Agro Mato Grosso
VÍDEO: turistas registram dezenas de olhos de jacarés durante passeio noturno no Pantanal de MT

Biólogo explica o fenômeno causado pelo tapetum lucidum, estrutura que reflete a luz nos olhos dos jacarés.
Um casal de turistas registrou dezenas de olhos de jacarés brilhando na escuridão durante um passeio noturno pela Transpantaneira, em Poconé, a 104 km de Cuiabá. As imagens foram feitas durante uma viagem de motorhome pelo Pantanal e compartilhadas nas redes sociais no último domingo (27) (assista Abaixo).
Aline Alves e Luiz Paulo Figueiredo, conhecido como Nino, estão há quase três anos viajando pelo Brasil e por outros países da América do Sul em um motorhome. Durante a passagem por Mato Grosso, eles percorreram a região do Pantanal e se depararam com os animais reunidos em um corpo d’água.
✨ O que faz os olhos dos jacarés brilharem?
Ao g1, o biólogo e guia de turismo de vida selvagem Marcos Ardevino explicou por que os olhos dos jacarés ficam visíveis à noite quando recebem uma fonte de luz. Segundo ele, o fenômeno ocorre por causa do tapetum lucidum, estrutura presente em animais com capacidade de visão noturna.
A estrutura localizada atrás da retina reflete parte da luz que chega aos olhos. Esse reflexo faz com que os olhos dos jacarés pareçam brilhar quando iluminados no escuro.
“Quando você aponta qualquer fonte de luz pros olhos de jacarés, os olhos deles refletem parte dessa luz”, disse.
Ele explicou que a estrutura também está presente em outros animais de hábitos noturnos, como cães e gatos. Por isso, faróis de veículos ou lanternas permitem identificar os animais mesmo à distância, quando o restante do corpo fica pouco visível.
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Tapetum lucidum, estrutura localizada atrás da retina em animais com visão noturna. — Foto: Marcos Ardevino
🐊 Por que os jacarés ficam na água à noite?
De acordo com o biólogo, a temperatura da água pode ser mais favorável aos animais durante a noite, quando a temperatura do ambiente tende a cair. Como os jacarés são ectotérmicos, ou seja, dependem de fontes externas de calor para regular a temperatura corporal, eles podem permanecer na água para manter condições adequadas ao funcionamento do organismo.
“Durante a noite, a temperatura do ambiente geralmente fica menor que a da água. Como são animais de sangue frio, eles ficam dentro da água porque ela está mais quentinha e precisam desse calor para manter as funções fisiológicas”, detalhou.
A presença de dezenas de animais em um mesmo corpo d’água, portanto, não significa necessariamente que eles estejam reunidos por causa do registro. A concentração pode ocorrer naturalmente, especialmente em locais com condições favoráveis para a espécie.
🚐 Três anos na estrada
Aline e Nino estão há três anos viajando de motorhome pelo Brasil e por outros países da América do Sul. Para Aline, a passagem pelo Pantanal tem sido uma das experiências mais marcantes da jornada, principalmente pela proximidade com a fauna.
“Passamos por muitos lugares pelo Brasil e pelo mundo nesses três anos e sempre gostamos de estar próximos da natureza. Já vimos baleias, golfinhos e macacos, mas nada comparado a passar entre caminhos de onças e nadar em rios com jacarés”, contou.
Segundo ela, viajar de motorhome permite ao casal acompanhar de perto a rotina dos lugares visitados, e representa uma forma de conhecer uma parte do país que ainda não fazia parte da trajetória deles.
“Viajar para o Pantanal na nossa casa sobre rodas está sendo uma experiência fantástica. […] Mato Grosso está sendo uma imersão no Brasil de verdade que não conhecíamos e está sendo incrível viver tudo isso”, relatou.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
VIDEO:
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Agro Mato Grosso
Bombeiro de folga ajuda vítimas após avião cair em área rural de MT

Militar passava pelo local quando percebeu o acidente e, com apoio de um brigadista florestal, prestou os primeiros atendimentos até a chegada das equipes de emergência.
Um bombeiro militar que estava de folga ajudou a socorrer duas pessoas que sobreviveram à queda de uma aeronave na MT-010, na saída de São José do Rio Claro, em Mato Grosso. O militar passava pelo local no momento do acidente e iniciou os primeiros atendimentos às vítimas, com auxílio de um brigadista florestal. (VIDEO ABAIXO)
As duas pessoas envolvidas na ocorrência estavam conscientes e receberam atendimento inicial no local. O bombeiro atuou na estabilização das vítimas até a chegada da equipe de serviço do Corpo de Bombeiros, que isolou a área.
Além da queda da aeronave, o acidente provocou o rompimento de uma rede de energia elétrica nas proximidades. Por causa do risco, foi necessário acionar a concessionária responsável pelo fornecimento para realizar o desligamento da rede.
O rompimento dos cabos ainda provocou um princípio de incêndio em uma área com palha de milho próxima ao local da queda. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo acabou se apagando sozinho.
Os dois sobreviventes foram encaminhados para uma unidade de atendimento médico. A identidade deles e o atual estado de saúde não foram divulgados.
As causas do acidente estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.
O que se sabe sobre a aeronave
Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave envolvida no acidente é do modelo PS-FLO, com capacidade para transportar duas pessoas. No registro, a situação de aeronavegabilidade consta como normal.
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Agro Mato Grosso
Lufenuron e clorfenapir mostram baixo risco de resistência

Estudo com Spodoptera frugiperda na China avaliou populações de campo e dez gerações sob seleção
Populações chinesas de Spodoptera frugiperda apresentaram baixo risco de evolução de resistência a lufenuron e clorfenapir. O estudo avaliou insetos coletados em quatro províncias e submeteu uma linhagem suscetível de laboratório a dez gerações de seleção contínua. A resistência aumentou de forma lenta para os dois ingredientes ativos.
Os pesquisadores analisaram populações de Jiangsu, Guangxi, Guizhou e Yunnan. Todas mantiveram razão de resistência inferior a cinco para lufenuron e clorfenapir. Para lufenuron, os valores variaram de 1,13 a 2,84. Para clorfenapir, ficaram entre 1,06 e 3,68.
Após dez gerações, a concentração letal mediana do lufenuron passou de 45,83 para 132,47 miligramas por litro. A razão de resistência chegou a 2,89. No clorfenapir, a concentração letal mediana subiu de 5,84 para 19,84 miligramas por litro, com razão de resistência de 3,40.
Resistência cruzada
As linhagens selecionadas também apresentaram baixa resistência cruzada a benzoato de emamectina, clorantraniliprole e espinetoram. Todas as razões ficaram abaixo de 2,3.
A resistência trouxe custos biológicos. A linhagem selecionada com lufenuron apresentou menor sobrevivência larval, menor peso de pupas, redução na fecundidade e menor longevidade dos adultos. A aptidão relativa caiu para 0,66. Na linhagem selecionada com clorfenapir, o índice caiu para 0,73.
O trabalho também detectou resistência moderada ao clorantraniliprole nas populações de Guangxi e Guizhou, com razões de 8,42 e 5,34, respectivamente. Os pesquisadores destacam a necessidade de monitoramento regional da resistência a diamidas e de rotação entre inseticidas com diferentes modos de ação (doi 10.3390/insects17100994).
Agro Mato Grosso
Programa Semente Forte Aprosoja ajuda proteger falhas nas lavouras em MT

Pelo programa Semente Forte, Aprosoja MT orienta produtores sobre falhas na lavoura, critérios para replantio e monitoramento contínuo
Com o avanço do plantio da soja em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a atenção dos produtores para uma etapa decisiva da safra: a avaliação do estande logo após a emergência das plantas. A orientação faz parte do programa Semente Forte, que na etapa anterior tratou dos cuidados com a semente na chegada à fazenda e agora acompanha o produtor no momento seguinte, o pós-plantio.
Segundo a Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, o potencial produtivo da lavoura começa a ser definido já na emergência, e avaliar o estande com método é tão importante quanto escolher uma boa semente. Para o vice-presidente Oeste da entidade e vice-coordenador da comissão, Gilson Antunes de Melo, a distribuição das plantas no campo tem peso direto no resultado final.
“Hoje nós falamos de variedades com alto teto produtivo, e a disposição das plantas no solo é de extrema importância. Para que isso aconteça, a semente tem que germinar bem. A semente que você planta e o plantio que você faz precisam ter muita qualidade para que ela emerja bem, com distribuição bem feita e sem buracos. A planta da soja tem um potencial de compensação até uma certa distância, mas não compensa buracos”, explica.
Entre as orientações da comissão estão verificar a uniformidade da emergência, comparar a população de plantas com o que foi planejado e observar a presença de falhas ou de plantas duplas. Antes de decidir por um replantio, a recomendação é pesar critérios como a população final, a localização das falhas na área e a janela de plantio disponível. O monitoramento também deve ser feito em diferentes pontos da lavoura, com inspeções periódicas.
O cuidado ganha ainda mais importância nesta safra, marcada pela incerteza em relação ao regime de chuvas. “É uma safra de muita atenção, de muito cuidado, de muito zelo, mais do que nos outros anos, uma hora chove, outra hora não chove, então o produtor tem que estar muito atento para não ter prejuízo na sua lavoura”, afirma Gilson.
Em Nova Mutum, o delegado do núcleo da Aprosoja MT, Arthur Favretto, conta que o plantio começou em 7 de setembro, após uma chuva de 90 milímetros. “Começamos plantando 300 hectares. Não choveu mais, mas tivemos uma boa emergência da soja, um bom estande de lavoura, e precisamos replantar só onde teve falha mecânica da plantadeira”, relata.
Por meio do Semente Forte, a Aprosoja MT reforça que a qualidade da semente verificada antes do plantio se reflete no estabelecimento da lavoura e que os produtores podem acionar os supervisores da entidade para que realizem a amostragem e a coleta dos lotes de sementes para avaliação em laboratório credenciado.
A mensagem da comissão é que uma boa safra começa com uma boa avaliação, e que decisões tomadas no momento certo ajudam a proteger o investimento e o potencial produtivo das lavouras.
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