por ela se estava fazendo uma ameaça, o parlamentar responde: “Estou ameaçando! Pilantra! Safada! Grava aí!”.
Luci afirmou que recebeu duas ligações de Guarnieri em 1º de setembro, após conversar com um vereador sobre apoio eleitoral. Ela negou ter feito campanha contra o deputado e disse que nunca havia se sentido tão humilhada.
Nas redes sociais, Luci diz que se sentiu humilhada pelo parlamentar.
“Eu nunca me senti tão humilhada na minha vida. Porque nem meu pai, nem meu ex-marido, ninguém fez isso comigo. Falar o que o Chico falou pra mim”, declarou.
A Justiça concedeu medidas protetivas à empresária em 8 de setembro. Guarnieri ficou proibido de se aproximar dela, de seus familiares e de testemunhas, além de entrar em contato por telefone, aplicativos ou redes sociais.
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Quase 919 mil brasileiros no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026

Eleitores estão distribuídos por 134 países e votarão apenas para presidente e vice-presidente; seções serão instaladas em 186 cidades
Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país.
Os brasileiros que vivem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
Seções eleitorais
O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo ano a ano. De 2010 a 2026, o aumento registrado foi de 358%.
Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores habilitados, contingente que subiu para 354 mil em 2014. Em 2018 eram 500 mil eleitores registrados fora do país e, em 2022, quase 700 mil.
Brasília (DF), 25/09/2026 – Eleições 2026. Eleitores no exterior. Foto: Arte/Agência Brasil
Eleições 2026: eleitores no exterior. – Arte/Agência Brasil
A jornalista Victoria Duarte, de 30 anos, está entre esses eleitores. Estudante de mestrado na University of Niagara Falls, ela mora em Ontário, no Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que ela participará de uma eleição brasileira no exterior.
“Queria votar, mesmo morando fora, porque sei da importância dessas eleições para o futuro do meu país. Fiz todo o processo necessário para isso”, disse ela à Agência Brasil.
Para votar, Victoria e outros amigos brasileiros terão de se deslocar até Toronto, onde fica a seção eleitoral mais próxima.
Segundo o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades do exterior. Elas funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também poderão ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços.
O número de brasileiros aptos a votar fora do país vem crescendo nos últimos anos. Em 2014, havia cerca de 354 mil eleitores habilitados. Em 2022, esse contingente chegou a quase 700 mil.
A experiência de morar fora reforçou o vínculo de Victoria com o Brasil. “Fiquei mais patriota e orgulhosa do próprio país”, afirmou. “Quem mora fora sabe disso porque compara.”
Os países com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).
Brasília (DF), 25/09/2026 – Eleições 2026. Eleitores no exterior. Foto: Arte/Agência Brasil
Arte/Agência Brasil
Perfil
Segundo o TSE, as mulheres representam 57% dos eleitores registrados fora do Brasil, enquanto os homens correspondem a 43%. Quanto ao estado civil, os solteiros são maioria, com 52% do total. Os casados representam 42%; os divorciados, 6%; e os viúvos, 1%.
O cadastro eleitoral registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, número equivalente a 0,72% desse eleitorado.
Com relação à escolaridade, 38% dos eleitores residentes no exterior têm ensino superior completo, o maior percentual entre os níveis de instrução registrados. Os que concluíram o ensino médio representam 29%, enquanto aqueles com ensino superior incompleto correspondem a 13%.
Os eleitores com ensino médio incompleto somam 10%, seguidos pelos que têm ensino fundamental completo (5%), ensino fundamental incompleto (3%) e pelos que apenas sabem ler e escrever (1%).
Quanto à faixa etária, o maior grupo é formado por eleitores de 40 a 44 anos. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.
Os dados detalhados sobre o eleitorado residente no exterior estão disponíveis no portal do TSE.
Polarização
Victoria diz que a polarização política brasileira também é percebida entre os brasileiros que vivem no exterior.
“Em geral, as pessoas que vêm ao Canadá têm melhores condições financeiras e, por isso, tendem a ser mais conservadoras. Mas há também muitos jovens por aqui que, em geral, são mais progressistas e costumam votar na esquerda”, avaliou.
Justificativa
Eleitores que estiverem no exterior no dia da votação e não comparecerem às urnas poderão justificar a ausência em uma das mesas receptoras de votos instaladas fora do país ou por meio do aplicativo e-Título.
“Não haverá mesas exclusivas para justificativa. O procedimento presencial poderá ser realizado apenas nas mesas que funcionarem com urna eletrônica”, informou o TSE.
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