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12 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Conab aponta impacto do milho segunda safra no transporte e o crescimento nas importações de fertilizantes – MAIS SOJA

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O início da colheita do milho segunda safra tem movimentado o setor logístico, com reflexos no comportamento dos preços de frete, que registram variações positivas em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, as importações de fertilizantes seguem em alta, indicando uma expectativa otimista do produtor rural quanto à próxima temporada agrícola. As informações constam da edição de julho do Boletim Logístico, divulgado nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com o avanço da colheita e os preparativos para o novo ciclo produtivo, cresce a movimentação nos principais polos logísticos. O volume de fertilizantes importados pelo Brasil no primeiro semestre de 2025 alcançou 19,41 milhões de toneladas – crescimento de 9,29% frente ao mesmo período do ano anterior. A maior entrada foi registrada pelo porto de Paranaguá, com 5,14 milhões de toneladas, seguido pelos portos do Arco Norte e de Santos. A alta na aquisição de insumos agrícolas ocorre mesmo diante de um mercado internacional volátil e reforça a aposta dos produtores em safras volumosas.

No caso da soja, as exportações em junho somaram 13,42 milhões de toneladas, ligeira retração em relação ao mês anterior. Ainda assim, o Brasil segue em posição estratégica no mercado global, diante da resistência chinesa ao produto norte-americano e da menor competitividade da Argentina. O porto de Santos concentrou 36,9% dos embarques, enquanto os portos do Arco Norte responderam por 38,5%. A origem das cargas se concentrou, majoritariamente, nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Minas Gerais.

Para o milho, as exportações em junho totalizaram 6,4 milhões de toneladas, volume inferior ao registrado em igual mês do ano anterior. O porto de Santos lidera a movimentação, seguido por São Francisco do Sul, Arco Norte, Paranaguá e Rio Grande. Estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul se destacaram nas vendas externas. No mercado interno, o ritmo lento das negociações reflete o excesso de oferta, os gargalos logísticos e a preocupação com a gripe aviária. Ainda assim, a demanda do setor de proteína animal e a produção de etanol devem contribuir para a valorização do cereal nos próximos meses.

No segmento de farelo de soja, a elevação no esmagamento do grão para produção de óleo e farelo impulsionou os estoques e a oferta. A produção estimada é de 43,78 milhões de toneladas, com exportações que, entre janeiro e junho, atingiram 11,5 milhões de toneladas – ligeira alta em relação ao mesmo período do ano passado. O escoamento se concentra nos portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande e Salvador, com destaque para os estados de origem: Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Frete – O mercado de fretes apresentou comportamento variado entre as regiões monitoradas pela Conab. Houve queda nos valores praticados na Bahia, puxada pela ampla oferta de transportadores, apesar do crescimento da demanda por fertilizantes e soja. No Paraná, parte das rotas também registrou redução nos preços, especialmente nas saídas de milho para o Sul e para Paranaguá. Já estados como Minas Gerais e Piauí mantiveram estabilidade, com pequenas oscilações pontuais em função de distâncias e tipos de carga.

Por outro lado, o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Maranhão observaram elevações nos preços de frete em comparação ao mês anterior. O aumento é atribuído, principalmente, à intensificação da colheita de milho, à busca por caminhões para escoamento de soja ainda estocada e às condições específicas de cada mercado regional. A tendência é de manutenção da pressão sobre o transporte rodoviário ao longo do segundo semestre, com a necessidade de escoar grandes volumes da safra atual e da próxima.

O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, com análises sobre o panorama logístico do setor agropecuário, posição das exportações dos principais produtos agrícolas, dinâmica da movimentação de cargas e principais rotas utilizadas no escoamento da safra. A edição de julho de 2025 está disponível para consulta no site da Companhia.

Fonte: Assessoria de Imprensa Conab



 

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Sustentabilidade

Arroz: Indicador CEPEA/IRGA-RS fecha julho em alta de 7,9% com retenção dos produtores e demanda forte – MAIS SOJA

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O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul foi marcado, ao longo de julho, pela combinação entre oferta restrita e demanda aquecida, cenário que levou a média mensal do Indicador CEPEA/IRGA-RS ao maior patamar desde agosto de 2025. A necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra durante o mês, mas a comercialização permaneceu limitada pela postura
retraída dos produtores, que seguiram apostando em novas valorizações durante a entressafra.

A demanda de outros estados e o fortalecimento das exportações também contribuíram para intensificar a concorrência pelo cereal, sustentando a recuperação das cotações. Na última semana do mês, o anúncio do Governo Federal sobre futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou ainda mais a expectativa de alta entre os vendedores, apesar de ainda não terem sido divulgados o cronograma e as regras para operacionalização das compras.

No início de julho, as exportações brasileiras encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secex para o período, tornando o mercado externo mais atrativo que o doméstico e reduzindo o interesse dos produtores em ampliar as vendas no mercado spot. Ao longo do mês, a menor disponibilidade de arroz, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias e a demanda internacional mantiveram o viés altista do mercado. Em diversas regiões, compradores reajustaram as indicações de compra mais de uma vez na mesma semana, enquanto os vendedores permaneceram seletivos, aguardando preços considerados mais remuneradores.

A partir da segunda quinzena de julho, as chuvas persistentes no Rio Grande do Sul dificultaram o carregamento do cereal e reduziram a liquidez, mas não impediram novos avanços nas cotações, que passaram a ocorrer de forma mais disseminada entre as microrregiões acompanhadas pelo Cepea.

Além disso, a atualização do preço mínimo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) também reforçou as expectativas dos agentes quanto às políticas de sustentação da renda do produtor.

Para o arroz longo fino em casca (58% de grãos inteiros e 10% de quebrados, Tipo 1), o valor para a Região Sul (exceto Paraná) foi reajustado em 6,8%, passando de R$ 63,74 para R$ 68,07 por saca de 50 kg. Embora os novos valores tenham vigência apenas entre fevereiro de 2027 e janeiro de 2028, a atualização contribuiu para fortalecer as expectativas do mercado.

Preços regionais – No acumulado do mês, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 64,20/saca de 50 kg, 7,92% acima da registrada em junho e a maior desde agosto de 2025. No encerramento do mês, em 31 de julho, o Indicador atingiu R$ 68,63/sc, maior valor nominal desde agosto do ano passado.

Dentre as microrregiões que compõem o Indicador, as regiões da Planície Costeira Externa e da Planície Costeira Interna apresentaram aumentos de 9,33% e 9,08% no comparativo mensal, com médias de R$ 64,95/sc e R$ 66,49/sc em jul/26. Na Zona Sul e na Depressão Central, as altas foram de 8,44% e 8,2%, para R$ 66,33/sc e R$ 59,76/sc, respectivamente. Nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, houve elevações de 7,4% e 6,52%, com respectivas médias de R$ 62,59/sc e 64,18/sc.

Para as demais faixas de rendimento acompanhadas pelo Cepea, o preço médio do produto com 50% a 57% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul subiu 8,97% entre jun/26 e jul/26, a R$ 62,28/sc de 50 kg. Os grãos com 59% a 62% de inteiros se valorizaram 8,5% no período, com a média passando para R$ 65,00/sc. Já para o produto de 63% a 65% de grãos inteiros, o preço avançou 8,46% em igual comparativo, a R$ 65,92/sc.

Varejo – Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados pelo IBGE em 28 de julho, apontam estabilidade de 0,06% no conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Para o arroz, especificamente, houve queda de 0,81% na coleta realizada entre 17 de junho e 15 de julho. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo chega a 15,06% na média nacional.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Cepea: Entressafra restrita e corte na produção nacional sustentam preços do trigo em julho – MAIS SOJA

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Ao longo de julho, a comercialização de trigo permaneceu lenta, refletindo o período de entressafra. A oferta da temporada passada está cada vez mais restrita. Diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Em julho, o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.390,71/t, o maior valor real (IGP-DI de junho/26) desde agosto/25, com avanço de 1,4% em relação a junho/26, mas ainda 9,2% abaixo do registrado em julho/25, também em termos reais. No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.317,13/t, quedas de 0,6% frente a junho/26 e de 3,6% na comparação anual. Em São Paulo, a média atingiu R$ 1.516,06/t, alta de 0,4% no comparativo mensal, mas retração de 2,4% em relação a julho/25. Em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.350,32/t, aumento de 2,5% no mês, embora ainda 9,6% inferior ao de julho/25.

DERIVADOS DE TRIGO – Os preços durante o mês de julho acumularam alta tanto para o farelo quanto para as farinhas de trigo. Para o farelo, a maior demanda deu suporte à recuperação dos preços, enquanto para as farinhas a alta está atrelada à valorização do trigo em grão. Conforme dados do Cepea, de junho para julho, o farelo a granel se valorizou 3,07% e o ensacado, 2,74%.

Para as farinhas, no mesmo comparativo, houve valorização de 1,67% para farinha integral, 1,53% para panificação, 1,24% para bolacha salgada, 1,21% para pré-mistura, 1,17% para massas em geral, 1,14% para bolacha doce e 0,63% para massas frescas.

OFERTA E CAMPO NACIONAL – Conforme dados da Conab divulgados em julho, houve redução de 4,3% na estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior, passando de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se confirmada, a produção será a menor desde 2020, ficando 23,5% abaixo da registrada na safra passada.

Diante da menor oferta doméstica, a Conab elevou a projeção de importações para 6,853 milhões de toneladas e manteve a previsão de exportações em 1,56 milhão de toneladas. Com isso, a estimativa dos estoques finais foi reduzida para 1,3 milhão de toneladas, volume 12,5% inferior ao projetado no levantamento anterior e 27,2% abaixo do previsto para a safra de 2025. Esse cenário reforça a dependência do trigo importado e pode manter a sustentação dos preços internos ao longo da entressafra, especialmente em caso de problemas de qualidade, valorização do dólar ou dificuldades na recomposição dos estoques pela indústria.

No Brasil, a semeadura está praticamente encerrada, restando apenas 3% do trigo sul catarinense a ser semeado, conforme dados divulgados pela Companhia até 31 de julho. Já a colheita alcançou 2,5% da área nacional destinada ao cultivo do trigo.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – Em termos globais, o USDA reduziu ligeiramente (-0,01%) a estimativa de produção de trigo da safra 2026/27 em relação ao relatório de junho, para 819,969 milhões de toneladas. Em comparação com a temporada 2025/26, a baixa deve ser de 2,8%.

Nos Estados Unidos, a estimativa de produção foi reduzida em 0,5% em relação ao relatório anterior e em 22,6% em relação à safra 2025/26, para 41,81 milhões de toneladas. Caso esse volume se confirme, será o menor da triticultura norte-americana desde a safra 1970/71.

Pelo lado da demanda, o USDA elevou a estimativa de consumo mundial para 826,161 milhões de toneladas, impulsionada pelo maior uso para alimentação, sementes e fins industriais (FSI) em diversos países. O volume representa aumentos de 0,19% em relação ao relatório de junho e de 0,2% em relação à safra 2025/26. Em contrapartida, os estoques finais globais foram reduzidos para 272,843 milhões de toneladas, quedas de 0,94% na comparação mensal e de 2,2% em relação à temporada anterior.

O comércio internacional foi revisado para 214,46 milhões de toneladas, volume 0,5% superior ao estimado em junho, embora ainda 5,5% inferior ao registrado em 2025/26.

MERCADO EXTERNO – Nos Estados Unidos, o cenário foi de forte valorização, influenciada principalmente pelo aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e pelas preocupações com as condições climáticas adversas nos Estados Unidos e na Europa. Assim, em julho/26, a média do primeiro vencimento na Bolsa de Chicago foi de US$ 6,4781/bushel (US$ 238,03/t), avanços de 9,9% frente a junho/26 e de 20% em relação a julho/25. Na Bolsa de Kansas, a média alcançou US$ 6,9545/bushel (US$ 255,54/t), elevações de 10,7% no comparativo mensal e de 34% no comparativo anual.

Nos Estados Unidos, até 2 de agosto, 86% da área de trigo de inverno já havia sido colhida, avanço de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior e em linha com o mesmo período de 2025 e na média dos últimos cinco anos. Para o trigo de primavera, 55% das lavouras apresentavam condições entre boas e excelentes, e a colheita alcançou 5% da área dos seis principais estados produtores.

Na Argentina, até 29 de julho, a semeadura atingiu 98,4% dos 6,5 milhões de hectares projetados para a safra 2026/27, conforme a Bolsa de Cereales. Quanto à média mensal dos preços FOB divulgados pelo Ministério da Economia, a média foi de US$ 231,62/t, queda de 1,6% frente a junho/26 e ligeiro recuo de 0,1% em relação a julho/25.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Vendedor firme e alta externa elevam preços – MAIS SOJA

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As cotações do algodão em pluma apresentam alta neste início de agosto, sustentadas pela postura firme dos vendedores e pelo avanço dos preços internacionais. Segundo o Cepea, a liquidez permanece limitada pela dificuldade de acordo entre compradores e vendedores quanto aos preços e à qualidade dos lotes.

Pesquisadores do Cepea apontam que, do lado comprador, agentes com necessidade imediata de matéria-prima precisam ceder para realizar novas aquisições, especialmente de lotes de qualidade superior. Outras indústrias, por sua vez, mantêm as ofertas mais baixas e a postura cautelosa, diante do desempenho ainda enfraquecido das vendas e do receio quanto à possibilidade de repasse dos custos da matéria-prima aos produtos manufaturados.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a oferta restrita também contribui para reduzir a liquidez. Com o avanço da colheita e do beneficiamento, agentes seguem priorizando o cumprimento dos contratos a termo.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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