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Governo de MT pavimenta rodovias na região Oeste para reforçar a logística na fronteira com a Bolívia

Obras nas estaduais MT-473, MT-388, MT-265 e MT-199 impulsionam o escoamento de grãos, integram municípios e incentivam o turismo regiona
O Governo de Mato Grosso investe na logística da região Oeste, com obras asfaltar as rodovias estaduais MT-388, 199, 265 e 473. Com o asfalto novo, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) cria novas rotas para o escoamento da produção e deslocamento dos moradores que vivem na região próxima a fronteira com a Bolívia.
Conhecida como Estrada do Matão, a MT-473 em Pontes e Lacerda deixou de ser uma promessa de muitos anos para se transformar em uma realidade. Desde 2019 o Governo do Estado já asfaltou 75,1 km e construiu três pontes de concreto na rodovia, sendo a maior delas sobre o Rio Alegre, com 61 metros de extensão. O investimentos nessas obras foi de R$ 77,4 milhões.
A MT-473 liga Pontes e Lacerda até a sua principal região de produção agrícola, em direção a Vila Matão, região que começou a ser povoada a mais de 50 anos. Os investimentos no asfalto resultaram no avanço da produção de grãos, que quase triplicou, passando de 130 mil toneladas anuais em 2019, para 379 mil toneladas em 2025.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirma que esses números mostram o potencial que Mato Grosso tem para seguir crescendo e como o asfalto novo e as pontes de concreto permitem que produtores deixem a pecuária extensiva para iniciar o plantio de soja.
“Eu quando entrei na Sinfra fui conhecer a Estrada do Matão, lá não tinha um pé de soja ou de milho. Agora essa realidade já é outra. Quando você faz a ponte de concreto você começa a ver e quando faz o asfalto o perfil muda completamente. A cidade começa a se desenvolver, atrai mais investimentos e a economia gira para toda população”, explicou.
Além das obras já realizadas, o governo também vai asfaltar mais 40,5 km da rodovia, completando a rodovia até o trevo Santa Luzia, no encontro com a MT-265. O investimento dessas obras, com um trecho já licitado e outro iniciado, chega a R$ 57,9 milhões.
Porto Esperidião
A Sinfra-MT também está asfaltando duas rodovias importantes para Porto Esperidião, outro município da região da fronteira com a Bolívia. Uma delas é a MT-388 que liga o município até Cáceres, passando pelo distrito de Clarinópolis e o Posto do Limão.
O Governo já finalizou 38 km dessa estrada e está com mais 43 km em obras, em um investimento total de R$ 117,3 milhões
Outra obra no município é a MT-265, que sai de Porto Esperidião em direção a Estrada do Matão e a MT-199 em Vila Bela da Santíssima Trindade. O investimento da Sinfra-MT nesta obra é de R$ 65,9 milhões para asfaltar 49,4 km.
“Essa é uma região que vai se interligar cada vez mais, uma região onde muitas pessoas moram e que agora está recebendo investimento do Governo do Estado”, explica o secretário Marcelo de Oliveira.
O Governo de Mato Grosso também está asfaltando a MT-199, rodovia que liga o município de Vila Bela da Santíssima Trindade até a divisa com a Bolívia, na região do Destacamento Militar Palmarito. As obras estão em andamento e são realizadas em 79,98 quilômetros, divididos em dois contratos. O investimento total é de R$ 112,5 milhões.
Também está sendo asfaltado um trecho de 30 km da MT-199 entre Vila Bela da Santíssima Trindade e o acesso ao parque da Serra Ricardo Franco, local com atrações turísticas como o Cânion do Jatobá e a Cachoeira dos Namorados. O investimento nessa obra é de R$ 47,8 milhões
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Mato Grosso registra 2ª menor taxa de pobreza do país com 1,9% de famílias vulneráveis, aponta CLP

Estado fica atrás apenas do Rio Grande do Sul em ranking de competitividade; Setasc-MT triplica cofinanciamento aos 142 municípios para R$ 101 milhões
Dados do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), apontam que Mato Grosso registra índice de 1,9% de famílias abaixo da linha da pobreza. O percentual, calculado com base em informações de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fica atrás apenas do Rio Grande do Sul, que apresenta 1,8%.
O levantamento considera o percentual de domicílios com renda mensal inferior a R$ 218 por pessoa, limite utilizado pelo Governo Federal como critério de renda para ingresso no Bolsa Família. O indicador integra o pilar de Sustentabilidade Social do ranking e oferece um recorte sobre a situação de renda das famílias, que deve ser analisado em conjunto com outros aspectos sociais e econômicos.
Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) atua no planejamento, na coordenação e no fortalecimento das políticas de assistência social, em articulação com os municípios. O trabalho envolve o cofinanciamento dos serviços socioassistenciais, a execução de programas estaduais e o apoio à estruturação da rede de atendimento, com foco na garantia de direitos e na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social.
Para o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, o resultado reforça a importância de manter políticas públicas estruturadas e ampliar a capacidade de atendimento da rede socioassistencial.
“Estar entre os estados com a menor proporção de domicílios abaixo da linha da pobreza é um resultado importante para Mato Grosso. Esse indicador reforça a necessidade de mantermos uma política de assistência social estruturada, com planejamento, responsabilidade na aplicação dos recursos e ações que cheguem efetivamente às famílias que mais precisam. Nosso compromisso é fortalecer os serviços, ampliar a proteção social e criar condições para que as famílias tenham acesso aos seus direitos e conquistem cada vez mais autonomia”, destacou.
Fortalecimento da assistência social nos municípios
Uma das medidas para fortalecer a política de assistência social é a ampliação do cofinanciamento estadual destinado aos municípios. Conforme modelo apresentado pela Setasc em junho de 2026, os recursos anuais passaram de aproximadamente R$ 35 milhões para R$ 101 milhões. A medida busca ampliar a capacidade de financiamento dos serviços socioassistenciais e apoiar as administrações municipais na execução das ações previstas no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
O cofinanciamento contribui para a manutenção e a qualificação dos serviços, respeitando as necessidades de cada município. Com recursos estaduais, as gestões locais podem fortalecer suas estruturas de atendimento, aprimorar o acompanhamento das famílias e ampliar a oferta de serviços à população.
“Por determinação do governador Otaviano Pivetta, estamos fortalecendo a parceria com os municípios e ampliando os recursos destinados à assistência social. A posição de Mato Grosso no ranking é um dado relevante, mas nosso trabalho também precisa ser medido pela capacidade de atendimento da rede, pela qualidade dos serviços e pelo acesso da população aos seus direitos. Queremos que cada município tenha condições de executar a política de assistência social de acordo com suas necessidades e com as diretrizes do SUAS”, afirmou o secretário.
Políticas estaduais ampliam a proteção social
O Governo de Mato Grosso desenvolve iniciativas de transferência de renda, segurança alimentar, habitação, qualificação profissional e proteção a públicos específicos. Essas ações complementam os serviços de assistência social e contribuem para a melhoria das condições de vida e a ampliação das oportunidades para as famílias.
Na área de transferência de renda, o Estado oferece apoio financeiro às famílias que atendem aos critérios estabelecidos. Também são desenvolvidas ações de segurança alimentar, por meio da distribuição de alimentos, e de qualificação profissional, que contribuem para ampliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e geração de renda.
Em 2025, Mato Grosso conquistou o primeiro lugar da Região Centro-Oeste na primeira edição do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Governo Federal. O reconhecimento destaca a atuação do Estado no enfrentamento à fome e à insegurança alimentar, tema que também integra as políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à alimentação e ao fortalecimento da proteção social.
As iniciativas estaduais incluem ainda auxílio-moradia para mulheres em situação de violência doméstica que atendam aos critérios estabelecidos, ações voltadas ao acesso à habitação e programas destinados a públicos específicos, como crianças, idosos, pessoas com deficiência e povos indígenas.
Essas medidas se articulam com a rede de serviços socioassistenciais e com outras políticas públicas, considerando que o enfrentamento das vulnerabilidades exige ações integradas. A transferência de renda e o acesso à alimentação podem contribuir para atender necessidades imediatas, enquanto os serviços continuados permitem identificar demandas, orientar os usuários e acompanhar situações que exigem atendimento especializado.
Rede socioassistencial garante acesso a direitos
Nos municípios, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e os demais equipamentos da rede desempenham papel fundamental na oferta de serviços à população.
Os CRAS atuam na prevenção de situações de vulnerabilidade e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, enquanto os CREAS atendem pessoas e famílias que vivenciam situações de risco social ou tiveram seus direitos violados. O trabalho inclui acolhimento, orientação, acompanhamento e encaminhamento para serviços e políticas públicas, conforme as necessidades identificadas.
A atuação conjunta entre Estado e municípios busca fortalecer a gestão do SUAS, qualificar os atendimentos e ampliar a presença dos serviços nos 142 municípios mato-grossenses. O objetivo é assegurar que a assistência social funcione como uma política pública contínua, com equipes, serviços e recursos capazes de responder às demandas da população.
Embora o resultado do CLP represente um dado favorável, o indicador considera um limite específico de renda e não significa que a pobreza ou as vulnerabilidades sociais tenham sido eliminadas. Por isso, o fortalecimento da rede socioassistencial, a ampliação do acesso a direitos e a articulação com outras políticas públicas permanecem fundamentais para enfrentar as desigualdades.
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Com R$ 95 milhões em investimentos, Hospital Estadual Santa Casa soma mais de 35 mil cirurgias desde 2019

Governo de MT adquiriu imóvel em definitivo e estrutura plano operativo em seis eixos para ampliar leitos e atendimentos de oncologia e nefrologia
O Hospital Estadual Santa Casa realizou 35.817 cirurgias, 670.974 consultas ambulatoriais e 153.635 atendimentos no Pronto Atendimento Infantil desde 2019, quando a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) passou a administrar a unidade após falência da filantrópica Santa Casa de Cuiabá.
Até 14 de outubro de 2026, a unidade estadual realizou 5.745 cirurgias, 42.892 consultas ambulatoriais e 26.454 atendimentos no Pronto Atendimento Infantil. Desde 2022, foram feitos mais de 2,2 milhões de exames laboratoriais no local.
O Governo de Mato Grosso comprou o prédio do hospital em junho deste ano, com a transferência de R$ 30 milhões à Justiça do Trabalho que foram destinados ao pagamento de credores trabalhistas da antiga Sociedade Beneficente Santa Casa.
Deste 2019, o Estado já investiu cerca de R$ 65 milhões para reforma e manutenção da estrutura da Santa Casa. Somados aos R$ 30 milhões usados na aquisição definitiva do imóvel, os investimentos estaduais chegam a R$ 95 milhões para conseguir manter os atendimentos e dar a solução definitiva para um problema que se arrastou por muitos anos.
“A Secretaria já coloca em prática um plano operativo robusto, estruturado em seis eixos estratégicos, para não só dar continuidade aos atendimentos prestados na unidade hospitalar como para ampliar a assistência especializada ofertada à população mato-grossense, com novos serviços e mais leitos”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Em meio à campanha Outubro Rosa, a unidade atua fortemente na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. Durante o ano todo, porém, o Hospital Estadual Santa Casa atende pacientes encaminhadas via Central Estadual de Regulação para consultas ginecológicas e preventivos ao câncer.
De janeiro a agosto de 2026, o hospital realizou 3.837 consultas com ginecologista e 3.732 consultas com mastologista. De janeiro a setembro deste ano, a unidade também promoveu 1.934 mamografias bilaterais e 2.750 ultrassonografias, entre mamária bilateral, pélvica (ginecológica) e transvaginal. Foram, ao todo, 4.524 exames de imagem realizados em mulheres neste período.
A servidora pública Mayanne Figueiredo, 33 anos, realiza seus exames preventivos na Santa Casa já há alguns anos e considera esta iniciativa muito importante para as mulheres.
“Acho essa campanha maravilhosa, porque reforça a importância de cuidarmos da nossa saúde, incentiva a prevenção e nos lembra que precisamos olhar mais para nós mesmas. Eu faço meus exames porque sei que cuidar da saúde é uma forma de amor-próprio. Não devemos procurar atendimento somente quando sentimos alguma coisa. A prevenção e o acompanhamento médico são fundamentais para cuidarmos de nós mesmas”, contou.
“Minha experiência com o atendimento tem sido muito positiva. O médico faz uma avaliação cuidadosa, verifica nossas necessidades, orienta e nos acolhe muito bem. Isso faz toda a diferença, porque nos sentimos ouvidas, cuidadas e seguras durante o atendimento”, acrescentou.
A servidora orienta que as mulheres não tenham vergonha, medo ou deixem a correria do cotidiano impedir que cuidem da própria saúde e que procurem uma unidade de saúde para conversar com um profissional e realizar os exames, conforme a orientação médica.
“Acredito que iniciativas como essa fazem a diferença na vida de muitas mulheres, pois facilitam o acesso aos cuidados com a saúde e nos incentivam a manter os exames em dia. Muitas vezes, na correria do dia a dia, cuidamos da casa, do trabalho e de tantas outras pessoas, mas acabamos deixando nossa própria saúde em segundo plano.”
Hoje, o hospital conta com 184 leitos ativos, com 56 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI): 10 de UTI neonatal, 10 de UTI pediátrica, 10 de UTI adulto e 26 leitos de UTI coronariana.
Saiba mais sobre o plano operativo do hospital
Segundo o diretor do Hospital Estadual Santa Casa, Rodrigo Guimarães, o plano operativo do hospital é estruturado nos eixos home care e desospitalização segura; cuidados paliativos; Central Estadual de diagnóstico; ampliação dos serviços existentes, especialmente nas áreas de oncologia e nefrologia; hospital-dia com cirurgias gerais e ambulatórios especializados; além da implantação do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
“Vamos ampliar os atendimentos em nefrologia, oncologia, ambulatórios e cirurgias, além de implantar gradualmente os novos serviços na unidade. Além disso, iremos criar uma central de diagnósticos, uma unidade de cuidados paliativos e o serviço de longa permanência com integração de home care”, contou o diretor.
O Hospital Estadual Santa Casa deverá ser estruturado ainda como campo estratégico de ensino, pesquisa, inovação e formação profissional no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na qualificação de recursos humanos, produção de conhecimento e disseminação de boas práticas assistenciais.
“Atualmente, a unidade já conta com programas de residência médica nas áreas de anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, cirurgia vascular, cancerologia cirúrgica, pediatria e medicina de família e comunidade”, informou.
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Campanha pró-Flávio conseguiu mobilizar só 10% dos eleitores que não votaram no 1º turno

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu 52 mil votos válidos a mais nesse domingo (25), enquanto Lula teve 110 mil votos a mais
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado na campanha presidencial de 2026, cresceu com 52 mil votos no segundo turno em Mato Grosso. A apuração total das urnas pelo Tribunal Superior Eleitoral TSE) mostra Flávio com 1.351.099 votos válidos na votação desse domingo (25).
No primeiro turno, encerrado no dia 4 de outubro, ele obteve 1.298.581 votos válidos. Em ambas as votações, ele ficou bem à frente do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas os apoiadores de Flávio conseguiram mobilizar apenas 10% a mais de voto do que era pretendido.
A campanha a favor de Flávio, no segundo turno, começou na segunda-feira seguinte ao fim do primeiro turno. Um grupo suprapartidário foi montado para tentar convencer os eleitores que não tinham votado a irem às urnas.
A ambição deles era conseguir mobilizar cerca de 500 mil eleitores, que se abstiveram no primeiro turno. A estratégia, segundo eles, era atrair novos eleitores para uma campanha deveria ser decidida voto a voto.
Mas o resultado foi melhor para Lula, também em Mato Grosso. Ele continuou bem atrás de Flávio na proporção de votos – 66,06% para Flávio e 33,94% para Lula -, mas teve mais votos na comparação ao primeiro turno. Antes, foram 581.681 votos válidos e ontem, 694.167, diferença de112 mi votos a mais.
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