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Acrimat pedirá redução do ICMS diante das restrições às exportações e do alongamento das escalas de abate em Mato Grosso; veja

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) vai solicitar ao governo estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bovinos. O objetivo é ampliar as alternativas de comercialização para pecuaristas que enfrentam dificuldades para vender os animais em meio às restrições nas exportações de carne bovina e à diferença crescente entre os preços pagos em Mato Grosso e São Paulo.
O pedido também é motivado diante de um cenário de alongamento das escalas de abate dos frigoríficos mato-grossenses, conforme o presidente da Acrimat, Luís Fernando Conte. A entidade aponta que a redução das opções de venda tem agravado a situação em algumas regiões produtoras, onde também há dificuldades para garantir o recebimento pelos animais comercializados.
“Por conta desse cenário de prejuízo já contabilizado e a falta de opção com segurança de recebimento em algumas regiões do estado, estamos entrando com um pedido ao governo de redução de ICMS nas operações interestaduais”, afirma Conte em publicação nas redes sociais.
A proposta da associação é facilitar o acesso dos pecuaristas a compradores de outros estados, criando alternativas para a comercialização do gado. Segundo o presidente, a medida é considerada urgente diante do agravamento das condições de mercado.
A Acrimat também relaciona as dificuldades às restrições no comércio internacional. Além do fim da cota de exportação para a China, Conte cita a interrupção dos embarques de carne bovina para a União Europeia desde 3 de setembro.
Diferença entre os preços aumenta
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que a diferença entre as cotações do boi gordo em Mato Grosso e São Paulo aumentou na segunda quinzena de setembro de 2026. No período, a arroba foi negociada, em média, a R$ 324,90 no estado e a R$ 361,31 em São Paulo, considerando os valores livres de Funrural.
A distância entre os preços passou de R$ 32,75 por arroba na primeira quinzena para R$ 36,41 na segunda metade do mês. As cotações subiram nos dois mercados, mas a valorização foi maior em São Paulo, com alta de 2,48%, ante 1,59% em Mato Grosso.
O Diferencial de Base MT–SP, indicador que mede a diferença percentual entre os preços nas duas praças, passou de -9,29% para -10,08%. Na média mensal, o índice ficou em -9,71%, com aumento de 1,66 ponto percentual no distanciamento em relação a agosto, atingindo o nível mais alongado desde fevereiro de 2026.
Conforme o Imea, a oferta relativamente mais ajustada de animais contribuiu para sustentar os preços em Mato Grosso. No entanto, o enfraquecimento da demanda externa limitou os ganhos no estado, enquanto São Paulo registrou valorização mais intensa.
Para a Acrimat, a redução do ICMS nas operações interestaduais pode ajudar a ampliar as possibilidades de negociação e melhorar as condições de venda nas regiões mais afetadas. “Entendemos que esta medida dará mais fôlego e liquidez nas vendas de animais nas regiões produtoras prejudicadas”, pontua Conte.
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Mapa intercepta praga quarentenária em carga de castanha portuguesa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interceptou a praga quarentenária ausente Cydia splendana em uma carga de 900 quilos de castanha portuguesa proveniente da Itália. A identificação ocorreu durante inspeção da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A carga chegou ao Brasil em 7 de outubro e, após a suspeita, amostras da larva foram encaminhadas para análise em laboratório de referência credenciado pelo Mapa.
Conhecida como bichado-da-castanha, traça-da-castanha ou mariposa-da-castanha, a Cydia splendana ataca principalmente frutos do castanheiro (Castanea sativa) e pode provocar perdas na produção. Segundo o Mapa, os frutos infestados podem cair antes do período normal de colheita, com comprometimento do rendimento e da qualidade.
As larvas perfuram a casca e se alimentam do interior das castanhas durante a maturação dos frutos, causando danos qualitativos e quantitativos. A espécie também pode atacar frutos de carvalhos, avelaneiras e nogueiras.
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De acordo com a Portaria SDA/Mapa nº 1.679/2026, a praga é considerada ausente do Brasil. O ministério informa que a introdução do inseto no território nacional poderia trazer riscos à produção agrícola, com redução de produtividade, prejuízos econômicos aos produtores e aumento dos custos de controle. O órgão também cita possibilidade de restrições comerciais sobre produtos agrícolas, caso outros países adotem medidas sanitárias para proteger seus territórios.
Como medida emergencial de mitigação do risco fitossanitário, o Mapa determinou a fumigação da carga com brometo de metila, realizada em 16 de outubro. Na sequência, será solicitada a devolução ou a destruição da mercadoria, conforme os procedimentos aplicáveis ao caso.
O ministério mantém inspeções em portos, aeroportos, postos de fronteira e outros pontos de entrada para fiscalizar produtos de interesse agropecuário vindos do comércio internacional. O objetivo é prevenir a entrada e a disseminação de pragas e doenças associadas à movimentação de cargas, embalagens e outros materiais.
A interceptação em Guarulhos levou à aplicação de tratamento fitossanitário e à adoção das medidas previstas para a carga, em ação de defesa agropecuária voltada à prevenção da entrada de pragas quarentenárias no país.
Fonte: gov.br
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Moagem de cana fica estável no Norte e Nordeste até 15 de setembro

A moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste somou 9,943 milhões de toneladas no acumulado da safra 2026/27 até 15 de setembro, alta de 0,1% na comparação com igual período do ciclo anterior. Os dados foram divulgados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O volume corresponde a 16,7% da moagem prevista para a temporada, de quase 60 milhões de toneladas nas duas regiões.
Na divisão regional, o Norte moeu 4 milhões de toneladas, volume 3,6% menor na comparação anual. No Nordeste, o processamento alcançou 5,8 milhões de toneladas, avanço de 2,9% no mesmo intervalo.
Até 15 de setembro, a execução da moagem prevista para a safra 2026/27 atingiu 52,4% no Norte e 11,3% no Nordeste, em diferentes estágios de avanço da temporada.
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Do total de cana processada, 50,49% foram destinados à produção de etanol, em um mix mais alcooleiro. A produção de açúcar nas duas regiões chegou a 294 mil toneladas, alta de 3,3% ante igual período da safra passada.
Já a produção total de etanol de cana somou 544 milhões de litros, recuo de 7,5% na comparação anual. Desse total, o etanol anidro respondeu por 231,5 milhões de litros, queda de 7,6%, enquanto o hidratado totalizou 312,4 milhões de litros, retração de 7,5%.
Os indicadores de qualidade da matéria-prima também recuaram. O Açúcar Total Recuperável (ATR) nos produtos finais caiu 5,1% até 15 de setembro ante igual período do ciclo anterior. O ATR por tonelada de cana teve queda de 5,3%.
Segundo o presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, a safra começa sob o impacto da redução da cota de importação de açúcar brasileiro pelos Estados Unidos. Em nota, ele afirmou que, com o corte de 56 mil toneladas, o total a ser embarcado para o mercado norte-americano ficou em 100 mil toneladas. O Nordeste tem prioridade no preenchimento da cota brasileira de exportação de açúcar para os Estados Unidos.
Os estoques totais de etanol encerraram o período em 193 milhões de litros, considerando os biocombustíveis produzidos a partir de cana e milho. Desse volume, 189 milhões de litros correspondiam ao etanol de cana, redução de 24,73% na comparação anual. Os estoques de etanol de milho somaram 4 milhões de litros, alta de 155,62% no mesmo intervalo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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USDA informa colheita de milho em 44% e de soja em 64% nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta segunda-feira (19) que a colheita da safra 2026/27 de milho no país atingiu 44% até o último domingo. No mesmo período, a colheita da soja chegou a 64%. O relatório também trouxe dados sobre maturação do milho, plantio do trigo de inverno e condições da safra de algodão.
Segundo o USDA, a colheita do milho avançou 11 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na média dos cinco anos, os trabalhos estavam em 52% no mesmo período. A agência informou ainda que 56% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, mesmo índice da semana anterior. Já a parcela das lavouras maduras chegou a 95%, ante 96% na média de cinco anos.
No caso da soja, os produtores haviam colhido 64% da safra até o último domingo, ante 46% na semana anterior. A média de cinco anos para o período é de 65%. O USDA também apontou que 96% da safra apresentava queda de folhas, em comparação a 97% na média histórica.
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Para o trigo de inverno, o relatório mostrou que o plantio alcançou 63% da área, depois de marcar 51% na semana anterior. A média de cinco anos é de 69%. A emergência das lavouras estava em 39%, contra 43% na média de cinco anos.
No algodão, 35% da safra foi classificada em condição boa ou excelente, alta de 1 ponto porcentual na semana. A abertura de maçãs atingiu 85%, abaixo dos 89% da média de cinco anos. A colheita da fibra avançou para 41%, acima dos 37% observados na média do período.
O USDA também explicou que, por causa da interrupção do financiamento federal em outubro e novembro de 2025, foram cancelados os relatórios de acompanhamento de safra referentes às semanas encerradas entre 5 de outubro e 9 de novembro de 2025.
Os dados mais recentes do USDA mostram avanço semanal da colheita de milho e soja nos Estados Unidos, além do andamento do plantio do trigo de inverno e da colheita do algodão, com comparação frente à média de cinco anos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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