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STF libera concessão de estradas da Rota do Arinos após impasse entre tribunais

A concessão de rodovias estaduais na região do Arinos poderá avançar após o Supremo Tribunal Federal (STF) intervir em um impasse judicial que vinha barrando a formalização do contrato. A decisão do ministro André Mendonça, de 21 de outubro, atendeu a um pedido do Governo de Mato Grosso e abriu caminho para a continuidade do processo.
O projeto prevê investimentos privados de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos para melhorias em 237 quilômetros de estradas. A concessão abrange trechos das rodovias MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338, nos municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.
O entrave surgiu após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reverteu a medida, mas o caso voltou a impedir o andamento do contrato quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma liminar favorável ao recurso do órgão de controle.
Diante da nova suspensão, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recorreu ao STF. O argumento central foi que a controvérsia envolvia questões constitucionais e, portanto, deveria ser analisada pela Suprema Corte.
Ao acolher o pedido, o ministro André Mendonça apontou que cabe ao STF analisar discussões dessa natureza. Além de autorizar o avanço da concessão, o magistrado determinou que o pedido suspensivo fosse encaminhado à Presidência da Corte para apreciação.
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Missão da África do Sul visita iniciativas brasileiras em bioinsumos

Uma delegação da África do Sul esteve no Brasil entre 21 e 25 de setembro para conhecer a experiência brasileira com bioinsumos. A missão técnica foi articulada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e realizada em São Paulo e no Distrito Federal, no âmbito do Memorando de Intenções na área de agricultura firmado entre os dois países.
Com apoio do Renera – Brazilian Bioinputs Hub, iniciativa da ApexBrasil em parceria com a CropLife Brasil, a programação reuniu representantes governamentais, pesquisadores e integrantes do setor privado dos dois países.
Ao longo da semana, a delegação conheceu diferentes etapas do desenvolvimento e da utilização de bioinsumos no Brasil. A agenda incluiu temas como políticas públicas, regulamentação, pesquisa, inovação, produção industrial e aplicação no campo.
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Na área científica, o grupo visitou a Embrapa Meio Ambiente, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen). As atividades foram voltadas ao intercâmbio de conhecimentos sobre pesquisa e desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura.
A agenda também incluiu aproximação com o setor produtivo. Empresas e instituições brasileiras apresentaram tecnologias, estruturas de produção e experiências práticas relacionadas ao uso de bioinsumos em sistemas agrícolas.
Segundo o Mapa, a programação permitiu identificar oportunidades de cooperação entre Brasil e África do Sul nas áreas regulatória, científica, tecnológica e comercial. A experiência brasileira chamou a atenção pela integração entre pesquisa, produção em escala e uso de bioinsumos em diferentes sistemas agrícolas.
A missão foi concluída em Brasília, com reuniões e visitas técnicas a instituições públicas e organizações ligadas ao setor agropecuário. Entre as atividades finais, a delegação conheceu o trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e experiências de utilização de soluções biológicas no campo.
Fonte: gov.br
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Certificação de livre de febre aftosa há 25 anos impulsionou exportações de carne bovina de MT em 2.242%

A carne bovina de Mato Grosso passou de 24,1 mil toneladas exportadas em 2001 para 566,5 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 2.242%. O avanço ocorreu ao longo de 25 anos de reconhecimento internacional do estado como área livre de febre aftosa com vacinação, período em que a pecuária ampliou sua capacidade produtiva e conquistou novos mercados consumidores.
Em maio de 2025 o estado recebeu durante a 92ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.
A mudança também aparece no faturamento. Em 2001, as vendas externas da proteína renderam US$ 47,5 milhões. Nos primeiros nove meses de 2026, a receita chegou a US$ 3,4 bilhões, com embarques para mais de 90 países.
A evolução do setor combina a manutenção das condições sanitárias com mudanças nos sistemas de produção. Investimentos em melhoramento genético, recuperação de pastagens, suplementação alimentar e tecnologias de manejo contribuíram para elevar a produtividade e melhorar a qualidade dos animais destinados ao abate.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Oliveira, o desempenho reflete as transformações promovidas pelos produtores e o trabalho de controle sanitário desenvolvido ao longo das últimas décadas.
“A pecuária de Mato Grosso passou por uma transformação nesses 25 anos. O produtor investiu em genética, tecnologia e manejo e conseguiu aumentar a produtividade. Ao mesmo tempo, o trabalho de controle sanitário foi fundamental para garantir a segurança da produção e permitir que o estado conquistasse espaço no mercado internacional”.
Da condição sanitária à expansão dos mercados
O reconhecimento de Mato Grosso em 2001 como área livre de febre aftosa com vacinação, concedido pela OMSA, representou um marco para a pecuária estadual.
A doença, que pode provocar perda de peso, dificuldade de locomoção e morte de animais jovens, também impõe restrições comerciais aos locais onde há ocorrência.
A condição sanitária passou a oferecer garantias importantes para a comercialização da carne, especialmente em mercados que estabelecem exigências rigorosas de controle e rastreabilidade dos animais. Esse reconhecimento contribuiu para ampliar as possibilidades de negociação da produção mato-grossense no exterior.
No início dos anos 2000, porém, a presença internacional da carne bovina do estado ainda era limitada em comparação com a atual. Em 2001, Mato Grosso exportava a proteína para 29 países, e o Egito liderava as compras, com 9,7 mil toneladas, o equivalente a 40,7% do volume comercializado naquele ano.
A estrutura produtiva também passou por mudanças nesse intervalo. Na década de 2000, predominavam sistemas extensivos, baseados na criação de animais em grandes áreas de pastagem. Com o avanço tecnológico, os produtores passaram a adotar estratégias para melhorar o aproveitamento das áreas, a alimentação e o desempenho do rebanho.
China assume liderança nas compras
A ampliação dos destinos comerciais é uma das mudanças mais expressivas no período. Se, em 2001, a carne bovina mato-grossense chegava a 29 países, nos primeiros nove meses de 2026 os embarques alcançaram mais de 90 mercados.
A China, que não comprava a proteína do estado em 2001, tornou-se o principal destino das exportações. Entre janeiro e setembro de 2026, o país asiático adquiriu 252,3 mil toneladas, correspondentes a 44,5% de todo o volume exportado por Mato Grosso.
O peso desse mercado ajuda a dimensionar a mudança no perfil das vendas externas. Em pouco mais de duas décadas, o estado ampliou sua presença internacional e passou a atender uma demanda que concentra parcela significativa dos embarques de carne bovina.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as exportações estaduais somaram 566,5 mil toneladas e US$ 3,4 bilhões em receita. Os resultados consolidam Mato Grosso como o maior produtor de carne bovina do país e evidenciam a dimensão alcançada pela atividade desde o reconhecimento sanitário de 2001.
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Pressão em Chicago e câmbio perto de R$ 5 retraem negócios da soja no Brasil; qual perspectiva para o mercado?

O mercado brasileiro de soja segue sob pressão, influenciado pelo câmbio próximo de R$ 5,00 e pela queda dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Diante desse cenário, os produtores adotam uma postura mais retraída nas negociações e concentram as atenções no avanço do plantio da nova safra.
O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira (23) com valorização dos preços, mas poucos negócios registrados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apesar das cotações mais altas, houve poucas indicações de compra. A saturação dos portos e o foco dos produtores no plantio da nova safra limitaram a comercialização. Algumas tradings já estão próximas de concluir seus programas de embarques do ano, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,96%, cotado a R$ 4,9897 para venda e R$ 4,9877 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 4,9887 e R$ 5,0558.
Ao longo da semana, o volume de negócios melhorou em relação aos dias anteriores, mas continuou abaixo do registrado três semanas antes. No mercado físico, a saca de 60 quilos avançou de R$ 146,00 para R$ 148,00 em Passo Fundo (RS), de R$ 147,00 para R$ 149,00 em Santa Rosa (RS) e de R$ 141,00 para R$ 142,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram em R$ 141,00, enquanto Dourados (MS) seguiu em R$ 140,00 e Rio Verde (GO), em R$ 139,00. Nos portos, a saca subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00 em Paranaguá (PR) e de R$ 153,00 para R$ 155,00 em Rio Grande (RS).
Na quinta-feira (22), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta para o grão e o óleo, enquanto o farelo recuou. A recuperação ocorreu após oito sessões consecutivas de perdas, sustentada por compras de fundos, pela demanda aquecida, especialmente da China, e pela valorização do petróleo. Apesar disso, a posição de novembro de 2026 acumulou queda de 0,37% na semana.
As vendas líquidas norte-americanas de soja da safra 2026/27 somaram 2,84 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A China respondeu por 2,18 milhões de toneladas do total. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que projetavam vendas entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.
Mesmo com a demanda firme, o avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecido pelo clima, amplia a disponibilidade da oleaginosa e pressiona as cotações. Os produtores norte-americanos também estão direcionando os trabalhos para a colheita do milho, enquanto as expectativas de uma safra brasileira maior em 2026/27 seguem no radar dos operadores.
O contrato da soja em grão com vencimento em novembro de 2026 avançou 0,27% na quinta-feira, para US$ 12,56 por bushel. A posição janeiro de 2027 subiu 0,29%, a US$ 12,68 por bushel. No mercado de subprodutos, o farelo com vencimento em dezembro recuou 0,34%, para US$ 346,10 por tonelada, enquanto o óleo subiu 0,13%, para 66,83 centavos de dólar por libra-peso.
Abiove projeta queda nas exportações em 2027
As exportações brasileiras de soja deverão recuar 0,8% em 2027, para 113 milhões de toneladas, diante do aumento da demanda doméstica para processamento. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
A entidade projeta que o esmagamento de soja alcance o recorde de 66 milhões de toneladas em 2027, crescimento de 3,8% em relação a 2026. A expansão deverá ser impulsionada principalmente pela maior demanda da indústria nacional de biodiesel.
As projeções consideram o aumento de um ponto percentual na mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, para 16%, a partir de março de 2027. A mudança deverá ampliar o consumo interno de óleo de soja.
A produção brasileira de farelo de soja está estimada em 50,8 milhões de toneladas, alta de 3,8% em relação a 2026 e novo recorde. As exportações do produto também deverão atingir o maior volume da série histórica, com crescimento de 4%, para 26,3 milhões de toneladas.
Para o óleo de soja, a Abiove prevê produção recorde de 13,27 milhões de toneladas, avanço de 3,7%. Já as exportações deverão cair 2,6%, para 1,9 milhão de toneladas, refletindo a maior absorção do produto pelo mercado doméstico de biodiesel.
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