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1 de outubro de 2026

Sustentabilidade

‘É importante iniciar uma nova safra com a expectativa de não ter plantas daninhas’, alerta pesquisador da Embrapa

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Com o avanço da preparação para a safra 2026/27 de soja, o manejo de plantas daninhas volta a exigir atenção dos produtores. Em muitas regiões, a cultura que antecede a soja é o milho segunda safra. Após a colheita, é preciso observar o que permanece na área e o que emerge no período entre as duas culturas.

Segundo o pesquisador da Embrapa Soja Fernando Adegas, as plantas daninhas podem ter permanecido na lavoura durante o cultivo do milho ou nascer depois da colheita. Elas surgem a partir de sementes que já estavam no solo e encontram condições para germinar, além de poderem escapar do controle realizado durante a cultura anterior.

“Quando a gente pensa numa nova safra, vamos iniciar uma nova safra sem plantas daninhas presentes na área quando nós formos semear a soja”, diz Adegas.

O período entre a colheita do milho e a semeadura da soja exige atenção porque algumas plantas podem apresentar desenvolvimento mais avançado. Segundo o pesquisador, elas podem ter sobrevivido ao manejo realizado durante o milho e ainda enfrentar condições de estresse provocadas pela própria colheita, pelo frio ou pela falta de chuva, o que pode dificultar o controle.

Por isso, Adegas aponta o monitoramento como o primeiro passo. O produtor deve identificar quais espécies estão presentes, o estádio de desenvolvimento das plantas e as condições em que elas se encontram antes de definir o manejo.

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Em situações de maior dificuldade de controle, o manejo químico pode exigir aplicações sequenciais, estratégia que permite trabalhar com mais de uma aplicação em momentos diferentes. A decisão, entretanto, depende das espécies presentes e das condições encontradas na lavoura.

Outro ponto de atenção é a palhada deixada pelo milho sobre o solo. As plantas daninhas podem ficar escondidas sob essa cobertura e, dessa forma, não receber adequadamente a aplicação. Adegas recomenda esperar que a palhada se acomode e que as plantas fiquem expostas antes do manejo.

“As plantas daninhas muitas vezes estão embaixo dessa superfície, embaixo dessa palhada. Então, outra coisa, a gente tem que esperar um pouco depois da colheita do milho que já aconteceu, esperar essa palhada se assentar e essas plantas ficarem expostas para a gente poder aplicar, porque precisa atingir essas plantas”, explica.

A chamada dessecação de pré-semeadura tem justamente o objetivo de reduzir a presença dessas plantas antes da entrada da soja. O controle é importante porque as plantas daninhas competem com a cultura por água, luz e nutrientes e podem provocar perdas de produtividade. “O controle de plantas daninhas não aumenta a produção, mas pode evitar que se perca porque elas competem com as culturas”, afirma Adegas.

Para o pesquisador, a preparação da área deve considerar o histórico da lavoura, as espécies encontradas, as condições climáticas e a proximidade da semeadura. A recomendação é evitar que plantas remanescentes do milho ou novas emergências atravessem esse período e cheguem ao estabelecimento da soja.

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“O importante é fazer um bom manejo, limpar a área, que a gente chama de dessecação de pré-semeadura, para plantar soja no limpo”, conclui.

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Sustentabilidade

O que o DNA revela sobre a soja que será plantada na safra 2026/27? – MAIS SOJA

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Com o Brasil se movimentando para o plantio de uma nova safra de soja, cresce a atenção dos agricultores para um fator que começa muito antes da semeadura: a qualidade genética das sementes. Em um cenário de busca constante por produtividade, uniformidade e segurança no investimento, as análises genéticas vêm se consolidando como ferramentas estratégicas para a tomada de decisão no campo.

O tema ganha relevância diante do tamanho da próxima safra. Segundo as Perspectivas para a Agropecuária 2026/27, divulgadas em setembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área brasileira destinada à soja deverá alcançar 49,3 milhões de hectares, crescimento de 1,4% sobre a temporada anterior. A produção é projetada em 181,64 milhões de toneladas.

“Quando falamos em genética aplicada ao agro, estamos falando de transformar características presentes no DNA em informação que possa ser analisada de maneira objetiva. Entre essas ferramentas, destaca-se a análise de pureza genética varietal, considerada uma das mais importantes para garantir que a semente adquirida corresponde efetivamente à cultivar informada pelo fornecedor. A técnica permite identificar misturas varietais, contaminações genéticas e desvios que podem comprometer a uniformidade do cultivo e influenciar diretamente o potencial produtivo da área”, explica Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, empresa brasileira especializada em equipamentos e soluções para ciências da vida.

Análises de Pureza genética ganham protagonismo na preparação do plantio de soja

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O planejamento da safra 2026/27 ocorre ainda em um cenário de atenção ao clima. A Embrapa aponta que os possíveis efeitos do El Niño podem trazer chuvas acima do normal para o Sul e precipitações menores e mais irregulares em áreas do Norte e Nordeste. Diante dessa variabilidade, a escolha da cultivar ganha ainda mais relevância, já que o desempenho de cada material está relacionado à interação entre genética, ambiente e manejo.

“A genética não elimina as variáveis ambientais, mas acrescenta informação ao processo. Conhecer com precisão as características do material vegetal permite que pesquisadores e empresas desenvolvam e caracterizem cultivares de maneira cada vez mais direcionada às condições encontradas no campo”, afirma Tatiani.

Outro ponto de destaque para a safra 2026/27 é a crescente adoção de análises para identificação de eventos biotecnológicos. A confirmação da presença de tecnologias específicas em sementes de soja tornou-se uma etapa importante para garantir conformidade contratual, rastreabilidade e segurança para produtores e empresas da cadeia produtiva, segundo informações da Embrapa.

Na prática, a genética vem assumindo um papel semelhante ao de uma análise preventiva. Ao identificar possíveis problemas antes do plantio, o produtor reduz riscos, evita investimentos em lotes inadequados e aumenta a previsibilidade dos resultados da lavoura. A estratégia é especialmente relevante em um contexto de margens mais apertadas e necessidade de maximizar o retorno sobre cada hectare cultivado.

Técnicas de biologia molecular, como PCR, qPCR e análise de SNPs, permitem investigar diferenças presentes no DNA das cultivares e identificar características de interesse. Para o mercado de sementes, a tendência também reforça a importância da certificação e dos programas de controle de qualidade. A adoção dessas ferramentas moleculares para avaliação de pureza genética tem contribuído para aumentar a confiabilidade dos materiais comercializados e fortalecer a relação de confiança entre obtentores, multiplicadores, distribuidores e produtores rurais.

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Sobre a Loccus

A Loccus é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções para biologia molecular, diagnóstico e automação laboratorial. Com foco em inovação científica e tecnológica, atua no fornecimento de equipamentos, reagentes, kits e sistemas automatizados para laboratórios, hospitais, universidades, centros de pesquisa e indústrias em todo o país.

A companhia desenvolve soluções voltadas a áreas como diagnóstico molecular, genômica, biotecnologia e extração automatizada de DNA e RNA, contribuindo para mais precisão, segurança e agilidade nos processos laboratoriais. A empresa também apoia iniciativas de fortalecimento da ciência e ampliação do acesso ao diagnóstico no Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Pulgão-do-milho: Danos indiretos podem chegar a 50% com a transmissão do vírus do mosaico-comum-do-milho – MAIS SOJA

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Embora os pulgões causem poucos danos diretos à cultura do milho, essas pragas são reconhecidas por seus danos indiretos, e portanto, devem receber uma atenção especial no manejo fitossanitário da lavoura. A principal espécie de importância econômica é a Rhopalosiphum maidis, popularmente conhecida como pulgão-do-milho (figura 1).

Figura 1. Ninfas e adultos do pulgão-do-milho, Rhopaloshipum maidis.
Foto: Pitta, R. M.

Além dos danos diretos decorrentes da sucção da seiva do floema da planta, a praga elimina dejeções líquidas, onde se desenvolve um fungo negro (fumagina), prejudicando a fotossíntese da planta, e, é capaz de transmitir viroses como o mosaico-comum do milho (figura 2).

Figura 2. Mosaico-comum-do-milho.
Fonte: Sabato; Landau; Oliveira (2014)

Os sintomas típicos do mosaico-comum-do-milho caracterizam-se pela formação nas folhas de manchas verde claras com áreas verde normal, dando um aspecto de mosaico. As plantas doentes são, normalmente, menores em altura e em tamanho de espigas e de grãos (Costa & Cota, 2021).

Figura 3. Sintomas do mosaico comum do milho
Foto: Carlos Roberto Casela

Ainda que os danos possam variam em função da suscetibilidade do híbrido de milho, e período de transmissão do vírus, estima-se que o mosaico-comum-do-milho possa causar perdas de produtividade de até 50% em condições mais severas (Costa & Cota, 2021). Dado o impacto econômico da doença, medidas integradas de controle necessitam ser adotadas para preservar o potencial produtivo do milho. Entre as principais e mais eficazes estratégias para isso, destaca-se o monitoramento intensivo das áreas e o controle dos vetores (pulgões).

O monitoramento dos pulgões deve ocorrer a partir de V4, estendendo-se até o início da fase reprodutiva do milho. Recomenda-se examinar 100 plantas em cada 10 ha, de forma aleatória. Deve-se observar principalmente a região do cartucho. O controle químico pode ser realizado quando 50% ou mais das plantas avaliadas apresentarem densidade maior que 100 pulgões por planta (Pozebon, 2022).


Veja mais: Milho – Tratamento de sementes é essencial para o controle dos percevejos no sistema soja-milho


Referências:

COSTA, R. V.; COTA, L. V. DOENÇAS CAUSADAS POR MOLICUTES E POR VÍRUS. Embrapa, Ageitec: Milho, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/milho/producao/pragas-e-doencas/doencas/doencas-causadas-por-molicutes-e-por-virus >, acesso em: 01/10/2026.

POZEBON, H. O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O PULGÃO-DO-MILHO. Mais Soja, 2022. Disponível em: < https://maissoja.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-pulgao-do-milho/ >, acesso em: 01/10/2026.

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SABATO, E. O.; LANDAU. E. C.; OLIVEIRA, C. M. RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS DO MILHO DISSEMINADAS POR INSETOS-VETORES. Embrapa, Circular Técnica, n. 205, 2014. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1012084/1/circ205.pdf >, acesso em: 01/10/2026.

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Sustentabilidade

Além da análise química: um novo olhar para a saúde do solo – MAIS SOJA

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Conhecer o microbioma permite complementar o diagnóstico da área e entender processos biológicos que influenciam produtividade, eficiência e sustentabilidade dos sistemas agrícolas

A análise química do solo é uma das ferramentas mais importantes da agricultura moderna. É por meio dela que produtores e agrônomos avaliam parâmetros como disponibilidade de nutrientes, pH, matéria orgânica e saturação por bases, informações fundamentais para definir estratégias de correção e adubação.

No entanto, à medida que a agricultura evolui e incorpora conceitos da agricultura regenerativa, cresce também a compreensão de que a composição química representa apenas parte da história. O solo abriga bilhões de microrganismos que desempenham funções essenciais para o funcionamento do sistema produtivo e que não podem ser identificados por uma análise convencional.

Essa dimensão biológica, conhecida como microbioma do solo, vem ganhando espaço nas discussões sobre manejo agrícola por ajudar a explicar como ocorrem processos relacionados à ciclagem de nutrientes, decomposição da matéria orgânica, desenvolvimento radicular, disponibilidade de nutrientes para as plantas e equilíbrio do ecossistema.

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“A análise química continua sendo indispensável. O que muda é que hoje sabemos que ela, sozinha, não explica toda a complexidade do solo. Compreender a atividade biológica permite enxergar processos que antes permaneciam invisíveis e que têm influência direta sobre a eficiência do sistema produtivo”, explica Karime Nahass, Diretora de Marketing da Allterra.

Um novo olhar para a saúde do solo

Enquanto a análise química responde perguntas como “quanto nutriente existe no solo?”, a análise do microbioma ajuda a entender “como esse solo está funcionando”.

A presença, diversidade e atividade dos microrganismos influenciam diretamente a capacidade do solo de reciclar nutrientes, formar agregados, armazenar carbono, reter água e responder aos diferentes manejos adotados na propriedade.

Segundo especialistas, esse conhecimento amplia significativamente a capacidade de diagnóstico e permite que decisões agronômicas sejam tomadas com uma visão mais integrada do ambiente produtivo.

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“É como realizar um check-up completo. Os exames tradicionais continuam sendo fundamentais, mas algumas respostas só aparecem quando também observamos o funcionamento biológico do sistema”, afirma Karime.

Para a Allterra, compreender o solo em todas as suas dimensões representa um avanço na forma de conduzir a agricultura.

Ao integrar informações químicas, físicas e biológicas, o produtor passa a tomar decisões baseadas em uma visão mais completa do ambiente produtivo, aumentando a eficiência das intervenções e acompanhando de forma objetiva a evolução da saúde do solo.

“Nos próximos anos, a tendência é que o diagnóstico do solo deixe de ser composto apenas por indicadores químicos e passe a incorporar, cada vez mais, informações biológicas. Essa integração permite compreender melhor o funcionamento do sistema e construir estratégias mais eficientes para produzir com sustentabilidade”, conclui Karime.

Sobre a Allterra

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A Allterra é uma Plataforma de Inteligência Regenerativa que existe para acelerar a evolução da agricultura. Nascida da integração entre Microgeo e TMF Fertilizantes, a companhia une biociência e soluções integradas, conectando ideias, tecnologias e negócios, regenerando em rede e reconectando a agricultura ao potencial vivo do solo. Em constante evolução, amplia continuamente sua plataforma por meio da incorporação de novas soluções, tecnologias e parcerias, contribuindo para uma agricultura mais produtiva, resiliente e naturalmente sustentável.

Fonte: Assessoria de imprensa


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