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Aprosoja MT aponta Moratória da Soja como risco à segurança alimentar internacional

Nesta quarta-feira (02), o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, participou do XIII Fórum de Lisboa, evento que neste ano trouxe como tema central “O Mundo em Transformação – Direito, Democracia e Sustentabilidade na Era Inteligente”. O assunto em destaque foi o acordo Moratória da Soja.
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O presidente da entidade foi um dos palestrantes do painel “Agronegócio e Segurança Alimentar Global: Desafios para a Cooperação”, ao lado do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes; da deputada estadual de MT, Janaína Riva; e do professor da UERJ, Marco Marrafon; com moderação do mestre e doutor em Direito, Sidney Pereira de Souza Junior. Em sua fala, o presidente da Aprosoja MT destacou os impactos diretos da Moratória da Soja sobre o setor produtivo e a segurança alimentar global. “O tema aqui foi segurança alimentar e coloquei justamente que a moratória da soja prejudica a segurança alimentar.”
O impacto da Moratória da Soja em MT
Lucas Costa Beber apresentou dados que mostram o crescimento da produção agrícola em Mato Grosso nos últimos anos, mesmo com restrições impostas por grandes empresas compradoras. De 2019 para cá, a área de soja passou de 9,6 milhões para 13 milhões de hectares, e a de milho, de 4,5 para 7,2 milhões. A previsão para este ano é de 51 milhões de toneladas de milho e 50 milhões de soja, com expectativas de ultrapassar 80 milhões e 54 milhões, respectivamente, na próxima década.
Ele destacou o impacto da moratória da soja no estado, que afeta mais de 2,7 milhões de hectares em 85 municípios e retira cerca de R$ 20 bilhões da economia local. A medida é rejeitada por 127 câmaras de vereadores e mais de 100 prefeituras.
A Aprosoja MT atua judicialmente contra a moratória, com ações no Cade e na Justiça, já pleiteando R$ 1,1 bilhão por danos morais, além de ressarcimento por prejuízos materiais acumulados em mais de 20 anos.
Além dos prejuízos econômicos, Lucas alertou para os efeitos sociais da moratória, que aprofunda desigualdades regionais e ignora o rigoroso Código Florestal Brasileiro. Ele reforçou que produtores respeitam a legislação ambiental, sofrendo sanções quando desrespeitam.
O presidente criticou a moratória como incoerente e hipocrisia, destacando que Mato Grosso preserva 64% de seu território, contra menos de 20% dos EUA, apesar da maior área de produção americana.
O governador Mauro Mendes ressaltou a importância de Mato Grosso para a paz mundial, por garantir segurança alimentar preservando mais de 60% do estado. Segundo ele, a disputa por alimentos historicamente movimenta conflitos, e o Brasil tem papel fundamental nesse contexto.
Ao final, Lucas reforçou que o Brasil alimenta mais de um bilhão de pessoas e que a moratória é um obstáculo à segurança alimentar global. Ele sugeriu que empresas do mercado comprador adotem protocolos de segregação e rastreabilidade, em vez de restringir a produção.
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Presidente paraguaio diz que Mercosul segue aberto a novos acordos

Após a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, realizada neste sábado (17) em Assunção, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que o bloco sul-americano não pretende desacelerar sua agenda comercial. Segundo ele, o entendimento com os europeus marca o início de uma fase ainda mais ativa de integração econômica internacional.
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Peña, que ocupa a presidência temporária do Mercosul e foi anfitrião da cerimônia, declarou que o trabalho de integração “está apenas começando”. Ele destacou que o bloco busca ampliar sua rede de parceiros para reduzir dependências e fortalecer sua posição no comércio global.
O presidente informou que as negociações com os Emirados Árabes Unidos estão avançando e que o Mercosul também mira mercados estratégicos na Ásia, como Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Vietnã. Também reforçou que a China segue sendo um parceiro central para todas as economias latino-americanas.
Por fim, Peña citou tratativas para um acordo de complementação econômica com o Canadá, defendendo que a cooperação internacional e o multilateralismo são caminhos essenciais para o desenvolvimento dos países do Mercosul.
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CNA lança três novos concursos do Prêmio Brasil Artesanal em 2026

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou que realizará três concursos do Prêmio Brasil Artesanal (PBA) ao longo de 2026, voltados para produtores de azeite, cachaça e doce de leite. A iniciativa integra o calendário oficial da entidade e busca reconhecer e valorizar alimentos artesanais produzidos por pequenos e médios produtores rurais em todo o país.
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Segundo a CNA, o objetivo da premiação é avaliar a qualidade dos produtos artesanais, estimular a profissionalização do setor e incentivar a melhoria contínua dos processos produtivos. O edital com regras, prazos e critérios de participação deverá ser divulgado ainda neste mês.
A principal novidade desta edição é a inclusão do concurso para doce de leite, que será realizado pela primeira vez. Já os concursos de azeite e cachaça chegam à segunda edição em 2026, consolidando-se como referência para esses segmentos.
Fernanda Regina Silva, assessora técnica da CNA e organizadora do Prêmio Brasil Artesanal, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento do setor. Para ela, o prêmio vai além da competição, pois promove visibilidade e desenvolvimento econômico no campo.
“A expectativa é de grande adesão, impulsionada pela trajetória do programa, que já realizou 14 edições de concursos e acumula credibilidade, reconhecimento e resultados concretos no campo”, afirmou Fernanda.
Ela acrescentou que os concursos ajudam a elevar o padrão dos produtos artesanais brasileiros, fortalecem a competitividade dos pequenos produtores e ampliam o reconhecimento desses alimentos no mercado nacional.
Os concursos contarão com a parceria de instituições técnicas e acadêmicas, entre elas o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Essas instituições irão colaborar com conhecimento técnico e científico para a avaliação dos produtos, garantindo critérios rigorosos de qualidade e contribuindo para o aprimoramento dos processos produtivos dos participantes.
Saiba mais no site da CNA.
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Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos de negociação

Neste sábado (17), em evento histórico no Paraguai, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após mais de 26 anos de negociações. O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo um mercado estimado em cerca de 720 milhões de pessoas.
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A assinatura ocorreu no Grande Teatro José Asunción Flores, no Banco Central do Paraguai, o mesmo local onde, em 1991, foi assinado o tratado fundador do Mercosul, marco que deu origem ao bloco sul-americano.
Estiveram presentes o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Representando a União Europeia, participaram Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
No local, o presidente anfitrião, Santiago Peña, foi um dos primeiros a subir ao púlpito para discursar sobre a importância do acordo. Ele saudou os presentes e afirmou que o momento marca uma nova etapa de integração comercial entre a América do Sul e a Europa.
“Estamos diante de um dia que marca regiões de mercados do mundo, Europa e América do Sul. Sejam bem-vindos para preservar um feito sem dúvida histórico, que demonstra que o caminho do diálogo, da fraternidade e da cooperação é o caminho. Hoje o Paraguai está entre os povos que abrem portas para um futuro melhor. Este acordo dará melhores dias aos nossos povos”, disse Peña.
Em seguida, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, agradeceu a todos os países do Mercosul pela cooperação e destacou os benefícios do acordo para as duas regiões. Segundo ela, o tratado irá incentivar comércio e investimento, além de promover regras mais claras entre os blocos.
“Agradeço a todos os países do Mercosul. Este acordo vai abrir compras, reduzir tarifas, proporcionar regras claras para encorajar investimento e ajudar uns aos outros na transição de matérias-primas. Precisamos que a Europa apoie o Mercosul. É assim que o comércio deveria ser: escolhemos o comércio, ao invés de tarifas”, declarou Ursula.
O presidente da Argentina, Javier Milei, também se pronunciou durante a cerimônia. Em sua fala, abordou o cenário geopolítico internacional, fez referências a líderes estrangeiros e defendeu maior cooperação entre países.
O presidente da Bolívia participou dos discursos e enfatizou que seu país é um aliado do bloco e que há clareza entre os povos sobre a importância da integração regional.
Na sequência, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou em nome do presidente Lula. Ele trouxe uma mensagem do chefe de Estado brasileiro e destacou o significado político e econômico do acordo.
“O acordo é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração de uma ordem multilateral. É possível alcançar livre comércio com regras e benefícios para povos europeus e sul-americanos. Este acordo estabelece, de fato, uma parceria com enorme potencial econômico para a sociedade e com profundo sentido geopolítico. Estamos lançando bases entre hemisférios para mais de 700 milhões de pessoas, com ganhos tangíveis. Este acordo é uma obra coletiva, justa e equilibrada do que compactuamos aqui”, afirmou Mauro Vieira.
António Costa, presidente do Conselho Europeu, foi o último a se pronunciar. Ele ressaltou a mensagem que o acordo envia ao mundo sobre a defesa do comércio livre e do multilateralismo.
“Com esse acordo enviamos uma mensagem ao mundo de defesa do comércio livre, baseado em regras e no multilateralismo, entre países e regiões. Pode ter chegado tarde, mas chegou no momento oportuno”, disse Costa.
A cerimônia prosseguiu com a assinatura formal do tratado pelos ministros das Relações Exteriores dos países membros e a realização da fotografia oficial dos participantes.
Para que o acordo entre em vigor, ele ainda precisará ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul, um processo que deve se estender por semanas ou meses.
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