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27 de junho de 2026

Tecnologia do Agro

Bayer deve estrear inseticida Plenexos Care em 2026

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Inseticida com espidoxamato deve ter como foco controle de mosca-branca

A Bayer anunciou o lançamento global do inseticida Plenexos Care — previsto para 2026 no Brasil (está em fase de registro). O produto tem como princípio ativo o espidoxamato (spidoxamat), molécula do grupo dos cetoenóis, classificada pelo IRAC no grupo 23. Com ação sistêmica, o composto inibe a enzima acetil coenzima A carboxilase (ACCase) e combate pragas sugadoras como moscas-brancas (Bemisia tabaci).

O espidoxamato transloca pela planta tanto via xilema quanto floema, explica Guilherme Hungueria (na foto), gerente de marketing para cultivos da Bayer. A aplicação protege não apenas as folhas existentes, mas também o novo tecido vegetal, garantindo cobertura duradoura. O produto pode ser aplicado por via foliar, no solo ou por meio de pulverização aérea.

Plenexos Care atua de forma inovadora, explica Hungueria. A molécula impede que os adultos coloquem ovos, reduzindo a reprodução da praga. O produto permite ao agricultor manejar a infestação desde o início do ciclo da cultura, evitando o crescimento populacional do inseto.

A formulação é seletiva a inimigos naturais e polinizadores, o que favorece práticas agrícolas mais sustentáveis. A Bayer prevê que a bula trará recomendação para duas aplicações por ciclo. A empresa sugere o uso rotacionado com outros produtos de seu portfólio para evitar o desenvolvimento de populações resistentes.

Plenexos Care será registrado para culturas como soja, algodão, frutas e hortaliças. Testes indicam compatibilidade com a maioria dos produtos usados em misturas de tanque, o que facilita a adoção no campo.

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Agro Mato Grosso

Fendt 900 Vario chega a 50 mil unidades em 2026

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Série completa 30 anos e ganha edição limitada de 300 tratores com acabamento inspirado na Design Line de 2005

A série Fendt 900 Vario atingirá a marca de 50 mil unidades produzidas em julho de 2026. Também completará 30 anos de uso mundial. Para marcar as duas datas, a Fendt lançará uma edição especial limitada a 300 unidades.

A edição comemorativa terá pintura inspirada na Fendt Design Line de 2005. O pacote também incluirá elementos cromados. Os compradores poderão escolher entre as cores Black, Steel Blue, Fir Green, Black Red e Nature Green. O trator trará soleira gravada, tapete bordado com logotipo do aniversário, emblema no capô e banco SuperComfort em couro Titanium, com encosto de cabeça bordado.

A Fendt exibirá o modelo em feiras e eventos nos próximos meses. Uma das apresentações ocorrerá na EIMA, feira de máquinas agrícolas em Bolonha, na Itália, de 11 a 14 de novembro.

Início da série

A trajetória da série começou em 1996, com o Fendt Favorit 926 Vario. O trator introduziu a transmissão Vario, continuamente variável e com divisão de potência. A solução eliminou relações fixas de marcha. O operador passou a controlar a rotação do motor e a transmissão pelo mesmo conjunto de comando. No teste da DLG, o modelo registrou consumo abaixo de 200 gramas por quilowatt-hora na tomada de potência, em potência máxima.

Em 1999, a linha recebeu novo desenho externo e incorporou injeção eletrônica de combustível. A atualização também trouxe o primeiro Vario Terminal. O sistema Variotronic permitiu controlar funções como válvulas hidráulicas e memória de velocidade. O joystick passou a ter quatro botões para funções automáticas do levante e da tomada de potência. A Fendt informa que esse conjunto de botões permanece presente nos tratores da marca.

A segunda geração chegou em 2003 com o Tractor Management System. O TMS conecta motor e transmissão por controle eletrônico. O sistema ajusta a rotação conforme a demanda de potência. O operador passou a comandar transmissão Vario e motor pelo drive lever. A geração também introduziu o Variotronic Teach-In, recurso para programar até 16 etapas de trabalho em manobras de cabeceira.

Terceira geração

Em 2005, a Fendt apresentou o Fendt 936 Vario na Agritechnica. O modelo passou a usar motor Deutz de 360 cavalos. Também recebeu suspensão independente nas rodas, nova cabine e pacotes Power e Profi. A versão alcançava velocidade máxima de 60 quilômetros por hora. No mesmo evento, a marca mostrou um Fendt 900 Vario preto, depois chamado pelo setor de “Black Madonna”. A apresentação marcou o início da Design Line.

A quarta geração, de 2010, elevou a potência máxima para 390 cavalos no Fendt 939 Vario, com motor Deutz de 7,8 litros. A linha recebeu o VarioGrip, sistema integrado de controle da pressão dos pneus. No campo, a pressão menor reduz compactação e amplia a área de contato com o solo. Na estrada, a pressão maior reduz resistência ao rolamento, consumo de combustível e desgaste dos pneus. A geração também incorporou ABS para tratores.

Em 2013, a quinta geração recebeu novo motor Deutz, pistões de aço, dois turbocompressores e intercooler adicional. A Fendt também redesenhou o sistema de arrefecimento do motor e da transmissão. Um ventilador reversível passou a constar como opção. O limpador de para-brisa de 300 graus ampliou a visibilidade do operador.

Sexta geração

A sexta geração apareceu em 2019 com o VarioDrive. O trem de força eliminou a necessidade de alternar modos de condução para campo e estrada. O conjunto combinou transmissão Fendt Vario TA 300 com motor MAN. No Fendt 942 Vario, o motor de 9,0 litros entrega potência máxima de 415 cavalos. A Fendt também ampliou o diâmetro máximo dos pneus traseiros para 2,20 metros.

A linha recebeu o FendtONE em 2021. A plataforma integrou escritório e cabine. O gestor pode planejar operações no computador e enviar tarefas ao trator sem fio. A documentação sai com acionamento por botão. Na cabine, o joystick 3L permite atribuir até 27 funções em três níveis, inclusive para implementos compatíveis com ISOBUS. O Tractor-Implement Management ajusta a velocidade conforme a carga do implemento.

A Fendt informa que a série 900 Vario serviu como base para tecnologias como Vario Terminal, VarioGrip e ABS para tratores. A empresa também destaca resultados da linha em testes DLG PowerMix e sua participação no crescimento da marca nos Estados Unidos, na Austrália e na Nova Zelândia.

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Agro Mato Grosso

Syngenta fortalece área global de pesquisa em sementes

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Antonio Marcos Pereira assume comando da pesquisa em produção de sementes para regiões tropicais

A Syngenta Seeds promoveu Antonio Marcos Andrade Rezende Pereira (na foto) ao cargo de chefe de Pesquisa em Produção de Sementes para Regiões Tropicais (BRZ, Amea e suporte à China). Engenheiro agrônomo e mestre em Fitotecnia, Antonio Marcos acumula mais de 18 anos de experiência em liderança nas áreas de produção de sementes, operações e pesquisa.

Antes de assumir a nova função, atuou por quatro anos como gerente de Pesquisa em Produção de Sementes. Em nota, o executivo celebrou o novo passo na carreira, destacando aprendizado, crescimento e responsabilidade.

“Nesta nova função, terei a honra de liderar a estratégia de Pesquisa em Produção de Sementes em regiões tropicais globalmente, trabalhando com equipes talentosas e diversas para impulsionar a transferência de conhecimento, a excelência operacional, o desenvolvimento de pessoas e a inovação na produção de sementes”, afirmou.

Ao longo da carreira, Antonio Marcos atuou na promoção da eficiência operacional, qualidade e sustentabilidade em empresas líderes globais do setor, como Syngenta, Saturn, Bayer e Monsanto. Possui experiência em operações de larga escala, liderança de equipes, inovação em AgTech e excelência operacional.

O profissional é graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), mestre em Ciências Agronômicas pela mesma instituição e possui MBA pela Fundação Dom Cabral.

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Agro Mato Grosso

Valtra avança na descarbonização com novos motores

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Tecnologias a biometano e etanol podem reduzir emissões em até 90% no campo

Em apoio ao Junho Verde, mês dedicado a intensificar as ações de conscientização e preservação ambiental no país, a Valtra, marca reconhecida por sua inovação e por soluções voltadas ao produtor rural, destaca o desenvolvimento de inovações voltadas para a descarbonização e eficiência do setor agrícola. As iniciativas da empresa concentram-se no uso de combustíveis renováveis e na aplicação da tecnologia de precisão para promover o uso racional dos recursos naturais.

“O aumento nos custos de produção exige inovações reais no campo. A tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem um papel fundamental nesse cenário, ajudando o produtor a fazer mais com menos combustível. É a combinação entre alta performance, eficiência operacional e a descarbonização do campo, entregando produtividade e lucratividade ao agricultor”, ressalta Fabio Dotto, diretor de marketing de produto da Valtra e Fendt.

No âmbito das energias alternativas, os motores AGCO Power movidos a biometano e etanol, desenvolvidos 100% pela engenharia brasileira, foram projetados para a faixa de potência de 200cv a 300cv, algo inédito neste segmento de combustíveis alternativos. Essas inovações transformam resíduos de cana-de-açúcar, milho e biomassa em potência pura para as máquinas, entregando uma performance equivalente a do diesel. O impacto ambiental é altamente significativo: a adoção dessa solução renovável e de economia circular pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 90% de CO₂ equivalente.

Para atestar a viabilidade e a durabilidade dos componentes, os novos motores já passaram por mais de 20.000 horas de testes rigorosos em operações de campo, principalmente nas culturas de cana-de-açúcar e grãos. Desenvolvida e testada na nova plataforma do recém-lançado trator M5 (evolução da consagrada linha BH), a solução a biometano tem expectativa de lançamento para 2027, enquanto o motor movido a etanol tem previsão de chegada em 2028.

Com essa inovação, a marca não apenas contribui para a sustentabilidade, mas oferece ao agricultor um novo patamar de independência em relação ao mercado internacional de combustíveis e à volatilidade dos preços. O produtor passa a gerar energia limpa “dentro da porteira” e ainda abre portas para novas oportunidades de receita direta, como a geração de créditos de carbono, consolidando um ciclo produtivo moderno e altamente rentável.

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