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1 de outubro de 2026

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Produção de etanol de milho deve dobrar em 10 anos, projeta presidente da Unem

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O etanol de milho, que ganhou espaço rapidamente na matriz de biocombustíveis brasileira nos últimos anos, pode representar entre 40% e 45% da produção nacional de etanol na próxima década. A projeção é de Amauri Pekelman, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).

Em entrevista ao Canal Rural, Pekelman afirmou que o segmento avançou, em média, 37% ao ano nos últimos cinco anos. Atualmente, segundo ele, aproximadamente 30% do etanol produzido no Brasil tem o milho como matéria-prima, enquanto os 70% restantes vêm principalmente da cana-de-açúcar.

“Em nove anos conseguimos construir um market share de 30% no mercado brasileiro”, afirmou. Para os próximos dez anos, a expectativa é de continuidade da expansão. “Ele pode chegar a 40%, 45%. Então, a gente vê um crescimento bem grande para os próximos anos.”

Segundo Pekelman, o custo do milho tem peso importante na viabilidade das usinas. A matéria-prima representa, de acordo com ele, cerca de 80% dos custos da produção de etanol de milho. No caso da cana-de-açúcar, essa participação fica em torno de 60%.

Uma das alternativas para ampliar a eficiência são as chamadas usinas flex, capazes de utilizar tanto milho quanto cana-de-açúcar como matéria-prima, permitindo adequar a produção às condições de mercado.

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Produção pode dobrar em dez anos

Atualmente, a produção brasileira de etanol de milho está próxima de 10 bilhões de litros, segundo Pekelman. A projeção apresentada pelo presidente da Unem é acrescentar outros 10 bilhões de litros ao volume produzido dentro de uma década.

“Hoje a gente produz 10 bilhões de litros. A gente está prevendo, daqui a mais dez anos, produzir mais 10 bilhões de litros”, disse.

O crescimento cria uma nova fonte de demanda para o milho brasileiro e, na avaliação do executivo, aumenta a previsibilidade para os agricultores. Pekelman afirmou que empresas do segmento chegam a firmar contratos de compra por períodos de dois, três ou quatro anos.

Segundo ele, a estratégia busca dar maior segurança ao produtor diante de fatores como juros elevados, oscilações de preços e riscos climáticos.

Etanol muda mercado do milho

A expansão das biorrefinarias também mudou a dinâmica do mercado de milho, especialmente no Centro-Oeste. A proximidade das indústrias das principais regiões produtoras reduz custos logísticos e cria uma demanda local pelo cereal.

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Pekelman avalia que o etanol ajudou a transformar um produto que anteriormente tinha forte dependência das exportações.

“Você não tinha para onde colocar milho, tinha que exportar, o custo era muito alto para exportar, os valores baixavam muito e o produtor não tinha garantia de venda”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Unem, o avanço da demanda doméstica pode fazer a produção brasileira de milho crescer de forma significativa nos próximos anos. Ele projeta, inclusive, que dentro de aproximadamente uma década o país poderá produzir mais milho do que soja.

DDG amplia agregação de valor

Além do combustível, o processamento do milho nas biorrefinarias gera coprodutos utilizados por outras cadeias do agronegócio.

De acordo com Pekelman, aproximadamente 70% do processamento é direcionado à fabricação de etanol, enquanto entre 25% e 30% resulta em DDG, ingrediente utilizado principalmente na alimentação animal. O processo também gera óleo de milho.

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“O DDG é matéria-prima para a proteína animal, ou seja, para alimentar o gado, as aves e os peixes”, explicou.

Segundo o executivo, o produto apresenta concentração de proteína superior à do milho in natura e tem sido utilizado especialmente em sistemas de confinamento de bovinos.

Essa integração é um dos fatores que ajudam a explicar a concentração das novas biorrefinarias no Centro-Oeste, onde estão grandes volumes de produção de milho e importantes polos da pecuária brasileira.

Setor enfrenta custos maiores

Apesar das perspectivas de expansão, Pekelman afirmou que 2026 tem sido um ano difícil para a indústria.

Segundo ele, os custos agrícolas aumentaram, pressionados por fatores como fertilizantes e mão de obra. Ao mesmo tempo, o preço doméstico da gasolina limita a capacidade de repasse dos custos pelo setor de etanol.

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“Está sendo um ano muito difícil para o setor pelo fato de você ter achatamento de preços e custos mais altos”, afirmou.

O executivo também citou os juros como um dos principais obstáculos aos investimentos no campo. Na avaliação dele, taxas elevadas dificultam a tomada de crédito e aumentam o risco para produtores diante de possíveis perdas causadas pelo clima.

Mistura de etanol na gasolina

Outro ponto abordado durante a entrevista foi o aumento da participação do etanol anidro na gasolina.

Pekelman destacou que mudanças nos percentuais de mistura precisam ser acompanhadas por estudos técnicos para avaliar os impactos nos veículos. Segundo ele, a legislação permite chegar a uma participação de até 35%, condicionada às avaliações técnicas necessárias.

Para o setor, porém, a previsibilidade das regras também é importante para sustentar novos investimentos.

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“Quem faz o investimento está pensando em como crescer a sua produção e os seus investimentos. A partir do momento que você não tem uma segurança de que pode retornar para os 27% ou até para os 25%, aí existe uma preocupação jurídica”, disse.

Etanol mira aviões e navios

Além do transporte rodoviário, o etanol pode ampliar sua participação na descarbonização dos setores aéreo e marítimo.

No caso da aviação, Pekelman destacou a possibilidade de utilização do etanol como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF.

“Vamos sair um pouquinho do terrestre, que é colocar lá no seu posto, e vamos abastecer agora navios e aviões com base no etanol”, afirmou.

Ele ressaltou que o SAF não significa abastecer diretamente os aviões com etanol. O biocombustível funciona como matéria-prima em processos tecnológicos para a fabricação do combustível utilizado pelas aeronaves.

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Na avaliação do presidente da Unem, a combinação entre expansão dos biocombustíveis, crescimento das biorrefinarias e geração de coprodutos deve ampliar a demanda pelo milho brasileiro ao longo da próxima década.

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Outubro começou: soja reagiu? Veja o que esperar dos preços no início do mês

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O mercado brasileiro de soja começou o mês de outubro com baixa movimentação e liquidez mínima. Nesta quinta-feira (1º), os preços apresentaram oscilações mistas nas principais praças, com quedas em algumas regiões e estabilidade em outras. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor segue afastado das negociações, enquanto os compradores reduzem os bids, mantendo o mercado travado.

Na Bolsa de Chicago, as cotações recuaram, pressionadas principalmente pela expectativa de clima favorável ao avanço da colheita nos Estados Unidos, pelo cenário internacional de aversão ao risco e pela liquidação de posições por parte dos fundos.

Ao mesmo tempo, o dólar avançou e os prêmios registraram leves altas, fatores que ajudaram a limitar uma pressão maior sobre os preços brasileiros. A combinação dos indicadores, no entanto, não foi suficiente para estimular uma retomada mais forte dos negócios.

“O produtor segue fora do mercado, enquanto o comprador vem diminuindo os bids. Com isso, os negócios permanecem lentos”, observa Silveira.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 154,50 para R$ 153,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 155,50 para R$ 154,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 150,00 para R$ 149,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 146,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 161,00 para R$ 160,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 162,50 para R$ 162,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela previsão de clima favorável à colheita nos Estados Unidos, pelo ambiente internacional de aversão ao risco e pela liquidação de posições por parte dos fundos.

Segundo informações da Reuters, dúvidas relacionadas à demanda também pesaram sobre as cotações, diante da expectativa de esmagamentos norte-americanos menores em setembro. O número é divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) após o fechamento da bolsa.

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As exportações líquidas norte-americanas de soja referentes à temporada 2026/27, com início em 1º de setembro, somaram 1,033 milhão de toneladas na semana encerrada em 24 de setembro. A China liderou as compras, com 589,4 mil toneladas. O volume ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam de 500 mil a 1,4 milhão de toneladas.

Apesar da demanda chinesa, o cenário internacional segue limitando uma recuperação mais consistente dos futuros. Dados recentes também apontam preocupações com o ritmo da demanda chinesa, enquanto os estoques nas unidades de esmagamento do país permanecem elevados.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,36%, a US$ 12,88 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,09 por bushel, recuo de 3,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 3,60 por tonelada, ou 1,00%, a US$ 353,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,38 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,91 centavo, ou 1,33%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,98%, sendo negociado a R$ 5,2237 para venda e a R$ 5,2217 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1697 e a máxima de R$ 5,2367.

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Manga palmer fica mais barata e é destaque da semana na Ceagesp

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Em cotação realizada pela Seção de Economia e Desenvolvimento (Sedes) na última segunda-feira (28), a manga palmer (Mangifera indica L.) foi registrada a R$ 3,24/kg, sendo o produto destaque desta semana no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

No comparativo anual, que considera a mesma época do ano passado, ocorreu uma queda de 23,6% no valor dessa variedade, que havia sido cotada a R$ 4,24/kg. Já na comparação mensal, a redução foi de 34,1%, além de ter registrado uma redução média semanal de 4,5%.

Origem e características

Pertencente à família Anacardiaceae, a manga é nativa da Ásia Meridional e dos arquipélagos indianos e sua chegada ao território brasileiro deu-se por volta de 1700, na esteira das navegações portuguesas. Fruta de clima tropical, possui alta adaptabilidade em lugares com estações secas e chuvosas, além de temperaturas médias que variam entre 20 e 29 °C.

O Brasil foi o primeiro país das Américas a plantar mangas, que anteriormente já eram cultivadas na África desde o século XVI. A variedade palmer surgiu bem mais tarde, em 1945, no estado americano da Flórida. Pelos anos 1960, já era plantada no Brasil.

O formato dessa variedade é elíptico e coloração de casca varia entre o verde e o arroxeado quando ainda imatura, assumindo uma tonalidade vermelha escura quando madura. Sua consistência é firme e suculenta, apresentando sabor adocicado e poucas fibras, além de não ter fiapos e seu caroço ser menor que o de outras mangas.

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Para fins comerciais, tem boa vida de prateleira, sendo resistente a danos mecânicos, doenças e transporte de longa distância.

Perfil nutricional e formas de consumo

Consumida principalmente in natura, mas pode ser encontrada na forma de suco integral, polpa congelada, sorvete, doces, entre outros. É rica em vitaminas A, do complexo B e C, recomendada para fortalecimento do sistema imunológico e prevenção de inflamações.

Além disso, podem ser encontrados em sua composição compostos como polifenóis e carotenoides, além de minerais como ferro, fósforo, magnésio e potássio. Em receitas, pode virar suco integral, polpa congelada, sorvete e doces, podendo ser consumida também com leite.

Comercialização

Ao longo de 2025, foram comercializadas 54.682,25 toneladas de manga Palmer no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), sendo os principais originários do produto os estados da Bahia (60,9%), São Paulo (16,5%), Pernambuco (12,8%) e Minas Gerais (9,7%).

Municípios que mais comercializam manga palmer na Ceagesp
PosiçãoMunicípioEstadoToneladasParticipação sobre o total
1Livramento de Nossa SenhoraBA15.37928,1%
2Dom BasílioBA7.00412,8%
3PetrolinaPE6.69912,3%
4JuazeiroBA5.0889,3%
5Vista Alegre do AltoSP2.6174,8%
6Matias CardosoMG1.5272,8%
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Chuvas abaixo da média podem dificultar plantio da soja no Centro-Oeste

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e demais órgãos que integram o Painel El Niño 2026-2027 projetam chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas no Centro-Oeste entre outubro e dezembro. No centro-norte de Mato Grosso, no norte de Goiás e no Distrito Federal, o cenário pode reduzir o armazenamento de água no solo e comprometer a semeadura e o estabelecimento da soja, do milho e do feijão de primeira safra.

Segundo o relatório de setembro, a restrição hídrica deve atingir os próximos meses antes de uma recuperação a partir de novembro. O documento afirma que a melhora nos níveis de água no solo tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras e das pastagens no decorrer da safra. Em dezembro, porém, algumas áreas podem registrar excesso de umidade, com risco maior de doenças fúngicas e limitações às operações de pulverização.

A previsão climática sazonal elaborada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe) e pelo Inmet indica que a estação chuvosa na porção central do País pode começar entre o fim de outubro e meados de novembro. Para o trimestre, há maior probabilidade de chuva abaixo da faixa normal em grande parte da Região Norte e em áreas do Nordeste e do Centro-Oeste, enquanto as temperaturas devem ficar acima da média em quase todo o Brasil.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Matopiba, a combinação de chuva abaixo da média e calor elevado também amplia o risco para a implantação da soja. No oeste da Bahia, a recuperação da água no solo em dezembro poderá favorecer o desenvolvimento das culturas.

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No Sudeste, o quadro é diferente. As chuvas acima da média previstas para São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais devem favorecer a semeadura da soja e do milho de primeira safra, além do pegamento dos frutos do café e da brotação da cana-de-açúcar. Em áreas de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, temperaturas elevadas e restrição de umidade podem prejudicar a florada do café arábica, o desenvolvimento do café conilon e o estabelecimento dos grãos.

No Sul, o excesso de chuva pode beneficiar o milho de primeira safra, mas elevar a incidência de doenças fúngicas no trigo, atrasar a colheita e reduzir a qualidade dos grãos no Paraná. As condições também podem dificultar a semeadura da soja e afetar o planejamento do milho de segunda safra.

O relatório também registra intensificação do El Niño, com previsão de permanência do aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. Entre outubro e dezembro, o Painel mantém risco elevado de fogo principalmente na Amazônia, no Centro-Oeste e em áreas do interior do País.

Fonte: Estadão Conteúdo

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