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26 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Incêndios em propriedades rurais: como o produtor deve agir para se proteger MT

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Além dos danos ambientais e econômicos, registro formal da ocorrência e produção de provas são fundamentais para resguardar o produtor de possíveis responsabilizações indevidas

Os incêndios em áreas rurais representam uma das maiores ameaças ao patrimônio, à produção agrícola e à preservação ambiental. Além dos prejuízos causados ao solo, às lavouras, aos animais e às estruturas das propriedades, o produtor rural também pode enfrentar questionamentos e processos relacionados à origem do fogo. Diante desse cenário, especialistas e produtores reforçam a importância de agir rapidamente após uma ocorrência para registrar os fatos e garantir proteção jurídica.

De acordo com o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe muita desinformação sobre a relação entre o produtor rural e as queimadas. Segundo ele, a ideia de que os incêndios são provocados, em sua maioria, pelos produtores não condiz com a realidade do campo.

“A agricultura brasileira sofre diariamente com desinformações e ataques infundados. Na questão das queimadas, uma das principais falácias é que o produtor seria responsável pela maioria dos incêndios. Na prática, o produtor é um dos maiores prejudicados, porque o fogo destrói a matéria orgânica do solo, compromete a fertilidade, reduz a produtividade e ainda coloca em risco lavouras, máquinas, animais e vidas humanas”, afirma.

Belusso destaca que muitos produtores investem em ações preventivas e estruturas de combate inicial ao fogo, como brigadas próprias, tanques de água, tratores e grades para contenção das chamas. Ainda assim, quando um incêndio atinge a propriedade, algumas medidas devem ser tomadas imediatamente.

A principal orientação é comunicar oficialmente os órgãos competentes e registrar a ocorrência por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando o local, a data e as possíveis circunstâncias do incêndio. Outra medida recomendada é a elaboração de uma ata notarial em cartório, documento que registra formalmente a situação encontrada na propriedade após o incidente.

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“É importante que o produtor faça o boletim de ocorrência e, se possível, solicite uma ata notarial para documentar os danos e as circunstâncias do incêndio. Isso ajuda a evitar acusações indevidas de crime ambiental e garante que ele tenha elementos para comprovar que também foi vítima da situação”, explica Belusso.

Segundo o representante da Aprosoja MT, muitos incêndios têm origem acidental ou natural, especialmente durante o período seco, quando as altas temperaturas, a baixa umidade e até mesmo a incidência de raios favorecem o surgimento de focos de fogo em áreas de vegetação.

Prejuízos que vão além da área queimada  

O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja MT, Yuri Nunes Cervo, conhece de perto os impactos causados pelos incêndios. Em 2020, sua propriedade enfrentou um dos maiores incêndios já registrados na região, com chamas que avançaram por áreas de reserva e exigiram dias de combate intenso.

Segundo ele, o controle do fogo mobilizou praticamente toda a equipe da fazenda, que utilizou abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para tentar conter as chamas em uma área de mata fechada.

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“Foram mais de três dias consecutivos de combate dentro da mata. O fogo avançava tanto pelas copas das árvores quanto pela camada de palhada acumulada no solo, o que dificultava identificar onde as chamas estavam se propagando. O calor, a fumaça e as mudanças constantes do vento tornavam a situação extremamente perigosa”, relata.

Além dos danos imediatos, Yuri destaca que o fogo compromete anos de investimentos em conservação do solo. Práticas como o cultivo consorciado, o uso de cobertura vegetal, a integração com a pecuária e a aplicação de insumos biológicos perdem grande parte da sua eficiência quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.

“Quando o fogo atinge uma área produtiva, ele destrói todo um trabalho realizado para melhorar a qualidade do solo. São perdas relacionadas à matéria orgânica, à microbiota, à ciclagem de nutrientes, ao armazenamento de umidade e a diversos outros fatores que influenciam diretamente a produtividade”, explica.

Além dos prejuízos econômicos, ele ressalta os riscos à segurança dos trabalhadores, dos animais e das estruturas da propriedade, como alojamentos, residências e galpões.

Documentação pode evitar problemas futuros  

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Para os produtores, os danos provocados pelo fogo muitas vezes não terminam quando as chamas são controladas. Em alguns casos, mesmo sendo vítima da situação, o proprietário pode enfrentar questionamentos ou investigações sobre a origem do incêndio.

Por isso, é recomendado que o produtor reúna o máximo possível de informações e evidências logo após a ocorrência. Fotografias, vídeos, registros da atuação das equipes de combate, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para demonstrar a origem do incêndio e as medidas adotadas para conter o avanço das chamas.

“Além de lidar com os prejuízos causados pelo fogo, o produtor precisa se preocupar com a segurança jurídica. Registrar os fatos e manter toda a documentação organizada é essencial para comprovar que ele adotou as medidas necessárias e que também foi afetado pela ocorrência”, ressalta Belusso.

Yuri lembra ainda que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir riscos. Segundo ele, produtores rurais têm investido constantemente em capacitação, treinamento de brigadas, integração com o Corpo de Bombeiros e disponibilização de equipamentos para o combate aos incêndios.

“O produtor é o maior interessado em preservar tanto as áreas produtivas quanto as áreas de reserva. Por isso, participa de cursos, mantém contato direto com os órgãos de combate ao fogo e investe em ações preventivas. A preservação é uma necessidade para quem vive da terra”, conclui.

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Avião de pequeno porte que caiu em fazenda havia decolado de Primavera do Leste MT

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O avião que caiu e matou dois pilotos em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, na sexta-feira (18), havia decolado do Aeródromo de Primavera do Leste, a 239 km da capital. Segundo o registro preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave realizava um voo local quando caiu durante o trajeto.

De acordo com o registro, o voo era local e tinha um tripulante e um passageiro a bordo, identificados como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, sendo o piloto da aeronave, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. Durante o trajeto, enquanto a aeronave fazia o circuito de tráfego do aeródromo, colidiu contra o solo.

A ocorrência foi classificada preliminarmente pelo Cenipa como SCF-PP – falha ou mau funcionamento do motor. A classificação é inicial e não representa, neste momento, a definição da causa do acidente.

De acordo com o órgão, a investigação não tem como objetivo apontar culpa ou responsabilização, mas identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência e propor medidas para evitar que acidentes semelhantes aconteçam novamente.

O Cenipa é responsável pela invesigação de ocorrências aeronáuticas com foco na prevenção de novos acidentes.

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Entenda o caso

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

O acidente ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. Segundo a Polícia Civil, a aeronave estava em manutenção em Primavera do Leste e fazia um voo de teste quando caiu na região de Poxoréu. Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda.

Com o impacto, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem. Um vídeo registrado antes do acidente mostra a decolagem do avião de pequeno porte. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.

Essa foi a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, foi identificado oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos e Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, de nacionalidade Paraguaia.

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Pais morrem e filha fica em estado grave após batida entre carro e carreta em MT

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Um casal de empresários, identificado como Cleodir Darci Barreto e Iracy Leonilda Werkhausen Barreto, morreram após a caminhonete em que estava bater de frente com uma carreta no km 702 da BR-163, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (25). A filha deles, Kauane Barreto, ficou gravemente ferida.

Segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a equipe de resgate foi acionada às 17h19 para atender a ocorrência. Com o impacto, Cleodir e Iracy morreram ainda no local. A filha do casal foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde dela é considerado grave. (video abaixo)

Conforme apurado, a família é de Sorriso e seguia do município com destino a Lucas do Rio Verde quando ocorreu o acidente. O condutor da carreta também ficou ferido e foi encaminhado para uma unidade de saúde.

O tráfego no trecho da BR-163 é operado em sistema de Pare e Siga durante o atendimento à ocorrência. As circunstâncias da batida ainda não foram informadas.

veja;

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Mato Grosso tem 3ª maior taxa de mortes no trânsito causadas pelo álcool

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Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país de mortes no trânsito ligadas ao consumo de álcool em, segundo análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), publicada neste mês de setembro. Ao todo, foram registradas 426 mortes no estado em 2024, contra 419 em 2023 e 389 em 2010.

Apesar do aumento no número de mortes, a taxa por 100 mil habitantes caiu de 12,5, em 2010, para 11,1, em 2024. Mesmo com essa redução, Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país, atrás apenas de Tocantins e Piauí.

A maior parte das vítimas era formada por homens. Eles representaram 86,1% das mortes registradas em 2024, enquanto as mulheres corresponderam a 13,9% dos casos. O levantamento também mostra que os homens foram maioria entre as pessoas internadas em casos ligados ao álcool e à direção.

Além das mortes, o número de internações também cresceu em Mato Grosso. Em 2025, foram registradas 2.037 internações relacionadas ao consumo de álcool e à direção. O número representa 258 casos a mais que em 2024 e 785 a mais que em 2010.

A taxa de internações chegou a 52,3 casos por 100 mil habitantes em 2025. Entre os pacientes, 77,2% eram homens e 22,8% eram mulheres, mantendo a diferença observada entre as vítimas de mortes no trânsito.

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O levantamento também aponta possíveis fatores relacionados aos números, como a quantidade de operações de fiscalização com bafômetro, o aumento da frota de veículos e os acidentes envolvendo motocicletas.

Em 2023, os motociclistas representaram 40% das mortes no trânsito, segundo dados citados pelo CISA.

Casos registrados

Em agosto deste ano, após ser expulso de uma boate, Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, saiu dirigindo e atropelou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que morreu no local, em Cuiabá. Antes de deixar o estabelecimento, segundo a esposa, ele havia ingerido bebida alcoólica, ficou alterado, quebrou um copo e foi retirado pelos seguranças.

Antes do atropelamento de Paulo, o motorista já havia se envolvido em outro acidente na Avenida Isaac Póvoas, onde bateu na traseira de uma moto. O motociclista ficou ferido, e o motorista deixou o local sem prestar socorro.

Na sequência, ele continuou dirigindo e atingiu a moto de Paulo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o médico confirmou a morte do entregador.

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Hercílio foi indiciado pela Polícia Civil.

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

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