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9 de outubro de 2026

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Rio Grande do Sul amplia rede de monitoramento da ferrugem asiática da soja

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A Emater do Rio Grande do Sul instalou na última semana coletores de esporos para o monitoramento da ferrugem asiática da soja no estado. O trabalho integra o Programa Monitora Ferrugem RS, coordenado pela Secretaria de Agricultura e pela Emater, com foco na identificação da presença de esporos de Phakopsora pachyrhizi, fungo causador da doença. Na safra 2026/2027, a rede conta com 100 pontos de coleta distribuídos pelo território gaúcho.

O programa teve a primeira fase na safra 2019/2020, quando monitorava 24 municípios. Desde então, a estrutura foi ampliada até alcançar os 100 pontos de coleta instalados nesta temporada.

Entre os coletores instalados no Rio Grande do Sul, 11 estão na região administrativa de Santa Rosa. Os pontos estão distribuídos nos municípios de São Paulo das Missões, Garruchos, Bossoroca, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo, Giruá, Santa Rosa, Três de Maio, Novo Machado, Santo Antônio das Missões e São Miguel das Missões.

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Segundo a Emater, a região administrativa de Santa Rosa deverá cultivar mais de 784,5 mil hectares de soja na safra 2026/2027. Nesse contexto, o monitoramento busca acompanhar a presença de esporos do fungo associado à ferrugem asiática ao longo do ciclo produtivo.

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De acordo com a Emater, a instalação dos coletores e a colocação da primeira lâmina ocorreram em 5 de outubro. A partir dessa etapa, as lâminas serão substituídas semanalmente, sempre às segundas-feiras, e encaminhadas a laboratórios parceiros para análise.

As coletas previstas pelo Programa Monitora Ferrugem RS seguem até 8 de março de 2027, dentro do cronograma de acompanhamento da ferrugem asiática da soja no estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Após queda, exportações de suco de laranja se recuperam, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de suco de laranja recuperaram o fôlego no mês passado, depois de um agosto mais fraco. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram crescimento de 12,4% no volume embarcado entre julho e setembro, se comparado com o mesmo período de 2025.

O Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) analisa que, apesar do aumento no volume ser um bom sinal, a receita caiu 30% no mesmo comparativo. Com os preços internacionais ainda sob pressão, o aumento dos valores pagos aos produtores brasileiros de laranja dependerá de sinais mais consistentes de recuperação da demanda ao longo da cadeia.

O volume embarcado no terceiro trimestre de 2026 está abaixo do verificado no mesmo período das safras 2021/22, 2022/23 e 2023/24. A crise se iniciou justamente entre 2022 e 2024, quando condições climáticas desfavoráveis diminuíram a produção de laranja.

A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) averigou, em setembro, que o consumo mundial da bebida caiu 46,5% entre as safras 2010/11 e 2025/26. O cálculo é baseado na série histórica dos relatórios Citrus: World Markets and Trade, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, responsável por cerca de 70% a 80% do comércio global da commodity. O CitrusBR considera que a alta nos preços, em decorrência da baixa oferta de laranja, alterou o comportamento dos consumidores e causou uma queda expressiva da demanda nos últimos anos, derrubando os preços do suco internacionalmente.

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Conforme verifica o Cepea, o ritmo mais firme de setembro é um sinal favorável ao Brasil, mas sua continuidade precisa ser confirmada nos próximos meses, sobretudo nas compras europeias e nos mercados que voltaram a ampliar os embarques.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Algodão brasileiro busca antecipar novas exigências para preservar espaço no exterior

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O algodão brasileiro mudou de posição no mercado internacional nas últimas décadas. De uma fibra que enfrentava desconfiança por sua qualidade, o país passou a disputar espaço entre os grandes fornecedores mundiais. Agora, o desafio é sustentar essa presença diante de compradores cada vez mais atentos à qualidade, à sustentabilidade e à origem do produto.

A pressão não recai sobre um único segmento. Sementeiras, empresas de tecnologia, pesquisadores, produtores e entidades representativas precisam trabalhar de forma coordenada para antecipar critérios que podem se transformar em novas exigências comerciais.

A certificação já é uma das principais respostas da cadeia. Cerca de 97% do algodão brasileiro possui algum tipo de certificação, como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e o Better Cotton. Quando considerado apenas o produto destinado à exportação, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) informa que a totalidade da fibra é certificada.

Mais do que atender a uma exigência já existente, o setor tenta se preparar para o que poderá ser cobrado nos próximos anos. A indústria investe em tecnologias que buscam aumentar a eficiência e reduzir o uso de produtos, enquanto a pesquisa trabalha com soluções que podem levar quase uma década para chegar ao campo.

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“O nosso desafio é comunicar e mostrar que a agricultura brasileira é a agricultura mais sustentável do mundo hoje em dia”, afirma Fernando Prudente, diretor de Negócios do Algodão da Bayer.

A preocupação também envolve o risco de critérios ambientais serem utilizados como barreiras comerciais. Nesse cenário, demonstrar com dados e certificações como a produção é realizada passa a ter peso semelhante ao desenvolvimento da própria fibra.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Da mudança na qualidade à conquista de mercados

A evolução que levou o algodão brasileiro a essa posição começou antes da discussão atual sobre certificação. A melhoria da fibra foi acompanhada por investimentos em genética, tecnologia e processos produtivos, em um movimento que modificou a percepção dos compradores internacionais.

O avanço pode ser percebido no próprio material genético utilizado nas lavouras. O desenvolvimento de novas variedades passou a combinar qualidade de fibra com características agronômicas, como produtividade e adaptação às necessidades do produtor.

“Tudo nasce aqui na genética, na semente como fonte dessas características de pluma que o mercado tanto exige”, observa Jeferson Andrade, diretor comercial da Polato Sementes.

O que há alguns anos era considerado um produto diferenciado passou a fazer parte do padrão de qualidade disponível ao produtor. A evolução, portanto, não ocorre apenas para acompanhar o mercado atual, mas para elevar continuamente o nível da fibra brasileira.

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Essa trajetória também ajuda a explicar a mudança na relação do país com os compradores externos. Paulo Sérgio Aguiar, vice-presidente da Abrapa, lembra que Mato Grosso chegou a enviar as primeiras cargas ao exterior mesmo com prejuízo, como forma de apresentar o produto e conquistar confiança.

“Quando nós começamos lá no passado, a gente teve que ter um pouquinho de coragem”, relata ao Canal Rural Mato Grosso. A estratégia foi parte de um processo mais amplo para romper com a imagem que o algodão brasileiro carregava no exterior.

Na década de 1980, a percepção internacional era de uma fibra de baixa qualidade. A partir dos anos 1990, a produção começou a avançar e o setor passou a buscar novos mercados, incorporando posteriormente critérios relacionados às práticas sociais e ambientais.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia precisa acompanhar novas demandas

A próxima etapa dessa evolução depende de uma corrida que acontece antes de a tecnologia chegar efetivamente às lavouras. O desenvolvimento de uma nova solução pode levar de oito a dez anos, o que obriga as empresas a projetar hoje quais serão os problemas enfrentados pelo produtor e quais critérios serão exigidos pelos compradores no futuro.

“Essa perspectiva é muito importante. As tecnologias que a gente começa a desenvolver agora, elas de fato vão chegar no mercado depois de oito, dez anos”, explica Leandro Bessa, diretor de portfólio de proteção de cultivos da Syngenta.

No algodão, entre os obstáculos estão a pressão de pragas, o surgimento de resistências e a necessidade de manter a produtividade. Uma tecnologia eficiente no campo, porém, também precisa se enquadrar nos padrões regulatórios e de sustentabilidade dos mercados atendidos pelo Brasil.

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É nesse ponto que a busca por produtividade deixa de ser uma questão isolada da propriedade rural. A solução desenvolvida para o produtor precisa também contribuir para que toda a cadeia consiga cumprir critérios exigidos por compradores e programas de certificação.

A indústria, por sua vez, procura reduzir a quantidade de produto necessária para determinadas aplicações e desenvolver soluções mais eficientes. A contribuição passa pelo aumento da eficiência dos insumos, mas também pela capacidade de atender a uma produção que precisa ser cada vez mais competitiva e sustentável.

Bessa ressalta que o desenvolvimento precisa considerar simultaneamente os desafios do campo e as exigências dos mercados. Encontrar tecnologias que reúnam eficiência, resultado agronômico e adequação aos padrões regulatórios tornou-se uma tarefa cada vez mais complexa.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Certificação passa a ser estratégia comercial

A certificação ganhou importância justamente nesse processo de abertura e manutenção de mercados. No caso do algodão brasileiro exportado, o produto passa por programas que verificam práticas adotadas no campo antes de chegar aos compradores internacionais.

O ABR, iniciativa coordenada pela Abrapa, reúne critérios relacionados a aspectos socioambientais. O programa possui mais de 150 itens de verificação, conforme Fernando Prudente, diretor de Negócios do Algodão da Bayer, abrangendo desde questões ambientais até trabalhistas.

A entidade, pontua o vice-presidente Paulo Sérgio Aguiar, também pretende ampliar a participação de outros setores na administração do programa. A proposta é reunir representantes de tradings, indústria, órgãos governamentais e organizações não governamentais em um comitê de gestão.

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A ideia é acompanhar de forma mais ampla as normas existentes e as mudanças que possam surgir, evitando que a cadeia seja surpreendida por novos critérios de acesso aos mercados.

Para Aguiar, esse movimento é uma continuidade do processo iniciado quando o setor precisou provar que a fibra brasileira poderia competir internacionalmente. Depois de conquistar compradores, a sustentabilidade passou a integrar essa estratégia de competitividade.

O desafio agora é preservar essa posição. Novas exigências devem continuar surgindo, e nem todas necessariamente estarão relacionadas apenas à qualidade do produto. “Algumas disfarçadas de sustentabilidade, mas a gente sabe que são questões comerciais”, pondera Fernando Prudente.

Por isso, a estratégia do setor combina diferentes frentes: melhorar a genética, desenvolver tecnologias, manter a certificação e comunicar ao mercado os avanços já alcançados. A preocupação deixou de ser apenas vender a fibra brasileira e passou a envolver a capacidade de demonstrar, continuamente, como ela é produzida e quais padrões consegue atender.

A experiência das últimas décadas mostra que conquistar um mercado pode exigir tempo e investimento. Manter esse espaço, diante de exigências que continuam mudando, exige que a cadeia esteja preparada antes que elas se tornem uma barreira efetiva ao produto brasileiro.

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Cacau brasileiro dispara 25,3% na safra 2025/26 e supera 226 mil toneladas

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A oferta de cacau brasileiro registrou crescimento expressivo na safra 2025/26. Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o recebimento de amêndoas alcançou 226.497 toneladas, alta de 25,3% em relação ao ciclo anterior, segundo dados compilados pelo SindiDados – Campos Consultores e divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

O resultado confirma a melhora na disponibilidade de matéria-prima nacional ao longo de 2026. Além do aumento no recebimento de amêndoas, o setor registrou recuperação da moagem e avanço das exportações de derivados no terceiro trimestre.

Apesar dos indicadores positivos, a indústria avalia que a recuperação do mercado ainda depende da manutenção da produção e de uma retomada mais consistente da demanda.

“Os resultados representam sinais positivos para a cadeia, mas a consolidação desse movimento dependerá da continuidade da produção nos próximos ciclos e de uma recuperação consistente da demanda”, afirma a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi.

Oferta de cacau cresce no terceiro trimestre

Entre julho e setembro, o recebimento de cacau no Brasil somou 71.652 toneladas, crescimento de 7,7% em relação ao segundo trimestre e de 5% na comparação com o mesmo período de 2025.

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O volume foi o maior registrado para um terceiro trimestre na série analisada entre 2023 e 2026. O desempenho acompanha o calendário da safra brasileira, que concentra maior disponibilidade de amêndoas entre abril e setembro.

Segundo a AIPC, entretanto, o avanço registrado no ciclo 2025/26 ainda não significa que o país tenha superado os desafios estruturais da produção.

“O fechamento da safra confirma uma melhora importante da disponibilidade de cacau brasileiro. O desafio é manter esse desempenho nos próximos ciclos, pois uma safra melhor ainda não representa uma recuperação estrutural da produção”, destaca Losi.

A executiva ressalta que a continuidade do crescimento dependerá de fatores como condições climáticas, sanidade das lavouras, produtividade, assistência técnica e investimentos nas propriedades.

Moagem de cacau avança 16,4%, mas segue abaixo dos níveis anteriores à crise

O processamento industrial também apresentou recuperação no terceiro trimestre de 2026. A moagem de cacau atingiu 53.743 toneladas, alta de 8,1% em relação ao trimestre anterior e de 16,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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De janeiro a setembro, a moagem acumulou 155.169 toneladas, crescimento de 7,7% frente ao mesmo período do ano passado.

Apesar da reação, o volume processado permanece 8,6% abaixo do registrado em 2024 e 18,5% inferior ao de 2023, evidenciando que a atividade industrial ainda não recuperou os patamares anteriores à crise do setor.

Para a presidente-executiva da AIPC, a maior disponibilidade de amêndoas precisa ser acompanhada pelo fortalecimento do consumo para que a recuperação alcance toda a cadeia produtiva.

“Para que a maior oferta de cacau se traduza em mais atividade industrial, renda e empregos, a demanda por derivados precisa se recuperar de forma consistente”, afirma.

Importações de cacau caem 57,1%

Com a maior disponibilidade de matéria-prima brasileira e a moagem ainda abaixo dos níveis históricos, as importações de amêndoas registraram forte retração em 2026.

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Entre janeiro e setembro, o Brasil importou 18.068 toneladas de cacau, redução de 57,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Todo esse volume entrou no país durante o primeiro trimestre. Pelo segundo trimestre consecutivo, não houve registro de importação de amêndoas.

A AIPC esclarece, porém, que a redução das compras externas não significa que o Brasil tenha alcançado a autossuficiência na produção de cacau.

Segundo a entidade, as importações funcionam como complemento ao abastecimento nacional e variam conforme a disponibilidade interna e a necessidade de processamento da indústria.

Exportações de derivados de cacau saltam 54,3%

O comércio exterior foi outro destaque positivo do terceiro trimestre. As exportações brasileiras de derivados de cacau alcançaram 17.311 toneladas entre julho e setembro, crescimento de 22,1% em relação ao trimestre anterior e de 54,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

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No acumulado de janeiro a setembro, os embarques somaram 44.050 toneladas, avanço de 10,2% em relação ao ano passado.

Argentina e Estados Unidos foram os principais destinos dos produtos brasileiros no terceiro trimestre, cada um respondendo por aproximadamente 32% do volume exportado.

O aumento das vendas externas ajudou a sustentar a recuperação da moagem, mas a indústria considera necessário manter esse desempenho nos próximos períodos para confirmar uma retomada consistente da demanda.

Em contrapartida, as importações de derivados de cacau recuaram 16,1% no terceiro trimestre, totalizando 9.373 toneladas.

Nos nove primeiros meses do ano, essas compras externas somaram 32.709 toneladas, queda de 2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

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Os números, associados ao processamento industrial ainda reduzido na comparação histórica, indicam que o mercado interno permanece enfraquecido.

Setor vê desafios para manter recuperação em 2027

Embora os resultados de 2026 apontem uma melhora no abastecimento e na atividade industrial, a AIPC avalia que a consolidação da recuperação dependerá do comportamento da produção e do consumo nos próximos ciclos.

No mercado internacional, a maior disponibilidade de cacau reduziu a pressão imediata sobre a oferta. Entretanto, a demanda por derivados ainda permanece abaixo dos níveis anteriores à crise, enquanto as perspectivas para a próxima safra continuam cercadas de incertezas.

Para Anna Paula Losi, o desafio será transformar a melhora dos indicadores em crescimento sustentável para produtores e indústrias.

“Precisamos que a produção se sustente nos próximos ciclos e que a demanda se recupere de forma consistente. É da combinação entre produção e moagem que depende a capacidade de gerar valor e sustentar os investimentos de toda a cadeia, do produtor à indústria”, conclui.

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Principais números do setor

IndicadorVolumeVariação
Recebimento na safra 2025/26226.497 t+25,3%
Recebimento no 3º trimestre71.652 t+5,0%
Moagem no 3º trimestre53.743 t+16,4%
Moagem de janeiro a setembro155.169 t+7,7%
Importação de amêndoas no ano18.068 t-57,1%
Exportação de derivados no 3º trimestre17.311 t+54,3%
Exportação de derivados no ano44.050 t+10,2%

Variações em relação ao mesmo período de 2025, exceto o recebimento da safra, comparado ao ciclo anterior. Fonte: AIPC/SindiDados – Campos Consultores.

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