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Missão da África do Sul visita iniciativas brasileiras em bioinsumos

Uma delegação da África do Sul esteve no Brasil entre 21 e 25 de setembro para conhecer a experiência brasileira com bioinsumos. A missão técnica foi articulada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e realizada em São Paulo e no Distrito Federal, no âmbito do Memorando de Intenções na área de agricultura firmado entre os dois países.
Com apoio do Renera – Brazilian Bioinputs Hub, iniciativa da ApexBrasil em parceria com a CropLife Brasil, a programação reuniu representantes governamentais, pesquisadores e integrantes do setor privado dos dois países.
Ao longo da semana, a delegação conheceu diferentes etapas do desenvolvimento e da utilização de bioinsumos no Brasil. A agenda incluiu temas como políticas públicas, regulamentação, pesquisa, inovação, produção industrial e aplicação no campo.
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Na área científica, o grupo visitou a Embrapa Meio Ambiente, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen). As atividades foram voltadas ao intercâmbio de conhecimentos sobre pesquisa e desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura.
A agenda também incluiu aproximação com o setor produtivo. Empresas e instituições brasileiras apresentaram tecnologias, estruturas de produção e experiências práticas relacionadas ao uso de bioinsumos em sistemas agrícolas.
Segundo o Mapa, a programação permitiu identificar oportunidades de cooperação entre Brasil e África do Sul nas áreas regulatória, científica, tecnológica e comercial. A experiência brasileira chamou a atenção pela integração entre pesquisa, produção em escala e uso de bioinsumos em diferentes sistemas agrícolas.
A missão foi concluída em Brasília, com reuniões e visitas técnicas a instituições públicas e organizações ligadas ao setor agropecuário. Entre as atividades finais, a delegação conheceu o trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e experiências de utilização de soluções biológicas no campo.
Fonte: gov.br
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Milho já acumula 6,41% de queda nos preços, segundo Cepea

A queda nos preços de milho no mercado nacional continua, segundo cotações divulgadas na segunda-feira (26). O Centro de Estudos em Economia Avançada (Cepea) explica que a alta disponibilidade é o que pressiona os valores para baixo.
A redução no valor já soma 6,41% ao mês, com as sacas de 60kg vendidas a, em média, R$ 64,27.
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O cereal passou por uma sequência de boas safras e a perspectiva é de que as próximas também tragam bons volumes. Os pesquisadores do Cepea afirmam que produtores têm se mostrado mais flexíveis na comercialização, com receio de novas desvalorizações e/ou para formar caixa.
Ainda segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais, somada à desvalorização do dólar, também tem reduzido a paridade de exportação e contribuído para as baixas no mercado interno.
Assim como no mercado interno, os preços nos portos recuaram, mas de forma mais intensa, pressionados pelas quedas das cotações futuras e do dólar na última semana.
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STF libera concessão de estradas da Rota do Arinos após impasse entre tribunais

A concessão de rodovias estaduais na região do Arinos poderá avançar após o Supremo Tribunal Federal (STF) intervir em um impasse judicial que vinha barrando a formalização do contrato. A decisão do ministro André Mendonça, de 21 de outubro, atendeu a um pedido do Governo de Mato Grosso e abriu caminho para a continuidade do processo.
O projeto prevê investimentos privados de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos para melhorias em 237 quilômetros de estradas. A concessão abrange trechos das rodovias MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338, nos municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.
O entrave surgiu após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reverteu a medida, mas o caso voltou a impedir o andamento do contrato quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu uma liminar favorável ao recurso do órgão de controle.
Diante da nova suspensão, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recorreu ao STF. O argumento central foi que a controvérsia envolvia questões constitucionais e, portanto, deveria ser analisada pela Suprema Corte.
Ao acolher o pedido, o ministro André Mendonça apontou que cabe ao STF analisar discussões dessa natureza. Além de autorizar o avanço da concessão, o magistrado determinou que o pedido suspensivo fosse encaminhado à Presidência da Corte para apreciação.
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Certificação de livre de febre aftosa há 25 anos impulsionou exportações de carne bovina de MT em 2.242%

A carne bovina de Mato Grosso passou de 24,1 mil toneladas exportadas em 2001 para 566,5 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 2.242%. O avanço ocorreu ao longo de 25 anos de reconhecimento internacional do estado como área livre de febre aftosa com vacinação, período em que a pecuária ampliou sua capacidade produtiva e conquistou novos mercados consumidores.
Em maio de 2025 o estado recebeu durante a 92ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação.
A mudança também aparece no faturamento. Em 2001, as vendas externas da proteína renderam US$ 47,5 milhões. Nos primeiros nove meses de 2026, a receita chegou a US$ 3,4 bilhões, com embarques para mais de 90 países.
A evolução do setor combina a manutenção das condições sanitárias com mudanças nos sistemas de produção. Investimentos em melhoramento genético, recuperação de pastagens, suplementação alimentar e tecnologias de manejo contribuíram para elevar a produtividade e melhorar a qualidade dos animais destinados ao abate.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Oliveira, o desempenho reflete as transformações promovidas pelos produtores e o trabalho de controle sanitário desenvolvido ao longo das últimas décadas.
“A pecuária de Mato Grosso passou por uma transformação nesses 25 anos. O produtor investiu em genética, tecnologia e manejo e conseguiu aumentar a produtividade. Ao mesmo tempo, o trabalho de controle sanitário foi fundamental para garantir a segurança da produção e permitir que o estado conquistasse espaço no mercado internacional”.
Da condição sanitária à expansão dos mercados
O reconhecimento de Mato Grosso em 2001 como área livre de febre aftosa com vacinação, concedido pela OMSA, representou um marco para a pecuária estadual.
A doença, que pode provocar perda de peso, dificuldade de locomoção e morte de animais jovens, também impõe restrições comerciais aos locais onde há ocorrência.
A condição sanitária passou a oferecer garantias importantes para a comercialização da carne, especialmente em mercados que estabelecem exigências rigorosas de controle e rastreabilidade dos animais. Esse reconhecimento contribuiu para ampliar as possibilidades de negociação da produção mato-grossense no exterior.
No início dos anos 2000, porém, a presença internacional da carne bovina do estado ainda era limitada em comparação com a atual. Em 2001, Mato Grosso exportava a proteína para 29 países, e o Egito liderava as compras, com 9,7 mil toneladas, o equivalente a 40,7% do volume comercializado naquele ano.
A estrutura produtiva também passou por mudanças nesse intervalo. Na década de 2000, predominavam sistemas extensivos, baseados na criação de animais em grandes áreas de pastagem. Com o avanço tecnológico, os produtores passaram a adotar estratégias para melhorar o aproveitamento das áreas, a alimentação e o desempenho do rebanho.
China assume liderança nas compras
A ampliação dos destinos comerciais é uma das mudanças mais expressivas no período. Se, em 2001, a carne bovina mato-grossense chegava a 29 países, nos primeiros nove meses de 2026 os embarques alcançaram mais de 90 mercados.
A China, que não comprava a proteína do estado em 2001, tornou-se o principal destino das exportações. Entre janeiro e setembro de 2026, o país asiático adquiriu 252,3 mil toneladas, correspondentes a 44,5% de todo o volume exportado por Mato Grosso.
O peso desse mercado ajuda a dimensionar a mudança no perfil das vendas externas. Em pouco mais de duas décadas, o estado ampliou sua presença internacional e passou a atender uma demanda que concentra parcela significativa dos embarques de carne bovina.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, as exportações estaduais somaram 566,5 mil toneladas e US$ 3,4 bilhões em receita. Os resultados consolidam Mato Grosso como o maior produtor de carne bovina do país e evidenciam a dimensão alcançada pela atividade desde o reconhecimento sanitário de 2001.
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