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19 de outubro de 2026

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Governo libera R$ 516,2 bilhões em recursos para a safra 25/26

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O governo federal anunciou nesta terça-feira (1º) a destinação de R$ 516,2 bilhões ao Plano Safra 2025/2026 para a agricultura empresarial. O montante representa um aumento de R$ 8 bilhões em relação ao ciclo passado.

O governo, conforme o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, diante do cenário de juros elevados, priorizou as linhas de custeio e comercialização, que passam de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões, enquanto que os recursos para investimentos recuaram de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, visto a cautela dos produtores rurais.

“Muito difícil a gente fazer esse plano safra recorde e uma Selic de 15%. E ainda assim, com todas essas dificuldades, o aumento das taxas de juros foi de 1,5 a 2 pontos percentuais (abaixo da Selic). O governo absorveu o aumento da Selic com equalização, fazendo com que o Plano Safra siga recorde e que continue estimulante. ninguém gosta de pagar juro alto”.

O ministro destacou ainda que entre 2022 e 2025 os recursos destinados para o Plano Safra da agricultura empresarial cresceram 42%. Em 2022 haviam sido liberados R$ 364 bilhões. “Fazer um Plano Safra desta magnitude significa super safra”.

Conforme o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Plano Safra vai além dos R$ 516,2 bilhões e do sucesso do país em aumentar a sua capacidade produtiva ou da quantidade de mercados que têm conseguido abrir.

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“O sucesso é o aprendizado de todos nós. É o aprendizado de que cuidamos, de fazer a preservação adequada e necessária do país, da preservação das nossas nascentes. De começarmos a cuidar da recuperação da terra degradada. Com o tempo vamos percebendo que estamos produzindo mais em menos hectares. Estamos ganhando mais, porque aumentamos a qualidade dos produtos”, disse o presidente.

Segurança e sustentabilidade no campo

Entre as mudanças e novidades realizadas no novo Plano Safra está a exigência no crédito rural de custeio agrícola a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, antes restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido.

O intuito, frisa a pasta, é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Ainda entre as mudanças e novidades, está a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

Outra novidade é que o crédito de custeio poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, valorizando iniciativas voltadas à preservação ambiental. A pasta salienta ainda que também será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

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O novo Plano Safra também traz medidas que facilitam a renegociação de dívida, além de acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos, aos produtores que adotarem práticas sustentáveis. O Plano Safra 2025/2026 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.


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Plantio de arroz no RS alcança 36,83% da área prevista para a safra 2026/27

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O plantio de arroz da safra 2026/27 no Rio Grande do Sul atingiu 36,83% da área estimada em 861,778 mil hectares, segundo o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga). O avanço da semeadura é liderado pela Fronteira Oeste, com 163.165 hectares plantados, o equivalente a 65,9% do previsto para a região.

Na sequência, a Zona Sul aparece com 62,19% da área prevista já semeada. Os dados do Irga mostram que o ritmo de plantio é mais lento nas demais regiões produtoras do estado.

Na Planície Costeira Interna, o plantio alcançou 23.580 hectares, correspondentes a 18,15% da área prevista. Na Planície Costeira Externa, foram semeados 15.850 hectares, ou 15,51% do total projetado.

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A Região Central contabilizou 12.224 hectares plantados, o que representa 10,64% da área estimada. Na Campanha, a semeadura chegou a 12,171 mil hectares, equivalentes a 10% do previsto.

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Os números consolidam um cenário de avanço desigual entre as regiões gaúchas nesta etapa inicial dos trabalhos de campo. Enquanto Fronteira Oeste e Zona Sul apresentam percentual superior ao registrado nas demais áreas, Planície Costeira Interna, Planície Costeira Externa, Região Central e Campanha seguem com participação menor no total já implantado.

No acumulado do estado, o arroz 2026/27 ocupa 36,83% da área estimada em 861,778 mil hectares, com a Fronteira Oeste na liderança do plantio e a Zona Sul em seguida entre as regiões acompanhadas pelo Irga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Oferta restrita mantém preços do feijão em alta na primeira quinzena de outubro

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As cotações do feijão seguiram valorizadas na primeira quinzena de outubro, com destaque para o tipo preto, em meio à menor disponibilidade de produto e à oferta limitada de lotes de melhor qualidade. Segundo o Indicador de Preços do Feijão, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os preços permaneceram sustentados em importantes regiões produtoras, mesmo com demanda enfraquecida e negociações pontuais.

No período, o feijão preto acumulou alta de 9,72%. Entre os tipos carioca, o produto de qualidade superior avançou 0,69%, enquanto o intermediário subiu 1,35%. No acumulado de 2026, as valorizações chegam a 87,96% para o feijão preto, 36,23% para o carioca de melhor padrão e 38,06% para o intermediário.

No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, a valorização foi puxada pela menor disponibilidade de lotes e pela retenção de produto com maior umidade pelos vendedores. O Centro-Noroeste Goiano registrou alta de 2,02%, seguido pelo Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com 1,65%, e pelo Noroeste Mineiro, com 1,62%. Em Barreiras (BA), houve recuo de 0,68%, e em Sorriso (MT), de 0,91%.

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No segmento de notas 8 e 8,5, a pressão sobre os preços foi maior. As principais quedas ocorreram no Leste Goiano, com 3,46%, em Sorriso (MT), com 2,33%, e no Distrito Federal, com 2,08%. Em Itapeva (SP), a cotação subiu 2,32%, com preferência dos compradores por lotes de melhor padrão.

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O feijão preto tipo 1 manteve trajetória de valorização. Sorriso (MT) apresentou alta de 3,30%, Curitiba (PR), incluindo os Campos Gerais, avançou 1,42%, e o Oeste Catarinense, 0,92%. A Metade Sul do Paraná recuou 0,46%.

No campo, o avanço da primeira safra 2026/2027 segue no radar do mercado. Até sexta-feira (9), a semeadura nacional alcançava 18,1% da área prevista, abaixo dos 21,1% registrados no mesmo período de 2025. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentadas pelo Cepea, a produção nacional deve atingir 2,93 milhões de toneladas em 2026/27, redução de 0,7% em relação à safra anterior. Os estoques finais estão projetados em 135,8 mil toneladas, alta de 37,9%, volume equivalente a 2,7 semanas de consumo interno.

No curto prazo, a oferta restrita e a menor disponibilidade de lotes de qualidade superior seguem dando sustentação às cotações, sobretudo do feijão preto e do carioca de melhor padrão. Para o carioca intermediário, a demanda enfraquecida mantém pressão sobre os preços, enquanto o ritmo do plantio, as condições climáticas e a entrada das novas safras seguem no centro da formação do mercado.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Chicago fecha em baixa avaliando colheita nos EUA e demanda fraca

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão desta segunda-feira (19) com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela expectativa de avanço da colheita nos Estados Unidos e dos sinais de fraca demanda para o cereal.

Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,67, baixa de 7,25 centavos, ou 1,52% em relação ao fechamento anterior. Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,80 1/2, recuo de 6 centavos, ou 1,23% em relação ao fechamento anterior.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 672.475 toneladas na semana encerrada no dia 15 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.313.733 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.324.992 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1° de setembro, as inspeções somam 9.131.468 toneladas, contra 9.345.710 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
A previsão indica um tempo predominante mais seco no Meio-Oeste nos próximos dias, o que deve contribuir para a continuidade da colheita. Os operadores aguardam a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre o andamento dos trabalhos, prevista para esta segunda-feira.

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