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3 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Baixas temperaturas impactam no andamento da colheita do milho 2ª safra em alguns estados, aponta Conab – MAIS SOJA

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As baixas temperaturas registradas nos últimos dias têm retardado a perda natural de umidade de grão em alguns estados. Esse cenário tem influenciado nos trabalhos de colheita, uma vez que o tempo necessário para que o cereal atinja o teor de umidade ideal para ser colhido aumenta. De acordo com o Progresso de Safra, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita atinge 3,9% da área semeada do milho 2ª, índice inferior ao registrado na média dos últimos 5 anos.

Em Mato Grosso, os trabalhos já chegam a 5,6% da área cultivada pelo cereal. O índice é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Entretanto, vale salientar que no ciclo 2023/24 o plantio do cereal no segundo ciclo teve início antecipado diante dos problemas climáticos registrados no cultivo da soja, influenciado pelo El Niño. No entanto, as boas condições das lavouras na atual safra podem contribuir para que a produtividade supere a obtida na última temporada.

No Paraná, o tempo mais seco ao longo da semana passada permitiu um avanço da colheita. Porém, as temperaturas mais baixas e as precipitações registradas no fim de semana impõem um ritmo mais lento nos trabalhos. De acordo com o Progresso, cerca de 4% da área paranaense já foram colhidas.

Em Mato Grosso do Sul, a passagem de uma frente fria não causou danos às lavouras, mas reduziu a velocidade da colheita. Os agricultores do estado já colheram 2% da área, enquanto que a média dos últimos 5 anos é de um percentual em torno de 2,7%. Por outro lado, o clima mais frio nas áreas produtoras sul-mato-grossense contribuiu para reduzir a população de insetos que poderiam prejudicar a cultura.

Em Goiás, a colheita foi iniciada no Sul do estado, mas paralisada devido à alta umidade dos grãos. Em Minas Gerais, os produtores também aguardam uma maior redução da umidade dos grãos para acelerarem os trabalhos. Já em São Paulo, as chuvas registradas são mais um fator para o atraso do início da colheita.

Outros produtos – Se o clima mais frio influencia no atraso da colheita do milho, as baixas temperaturas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de trigo. No Paraná, a semeadura do cereal avança e as áreas implantadas apresentaram bom desenvolvimento, beneficiadas pelas temperaturas mais baixas e pelos níveis adequados de umidade no solo. Já no Rio Grande do Sul, após as chuvas das semanas anteriores, os produtores aproveitaram o tempo seco para realizar a semeadura da cultura. As lavouras implantadas anteriormente apresentaram boas condições de emergência e estabelecimento inicial.

Outras informações sobre estágios de crescimento e desenvolvimento das lavouras das principais culturas do país, bem como as condições meteorológicas, estão disponíveis no site da Companhia.

Fonte: Assessoria de Imprensa Conab



 

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Sustentabilidade

Recuperação judicial não é a doença, mas a defesa do produtor

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Imagem gerada por IA

O Congresso Nacional retoma suas atividades após o recesso em um momento decisivo para o país. A pauta é extensa, reúne medidas provisórias, vetos presidenciais, questões fiscais e temas ligados ao crescimento da economia.

Mas, para quem vive e trabalha no campo, existe uma urgência que dificilmente pode esperar: a deterioração das condições financeiras de milhares de produtores rurais.

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A realidade chegou às porteiras

Nos últimos meses, cresceu de forma expressiva o número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio. À primeira vista, esse movimento pode transmitir a ideia de desorganização financeira ou de incapacidade de gestão. Na prática, porém, revela um cenário muito mais complexo.

Em grande parte dos casos, a recuperação judicial não significa a intenção de deixar de pagar dívidas. Ela representa a tentativa de preservar a atividade, reorganizar compromissos financeiros, manter empregos e impedir que um patrimônio construído ao longo de décadas seja perdido por causa de uma conjuntura econômica extremamente adversa.

Nenhum produtor entra em recuperação judicial por conveniência. Essa costuma ser a decisão tomada quando praticamente todas as alternativas já foram esgotadas.

A conta deixou de fechar

O produtor rural administra uma atividade em que os principais fatores de risco escapam ao seu controle.

O clima continua imprevisível. Os custos de produção permanecem elevados. O crédito ficou mais caro. As taxas de juros seguem em níveis que comprimem a capacidade de investimento. Em muitos casos, os preços das commodities perderam força justamente quando o custo financeiro aumentou.

O resultado é conhecido: a margem desaparece.

Quando a renda diminui e o custo do dinheiro sobe, sobra pouco espaço para honrar financiamentos, investir na próxima safra e manter a atividade em condições sustentáveis.

O Congresso tem uma oportunidade

Com o retorno dos parlamentares aos trabalhos, seria importante que parte desse esforço estivesse voltada para medidas que fortaleçam a produção, ampliem o acesso ao crédito, aperfeiçoem os mecanismos de renegociação de dívidas e ofereçam maior segurança jurídica ao setor.

O agronegócio não pede privilégios. Pede condições para continuar produzindo, investindo, gerando empregos e sustentando uma parcela significativa da economia brasileira.

A recuperação judicial não pode ser analisada apenas sob o aspecto jurídico. Ela é consequência de um ambiente econômico que se tornou cada vez mais difícil para quem produz.

É preciso tratar a causa, não apenas o efeito

É natural que bancos, cooperativas, fornecedores e demais credores acompanhem com preocupação o aumento das recuperações judiciais. Todos fazem parte da mesma cadeia produtiva e todos sofrem os impactos dessa realidade.

Mas limitar o debate ao crescimento desses processos é olhar apenas para a consequência.

A pergunta que o país precisa responder é outra: por que um número cada vez maior de produtores chegou ao ponto de recorrer à recuperação judicial para continuar trabalhando?

Enquanto essa resposta não orientar as decisões econômicas, continuaremos discutindo os efeitos sem enfrentar as verdadeiras causas.

O Brasil precisa de um ambiente que estimule a produção, reduza o custo do capital, fortaleça a segurança jurídica e permita ao produtor atravessar períodos de adversidade sem comprometer a continuidade do seu negócio.

A recuperação judicial não é a doença do agronegócio brasileiro.

Ela é, cada vez mais, o último instrumento de defesa de quem deseja continuar produzindo, honrar seus compromissos e preservar uma atividade que responde por parcela expressiva da geração de riqueza, das exportações e da segurança alimentar do país.

Se o Congresso Nacional pretende, de fato, contribuir para o crescimento do Brasil, precisa compreender que preservar a capacidade produtiva do campo não interessa apenas ao produtor. É uma decisão estratégica para toda a economia brasileira.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Indicador fica estável no fim de julho, mas sobe 3% no mês – MAIS SOJA

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O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) registrou apenas pequenas variações nos últimos dias, mas, no acumulado de julho (até o dia 30), avançou quase 3%.

Segundo o Cepea, de modo geral, compradores seguem retraídos, acompanhando o avanço da colheita da segunda safra, o que deve aumentar a disponibilidade do cereal, enquanto vendedores se atentam aos trabalhos de campo.

Neste cenário, as negociações no spot ou para entregas futuras seguem limitadas, atendendo às necessidades pontuais de compradores, para abastecimento ou de vendedores, para realização de caixa ou liberação dos armazéns, conforme apontamento do Cepea.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de soja deve manter lentidão no início da semana – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve iniciar agosto com a mesma lentidão que encerrou a última semana de julho. Isto porque a Bolsa de Mercadorias de Chicago tem perdas moderadas, pressionada pelo petróleo, que despenca mais de 6% em Nova York. Por aqui, o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida. E segue abaixo de R$ 5,10, o que também desestimula a comercialização.

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão lenta, sem muitas novidades. Conforme avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os movimentos registrados na Bolsa de Chicago foram pequenos e não provocaram alterações relevantes no mercado físico. O dólar também exerceu impacto limitado sobre as cotações.

Silveira destaca que, de maneira geral, as variações de preços foram apenas nominais, entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca. O analista acrescenta que o produtor permaneceu bastante afastado das negociações, assim como os demais players. “As indústrias também mostraram pouco apetite por compras, e nos portos não houve registro de volumes mais expressivos”, resume.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00, movimento semelhante ao registrado em Santa Rosa (RS), onde passou de R$ 141,00 para R$ 140,00. Em Cascavel (PR), as cotações caíram de R$ 134,00 para R$ 131,00. Em Rondonópolis (MT), os preços avançaram de R$ 127,00 para R$ 128,00, enquanto em Dourados (MS) a saca recuou de R$ 127,50 para R$ 127,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação permaneceu em R$ 128,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 145,00 para R$ 143,00. Em Rio Grande (RS), as referências caíram de R$ 146,00 para R$ 145,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com perdas. A posição novembro/26 do grão recuava 0,56%, cotada a US$ 11,80 3/4 por bushel.

* O mercado mantém o recente viés negativo, pressionado pela forte queda do petróleo. O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que cancelou um ataque iminente ao Irã e que representantes dos dois países iniciarão negociações nesta segunda-feira (3). A valorização do dólar também pesa sobre as cotações, ao reduzir a competitividade da oleaginosa norte-americana no cenário internacional.

* As perdas, no entanto, encontram algum suporte na demanda chinesa. Segundo a Reuters, empresas estatais da China compraram entre 14 e 16 cargas de soja dos Estados Unidos na última sexta-feira, aproveitando a recente queda dos preços e às vésperas da esperada visita do presidente Xi Jinping aos EUA no próximo mês.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra baixa de 0,08%, a R$ 5,0641. O Dollar Index registra alta 0,13%, a 99,762 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. China, -0,59%. Japão, -0,94%.

* As bolsas na Europa operam em alta. Paris, +1,34%. Frankfurt, +1,52%. Londres, +0,25%.

* O petróleo opera em forte baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 79,26 o barril (-6,38%).

AGENDA

—–Segunda-feira (03/08)

12:00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.

16:00 – Esmagamento de soja em julho nos EUA/USDA.

16:00 – Uso de milho para fabricação de etanol em julho nos EUA/USDA.

16:00 – Dados de Oferta e Demanda de soja, milho e algodão no MT/Imea.

17:00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.

– Resultado financeiro do BB Seguridade.

—-Terça-feira (04/08)

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Rodrigo Ramos – rodrigo@safras.com.br (Agência Safras)

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