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18 de julho de 2026

Politica

Vereador propõe Refis para tirar servidores de Cuiabá do superendividamento

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Bancário que atuou muito tempo no mercado financeiro, o vereador Dilemário Alencar (UB) disse nesta sexta-feira (20) que uma das saídas factíveis para ajudar os servidores públicos a sair do superendividamento dos consignados é acabar com a linha de empréstimo que leva ao uso do rotativo dos cartões de crédito e a instituição de uma espécie de Refis para o servidor renegociar suas dívidas que foram contratadas via cartões.

 “A armadilha que levou os servidores a superendividar foi o empréstimo consignado via cartão de crédito. Bancos oferecem essa modalidade de empréstimo com a ilusão de parcelas baixas. Mas na verdade é um “golpe”, visto que essa modalidade de empréstimo geralmente é por 144 meses, ou seja, 12 anos. Ai está a enganação! Quanto mais longo o tempo das parcelas, mais juros é pago. Se o servidor emprestou R$ 10 mil, no final vai pagar R$ 72 mil, pois os juros dos cartões são exorbitantes, abusivos, podem chegar até 11%, visto o uso do crédito rotativo do cartão. A dívida fica impagável!”, explicou o vereador Dilemário.

O parlamentar disse que logo que surgiu as denúncias dos empréstimos consignados no governo do Estado, ele usou a tribuna da Câmara para apresentar uma indicação parlamentar ao prefeito Abílio Brunini (PL) para acabar com empréstimo consignado via cartão de crédito na prefeitura. 

“Em seguida fiz outra indicação pedindo para instituir um modelo de Refis para o servidor poder renegociar suas dívidas com cartão de crédito com bancos, mas exigindo que a taxa de juros para o Refis, seja as usadas para o empréstimo consignado tradicional”, informou. 

Entretanto, Dilemário alertou que para o Refis dar certo, é prudente a prefeitura colocar uma trava nos juros para o empréstimo consignado tradicional de até 3%, mas usando parâmetro da variação da taxa Selic para promover concorrência entre os bancos para o servidor ter escolha de taxas mais baixas.

O Refis é um regime opcional de parcelamento de débitos fiscais para pessoas jurídicas com dívidas com a Receita Federal, onde geralmente tem condições de juros melhores para o pagamento de dívidas. No caso das dívidas dos empréstimos consignados, a ideia a criar uma espécie de Refis que possa ajudar o servidor a parcelar suas dívidas com cartões. 

“Eu tenho me reunido com o secretário de Finanças Marcelo Bussiki, onde apresentei essas propostas para que possa fazer parte de de decreto para ser analisada pelo prefeito Abílio. Estou tentando contribuir com a experiência que tive como bancário”.

“O decreto que a prefeitura vai editar tem que ser em dose certa na questão dos juros e na margem consignável para os bancos participarem do Refis. A adoção dessas medidas é fundamental dar um respiro aos servidores, pois se o remédio não for na dose certa, poderá prejudicar os servidores, principalmente os que tem salários até R$ 5 mil, que é a grande maioria, pois estão com o perfil muito ruim de atrativo para os bancos oferecer novos créditos devido o alto endividamento”, concluiu o vereador Dilemário Alencar.

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Agro Mato Grosso

Pivetta anuncia chegada de ‘gigante’ em MT e promete reduzir gargalo da armazenagem

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O anúncio da instalação de uma unidade da norte-americana Sukup Manufacturing em Mato Grosso representa um dos movimentos mais relevantes dos últimos anos para a infraestrutura do agronegócio estadual. A confirmação foi feita pelo governador Otaviano Pivetta após reunião realizada no Palácio Paiaguás com representantes da empresa, consolidando um processo de negociações iniciado durante missão oficial do Governo do Estado aos Estados Unidos.

Reconhecida internacionalmente como uma das maiores fabricantes de silos, secadores e equipamentos para armazenagem de grãos, a Sukup escolheu Mato Grosso para expandir suas operações em um momento em que o Estado vive uma acelerada expansão da produção agrícola e enfrenta um dos maiores desafios do setor: a insuficiência da capacidade de armazenagem diante do crescimento recorde das safras.

Segundo Pivetta, o convite para que a companhia instalasse uma fábrica em território mato-grossense foi feito durante visita à sede da empresa, em Iowa, nos Estados Unidos. Agora, com a decisão confirmada, o projeto entra em uma nova fase e passa a integrar a estratégia estadual de atração de investimentos internacionais voltados à industrialização do agro.

Para o governador, a chegada da empresa simboliza mais do que um novo empreendimento industrial. Trata-se de um investimento capaz de gerar empregos, movimentar a economia regional e ampliar a competitividade do principal setor econômico de Mato Grosso.

O impacto da instalação da Sukup vai além da construção de uma fábrica. Especialistas do setor avaliam que o investimento poderá contribuir diretamente para diminuir um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores rurais: a falta de estruturas de armazenagem compatíveis com o ritmo de crescimento da produção de soja, milho, algodão e outras commodities agrícolas.

Atualmente, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, mas ainda possui déficit na capacidade de estocar sua própria safra. Em muitos municípios, produtores são obrigados a comercializar parte da produção imediatamente após a colheita por falta de espaço para armazenamento, reduzindo o poder de negociação e aumentando a dependência da logística de transporte durante os períodos de maior demanda.

Com uma fabricante mundial instalada no Estado, a expectativa é de maior oferta de equipamentos, redução dos custos de aquisição de silos e sistemas de armazenagem, diminuição dos prazos de entrega e maior acesso dos produtores às tecnologias de pós-colheita. Esses fatores tendem a fortalecer toda a cadeia produtiva, reduzindo perdas, melhorando a conservação dos grãos e aumentando a eficiência operacional das propriedades rurais.

Outro reflexo esperado é o fortalecimento da industrialização. Além dos empregos gerados durante a implantação e operação da fábrica, o empreendimento deverá movimentar fornecedores, empresas de transporte, prestadores de serviços, indústrias metalúrgicas e diversos segmentos ligados à economia regional, criando um ambiente favorável para novos investimentos privados.

A chegada da multinacional também reforça a posição estratégica de Mato Grosso no cenário internacional do agronegócio. O Estado, que já responde pela maior produção agrícola do país, passa a atrair empresas globais interessadas em produzir próximo ao maior mercado consumidor de equipamentos de armazenagem do Brasil.

Durante o encontro com os representantes da companhia, Pivetta destacou que Mato Grosso continuará trabalhando para ampliar a atração de investimentos estrangeiros, aproveitando a segurança jurídica, o crescimento econômico e o protagonismo conquistado pelo Estado na produção mundial de alimentos.

A instalação da Sukup Manufacturing é vista pelo governo como um passo importante para reduzir um dos principais entraves logísticos da agropecuária mato-grossense. Em um cenário de expansão constante da área plantada e de aumento da produtividade no campo, ampliar a capacidade de armazenagem deixa de ser apenas uma necessidade operacional e passa a representar um diferencial estratégico para elevar a competitividade do agronegócio, agregar valor à produção e sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nas próximas décadas.

C/JB News/Por Nayara Cristina

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Agro Mato Grosso

“Estar empresário e na política não é mais possível”, afirma Blairo Maggi I MT

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O ex-ministro da Agricultura, ex-senador e ex-governador Blairo Maggi (PP) descartou qualquer possibilidade de voltar à política, seja disputando eleições ou aceitando um eventual convite para integrar um novo governo.

Segundo o megaprodutor rural, o atual ambiente de controle e compliance tornou incompatível exercer atividade política e administrar uma empresa com atuação internacional.

“No passado, era possível você estar empresário e estar na política. Não havia muito problema, mas hoje em dia não é mais possível. As pessoas que estão envolvidas ou próximas da política, até amigos de políticos, têm problemas de serem PPE: Pessoas Politicamente Expostas”, disse. (video abaixo)

Segundo ele, seu ciclo na vida pública está encerrado por uma decisão definitiva voltada aos negócios da família. Ele é um dos donos da Amaggi, gigante multinacional voltada ao agronegócio.

“A minha cota e passagem na política foi encerrada”, disse ele em conversa com a imprensa na última semana.

“E isso traz grandes problemas de compliance com bancos, com empresas internacionais e a Amaggi, felizmente, se transformou em uma empresa grande que tem contatos com o negócio no mundo inteiro. Eu não tenho como ficar fazendo política e todo dia ficar respondendo uma coisa ou outra, explicando isso ou aquilo”, emendou.

O ex-governador disse que entende que permanecer na política significaria conviver constantemente com questionamentos e exigências de instituições financeiras e parceiros comerciais.

“A opção é: você vai fazer política ou você vai fazer negócios. Eu preferi cuidar dos negócios meus, da minha família, porque aí está o nosso fundo. E eu acabo gerando muitos recursos para o Estado”, disse

“A gente tem hoje mais de 11 mil funcionários, recolhe uma imensidão de recursos todos os meses para os cofres públicos. Claro, os recursos não são meus, são daqueles que comercializam e tocam [os negócios] com a gente, mas é uma responsabilidade bastante grande”, completou.

Blairo Maggi deixou o cargo de senador da República em fevereiro de 2019, quando decidiu se afastar da política eletiva. Hoje, é presidente de honra do PP em Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

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Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.

Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.

Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.

A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.

Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.

Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Disputa pelo Senado

Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.

O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.

Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.

Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.

Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.
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