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9 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Atraso operacional transforma El Niño em risco efetivo de calendário ao arroz – MAIS SOJA

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 A retenção de arroz na fonte mantém o fluxo de cadência de lotes abaixo da necessidade de reposição da indústria, deslocando a queda de braço para a disponibilidade física: os engenhos precisam recompor estoques, mas encontram resistência vendedora e expectativas próximas de R$ 80 por saca livre. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Nesse ambiente, a liquidez reduzida não deve ser interpretada automaticamente como fraqueza de consumo. “Parte relevante do travamento decorre da falta de produtor disposto a vender”, frisa o analista.

Esse quadro ganha complexidade quando incorporada a disputa potencial entre indústria e porto. “Com estoque remanescente limitado, a paridade de exportação passa a funcionar como referência alternativa de valorização, elevando o custo de oportunidade do vendedor”, explica.

“O lote de oportunidade tende, portanto, a ser direcionado ao canal capaz de oferecer a melhor combinação entre preço, liquidez e segurança de pagamento”, adverte Oliveira. “No horizonte da próxima safra, os sinais são ainda mais relevantes”, acrescenta.

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Na Fronteira Oeste, apenas cerca de 60% da área está preparada, contra aproximadamente 90% na média histórica. “O El Niño deixa de ser exclusivamente uma ameaça à produtividade e passa a representar risco de calendário, com chuvas restringindo preparo e semeadura”, pondera Oliveira. “E a restrição de capital pode transformar um problema climático em redução efetiva da área implantada”, destaca.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (13) cotado a R$ 75,10, alta de 3,98% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 22,63%, enquanto, em relação a 2025, a valorização atingiu 7,30%.

Autor/Fonte:  Rodrigo Ramos/ Agência Safras

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Sustentabilidade

Chuvas e granizo afetam lavouras de milho e desaceleram plantio no RS – MAIS SOJA

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A semeadura de milho avançou pouco nas principais regiões produtoras, mas continuou condicionada pela elevada umidade do solo e pela ocorrência de chuvas intensas. As lavouras implantadas (75%) estão predominantemente em germinação, emergência e início do desenvolvimento vegetativo. Apesar das baixas temperaturas, da reduzida luminosidade e do excesso hídrico em algumas áreas, o estabelecimento está satisfatório.

Os temporais registrados no final de setembro provocaram danos localizados a folhas e plantas, erosão, falhas de estande e perdas de potencial produtivo, e ocorreu granizo em diferentes regiões. Nas áreas não afetadas, avançaram as operações de adubação nitrogenada em cobertura e o manejo de insetos. Há incidência pontual de percevejos, grilos e cigarrinhado-milho, cuja pressão está baixa ou em redução em parte das lavouras.

A expectativa de produção está elevada nas áreas com bom estabelecimento, embora os danos provocados pelos eventos meteorológicos já tenham reduzido o potencial de algumas lavouras. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 896.401 hectares e produtividade projetada de 7.711 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Itacurubi, a precipitação de granizo atingiu as lavouras, e foram observados problemas de erosão em áreas declivosas ou com pouca cobertura de palhada. Em São Gabriel, as chuvas intensas provocaram problemas de germinação, falhas de estande e danos pontuais de granizo. Em São Borja, as plantas que ainda não receberam nitrogênio em cobertura apresentam coloração amarelada associada às baixas temperaturas e à nebulosidade. Em Manoel Viana, o desenvolvimento da cultura está adequado, e a semeadura está concluída.

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As operações de manejo estão em andamento. Na de Caxias do Sul, a semeadura ocorre em ritmo muito lento devido às chuvas e à elevada umidade do solo. As áreas já implantadas apresentam boa germinação, mas o crescimento inicial está reduzido pela combinação de baixas temperaturas e luminosidade.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 75% da área foi semeada, e o estabelecimento está satisfatório. As operações se concentram no controle de cigarrinha-do-milho e de percevejos e na aplicação de nitrogênio em cobertura.

Na de Ijuí, a semeadura permanece em 92% da área. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, embora as chuvas tenham provocado danos foliares e o granizo tenha reduzido em até 50% o índice foliar nas áreas atingidas. Também ocorreram perdas de plantas por erosão em áreas de convergência do terreno. Foram observadas infestações pontuais de grilos e percevejos. O monitoramento de cigarrinha indica baixa incidência.

Na de Passo Fundo, a semeadura atingiu 90% da área prevista de aproximadamente 84 mil hectares. As lavouras se encontram em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Foi realizada adubação nitrogenada em cobertura nas áreas mais precoces. Na de Pelotas, foram semeados 5%, e as lavouras com estabelecimento inicial satisfatório.

Na de Santa Rosa, 89% da área foi semeada, e o restante será implantado em safrinha. O granizo no final de setembro provocou perdas expressivas, e há necessidade de ressemeadura ou substituição por outra cultura em alguns casos. Em Santo Antônio das Missões, pelo menos 25 dos aproximadamente 100 pivôs de irrigação do município tombaram durante o temporal. Nas áreas não afetadas, avançaram as aplicações de nitrogênio. A população de cigarrinhas reduziu em relação às primeiras áreas emergidas.

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Na de Soledade, não houve avanço da semeadura, que atingiu 60% da área. Os plantios mais precoces se encontram em fase de conclusão. As temperaturas mais baixas após as chuvas reduziram o ritmo de crescimento, mas há tendência de recuperação mediante elevação térmica.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,37%, passando de R$ 62,67 para R$ 62,44. Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 75,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



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Sustentabilidade

Manutenção de máquinas agrícolas: o insumo silencioso que protege a rentabilidade da safra – MAIS SOJA

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A janela de plantio e colheita no agronegócio moderno não tolera amadorismo ou improvisos. Quando um trator ou uma colheitadeira para de forma inesperada no meio da operação, o prejuízo financeiro raramente se limita à nota fiscal da peça de reposição ou às horas do mecânico. O custo real, aquele que verdadeiramente corrói a margem do produtor rural, está no tempo perdido, na janela operacional perdida e, nos cenários mais severos, na perda direta de produtividade por hectare. É precisamente por essa razão que a manutenção preventiva de máquinas agrícolas deixou de ser uma simples rotina de oficina para se consolidar como uma ferramenta crucial de gestão e rentabilidade no campo.

Historicamente, o cuidado com a frota dependia quase exclusivamente de duas variáveis: a contagem do horímetro e a sensibilidade do operador. Embora essenciais, esses fatores isolados já não atendem às exigências de uma agricultura de precisão que busca eficiência máxima a cada hectare. A grande virada de chave do setor reside na transformação digital do maquinário agrícola. A telemetria e o avanço da conectividade embarcada mudaram drasticamente esse panorama, permitindo que a saúde dos equipamentos seja monitorada continuamente e em tempo real.

Na prática diária, essa evolução tecnológica redefiniu a dinâmica de trabalho nas propriedades. Acompanhar parâmetros cruciais como consumo de combustível, temperatura, alertas do sistema e códigos de falha em tempo real dá ao produtor o poder da previsibilidade. Antecipar-se a um dano grave significa agendar uma intervenção em momentos de pausa estratégica, e não ser surpreendido no pico do trabalho. Além disso, quando o atendimento em campo se faz indispensável, a concessionária já desloca a equipe técnica com o diagnóstico prévio e as peças corretas em mãos, reduzindo drasticamente o tempo de máquina parada.

Essa mudança de paradigma transforma também a relação entre o produtor, as concessionárias e os fabricantes. O pós-venda, tradicionalmente reativo e acionado apenas diante da quebra, passa a atuar como um consultor proativo de produtividade. Serviços de monitoramento remoto, alertas preditivos e inteligência de dados não apenas protegem o investimento do produtor, mas também geram um modelo de negócios mais sólido e rentável para a rede de distribuição. Em um ecossistema onde o tempo é o insumo mais valioso do agricultor, a manutenção inteligente e antecipada do maquinário deixa de ser um centro de custo e assume seu verdadeiro papel: o de guardião do resultado da safra.

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Micael Duarte é Engenheiro Agrícola formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e possui ampla experiência com máquinas agrícolas. É especializado em análise de mercado, prospecção de novos clientes e suporte técnico-comercial, com foco em colheitadeiras. Atualmente é Analista de Inovação Sênior na YANMAR Brasil, onde também já ocupou os cargos de Analista de Vendas Júnior e Assistente de Vendas – Desenvolvimento de Novos Produtos. Em sua trajetória profissional, reúne passagens pela Agrológica (Empresa Júnior da UNICAMP), CNPq (como bolsista de iniciação científica) e Toyota do Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Mercado de fertilizantes aumenta pressão sobre os custos da soja – MAIS SOJA

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Com a safra de soja 2026/2027 sendo semeada em Mato Grosso do Sul, o mercado de fertilizantes continua no radar do produtor pelos reflexos que pode gerar sobre os custos e, consequentemente, sobre a margem de lucro.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Brasil importou 22,4 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 7,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Mesmo com a redução na quantidade, o país desembolsou US$ 8,8 bilhões, alta de 8%. Isso significa que o Brasil está adquirindo menos fertilizantes e pagando mais pelo produto.

“O ponto central não é apenas a redução do volume importado, mas o aumento do desembolso para adquirir o fertilizante. Quando o Brasil importa menos e paga mais, temos um sinal de deterioração das condições de oferta que pode ser incorporado ao custo de produção da soja e pressionar a margem do produtor”, aponta o analista de Economia Aprosoja/MS,  Linneu Borges Filho.

O Brasil é dependente das importações para atender à demanda interna por fertilizantes. Entre 2021 e 2025, o volume importado permaneceu próximo de 40 milhões de toneladas por ano. Em 2025, foram 45,48 milhões de toneladas, alta de 2,8% em relação ao ano anterior.

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“O cenário de 2026, entretanto, ocorre em meio a novos fatores de pressão sobre a oferta. O início de um novo conflito no Oriente Médio afetou regiões produtoras e rotas de comércio, enquanto a continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia mantém impactos sobre o mercado internacional de fertilizantes”.

Segundo o Boletim de Fertilizantes de agosto de 2026, o volume acumulado de fertilizantes importados pelo Brasil estava 13,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso do Sul, a redução chegou a 24,1%.

“A dependência externa faz com que o custo do fertilizante esteja sujeito a variáveis que não são controladas pelo produtor, como conflitos geopolíticos, disponibilidade nos países fornecedores, restrições comerciais e frete internacional. Essa exposição aumenta a volatilidade do custo e dificulta a formação de uma expectativa mais precisa de margem”.

A vulnerabilidade brasileira é observada nos três principais grupos de nutrientes utilizados na agricultura: nitrogênio, fósforo e potássio.

O nitrogênio apresentou a maior variação negativa nas importações brasileiras na comparação entre 2025 e 2026, com déficit de 17,2% no acumulado analisado.

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No mercado de potássio, porém, a concentração dos fornecedores representa um ponto adicional de atenção. Rússia e Canadá responderam juntos por cerca de 82% das importações brasileiras de fertilizantes potássicos em 2025.

Ao mesmo tempo, o Brasil possui participação inferior a 1% da produção mundial de potássio, o que evidencia a dependência do mercado externo para atender ao consumo nacional.

Diante da concentração da oferta, a busca por fornecedores alternativos aparece como uma das estratégias para reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional.

O levantamento da Aprosoja/MS mostra que países como China, Índia e Estados Unidos estão entre os grandes produtores mundiais de nitrogenados, mas possuem participação reduzida nas importações brasileiras. Isso indica a existência de potenciais alternativas, embora a disponibilidade para exportação e as condições comerciais precisem ser avaliadas.

A diversificação, no entanto, não depende apenas da existência de produção. É necessário considerar o excedente disponível em cada país, sua demanda interna, capacidade de exportação, preços e custos logísticos para que uma nova origem seja efetivamente competitiva para o mercado brasileiro.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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