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12 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA

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O (VBP) Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária.

Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país.

No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento.

Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento.

No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados.

“Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade” afirma o diretor administrativa da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Imea, aponta que o gasto com produção da soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso deve crescer 3,21% em relação à safra anterior, com custeio estimado em R$ 4.315,29 por hectare.

Entre os componentes que mais pressionam o custeio estão fertilizantes e corretivos, com alta de 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, além dos defensivos agrícolas, que avançaram quase 11% em relação ao ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento de 9,13% no ponto de equilíbrio da atividade, o que significa que será necessário alcançar maior produtividade ou melhores preços de comercialização apenas para manter a rentabilidade.

“Ao mesmo tempo, o volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor. No acumulado de julho a abril, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e desconsiderando CPR, apresentaram queda de aproximadamente 11%, passando de R$ 258,2 bilhões entre julho de 2024 a abril de 2025 para R$ 229,4 bilhões em julho de 2025 a abril de 2026. A retração foi puxada principalmente pelo custeio, que caiu 12%, pelo investimento, que recuou 25%, e pela comercialização, com queda de 20%. Em valores absolutos, as três modalidades somaram redução de R$ 40,6 bilhões. O crescimento de 69% na industrialização compensou parcialmente essa queda, mas não foi suficiente para evitar a retração total de R$ 28,8 bilhões nas modalidades tradicionais de financiamento agropecuário” destaca Diego Bertuol.

Em Mato Grosso o funding da soja safra 2025/26 indica um cenário de crédito mais restrito, com maior protagonismo do Sistema Financeiro e das Multinacionais no custeio, em condições mais seletivas. Levantamento do Imea mostra que a maior participação no financiamento da oleaginosa vem do sistema financeiro, com 35,4%, seguido pelas multinacionais, com 30,7%, e pelos recursos próprios dos produtores, com 23,5%. Já os bancos com recursos federais representam apenas 5,1%, percentual inferior ao das revendas, que respondem por 5,3%. Em termos concretos, o crédito rural oficial, especialmente em condições controladas ou equalizadas, não tem acompanhado a real necessidade de financiamento do setor produtivo.

“O quadro atual retrata que o problema não está na falta de produção. Mato Grosso segue produtivo, competitivo e essencial para o Brasil. A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas. Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, enfatiza o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O VBP confirma que a agricultura de Mato Grosso é estratégica para o Brasil. Mas esse resultado não pode servir de argumento para minimizar o endividamento de quem produz ou para criar travas artificiais às soluções necessárias. Produzir muito não significa estar financeiramente saudável. O VBP mostra a grandeza da produção, mas não releva o peso dos ônus, dos juros e das dívidas que o produtor carrega para manter a atividade de pé, garantir abastecimento, movimentar a economia e contribuir para geração de emprego e renda.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Tecnologias de pesagem de precisão e automação são destaques no Congresso Apassul 2026 – MAIS SOJA

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O Rio Grande do Sul e o Paraná figuram entre os estados mais relevantes do agronegócio nacional, concentrando polos fundamentais de cooperativismo, armazenagem e produção de soja, milho, trigo e farelo. Acompanhando o avanço tecnológico regional, a Toledo do Brasil, líder nacional no desenvolvimento de soluções de pesagem, medição e automação, confirma sua presença no Congresso Apassul 2026, em Bento Gonçalves (RS).

Com uma estrutura nacional consolidada e presença ostensiva de norte a sul do Brasil, a empresa leva ao evento um portfólio completo focado no aumento da rentabilidade, precisão operacional e eficiência para a cadeia produtiva de sementes e grãos. Para a edição de 2026 do Congresso Apassul, a empresa apresentará em seu estande um ecossistema completo de tecnologias voltadas ao controle de qualidade e expedição: as consagradas balanças Tolbag, a linha analítica PrixLab, balanças suspensas, além do Prix Mug (Medidor de Umidade de Grãos) e do Coletor de Amostras para Sementes

Foto: Assessoria

Entre os principais destaques exibidos aos visitantes, o Coletor de Amostras para Sementes se sobressai por automatizar a coleta durante o processo produtivo em estrita conformidade com as exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). “A pesagem correta no ensaque e na comercialização de sementes é o fiel da balança para a rentabilidade do produtor e da sementeira. O excesso de peso acarreta perdas financeiras diretas ao fornecedor, enquanto o déficit gera não conformidades e desgastes comerciais”, destaca Ryan Coruqieri, Analista de Soluções e especialista em pesagem no agronegócio da Toledo do Brasil. Segundo ele, “as soluções de ponta a ponta integram o hardware ao software, permitindo, por exemplo, que a balança Tolbag receba o Peso de Mil Sementes (PMS) e preencha o big bag com a quantidade exata desejada pelo cliente. Isso garante precisão no planejamento do plantio e segurança jurídica ao negócio”, complementa o especialista

Tecnologia ao alcance do produtor e da agroindústria

A flexibilidade dos equipamentos permite atender desde a propriedade rural até grandes unidades de armazenagem, sementeiras e cooperativas. Todos os equipamentos estarão disponíveis no estande da Toledo do Brasil para demonstração técnica e atendimento personalizado aos congressistas, reforçando o compromisso da marca com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do agronegócio brasileiro.

Serviço:

Toledo do Brasil no Congresso Apassul Conecta 2026
• Local: Bento Gonçalves – RS
• Data: 11 e 12 de agosto
• Destaques em Exposição: Levaremos Tolbag, PrixLab, Prix Mug, Coletor de Amostras de Sementes e Balanças Suspensas.

FONTE: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 acontece em setembro; saiba como se inscrever gratuitamente

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Foto: Mapa/divulgação

O projeto Soja Brasil completa 15 anos e inicia uma nova temporada com um evento especial. A Abertura Nacional do Plantio da safra 2026/27 já tem data e local definidos.

A largada oficial será realizada no dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte, Mato Grosso. O evento reunirá produtores rurais, pesquisadores, autoridades e representantes do setor para discutir os principais desafios e oportunidades da cultura da soja.

Nesta edição, o tema central será a verticalização da soja na produção de alimentos e energia, destacando as possibilidades de agregar valor à produção e ampliar a participação da oleaginosa em diferentes segmentos da economia.

Para participar presencialmente, os interessados devem realizar a inscrição por meio do AgroAgenda, na aba Plantio 2026/27, ou utilizar o QR Code disponibilizado na divulgação do evento.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

A Abertura Nacional do Plantio também poderá ser acompanhada à distância. O evento terá transmissão ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube, permitindo que produtores e profissionais de todo o Brasil acompanhem a programação.

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Produtores gaúchos ganham programa exclusivo para a compra de sementes certificadas de soja Bayer na safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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A Bayer anuncia novo programa exclusivo para sojicultores do Rio Grande do Sul que estão escolhendo e comprando as sementes certificadas para a safra 2026/2027. “O cenário do Estado é desafiador, principalmente após recorrentes frustrações de safras. Por isso a empresa está colocando à disposição do agricultor gaúcho a melhor tecnologia e inovação em sementes de soja, levando mais segurança e previsibilidade nas lavouras, especialmente em momento de El Niño”, informa Luciano Bilhalva Centeno, gerente comercial de soja da Bayer no RS.

Após incentivos a regularização disponibilizados no ciclo passado, nessa safra é a vez de apoiar o produtor a aderir à compra de semente certificada. Com a campanha Semente Certa, o agricultor terá acesso a uma bonificação de R$ 40 por saca de 200 mil sementes adquirida pelo produtor do RS, o equivalente a R$ 1.000 por big bag de 5 milhões de sementes. A ação, realizada em conjunto com entidades e parceiros, reforça o compromisso da cadeia com o fortalecimento da sojicultura gaúcha, apoiando os produtores na adoção de tecnologias que geram mais produtividade, competitividade e valor para suas propriedades.

Além de disponibilizar o melhor da genética e da biotecnologia Bayer – Intacta RR2 PRO, Intacta2 Xtend e Xtend Biotec –, a campanha transforma a decisão agronômica em vantagem econômica. O compromisso da empresa com o produtor gaúcho se reflete também nos investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nas estações experimentais de Não-Me-Toque e Coxilha, a empresa desenvolve soluções alinhadas às necessidades da agricultura local, reforçando sua parceria com os produtores e seu olhar estratégico para o estado, com foco em inovação, produtividade e sustentabilidade.

Outras informações: Semente Certa | Para o Rio Grande do Sul | Agro Bayer

Sobre a Bayer

Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

Fonte: Assessoria de imprensa


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