Agro Mato Grosso
20º Circuito Aprosoja MT encerra em Nova Xavantina com debates e o futuro do agro

Último dia do evento reforça a importância da geopolítica para o agronegócio mato-grossense
O 20º Circuito da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encerrou, neste sábado (20.06), no município de Nova Xavantina, a programação da entidade na região Leste do estado promovendo um amplo espaço de prestação de contas, aproximação com os produtores e debates estratégicos sobre os desafios e oportunidades do agronegócio.
Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o encerramento do Circuito simboliza o cumprimento de uma missão importante da entidade de estar presente nos núcleos, ouvindo os produtores, levando informação e fortalecendo o vínculo com a base produtiva em todas as regiões do estado.
“Chegamos à última semana e à última região do Circuito Aprosoja Mato Grosso. Começamos em Gaúcha do Norte, passamos por Canarana, Querência, Confresa, Água Boa e finalizamos em Nova Xavantina. Ao todo, foram mais de 2.400 quilômetros percorridos pela equipe ao longo desta semana. Para nós, o balanço foi, sem dúvida, mais do que positivo. Encerramos esse ciclo com a certeza de que o objetivo foi cumprido de levar informação, promover debates importantes e fortalecer ainda mais a conexão com os produtores”, destacou o presidente.
No município de Nova Xavantina, o delegado coordenador do núcleo, Bruno Tolotti, destacou a importância do Circuito como ferramenta de aproximação entre a entidade e os associados, além de ressaltar o valor das discussões geopolíticas para uma região que tem no agronegócio a base de sua economia.
“Tivemos hoje a participação do Professor HOC falando sobre um tema de grande relevância no momento em que o nosso país e o mundo estão vivendo. É um assunto que impacta diretamente o setor produtivo e, por isso, é fundamental trazer esse conhecimento aos produtores. A entidade também traz toda a diretoria e equipe da Aprosoja MT para estar mais próxima do associado e atualizar os produtores sobre as diversas ações e atividades que vêm sendo desenvolvidas em defesa do setor. A palestra sobre geopolítica também vem ao encontro das necessidades da nossa região, que tem no agro a base da sua economia. São informações valiosas que ajudam o produtor a compreender melhor o cenário e tomar decisões mais seguras para o seu negócio”, afirmou.
Durante sua última participação nesta edição do Circuito, o cientista geopolítico Professor HOC fez um balanço da semana de atividades e reforçou a avaliação de que o cenário internacional segue marcado por instabilidade e reconfigurações econômicas.
“Chegamos ao último dia, à última cidade. Fazendo um balanço geral de tudo o que foi apresentado, discutido e também do que eu pude aprender e observar junto aos produtores, fica claro que vivemos um cenário geopolítico bastante instável, com muita turbulência à frente. E para o Brasil se preparar melhor para esse contexto, é fundamental reduzir algumas dependências estratégicas, seja em relação aos fertilizantes, seja na dependência de mercados específicos, como a China, que é um grande comprador da nossa produção. Diante disso, a principal saída continua sendo a diversificação: novos mercados, novos parceiros, menos dependência e mais autonomia. É assim que o Brasil vai se preparar melhor para a geopolítica atual”, explicou.
O palestrante ainda aproveitou o encerramento do Circuito para agradecer a recepção ao longo da programação em Mato Grosso, destacando a receptividade dos produtores e a importância do diálogo construído em cada município visitado.
“Quero agradecer à Aprosoja MT pelo convite e pela oportunidade de estar aqui, rodando todo esse estado, que é gigantesco, lindo e extremamente produtivo. Fui muito bem recebido em todas as cidades, com produtores muito interessados e abertos ao diálogo, e que demonstraram satisfação com as conversas que tivemos. Saio daqui com a intenção de estar cada vez mais próximo do Mato Grosso e, certamente, hoje tenho uma visão mais clara do agro e do produtor rural. Também me coloco como parceiro, pronto para ajudar e defender pautas importantes para o setor, que não são apenas causas do agro, mas causas do próprio país. O agro está acima de discussões políticas de direita ou esquerda. Ele é um dos setores mais importantes da economia brasileira. Portanto, se somos brasileiros e queremos o melhor para o país, precisamos cuidar, proteger e defender o agro”, agradeceu.
Na avaliação do vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, a 20ª edição do Circuito cumpriu seu papel ao ampliar o debate sobre temas estratégicos e aproximar o produtor rural da entidade. Ele destacou a participação de mais de 5.400 pessoas ao longo das quatro semanas de evento e agradeceu o engajamento do público.
“Hoje encerramos a 20ª edição do Circuito Aprosoja 2026, com a última apresentação aqui em Nova Xavantina. Ao longo desta semana, percorremos toda a região leste, uma região que sempre participa de forma expressiva. Ao longo desta edição do Circuito, reunimos mais de 5.400 participantes, levando informação, conhecimento e debates importantes para os produtores rurais. E, ao mesmo tempo, também trouxemos conosco uma percepção real de como está a agricultura no estado e quais são os principais desafios enfrentados pelos produtores. Com a presença do Professor HOC, conseguimos aprofundar ainda mais esse debate, entendendo como os movimentos globais impactam diretamente o agronegócio e a tomada de decisão dentro da porteira. O balanço é extremamente positivo e reforça a importância de estarmos próximos dos produtores, ouvindo suas demandas e construindo juntos os caminhos para fortalecer ainda mais o agro de Mato Grosso”, pontuou.
O 20º Circuito Aprosoja Mato Grosso reforça o compromisso da entidade em aproximar o produtor rural de informações estratégicas, ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer a representatividade do setor diante dos desafios e transformações do cenário agrícola nacional e internacional.
Agro Mato Grosso
Grupo suspeito de furtar módulos de caminhões é alvo de operação em MT

Entre as medidas está o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.
Treze pessoas foram presas nesta quarta-feira (12) durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo suspeito de furtar módulos eletrônicos e outros componentes de caminhões em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Ao todo, são cumpridas 88 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens.
Entre as medidas está o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos identificavam previamente os locais e veículos que seriam alvos. Depois dos furtos, os módulos eram encaminhados para receptadores e comerciantes de peças automotivas.
De acordo com a investigação, integrantes do grupo utilizavam empresas dos setores de mecânica e comércio de peças para receber, armazenar e revender os componentes furtados.
A Justiça também determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercerem atividades empresariais.
A investigação aponta ainda que os valores obtidos com os crimes eram movimentados por meio de diferentes contas bancárias e empresas, em uma tentativa de dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Um dos esquemas identificados pela Polícia Civil era o chamado “resgate” das peças. Segundo as investigações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver os módulos que haviam sido furtados dos caminhões.
Agro Mato Grosso
120 cabeças de gado é apreendido em fazenda suspeita de esconder animais furtados em MT

Polícia identificou 16 animais pertencentes a vítimas de furto e encontrou gado com marcas sobrepostas e sinais de remarcação. Responsável pela propriedade é investigado e não foi localizado.
Um rebanho de 120 cabeças de gado foi apreendido em uma propriedade rural de Dom Aquino, a 172 km de Cuiabá, após investigadores encontrarem animais furtados e indícios de alterações nas marcas de identificação. A ação ocorreu nessa segunda-feira (10), durante a Operação Curral do Crime II.
Segundo a Polícia Civil, 16 animais foram reconhecidos como pertencentes a duas vítimas de furtos de gado investigados desde junho. Uma delas teve mais de 60 cabeças levadas.
A investigação aponta que a propriedade pode ter sido utilizada para guardar, concentrar e esconder animais provenientes de crimes patrimoniais na região. Durante a conferência individual do rebanho, os policiais também encontraram animais com marcas sobrepostas, remarcações e sinais aparentes de alteração na identificação.
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Animais estavam com marcas sobrepostas e sinais aparentes de alteração na identificação — Foto: Polícia Civil
Ainda conforme a polícia, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar, naquele momento, a procedência regular de todo o gado encontrado na propriedade.
Ao todo, foram apreendidos cautelarmente 85 animais adultos e 35 bezerros. A polícia informou que vai analisar a origem de cada um por meio do cruzamento das marcas com Guias de Trânsito Animal (GTAs), notas fiscais, registros de aquisição e informações sobre movimentações de rebanhos.
A investigação também apura a possível participação do responsável pela propriedade nos crimes. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam possível envolvimento do investigado, que não foi localizado.
As apurações continuam para identificar a procedência de todo o rebanho apreendido e localizar os demais animais furtados.
A polícia oriente que produtores que reconhecerem animais ou marcas podem procurar a Delegacia de Jaciara e apresentar documentos que auxiliem na identificação e comprovação da propriedade do gado.
Agro Mato Grosso
Efetor fúngico determina desfolha do algodoeiro e da oliveira

Gene presente em Verticillium dahliae controla patogenicidade e pode ter sido transferido entre fungos
Um único efetor secretado por Verticillium dahliae determina a desfolha causada por linhagens do patótipo desfolhante em algodoeiro e oliveira. A conclusão vem de estudo conjunto de pesquisadores de universidades de diversos países. A eliminação simultânea das duas cópias do gene, denominado D, suprimiu a patogenicidade e a desfolha nas duas culturas.
Os cientistas identificaram o gene por genômica comparativa. A análise inicial encontrou cerca de 200 quilobases exclusivos de linhagens desfolhantes. A comparação com outros genomas reduziu a região candidata para cerca de 24 quilobases. Nesse intervalo, dois genes idênticos codificavam proteínas secretadas e apresentavam expressão durante a infecção do algodoeiro.
A exclusão de apenas uma cópia do gene reduziu a agressividade de V. dahliae. A remoção das duas cópias impediu sintomas e eliminou a biomassa fúngica detectável no algodoeiro. A reintrodução do gene restaurou a capacidade de causar doença. A inserção do gene em uma linhagem não desfolhante também elevou a agressividade e provocou desfolha.
A proteína D purificada provocou murcha, clorose e queda de folhas em plântulas de algodoeiro sem necessidade de colonização extensa pelo fungo. Ensaios com Nicotiana benthamiana e Arabidopsis thaliana indicaram participação do efetor na patogenicidade além da desfolha.
Homólogos do gene D também ocorrem em espécies de Fusarium. As análises filogenômicas apontaram episódios de transferência horizontal entre fungos. Os pesquisadores relacionaram esse processo a grandes elementos transponíveis conhecidos como Starships. A estrutura tridimensional de um homólogo de Fusarium oxysporum revelou ainda um dobramento proteico não caracterizado anteriormente, o que sustenta a existência de uma nova família de efetores fúngicos (doi 10.1038/s41467-026-74504-z).
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