Sustentabilidade
Quedas em Chicago pressionam preços da soja, enquanto plantio mantém produtor afastado dos negócios

O mercado brasileiro de soja seguiu travado nesta quinta-feira (8), com poucas alterações nas cotações e ausência de ofertas firmes no mercado físico. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que os participantes permanecem afastados das negociações, enquanto a distância entre compradores e vendedores continua elevada.
Na Bolsa de Chicago, as cotações registraram queda, enquanto o dólar apresentou volatilidade e os prêmios permaneceram praticamente estáveis. Apesar desses movimentos, o mercado físico seguiu sem mudanças estruturais, com a comercialização limitada.
“O produtor está focado no plantio e, com as chuvas recentes, tem buscado acelerar os trabalhos no campo”, observa Silveira. Segundo o analista, o spread entre compradores e vendedores permanece alto, mantendo os negócios travados.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 149,00 para R$ 148,50
- Cascavel (PR): manteve em R$ 143,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 141,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 141,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 140,00
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 154,00. Em Rio Grande (RS), as referências recuaram de R$ 157,00 para R$ 156,50.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo, enquanto o óleo registrou alta. O mercado estendeu as perdas da sessão anterior, pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.
A perspectiva de um relatório negativo de oferta e demanda, que será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também influenciou negativamente os negócios. As exportações semanais norte-americanas, consideradas modestas, completaram o quadro de pressão sobre as cotações.
As exportações líquidas norte-americanas de soja referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1º de setembro, ficaram em 549.400 toneladas na semana encerrada em 1º de outubro. A China liderou as compras, com 382.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 450 mil e 1,2 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que a produção de soja dos Estados Unidos na safra 2026/27 deverá ficar em 4,541 bilhões de bushels. Em setembro, a previsão era de 4,535 bilhões de bushels.
Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em 311 milhões de bushels, contra 310 milhões indicados em setembro.
No quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais de 123,8 milhões de toneladas para 2026/27, abaixo dos atuais 124 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá reduzir sua estimativa de 125,3 milhões para 125,2 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,42%, a US$ 12,97 1/2 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,14 1/2 por bushel, recuo de 4,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,36%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 5,20 por tonelada, ou 1,42%, a US$ 360,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,62 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,20 centavo, ou 0,29%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, negociado a R$ 5,0243 para venda e a R$ 5,0223 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0003 e a máxima de R$ 5,0268.
Sustentabilidade
Soja avança no Pará e Tocantins e recua em Minas Gerais, aponta Serasa – MAIS SOJA

A área cultivada com soja aumentou cerca de 175 mil hectares no Pará e Tocantins na safra 2025/26, enquanto recuou aproximadamente 85 mil hectares em Minas Gerais, segundo levantamento da Serasa Experian.
No Pará, a área cresceu cerca de 100 mil hectares, para 1,3 milhão de hectares, enquanto no Tocantins houve avanço de 75 mil hectares, para 1,7 milhão de hectares. Em Minas Gerais, a área recuou para aproximadamente 2,75 milhões de hectares, registrando o segundo ano consecutivo de queda.
A expansão da soja nas últimas seis safras chegou a 92,7% no Pará, com acréscimo de cerca de 620 mil hectares, e a 44,4% no Tocantins, com aumento de aproximadamente 530 mil hectares. Em Minas Gerais, apesar do crescimento acumulado de 23,2% no período, a área caiu cerca de 5% desde a safra 2023/24.
O levantamento aponta que a retração da soja em Minas Gerais ocorreu simultaneamente ao avanço do milho de primeira safra. A área cultivada com o cereal aumentou cerca de 95 mil hectares, para aproximadamente 500 mil hectares em 2025/26.
O estudo também identificou cerca de 211 mil hectares de soja em imóveis com registros de supressão de vegetação considerados em critérios socioambientais do Manual de Crédito Rural (MCR). Desse total, aproximadamente 113 mil hectares estão no Tocantins, 70 mil no Pará e 28 mil em Minas Gerais.
Segundo a Serasa Experian, o indicador não caracteriza, isoladamente, irregularidade ambiental. O mapeamento é realizado com imagens de satélite e técnicas de geoprocessamento para acompanhar a expansão, retração e distribuição das culturas.
As informações são da assessoria de comunicação da Serasa.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Estabelecimento do milho no RS é considerado satisfatório – MAIS SOJA

É satisfatório o estabelecimento das lavouras de milho implantadas no Rio Grande do Sul, que totalizam 75% da área estimada para a Safra de Grãos de Verão 2026/2027, de 896.401 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (08/10) pela Emater/RS-Ascar, predominam as áreas em germinação, emergência e início do desenvolvimento vegetativo. A semeadura do milho avança nas principais regiões produtoras do Estado, condicionada pela elevada umidade do solo e pela ocorrência de chuvas intensas. A expectativa de produção está elevada nas áreas com bom estabelecimento, embora os danos provocados pelos eventos meteorológicos já tenham reduzido o potencial de algumas lavouras. A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade de 7.711 kg/ha.
Falhas de estande e perdas de potencial produtivo resultam dos temporais registrados no final de setembro, com ocorrência de granizo em diferentes regiões, que provocaram danos localizados a folhas e plantas, e erosão. Nas áreas não afetadas, avançaram as operações de adubação nitrogenada em cobertura e o manejo de insetos. Há incidência pontual de percevejos, grilos e cigarrinha-do-milho, cuja pressão está baixa ou em redução em parte das lavouras.
Milho silagem – A implantação ficou estagnada em razão da elevada umidade dos solos, pela recorrência de chuvas. Nas lavouras implantadas (aproximadamente 50% da área), as condições de germinação e emergência estão satisfatórias, e inicia a fase de desenvolvimento vegetativo. Porém, os períodos de baixa temperatura, nebulosidade e reduzida radiação solar têm limitado o crescimento em algumas áreas. Os eventos de chuva intensa, granizo e ventos, principalmente no Centro-Oeste e Noroeste do Estado, provocaram danos localizados às plantas e à estrutura das lavouras, incluindo redução de área foliar, acamamento e necessidade de reimplantação em pontos mais afetados. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 369.389 hectares e produtividade de 38.392 kg/ha.
Soja – Apesar de o período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a semeadura da soja ter iniciado no Estado em 01/10, a implantação da cultura está incipiente, concentrada em áreas já autorizadas para plantio antecipado em setembro e sem representatividade estatística. No período, o avanço da semeadura foi pontual, condicionado pela elevada umidade dos solos que tem restringido o tráfego de máquinas e limitado as condições operacionais para o ingresso nas áreas destinadas ao cultivo. Predominam áreas em preparação e prontas para receber as sementes, tão logo as condições de umidade do solo estejam adequadas. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha e produção de 21.151.135 toneladas nesta Safra.
Arroz – A implantação do arroz ocorre de forma heterogênea entre as regiões. Na Região Sul, a semeadura avançou de forma expressiva. Em termos de extensão semeada, na Fronteira Oeste o plantio está mais avançado, alcançando 50% da área em alguns municípios. Em algumas áreas, o prosseguimento das operações ainda depende da diminuição da umidade e dos níveis dos rios. Nas áreas de várzea e próximas aos cursos d’água, foram registrados alagamentos. O excesso hídrico também provocou erosão de solo e de nutrientes, podendo comprometer o estabelecimento e o potencial produtivo das áreas mais afetadas. A área de cultivo nesta Safra, projetada pelo Instituto Riograndense de Arroz (Irga) é de 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A implantação de feijão avança de forma desigual entre as regiões. As áreas comerciais estão em processo de estabelecimento, e os plantios de subsistência já foram concluídos nas zonas de menor altitude. A elevada umidade do solo e as temperaturas amenas têm limitado o ritmo de semeadura e desacelerado o desenvolvimento inicial em parte das áreas. As lavouras implantadas apresentam desenvolvimento vegetativo, com crescimento foliar expressivo e alterações na arquitetura das plantas em decorrência das temperaturas mais baixas. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 24.587 hectares em 1ª safra e produtividade inicial estimada de 1.759 kg/ha.
CULTURAS DE INVERNO
Trigo – As lavouras apresentam avanço expressivo para as fases finais do ciclo, predominando as de enchimento de grãos (60%) e de maturação (27%), além da colheita já iniciada nas áreas mais precoces (4%). Entretanto, a sequência de chuvas, a elevada umidade, a baixa luminosidade, o granizo e os ventos fortes prejudicaram o potencial produtivo e aumentaram os riscos à qualidade dos grãos. No Centro-Oeste e Noroeste do Estado, os eventos meteorológicos no período provocaram acamamento, debulha de espigas e perdas de estruturas reprodutivas em áreas atingidas por granizo, reduzindo as expectativas inicialmente projetadas para a safra.
Nas lavouras em maturação, a continuidade das chuvas também aumentou a preocupação com os parâmetros de qualidade do produto, especialmente quanto à redução do Peso Hectolitro (PH) e à atividade enzimática associada à germinação pré-colheita, resultando em menores valores de falling number (índice de queda), o que prejudica as características e o uso tecnológico dos grãos. Também, a elevada umidade durante o período reprodutivo favoreceu a incidência de giberela, manchas foliares, ferrugens, oídio e de outras doenças, e a dificuldade de acesso às lavouras restringiu a execução dos tratamentos fitossanitários. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.
Canola – As lavouras estão em maturação fisiológica (60%) e em colheita (20%) nas áreas mais precoces. O encerramento do ciclo ocorre em momento de excesso de precipitações, elevada umidade, ventos fortes e ocorrência de granizo nas principais regiões produtoras, impactando negativamente a colheita. No Noroeste do Estado, as intempéries provocaram perdas expressivas, severas e, em alguns casos, totais, aumentando significativamente o acionamento do seguro rural.
Devido à alta suscetibilidade à deiscência (debulha) das síliquas e ao acamamento sob ventos e chuvas fortes no final do ciclo, os produtores de canola adotaram estratégias para reduzir perdas, como a dessecação para uniformizar a maturação, frequentemente associada a produtos de efeito selante. A prática antecipa a colheita, muitas vezes com grãos ainda com elevado teor de umidade, aumentando os custos de secagem. A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 kg/ha.
Carinata – As lavouras se aproximam do final do ciclo, com predominância das fases de enchimento de grãos e maturação, além da colheita nas áreas mais adiantadas. A cultura apresentava desenvolvimento satisfatório e potencial produtivo favorável, mas as chuvas volumosas, os ventos intensos e as ocorrências localizadas de granizo levam a variações negativas nas expectativas de rendimento. Nas áreas mais avançadas, há risco de desgrana e perdas antes e durante a colheita, e nas lavouras de ciclo mais tardio ainda predominam estruturas reprodutivas. A área estimada de plantio pela Emater/RS-Ascar para esta Safra é de 2.365 hectares.
Cevada – As lavouras estão em fases avançadas do ciclo e início pontual da colheita, especialmente para uso forrageiro. O estado sanitário é considerado bom, embora a sequência de chuvas e a baixa luminosidade tenham limitado o desenvolvimento produtivo em parte das lavouras em diferentes regiões. Os rendimentos variam de satisfatórios a elevados, mas as chuvas durante a fase reprodutiva afetaram os parâmetros de qualidade industrial, causando redução do poder germinativo em alguns lotes destinados à maltaria. A área de cultivo estimada é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
SLC Agrícola prevê elevação na área de soja e algodão em 2026/27; milho deve cair – MAIS SOJA

A SLC Agrícola divulgou suas estimativas de área e produtividade para as culturas de soja, milho e algodão para a temporada 2026/27.
A empresa projeta área plantada de 854,4 mil hectares para a safra 2026/27, crescimento de 2,2% em relação à safra anterior. A expansão é impulsionada pelo algodão de segunda safra, viabilizado, principalmente, pela ampliação da área irrigada, fruto do principal projeto de investimento da companhia.
O algodão deve chegar a 200,36 mil hectares, somando-se as duas safras, elevação de 0,3% ante 2025/26. A área de soja deve somar 442,075 mil hectares, avanço de 2,9% ante 2025/26. Já o milho segunda safra deve cobrir 154,607 mil hectares, retração de 2,3% ante a temporada anterior.
O algodão primeira safra foi orçado em 2.075 quilos por hectare, apresentando avanço de 0,4% ante 2025/26. O algodão segunda safra está projetado em 2.000 kg/ha, 0,9% de alta em relação a temporada 2025/26.
O milho segunda safra foi previsto em 7.957 kg/ha, sendo 2,8% superior ao ano passado. A soja (comercial + sementes) deve ter um rendimento de 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante 2025/26.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Agro Mato Grosso4 horas agoCriança de 1 ano se afoga e é entubada após carro cair de ponte em Sorriso MT
Agro Mato Grosso9 horas agoPedágio eletrônico começa a ser cobrado em seis pontos da MT-020 e MT-326
Featured23 horas agoHarissa, um dos endereços mais desejados da Avenida Fernando Corrêa, chega à reta final com apenas 15 unidades e condições exclusivas
Sustentabilidade10 horas agoBioestimulantes contra estresse ajudam a elevar produtividade da soja para 138,97 sacas por hectare – MAIS SOJA
Featured4 horas agoProdutor rural investigado por fraude fiscal paga R$ 4,5 milhões à vista para o Governo de MT
Sustentabilidade8 horas agoAlgodão fecha em baixa em NY com dólar em alta frente a outras moedas – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso8 horas agoVazio sanitário do algodão começa em 15 de outubro e exige atenção dos produtores em MT
Sustentabilidade9 horas agoSoja fecha em baixa em Chicago com expectativa pelo USDA, dólar forte e espera pela China – MAIS SOJA

















