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7 de novembro de 2026

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Crimes de drogas lideram decretos de prisão preventiva e superam outros delitos, revela CNJ

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Seis em cada dez pessoas presas em flagrante por entorpecentes continuam na cadeia após audiência de custódia. Estudo aponta desigualdade racial e de gênero nas abordagens

As prisões em flagrante por crimes relacionados a drogas resultam em prisões provisórias mais frequentemente do que os flagrantes de outros delitos. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Seis em cada dez pessoas (60%) flagradas com entorpecentes tiveram a prisão preventiva decretada após serem apresentadas pela autoridade policial ao juiz responsável pela audiência de custódia, segundo dados do boletim Audiências de Custódia de Crimes Relacionados a Drogas, ao qual a Agência Brasil teve acesso em primeira mão.

O resultado é bastante superior à média de 37,5% de prisões em flagrante por crimes não relacionados às drogas igualmente convertidas em prisão preventiva, no mesmo período (2024/2025).

Segundo os autores do boletim, os dados evidenciam o peso da política criminal de drogas no encarceramento provisório.

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“Essa discrepância suscita reflexões sobre a própria efetividade da audiência de custódia como mecanismo de contenção do encarceramento provisório nos casos especificamente relacionados a drogas”, aponta o boletim.

Os autores também destacam que embora, em tese, “os crimes relacionados a drogas demandem investigações mais complexas”, 97% das audiências de custódia realizadas entre 2024 e 2025 por este tipo de ilícito foram motivadas por prisões em flagrante. Enquanto para todos os outros crimes, os flagras responderam por 74% das audiências de apresentação ao juiz.

“As prisões relacionadas a esses crimes ocorrem quase integralmente por flagrante”, acrescentam os autores do estudo. “São, portanto, predominantemente derivadas de abordagens ostensivas, concentradas no varejo e nos elos mais vulneráveis da cadeia do tráfico de drogas.”

Liberdade provisória

A decretação judicial de prisão preventiva supera a concessão de liberdade provisória e de relaxamento de prisão tanto nos casos de flagrantes envolvendo drogas, quanto nos de outros tipos de crimes. Nos casos envolvendo exclusivamente drogas, os dados indicam que essa diferença vem caindo – em 2019, era de 43 pontos percentuais, em 2025, 23 pontos percentuais.

“Prevalecem as prisões preventivas, embora se observe uma tendência consistente de crescimento das decisões por liberdade provisória”, apontam os autores do boletim, destacando que a redução da diferença pode estar relacionada tanto a mudanças institucionais e políticas voltadas à redução do encarceramento quanto a alterações no perfil dos registros produzidos a partir de 2024, quando o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (Bnmp) substituiu o antigo Sistema de Informações de Audiências de Custódia (Sistac).

“São necessários aprofundamentos e estudos adicionais para compreender se essas mudanças decorrem de alterações no perfil das decisões dos juízes, possivelmente influenciadas por políticas públicas que visam a uma maior utilização de medidas diversas de prisão e à redução da superpopulação carcerária, ou se também há influência de outros fatores relacionados ao registro das informações”, ponderam os autores.

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Outro fator que pode ter influenciado a redução da diferença entre as decisões de liberdade provisória e de prisão preventiva foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do porte de maconha para uso pessoal. A decisão, proferida em junho de 2024, definiu que o porte de até 40 gramas de cannabis para consumo pessoal não configura crime, mas infração administrativa, desde que não existam outros indícios concretos de venda ou tráfico (como indícios de acondicionamento da droga para venda, presença de balança de precisão, anotações etc., bem como outros aspectos relativos ao contexto da apreensão).

Raça e gênero

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) implantou as audiências de custódia em 2015. Os principais objetivos da iniciativa eram garantir o efetivo cumprimento do processo legal e, ao mesmo tempo, reduzir o número de prisões provisórias em casos de prisões em flagrante.

A estratégia rapidamente se consolidou como uma política de alcance nacional, integrando-se aos esforços de transformação digital do Poder Judiciário. De janeiro de 2019, quando todas as unidades federativas passaram a registrar seus dados no sistema, a dezembro de 2025, foram realizadas cerca de 2,5 milhões de audiências de custódia.

Desse total, 609.477 foram motivadas por prisões em flagrantes relacionados às drogas – principalmente, ao tráfico (associação, colaboração e outros delitos ligados ao comércio) representam quase a totalidade desses casos, enquanto os registros de porte para uso pessoal permanecem residuais.

Desigualdades de gênero e de raça/cor também aparecem de forma marcante. A proporção de mulheres nas audiências de custódia relacionadas a drogas é substancialmente superior à presença feminina observada nas demais audiências. Já a análise racial evidencia um quadro persistente de sobrerrepresentação da população negra nas audiências relacionadas a drogas.

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“Os dados indicam que a política criminal de drogas continua operando de maneira profundamente desigual do ponto de vista racial”, sustentam os autores do boletim, destacando que a grande quantidade de registros sem informação acerca da raça/cor dificulta o dimensionamento do problema.

Abusos

A modalidade de audiência influencia também os resultados judiciais. Tanto nas audiências de custódia em geral quanto nas relacionadas a drogas, as que ocorrem com a pessoa detida presente fisicamente apresentam maior proporção de decisões por liberdade provisória em comparação às audiências virtuais.

Nos casos relacionados a drogas, a diferença é ainda maior: 39% das audiências presenciais resultaram em liberdade provisória, contra 32% das audiências virtuais.

Outro aspecto que os autores do boletim destacam é a necessidade de futuros estudos que aprofundem a análise de denúncias sobre a ocorrência de tortura e maus-tratos em audiências de custódia relacionadas a prisões em flagrante envolvendo drogas.

“Considerando a recorrência de denúncias de violência policial nesse contexto, torna-se especialmente importante examinar, de forma mais detalhada, a relação entre alegações de violência no momento da prisão, os registros realizados durante as audiências e os desfechos processuais, em particular as decisões de relaxamento da prisão”, destaca o relatório da pesquisa.

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Bombeiros salvam bebê de dois meses engasgada com leite materno no interior de MT — O Livre

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Mãe buscou socorro diretamente no quartel da 13ª CIBM na manhã deste sábado; manobra de tapotagem desobstruiu as vias aéreas da criança

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã deste sábado (7.11), uma bebê de dois meses após um episódio de engasgo em Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).

Familiares da criança procuraram ajuda diretamente na sede da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM), por volta das 7h29. Conforme relato da mãe, a bebê havia se engasgado com leite materno.

Diante da situação, os bombeiros realizaram rapidamente manobras de desengasgo por meio de tapotagem. O procedimento desobstruiu as vias aéreas e restabeleceu a respiração normal da criança.

Em seguida, a bebê foi encaminhada ao Hospital São Lucas, acompanhada pela mãe.

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PGR pede ao STF suspensão nacional de processos contra proibição das “bets” — O Livre

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Paulo Gonet alegou insegurança jurídica diante da proliferação de liminares e solicitou sobrestamento das ações até decisão definitiva do Supremo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu nesta sexta-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão nacional de todas as ações que contestam a decisão do governo federal que proibiu o funcionamento de plataformas de jogos online, as chamadas bets.

Gonet afirmou ao Supremo que a proliferação de decisões judiciais que autorizam a liberação de casas de apostas gera insegurança jurídica.

Para o procurador-geral, os processos devem ficar suspensos até que o STF tome uma decisão definitiva sobre a questão.

“A Procuradoria-Geral da República entende, portanto, ser caso de deferimento da medida excepcional de suspensão de processos, para sobrestar, em âmbito nacional, o trâmite de todos os feitos que tenham por objeto a constitucionalidade da Medida Provisória 1.394/2026, até o julgamento definitivo da controvérsia constitucional pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gonet.

A petição da PGR foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator de quatro ações que contestam a constitucionalidade da medida provisória que proibiu as bets.

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Na quinta-feira (5), a segunda instância da Justiça Federal em São Paulo derrubou uma liminar que autorizava o funcionamento de três casas de apostas online.

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Gisela prestigia SuperChef e destaca força da Educação em MT — O Livre

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Competição promovida pela Seduc reuniu 13 finalistas e premiou receitas nutritivas elaboradas por profissionais da rede estadual de ensino

A vice-governadora eleita Gisela Simona (União) – que assumiu a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso – participou da final da 4ª edição do SuperChef da Educação, em Cuiabá. Criado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o concurso realizado nesta última quinta-feira (05.11), reconhece o talento, a dedicação e a importância dos profissionais responsáveis pela alimentação dos estudantes da rede estadual de ensino, valorizando uma atividade que, embora muitas vezes aconteça longe dos olhos da comunidade, tem papel fundamental no cotidiano e no desenvolvimento das escolas.

“Participei da cerimônia de premiação da 4ª edição do SuperChef da Educação, um concurso que valoriza o talento e a dedicação das merendeiras e dos merendeiros da rede estadual. Foi um momento especial de reconhecimento a profissionais que, no dia a dia, dão o seu melhor e assumem uma responsabilidade enorme, que é cuidar da alimentação de milhares de crianças e adolescentes. A iniciativa criada pela Seduc é uma demonstração concreta de reconhecimento do Estado a pessoas que, com tanto zelo e dedicação, fazem a diferença na vida dos nossos estudantes”, afirmou Gisela.

Para Gisela, o concurso também representa uma concepção mais ampla de educação pública, que reconhece o papel de todos os profissionais envolvidos na formação dos estudantes, dentro e fora das salas de aula. A iniciativa integra uma das 30 políticas que compõem o Plano EducAção 10 Anos, estratégia do Governo do Estado voltada à melhoria dos indicadores de aprendizagem e à consolidação de uma rede pública de ensino mais qualificada.

“Sem dúvida, o conjunto das ações desenvolvidas pela Seduc mostra como a educação de Mato Grosso avançou, saindo da 22ª posição, em 2019, para a 6ª colocação no ranking nacional do Ideb. E que ações como esta competição gastronômica vão além da homenagem às merendeiras. Muito antes reflete a valorização dos profissionais que sustentam a educação para além da sala de aula. Reconhecendo o trabalho coletivo como uma política pública que reposicionou Mato Grosso no cenário nacional”.

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A etapa final da competição reuniu 13 profissionais, representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs), selecionados entre as 373 receitas inscritas nesta edição. Os participantes apresentaram pratos que combinaram criatividade, sabor e valor nutricional, com prioridade para ingredientes naturais e preparações adequadas à alimentação escolar. Os três primeiros colocados receberam premiações individuais e recursos para equipar as cozinhas das respectivas unidades de ensino, ampliando o alcance da iniciativa para além do reconhecimento aos profissionais.

O primeiro lugar ficou com Maria da Conceição dos Santos Silva, da Escola Estadual Cívico-Militar Victorino Monteiro da Silva, de Cuiabá, que recebeu R$ 9 mil pela receita Barquinha de Banana-da-terra Recheada com Pintado ao Cubo. A segunda colocação foi conquistada por Cleonice Soares Barros, da Escola Estadual José Gonçalves dos Santos, de Porto Alegre do Norte, premiada com R$ 7 mil pela Lasanha de Banana-da-terra com Purê de Mandioca. Já Micheli Primão Rauber, da Escola Estadual Ana Neri, de Juína, ficou em terceiro lugar, com a Torta de Abobrinha com Recheio de Carne e Legumes, recebendo R$ 5 mil.

Além da competição gastronômica, a edição deste ano também envolveu os grêmios estudantis, que mobilizaram as comunidades escolares por meio de uma campanha de vídeos sobre o SuperChef. A proposta ampliou a participação dos estudantes e reforçou o caráter coletivo de uma iniciativa que coloca em evidência o trabalho realizado diariamente nas cozinhas das escolas estaduais.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, destacou que o concurso evidencia a importância dos profissionais responsáveis pela preparação das refeições e o compromisso com a qualidade nutricional dos alimentos oferecidos aos estudantes. Segundo ela, o desafio desses trabalhadores está em conciliar as orientações nutricionais estabelecidas nos cardápios com o cuidado e a dedicação presentes no preparo diário.

“Mesmo com um cardápio estabelecido, nossos profissionais conseguem colocar ainda mais carinho e dedicação em cada refeição. Esse zelo faz diferença na vida dos estudantes e contribui para o desenvolvimento de cada um deles”, afirmou.

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