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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Guerra entre Israel e Irã afeta setor de fertilizantes – MAIS SOJA

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Se aumentar conflito israelense-iraniano, ou se espalhar para tensões regionais mais amplas no Mar Vermelho ou no Golfo Pérsico-Árabe, pode impactar significativamente o comércio global de fertilizantes. O maior risco e os mecanismos por trás, podem provocar possíveis interrupções. O Cloreto de Potássio, vem diretamente de Israel. O principal exportador a ICL (Israel Chemicals Ltd.), produz 3-4 milhões de toneladas por ano. Os principais destinos são a Europa, Brasil, Índia, Sudeste Asiático. Existe o risco em qualquer escalada, ou fechamento de portos (por exemplo, Ashdod, Haifa), que afetaria diretamente a capacidade de exportação da ICL.  

Como impacto teremos desligamento ou redirecionamento do Potássio israelense e pode restringir a oferta, principalmente na Europa e na América Latina, onde a ICL é um dos principais fornecedores. No caso do Nitrogênio (ureia-amônia) poderá ter interrupção indireta via Golfo Pérsico-Árabe. Os principais produtores são o Irã, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Egito. Poderá ter ponto de estrangulamento estratégico: O Estreito de Ormuz, através do qual ~ 20% do GNL e do petróleo globais passam. Conflitos ou tensões navais podem interromper os fluxos de gás, aumentando os custos da matéria-prima.  

O Egito já sofreu interrupções no fornecimento de gás. No caso dos Fosfatados, poderá ter atrasos devido à interrupção de Canal do Suez/Mar Vermelho. Os principais exportadores de fosfatos são Marrocos (OCP), Egito (Abu Zaabal, Alexfert), Arábia Saudita (Ma’aden). As exportações de fosfato transitam em grande parte pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. Há riscos de ataques renovados ou escalados e forçaria o redirecionamento de embarcações ao redor do Cabo da Boa Esperança, aumentando os custos de frete e os tempos de envio para a Índia, Sudeste Asiático e África Oriental.  

Em resumo, a guerra no oriente médio tende a provocar além do aumento do petróleo edo gás, também dos fertilizantes e do frete marítimo que já vem acontecendo desde a semana passada; além do risco de não chegar os fertilizantes no Brasil, no momento necessário para o plantio. 

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O Sistema Faesc/Senar e a com a Safras & Mercado promovem o webinar “Cenário de oferta e demanda global, perspectivas de mercado de Fertilizantes”. A iniciativa é voltada a produtores rurais, dirigentes sindicais, técnicos e profissionais do agronegócio, com o objetivo de apresentar análises e projeções sobre o mercado de fertilizantes, tema essencial para a tomada de decisões no setor.  

A programação será na próxima segunda-feira, dia 23 de junho, às 19 horas, e contará com explanação da engenheira agrônoma Maísa Romanello, especialista em fertilizantes da Safras & Mercado, que abordará os principais movimentos da oferta e demanda de fertilizantes em nível global e suas implicações para o Brasil. 

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca a relevância da iniciativa ao comentar que a parceria com a Safras & Mercado tem sido estratégica para levar ao setor produtivo informações confiáveis e análises consistentes. “Em um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo, o acesso a informações de qualidade é essencial para as tomadas de decisões. Este webinar busca fortalecer o conhecimento e a capacidade de planejamento de todos que atuam no agronegócio.” 

O evento é aberto ao público, com ênfase especial para Sindicatos Rurais, lideranças do setor, produtores e demais interessados em compreender o cenário do mercado agrícola. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site da Faesc: https://sistemafaesc.com.br/, mediante preenchimento de um breve cadastro. Informações pelo WhatsApp 48 99182-5661.  

Fonte: Fecoagro com informações Mb comunicação  

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FONTE

Autor:Fecoagro com informações Mb comunicação 

Site: FECOAGRO

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Sustentabilidade

Manejo da resistência de fungos a fungicidas – MAIS SOJA

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O manejo da resistência de patógenos, especialmente de origem fúngica, é um dos principais desafios relacionados ao controle de doenças em culturas como a soja. Embora medidas integradas possam ser empregadas para manejo das doenças em soja, os fungicidas químicos continuam sendo as ferramentas mais utilizadas para o controle de doenças em escala comercial.

Nesse contexto, estratégias de manejo necessitam ser adotadas visando “frear” a evolução dos casos de resistência das doenças aos fungicidas. Considerando a dificuldade em desenvolver e registrar novas moléculas, assegurar a manutenção da eficácia dos fungicidas atuais é crucial para a sustentabilidade do sistema de produção.

Uma das grandes preocupações relacionadas a isso é o desenvolvimento das resistências cruzadas. De acordo com o Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, a resistência cruzada é o fenômeno em que uma população de patógenos que se torna resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros produtos que possuem o mesmo modo de ação ou compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico (figura 1).

Figura 1. Representação gráfica de como ocorre a resistência cruzada a fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Isso ocorre porque, mesmo sendo moléculas diferentes, esses fungicidas atuam sobre o mesmo processo metabólico, de modo que uma única mutação gênica pode conferir resistência a vários compostos simultaneamente. Esse risco é maior em fungicidas de sítio específico, que atuam em um único alvo, enquanto fungicidas multissítio apresentam menor probabilidade de seleção de resistência, tornando fundamental o conhecimento do modo de ação para estratégias eficazes de manejo (FRAC-BR, 2026).

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Estratégias de manejo

De forma prática, o uso dos fungicidas multissítios associada a rotação de modos de ação, é a estratégia mais eficaz de prevenção da resistência aos fungicidas, no entanto, algumas estratégias associadas podem contribuir de forma significativa para reduzir a pressão de seleção sobre indivíduos, bem evolução dos casos de resistência.

 Dentre essas estratégias, o FRAC-BR destaca para a cultura da soja, a rotação de moléculas de fungicidas dentro do mesmo grupo químico; a adoção de boas práticas agronômicas como evitar semeaduras tardias, dar preferências por variedades de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias, evitando a exposição desnecessária dos produtos a altas populações dos patógenos.

Não menos importante, deve-se evitar programas de manejo que priorizem a aplicações curativas, uma vez que favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno. Além das estratégias supracitadas, a utilização de produtos biológicos também contribui para o manejo da resistência das doenças a fungicidas, considerando que esses compostos apresentam múltiplos modos de ação. No entanto, para maior performance, recomenda-se que os produtos biológicos sejam utilizados preferencialmente de forma associada a fungicidas sítios específicos e multissítios (FRAC-BR, s. d.).

Vale ressaltar que o manejo da resistência de doenças a fungicidas vai além das perdas quantitativas de produtividade, impactando diretamente a viabilidade econômica e a longevidade do sistema produtivo. Diante da elevada complexidade, do custo e do tempo necessários para o desenvolvimento de novas moléculas, preservar a eficácia dos fungicidas disponíveis torna-se uma estratégia indispensável para garantir a sustentabilidade da cultura da soja a médio e longo prazo.

Clique aqui e confira as novas recomendações para o manejo de doenças em soja.

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Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 06/05/2026.

FRAC. O QUE É RESISTÊNCIA CRUZADA? Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas: FRAC-Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/o-que-e-resistencia-cruzada >, acesso em: 06/05/2026.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Plantio do milho segunda safra foi concluído em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O plantio do milho segunda safra 2025/2026 foi concluído em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. A área estimada destinada ao cereal é de 2,206 milhões de hectares.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o encerramento da semeadura marca o início de uma nova etapa de acompanhamento das lavouras em campo.“Com o plantio finalizado, o foco agora passa a ser o desenvolvimento das áreas e o comportamento climático nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para o potencial produtivo da cultura”, explica.

Atualmente, 72,7% das lavouras de milho no Estado são avaliadas como boas, 16,9% como regulares e 10,4% como ruins. As equipes seguem monitorando, além das condições climáticas, a incidência de pragas e doenças nas principais regiões produtoras.

A estimativa inicial aponta produtividade média de 84,2 sacas por hectare, com produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

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Paralelamente ao encerramento do plantio do milho, a área colhida de soja safra 2025/2026 alcançou 99,8% em Mato Grosso do Sul. A região centro está com a colheita concluída, enquanto a região sul registra média de 99,8% e a região norte 99,6%. A área colhida até o momento é de aproximadamente 4,7 milhões de hectares. Com o avanço das amostragens de produtividade, a Aprosoja/MS revisou a média estadual para 61,73 sacas por hectare, índice 19,2% superior ao ciclo anterior.

“Os levantamentos de campo mostram uma safra de soja com resultados consistentes em boa parte do Estado. Mesmo com perdas pontuais em algumas regiões, a produtividade média foi revisada positivamente à medida que as amostras avançaram”.

A  expectativa é de produção de 17,759 milhões de toneladas de soja no Estado.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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