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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Farsul lança painel que acompanha a renegociação de dívidas rurais da MP 1.376 – MAIS SOJA

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A Farsul disponibiliza um painel interativo que acompanha a renegociação de dívidas rurais prevista na Medida Provisória 1.376/2026. A ferramenta reúne os dados do Banco Central (SICOR) sobre as operações contratadas para quitar ou amortizar dívidas de produtores atingidos por eventos climáticos e pela queda de preços.

Os números mostram o peso do Rio Grande do Sul na medida. Até 30 de setembro, foram contratadas no Brasil 16,7 mil operações, que somam R$ 5,56 bilhões. Dessas, 15 mil foram no Rio Grande do Sul, com R$ 4,59 bilhões: 83% do valor e 90% das operações do país. No Estado, a taxa média ficou em 8,57% ao ano, com prazo médio de 9,6 anos. Sicredi e Banrisul respondem pela maior parte do volume gaúcho.

O painel permite filtrar os dados por estado, instituição financeira e programa de crédito. Também mostra a evolução mensal das contratações e a origem das dívidas renegociadas, e as consultas podem ser baixadas em Excel ou como imagem. Os dados serão atualizados semanalmente, conforme a publicação do Banco Central.

O prazo para contratar a renegociação termina em 12 de novembro.

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O painel pode ser acessado aqui.

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

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Site: Farsul

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Sustentabilidade

CEPEA: Produtividade sustentou a agropecuária no século XXI, mas crédito mais caro e de nova composição deixou o setor exposto após a pandemia – MAIS SOJA

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Em novo TOD, o coordenador científico do Cepea Geraldo Barros e o pesquisador Lucilio Alves reconstroem o período de 2000 a 2025 e mostram como mudou o financiamento do setor

A produção agropecuária brasileira cresceu quase 150% entre 2000 e 2025, ou 3,7% ao ano, contra 2,3% ao ano do PIB do País. O novo Texto Ocasional para Discussão (TOD) “Contexto do setor agropecuário e seu financiamento e endividamento: 2013 a 2025”, divulgado hoje pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que esse desempenho veio da produtividade, e não dos preços: a produtividade total dos fatores cresceu 92% de 2000 a 2024 e explica 82% da expansão do volume, enquanto a relação de preços entre insumos e produtos piorou 35% no período.

Segundo o estudo dos pesquisadores do Cepea, o quadro mudou com a pandemia. Os preços reais da agropecuária subiram 72% de 2019 a 2021, e a renda do setor, 84%. Em seguida, os preços recuaram 24% até 2025 e a renda caiu 14% de 2021 a 2024, enquanto os insumos, que subiram 60% de 2019 a 2022, seguiram caros. E o crédito encareceu: a taxa média do crédito rural a pessoas físicas passou de 6,2% ao ano em 2020 para 11,2% em 2023 e 12,2% em 2025, acompanhando a Selic. O estudo destaca quatro pontos:

1. A dívida voltou à faixa histórica – O passivo do setor no sistema financeiro, que havia caído para 61% da renda em 2020, chegou a 106% em 2024 e a 94% em 2025, dentro da faixa de 86% a 109% observada entre 2013 e 2019.

2. O crédito cresceu e mudou de fonte – O crédito rural concedido passou de R$ 251 bilhões em 2019 para R$ 446 bilhões em 2023 (+78%, a preços de 2025). As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 125 bilhões em 2025, quase sete vezes o valor de 2016 e 35% do crédito rural; entre as fontes privadas, a parcela contratada a taxas livres passou de 7% em 2013 para 52% em 2025.

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3. O investimento depende cada vez menos do crédito rural – O investimento agropecuário passou de R$ 152 bilhões em 2019 para R$ 260 bilhões em 2025 (estimativa do Cepea) e o crédito rural financiou apenas 36% dele em 2025. Os outros 64% vieram de recursos próprios, de Cédulas de Produto Rural, de fornecedores e de leasing; a parte que é dívida não aparece nas estatísticas do Banco Central.

4. A inadimplência depende de quem se observa – Entre as empresas do setor agropecuário, ela chegou a 3,5% em agosto de 2026, abaixo da média do sistema financeiro (5,2%). Entre as pessoas físicas (cerca de 80% da carteira), a inadimplência do crédito rural passou de 0,8% em dezembro de 2022 para 9,7% em agosto de 2026, recorde da série do Banco Central.

Para os autores, decisões tomadas antes da pandemia perderam rentabilidade no cenário seguinte, e o crédito, mais caro, não veio em socorro: “o cenário de problemas de liquidez e de aumento da inadimplência na agropecuária estava desenhado”. Este estudo complementa o Texto Ocasional para Discussão n.4, “Endividamento rural no Brasil, 2013–2026”, que documenta esse cenário em 2025 e 2026, com carteira problemática de R$ 205 bilhões (23,8% do crédito rural).

Acesse material compelo aqui!

BARROS, G. S.A. C.; ALVES, L. R. A.  Contexto do setor agropecuário e seu financiamento e endividamento: 2013 a 2025. Piracicaba: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/ESALQ/USP), 2026 (Texto Ocasional para Discussão n.5).

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Fonte: CEPEA



FONTE

Autor:Geraldo Barros e Lucilio Alves

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Supremo Tribunal Federal reconhece isenção de ITBI na transferência de imóveis para empresas familiares – MAIS SOJA

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O produtor rural que pretende organizar os bens da família, e planejar a sucessão das propriedades pode ter um custo a menos nesse processo. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a transferência de imóveis para uma empresa familiar pode ter imunidade do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), mesmo quando a empresa trabalha com compra, venda ou aluguel de imóveis.

A decisão trata de uma situação comum no planejamento patrimonial: a criação de uma empresa para administrar os bens da família, conhecida como holding familiar. O produtor pode, por exemplo, transferir uma fazenda para essa empresa como parte do capital social.

Antes, alguns municípios negavam a imunidade do ITBI quando a empresa que recebia o imóvel tinha atividade ligada ao mercado imobiliário. Com o julgamento do Tema 1.348, o STF entendeu que essa atividade, por si só, não é motivo para cobrar o imposto nesse tipo de transferência.

Para a advogada Mariana de Mello Vieira, do escritório Brenner e Associados, a decisão traz mais segurança para produtores que desejam organizar o patrimônio rural.

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“Essa decisão é importante porque impede que o município negue a imunidade do ITBI apenas porque a empresa que recebe o imóvel tem atividade imobiliária. Isso pode facilitar a organização do patrimônio familiar do produtor rural”, explica.

O que muda para o produtor?

O produtor que pretende transferir uma fazenda para uma empresa familiar poderá avaliar se tem direito à imunidade do ITBI. O benefício pode representar uma economia, já que o imposto incide sobre determinadas transferências de imóveis.

Esse tipo de empresa também pode ajudar a organizar a administração dos bens e planejar como o patrimônio será transmitido aos filhos e demais herdeiros. A criação de uma holding, porém, não é necessária para todos os produtores. A decisão deve considerar os objetivos da família e os custos envolvidos.

A imunidade também tem limites. O STF já havia definido que o benefício não cobre valores dos imóveis que ultrapassem o montante destinado à formação do capital social da empresa. Além disso, operações simuladas ou feitas para obter indevidamente a vantagem tributária podem ser questionadas.

Por isso, antes de transferir uma propriedade, o produtor deve buscar orientação jurídica e contábil para avaliar a documentação e as condições da operação.

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Quem já pagou ITBI pode receber o dinheiro de volta?

Produtores que já pagaram o imposto ao transferir imóveis para uma empresa também podem verificar se têm direito à restituição. Isso pode ser relevante, por exemplo, quando o município cobrou o ITBI somente porque a empresa tinha atividade imobiliária.

Mas a devolução não é automática. É preciso analisar por que o imposto foi cobrado, quando o pagamento ocorreu e se ainda há prazo para pedir a restituição. Em regra, pedidos desse tipo estão sujeitos ao prazo de cinco anos, conforme as regras aplicáveis a cada caso.

“É possível avaliar a restituição de valores pagos anteriormente, mas cada situação precisa ser analisada. É necessário verificar os documentos, o motivo da cobrança e os prazos legais”, orienta Mariana.

A recomendação é que o produtor que esteja planejando transferir uma fazenda para uma empresa familiar, ou que já tenha pago ITBI nessa situação, procure orientação para verificar se a decisão do STF se aplica ao seu caso.

Fonte: Aprosoja/MS
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Sustentabilidade

Perdeu o Soja Brasil? Veja os destaques da última edição do programa

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O que movimenta a safra de soja 2026/27 no Brasil? A última edição do programa Soja Brasil reúne reportagens sobre pesquisa agrícola na China, os desafios do plantio no Paraná e os impactos do clima para os produtores rurais.

A expedição Soja Brasil percorre Mato Grosso para mostrar os desafios logísticos do escoamento da produção, desde o transporte rodoviário até a integração com as ferrovias. O programa também acompanha o avanço do plantio pelo país e traz a previsão do tempo para a primavera, com alertas para o calor e a irregularidade das chuvas em diferentes regiões.

Outro destaque é a tecnologia no campo. Na abertura nacional do plantio da soja 2026/27, em Ipiranga do Norte (MT), produtores conheceram máquinas e soluções voltadas à precisão das operações, à economia de fertilizantes e à eficiência no trabalho agrícola.

Na China, a equipe mostra como pesquisadores investem em melhoramento genético, manejo do solo e rotação de culturas para ampliar a produtividade da soja e reduzir a dependência das importações. Já no Paraná, o excesso de umidade dificulta a semeadura em algumas regiões e acende o alerta para possíveis impactos no calendário do milho safrinha.

O programa traz ainda informações sobre o ritmo do plantio no Brasil e os principais assuntos em destaque no portal Soja Brasil, incluindo o manejo de pragas e doenças e histórias de produtores rurais.

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