Connect with us
9 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Plantio da soja no RS começa em ritmo lento devido às chuvas frequentes – MAIS SOJA

Published

on


Apesar de o período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a semeadura da soja ter iniciado no Estado em 01/10, a implantação da cultura ainda está incipiente, concentrada em áreas já autorizadas para plantio antecipado em setembro e sem representatividade estatística.

No período, o avanço da semeadura foi pontual, condicionado pela elevada umidade dos solos decorrente das chuvas volumosas e frequentes, que têm restringido o tráfego de máquinas e limitado as condições operacionais para o ingresso nas áreas destinadas ao cultivo. Predominam áreas ainda em preparação, com dessecação avançada e prontas para receber as sementes, tão logo as condições de umidade do solo estejam adequadas.

Parte das lavouras implantadas antecipadamente apresenta boa emergência e estande. Nas áreas submetidas a granizo, houve danos nas plantas, que estão em acompanhamento quanto à capacidade de recuperação. A cobertura com aveia e azevém apresenta bom desempenho na proteção do solo e na supressão de plantas daninhas, embora o elevado volume de palhada e a manutenção da umidade possam dificultar as operações de semeadura.

A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade projetada de 3.183 kg/ha e produção de 21.151.135 toneladas na Safra 2026/2027.

Advertisement

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o início do período de semeadura foi marcado por pouca movimentação em razão das chuvas volumosas. As áreas oriundas de integração com pecuária têm sido preparadas, especialmente onde há baixa cobertura vegetal, compactação e sinais de pisoteio. Parte das lavouras se encontra em estágio avançado de dessecação, e os produtores aguardam condições de solo para a implantação. Para esta safra são estimados 1.020.000 hectares implantados e produtividade de 2.403 kg/ha.

Na de Caxias do Sul, o plantio não iniciou. É estimado cultivo de 256.503 hectares e produtividade de 3.663 kg/ha. Na de Erechim, a área prevista para o cultivo é de 248.475 hectares, e a expectativa de produtividade é de 3.743 kg/ha, a mais elevada do Estado. Contudo, há indicação de utilização de menor nível tecnológico na implantação em razão do menor uso de crédito rural para o custeio.

Na de Ijuí, não houve avanço da semeadura devido à elevada umidade do solo. As áreas implantadas antecipadamente, correspondentes a 0,2% da área estimada, apresentam boa emergência e estande. Prossegue o preparo das áreas destinadas à implantação. É estimado o plantio de 1.007.031 hectares e produtividade de 3.663 kg/ha. As regiões administrativas de Lajeado, Passo Fundo, Pelotas e Porto Alegre apresentam respectivamente projeção de plantio de 24.209 ha, 642.800 ha, 515.970 ha e 188.158 ha, com produtividades estimadas em 3.326 kg/ha, 3.704, 2.606 e 2.824 kg/ha.

Na de Santa Maria, as áreas estão em preparo para a implantação de 1.036.859 hectares, correspondendo a maior extensão regional com a oleaginosa. A produtividade está estimada em 3.062 kg/ha.

Na de Santa Rosa, aproximadamente 2% da área prevista de 786.234 hectares foi semeada, principalmente em implantação antecipada a partir de 15/09. A continuidade das
chuvas volumosas limitou o ritmo das operações, que ficaram concentradas na dessecação e no preparo das áreas. Nas lavouras implantadas em setembro, foram observados danos causados por granizo, mas a capacidade de rebrota está em acompanhamento. A produtividade regional está projetada em 3.215 kg/ha.

Advertisement

Na de Soledade, muitas áreas estão dessecadas e prontas para receber as sementes a medida que melhore a friabilidade do solo. Estima-se o cultivo de 487.640 hectares e produtividade de 3.275 kg/ha.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,61%, passando de R$ 142,00 para R$ 139,71. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 149,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Avanço da colheita de canola no RS é marcado por excesso de umidade e acionamento de seguro – MAIS SOJA

Published

on


Canola: As lavouras estão predominantemente em maturação fisiológica (60%) e em colheita (20%) nas áreas mais precoces. O encerramento do ciclo ocorre em momento de excesso de precipitações, elevada umidade, ventos fortes e ocorrência de granizo nas principais regiões produtoras, impactando negativamente a colheita.

Devido à alta suscetibilidade à deiscência (debulha) das síliquas e ao acamamento sob ventos e chuvas fortes no final do ciclo, os produtores adotaram estratégias para reduzir perdas, como a dessecação para uniformizar a maturação, frequentemente associada a produtos de efeito selante. A prática antecipa a colheita, muitas vezes com grãos ainda com elevado teor de umidade, aumentando os custos de secagem.

No Noroeste do Estado, as intempéries provocaram perdas expressivas, severas e, em alguns casos, totais, aumentando significativamente o acionamento do seguro rural. A área cultivada no Estado está estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a proximidade do final do ciclo elevou a suscetibilidade às perdas ocasionadas por chuvas intensas, granizo e ventos fortes. Em Santa Margarida do Sul, houve acamamento de plantas e debulha das síliquas mais maduras. Em Candiota, as áreas baixas de algumas lavouras foram abandonadas em decorrência do excesso de umidade, que resultou na morte de plantas e impediu o tráfego de maquinário, além de apresentarem infestação expressiva de azevém. Em São Borja, 80% das lavouras estão em maturação e em processo de dessecação pré-colheita.

Advertisement

A colheita deve ser iniciada nesta semana, caso as condições meteorológicas permitam. Em Maçambará, município com a maior área cultivada da região administrativa (13.868 hectares), a colheita foi iniciada, mas avançou pouco em função da ocorrência de precipitações.

Na de Erechim, cerca de 85% dos cultivos se encontram em fase de formação de síliquas e em enchimento de grãos; 15% foram colhidos. A produtividade média se mantém em torno de 1.500 kg/ha, mas reduzida em decorrência das condições meteorológicas. Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 20% enchimento de grãos, 60% em maturação e 20% colhidos. Há perda expressiva do potencial produtivo em razão da alta incidência de Sclerotinia sclerotiorum. O excesso de chuva, associado à ocorrência de granizo e de ventos fortes, tem provocado a deiscência das síliquas, impactando a produtividade, cuja expectativa atual se situa em 1.300 kg/ha.

Na de Ijuí, ocorreu redução do potencial produtivo e perda de coloração das síliquas. As áreas em colheita, implantadas no início do período recomendado pelo zoneamento, exibem menor potencial produtivo em comparação às lavouras semeadas mais tardiamente, que apresentam melhor formação de hastes e maior número de síliquas. Diante da previsão de precipitações volumosas, os produtores anteciparam as operações de colheita, realizando o corte na sexta-feira e no sábado, apesar do elevado teor de umidade nos grãos.

Essa condição resultou em descontos nas unidades de recebimento em razão dos custos adicionais para a secagem do produto. Em Catuípe, a produtividade obtida variou de 600 a 1.200 kg/ha. Na de Passo Fundo, as lavouras se encontram em fase de formação de síliquas e maturação fisiológica (70%) e em colheita (30%). A produtividade se mantém abaixo da expectativa devido à ocorrência localizada de granizo e ao excesso de precipitações.

Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre enchimento de grãos (19%), maturação (57%) e colheita (24%). A expectativa de produtividade está em 1.095 kg/ha. Em Santo Antônio das Missões, há relatos de perdas totais, e as vistorias de seguro rural dispensaram a realização da colheita pela inexistência de produção nas plantas remanescentes. Em Garruchos, os cultivos que haviam sido dessecadas na pré-colheita foram atingidas por ventos intensos, o que provocou intensa debulha antecipada e perdas superiores a 90% da produção. Os produtores acionaram o seguro rural para mitigar os prejuízos.

Advertisement

Na de Soledade, 40% das lavouras se encontram em fase de enchimento de grãos, 40% em maturação fisiológica, 19% em maturação de colheita e 1% colhido. A produtividade das áreas colhidas segue dentro da média esperada, em torno de 1.650 kg/ha, embora algumas lavouras estejam com rendimento inferior devido ao excesso de precipitações durante o florescimento e à ocorrência de geadas nessa fase. De modo geral, as plantas se apresentam bem formadas, vigorosas e com elevada densidade de síliquas. Não há relatos de danos significativos por granizo no período.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 139,10); em Santa Rosa, a média é de R$ 145,94; e R$ 143,00 em Dom Pedrito.

Fonte: Emater/RS



Continue Reading

Sustentabilidade

Preços da soja e farelo renovam máximas em setembro no Brasil e no exterior – MAIS SOJA

Published

on


As negociações de soja e de farelo estiveram aquecidas nos mercados internacionais e nacionais, em setembro. Este cenário afastou vendedores e impulsionou as cotações do grão e do derivado. A valorização da oleaginosa esteve atrelada também ao menor remanescente da safra 2025/26. Além disso, preocupações com os possíveis impactos do El Niño sobre a nova safra (2026/27), reforçaram as altas.

Porém, as altas foram limitadas pelas condições climáticas favoráveis ao início da semeadura da safra 2026/27 no Brasil. O maior índice pluviométrico em setembro permitiu a intensificação da semeadura de soja, sobretudo, no Paraná e em Mato Grosso. O excesso de umidade em São Paulo, por outro lado, impediu o início da semeadura no estado.

Quanto aos preços, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou média de R$ 153,82/sc de 60 kg em setembro, alta de 7,9% frente à de agosto e de 14,15% em relação a setembro de 2025, em termos reais (IGP-DI de agosto/26), sendo a maior desde março de 2023.

A média do Indicador CEPEA/ESALQ Paranaguá foi de R$ 161,14/sc em setembro – a maior desde ago/2, em termos reais – com altas de 7,3% frente a agosto e de 14,62% em relação há um ano. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, de agosto para setembro, as altas foram de 8,2% no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e de 8,1% no de lotes (negociações entre empresas). No comparativo anual, o preço da soja pago ao produtor subiu 14,7%, e, no mercado de lotes, 15,5%, em termos nominais.

Advertisement

Os preços internacionais da soja em grão foram sustentados pela firme demanda da China e preocupações quanto a um possível atraso na colheita da safra 2026/27, devido ao clima úmido no Hemisfério Norte. Vale ressaltar, no entanto, que até o final de setembro as atividades de campo estavam em ritmo parecido com o observado na média dos últimos cinco anos.

Além disso, segundo o relatório trimestral de estoques do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), os estoques norte-americanos somavam 8,57 milhões de toneladas em 1º de setembro, volume 3,16% inferior ao registrado no período equivalente do ano passado. Diante disso, na Bolsa de Chicago (CME Group), o contrato de novembro/26 da soja em grão registrou média de US$ 13,0654/bushel (US$ 28,80/sc de 60 kg) em setembro, com valorização de 8,98% frente a agosto e de 28,1% em relação a setembro de 2025, o maior patamar nominal desde dezembro de 2023.

FARELO DE SOJA – A valorização do farelo de soja esteve atrelada à firme demanda global pelo derivado. Além disso, no mercado doméstico, os consumidores demonstraram necessidade de recompor estoques, aumentando a disputa com os consumidores estrangeiros. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, a alta foi de 10,5% no comparativo de agosto para setembro e de 25% em relação a setembro/25, em termos reais. Na Bolsa de Chicago, o contrato de primeiro vencimento (out/26) do farelo apresentou média de US$ 356,26/tonelada curta (US$ 392,70/t) em setembro, alta de 12,7% sobre a de agosto e de 27,5% frente a setembro/25, sendo também a maior valor nominal desde agosto/24.

Deste modo, com base nos preços da soja, do farelo e do óleo de soja negociados na região de São Paulo, a “crush margin” aumentou 5,4% frente ao mês anterior. Este aumento está atrelado a maior participação do farelo de soja na margem da indústria, o qual registrou média de 58,76% no mês de setembro, a maior média desde out/23 (59,54%).

Na Bolsa de Chicago, considerando-se o contrato de primeiro vencimento da soja, do farelo e do óleo de soja, a “crush margin” diminuiu 4,39%, pressionada pela menor participação do óleo de soja. O aumento na participação do farelo de soja na “crush margin”, no entanto, limitou as baixas. O farelo de soja voltou a ter a maior participação na margem da
indústria, alcançou média de 51,49% em setembro – vale ressaltar que, desde fevereiro deste ano, a participação do óleo de soja estava superando a do farelo.

Advertisement

ÓLEO DE SOJA – Os preços do óleo de soja também avançaram em setembro, embora o mercado tenha apresentado comportamentos distintos entre o cenário doméstico e o internacional.

No Brasil, as cotações foram sustentadas principalmente pela menor disponibilidade do produto para negociação no mercado spot e pela firme demanda dos consumidores internacionais pelo coproduto brasileiro. No mercado internacional, os preços do óleo fecharam praticamente estáveis em relação a agosto/26.

Nesse cenário, segundo levantamento do Cepea, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo subiram 3,9% de agosto para setembro; por outro lado, observou-se desvalorização de 3,2% em um ano, em termos reais, a média de R$ 6.961,90/t em setembro, a maior média mensal do ano.

No entanto, na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato de primeiro venncimento do óleo de soja fechou próximo à estabilidade (-0,1%) entre agosto e setembro, registrando média de US$ 0,6888/lp (US$ 1.518,42/t) e valorização de 36,5% em relação a setembro/25. A baixa foi limitada pelos conflitos no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, que tende a estimular a mistura do biodiesel ao óleo diesel.

Fonte: Agromensais CEPEA

Advertisement


Continue Reading

Sustentabilidade

Clima adverso e menor oferta impulsionam preços do trigo no Brasil e no exterior em setembro – MAIS SOJA

Published

on


Agentes estão preocupados com a possível menor oferta de trigo de boa qualidade, o que pode aumentar a dependência do Brasil de compras externas, além de elevar as cotações domésticas.

A baixa disponibilidade continua atrelada às incertezas sobre os resultados da safra de 2026, diante das condições observadas em campo – o clima desfavorável vem reduzindo a qualidade, o que pode diminuir também a produtividade. Esse cenário, aliado à valorização do cereal no mercado externo sustentou os preços domésticos.

Em setembro, o preço médio do trigo no Paraná foi de R$ 1.502,25/t, avanços de 5,1% em relação a agosto/26 e de 10,1% acima do registrado em setembro/25. Trata-se do maior valor desde julho/25, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de agosto/26). No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.390,92/t, altas de 4,9% frente a agosto/26 e de 9% na comparação anual, atingindo o maior valor real desde maio/25. Em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.428,39/t, o maior desde agosto/25, com aumentos de 4,7% no mês e de 3,8% em relação a setembro/25. Em São Paulo, por sua vez, a média atingiu R$ 1.512,81/t, o maior patamar desde julho/25, com avanços de 5% no comparativo mensal e de expressivos 19% no anual.

COLHEITA E ACOMPANHAMENTO DE CAMPO – Conforme dados divulgados pela Conab, 28,9% da área destinada ao cultivo de trigo no Brasil já havia sido colhida até 25 de setembro. No Paraná, conforme dados da Seab/Deral, as estimativas de rendimento e de produção para a safra de 2026 foram reduzidas. A produtividade, prevista em 54 sacas de 60 kg por hectare, caiu para 49 sacas por hectare devido às temperaturas acima da média e ao excesso de chuvas em agosto e setembro. Com a área estimada em 727 mil hectares, a perspectiva é de produção de 2,13 milhões de toneladas. Até o dia 28, 62% do trigo paranaense já havia sido colhido. Em campo, 64% das lavouras estavam em boas condições, 29%, em condições médias e 7%, em condições ruins. Quanto à fenologia, 57% estavam em maturação, 34%, em frutificação, 8%, em floração e 1%, em desenvolvimento vegetativo.

Advertisement

No Rio Grande do Sul, conforme dados divulgados pela Emater/RS, a colheita teve início na
região do noroeste e alcançou 1% da área até o dia 24 de setembro. Até o dia 20, as condições climáticas estavam, de modo geral, favoráveis. No entanto, as chuvas acompanhadas de ventos no dia 21 provocaram danos pontuais em algumas lavouras. Até o dia 24, 13% das lavouras estavam em maturação, 54%, em enchimento dos grãos, 23%, em floração e 9%, em desenvolvimento vegetativo.

OFERTA E DEMANDA DOMÉSTICA – As estimativas da Conab, divulgadas em setembro, reforçam a tendência de alta dos preços no mercado doméstico. Para a temporada de trigo de 2026, a Companhia aponta reduções na área, na produção e na produtividade, associadas à cautela dos produtores diante do risco climático.

Em setembro, a área foi estimada pela Conab em 1,927 milhão de hectares, a menor desde
2017 (quando foi de 1,916 milhão de hectares), quedas de 1% em relação à estimativa de agosto/26 e de expressivos 21,2% frente a 2025. A produção cedeu 1,3% no comparativo mensal e 27,1% no anual, sendo estimada em 5,74 milhões de toneladas, a menor desde 2019 (5,154 milhões de toneladas). A produtividade, por sua vez, recuou 0,3% de agosto para setembro e 7,5% em relação à safra anterior, para em 2,978 t/ha.

Os estoques iniciais para setembro/26 estão previstos em 1,765 milhão de toneladas, aumento de 19,2% em relação a agosto/26. Esse incremento compensou a redução da produção e das importações no balanço dos suprimentos internos (estoques iniciais + produção + importações), que aumentaram 1,1% entre agosto e setembro. As importações, por sua vez, recuaram 0,7% no comparativo mensal; no entanto, em relação à temporada anterior, devem aumentar 15%.

Por fim, a estimativa dos estoques finais foi elevada para 1,067 milhão de toneladas, volume 18,5% superior ao projetado no levantamento anterior, mas 39,5% inferior ao previsto para a safra de 2025.

Advertisement

OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – O USDA, em relatório divulgado em setembro, elevou a estimativa de produção mundial de trigo para 2026/27 em 0,4% em relação à projeção de agosto, para 822,432 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume é 2,6% inferior ao estimado para a temporada 2025/26.

O consumo mundial foi estimado em 826,745 milhões de toneladas, altas de 0,1% frente à estimativa de agosto e de 0,3% em relação a 2025/26. Os estoques finais foram elevados em 1,1% no comparativo mensal, para 276,291 milhões de toneladas, mas ficaram 1,5% abaixo dos da temporada anterior. Já o comércio internacional foi projetado em 213,176 milhões de toneladas, com recuos de 0,4% frente à projeção anterior e de 5,9% em relação a 2025/26.

MERCADO EXTERNO – O primeiro vencimento registrou expressiva alta nos comparativos mensal e anual, diante das dificuldades logísticas no embarque dos grãos para escoamento marítimo na região do Mar Negro, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Assim, a média mensal do primeiro vencimento encerrou em US$ 7,1762/bushel (US$ 263,68/t) na Bolsa de Chicago, altas de 6,1% frente a agosto/26 e de expressivos 39% em relação a setembro/25. Na Bolsa de Kansas, a média alcançou US$ 7,8385/bushel (US$ 288,01/t), elevações de 4,9% no comparativo mensal e de fortes 57% no ano.

Na Argentina, segundo o Ministério da Economia, a média mensal dos preços FOB foi de US$ 260,73/t, altas de 6,5% frente a agosto/26 e de 15% em relação a setembro/25. Conforme a Bolsa de Cereales, apesar das chuvas e geadas pontuais em algumas regiões,  cultura do trigo não foi afetada e 94,6% das lavouras estão em condições entre normal e excelente.

DERIVADOS DE TRIGO – Diante do aumento nos preços do trigo, os valores dos derivados também avançaram, refletindo o repasse da valorização da matéria-prima. Conforme dados do Cepea, de agosto para setembro, o farelo a granel se valorizou 3,05% e o ensacado, 1,64%. Para as farinhas, no mesmo comparativo, houve valorização de 3,5% para massas frescas; 3,2% para bolacha salgada; 3% para pré-mistura, 2,9% para massas em geral; 2,8% para bolacha doce e 2,7% para panificação. Para a farinha integral, houve retração mensal de 2%.

Advertisement

Fonte: Agromensais Cepea



Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT