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28 de julho de 2026

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Câmeras de alta resolução passam a monitorar Parque das Águas 24 horas por dia

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Além das pistas de caminhada e estacionamento, tecnologia também será instalada no Mercado do Porto e no Museu do Rio

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, o principal objetivo é ampliar a sensação de segurança dos frequentadores e dar suporte ágil às forças policiais.

“O resultado esperado é proporcionar mais segurança e tranquilidade para as famílias e turistas que aproveitam o parque. Depois que as câmeras integradas ao Vigia Mais começarem a identificar pessoas procuradas pela Justiça e atividades suspeitas, e as capturas passarem a ocorrer, pessoas com esse perfil deixarão de frequentar o local”, destacou o secretário.

O assessor técnico da Secretaria, Rodrigo Toledo, explicou que os 34 equipamentos serão distribuídos em áreas estratégicas, como pistas de caminhada, espaços de convivência e estacionamento. O projeto foi elaborado em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e parceiros técnicos para garantir a cobertura de todo o perímetro.

“O sistema utiliza câmeras analíticas de altíssima resolução. Assim que o software identifica um indivíduo com mandado de prisão em aberto ou um veículo irregular, alertas são enviados instantaneamente à Secretaria de Estado de Segurança Pública”, detalhou Toledo.

Mais tranquilidade para os frequentadores

Quem costuma frequentar o Parque das Águas aprova a novidade. A assistente de marketing Bianca Fernanda Cunha Gonçalves Peixoto, que visita o local com a família, acredita que a medida trará mais confiança para a população.

“Tenho um filho pequeno e vejo que as câmeras aumentam a segurança de todos. Saber que há monitoramento em tempo real e registro de ocorrências nos dá muito mais tranquilidade para frequentar o parque em diferentes horários”, comentou.

O advogado André Eduardo, frequentador assíduo, ressalta que o videomonitoramento chega para reforçar o trabalho ostensivo já realizado no local.

“Já me sinto seguro por conta do policiamento presente, mas as câmeras vêm para somar de forma expressiva, principalmente na área do estacionamento”, afirmou.

Próximas etapas

Além do Parque das Águas, o plano de expansão do videomonitoramento contemplará outros espaços públicos administrados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura.

Entre os locais previstos nas próximas fases estão:

– Complexo do Museu do Rio, incluindo o Aquário Municipal e as áreas de lazer;
– Mercado do Porto, com previsão de 84 câmeras distribuídas entre as áreas internas e o estacionamento;
– Museu da Caixa D’Água Velha.

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Mauro diz que não interferirá em negociação entre Pivetta e Janaína Riva

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Ex-governador afirmou que Pivetta deve ouvir conselheiros ao redor para decidir se unirá ou não projetos de candidatura com MDB

O presidente do União Brasil em Mato Grosso, ex-governador Mauro Mendes, disse que não irá interferir na negociação de aliança entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a deputada estadual Janaína Riva (MDB). 

Ele disse que deu sua opinião a Pivetta sobre eventual aliança com Janaína, de quem já foi aliado, e Pivetta ouvirá outras pessoas ao redor dele para decidir se é viável ou não um acordo. 

“Isso não está na minha alçada. Eu dei minha opinião a Pivetta e ele vai ouvir outras pessoas, conselheiros, que estão ao seu redor – é isso que uma pessoa sábia faz – para decidir [se aliar ou não a Janaína”], afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (28). 

A aliança entre Janaina Riva, presidente do MDB em Mato Grosso, e o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição, vem sendo especulada há meses. O assunto voltou a ser conversa com a restrição do PL (Partido Liberal) à aliança com o MDB. 

Janaína Riva, duas vezes a candidata à Assembleia Legislativa mais votada, pode ter que reavaliar seu projeto de concorrer ao Senado e entrar na chapa de Otaviano Pivetta como candidata a vice.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT celebra o protagonismo do produtor no desenvolvimento, social do Brasil

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A data reforça a importância do agro no campo para a produção de alimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia brasileira

Neste 28 de julho, quando são celebrados o Dia do Produtor Rural e o Dia Nacional do Agricultor, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) destaca a relevância dos homens e mulheres do campo para o desenvolvimento do país. Eles são responsáveis por exercer papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos, na movimentação da economia e no fortalecimento das comunidades onde estão inseridos.

Em Mato Grosso, estado líder nacional na produção de soja, milho e outras commodities agrícolas, o trabalho do produtor rural impulsiona o crescimento econômico, promove inovação tecnológica e contribui para consolidar o Brasil como uma das principais potências agropecuárias do mundo.

Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Lauri Pedro Jantsch, a data representa um momento de reconhecimento à dedicação de milhares de produtores que, diariamente, enfrentam desafios para garantir alimentos de qualidade à população e manter a competitividade do setor.

“Hoje, o produtor precisa ter muita resiliência e estar preparado para se adaptar a cada momento e a cada dificuldade. A cada ano surgem novos desafios, por isso é fundamental estar sempre se atualizando e buscando informações sobre mercado, clima e tudo o que envolve a atividade. Cada safra traz uma realidade diferente, e o produtor precisa estar preparado para enfrentar esses novos desafios”, destacou.

Lauri destaca ainda que o produtor rural moderno alia tecnologia, sustentabilidade e gestão para produzir cada vez mais em áreas já consolidadas, demonstrando que desenvolvimento econômico e preservação ambiental caminham lado a lado no campo.

“Ao longo da minha trajetória, as mudanças que mais impactaram a forma de produzir estão relacionadas, principalmente, à tecnologia embarcada no maquinário. Hoje, temos máquinas cada vez mais autônomas e eficientes. Isso proporciona um ganho operacional muito grande, facilita o trabalho e contribui diretamente para a rentabilidade do produtor. Outra mudança muito importante foi o desenvolvimento de novas biotecnologias aplicadas às sementes, que permitem alcançar uma produtividade muito maior na mesma área, favorecendo diretamente o produtor rural. Também temos observado um avanço significativo no uso de produtos biológicos, que estão cada vez mais eficientes, aliados ao monitoramento e ao controle de pragas. Então, hoje, essas são algumas das principais mudanças e tecnologias que vêm contribuindo para o desenvolvimento e o fortalecimento do setor”, exemplificou o vice-presidente Leste da Aprosoja Mato Grosso.

O produtor rural do núcleo de Sinop, Evandro Pellenz, vivencia diariamente a rotina de ser produtor rural em Mato Grosso e ressalta que a profissão exige dedicação, resiliência e capacidade de enfrentar desafios que vão desde questões climáticas até gargalos logísticos e oscilações do mercado.

“Ser produtor rural em Mato Grosso, hoje, é ser um verdadeiro guerreiro. Enfrentamos inúmeros desafios diariamente, principalmente relacionados à logística. Hoje, muita coisa evoluiu e parece estar bem estruturada, mas quem viveu o passado sabe o quanto sofremos para produzir e escoar a safra. Por isso, posso dizer que o produtor mato-grossense é, acima de tudo, um guerreiro”, ressaltou Evandro.

Na avaliação do produtor, embora a agricultura brasileira tenha avançado significativamente nas últimas décadas, ainda há obstáculos importantes que impactam o setor, bem como maior reconhecimento da sociedade ao trabalho desenvolvido pelos produtores.

“Acredito que o que mais precisa ser reconhecido e valorizado pela sociedade é o papel do produtor rural na produção de alimentos. Muitas vezes, ainda existe uma visão equivocada de que o produtor apenas degrada o meio ambiente, quando, na realidade, fazemos justamente o contrário. Produzimos alimentos com responsabilidade e preservamos uma parte significativa das nossas propriedades, como determina a legislação. Em Mato Grosso, especialmente nas áreas do bioma Amazônico, essa preservação é ainda mais evidente. Esse compromisso com a produção e com o meio ambiente precisa ser mais conhecido e valorizado pela sociedade”, avaliou Evandro.

Neste Dia do Produtor Rural e Dia Nacional do Agricultor, a Aprosoja MT reforça seu reconhecimento aos produtores que, com trabalho, inovação e compromisso, contribuem diariamente para o desenvolvimento de Mato Grosso e do Brasil.

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Agro Mato Grosso

Legado que atravessa gerações: a história da família Giacomolli no campo

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Entre desafios, trabalho e paixão pela agricultura, pais, filhos e netos mantêm viva uma história construída há mais de cinco décadas em Mato Grosso

Toda propriedade rural guarda uma história. Algumas começam com um pedaço de terra, outras com uma oportunidade. A história da família Giacomolli começou com uma decisão que exigiu a coragem de deixar o Sul do país para recomeçar a vida em uma região onde quase tudo ainda estava por ser construído.

Mais de 50 anos depois, essa escolha continua produzindo frutos. O que antes era apenas o sonho de uma família transformou-se em um legado que hoje une três gerações em torno da paixão por produzir alimentos e dar continuidade a uma história construída com trabalho, resiliência e amor pelo campo.

Foi em 1972 que o pai de Valmor Giacomolli decidiu investir em terras no então norte de Mato Grosso. Na época, a região ainda dava os primeiros passos no desenvolvimento agrícola e oferecia poucas das facilidades encontradas atualmente.   Valmor acompanhou de perto esse processo. Ainda jovem, veio para o estado junto com a mudança da família e participou dos primeiros trabalhos na propriedade. Alguns anos depois, retornou ao Sul para se casar, mas não demorou a voltar definitivamente para Mato Grosso, onde decidiu construir sua própria trajetória.

“Meu pai veio para cá em 1972 e eu acompanhei toda essa mudança. Comecei a trabalhar nas terras com eles e, depois que casei, em 1977, voltei de vez. Nesse período consegui comprar minha própria área e começamos nossa caminhada. Não foi fácil, foi um grande sacrifício, mas valeu a pena.”

Ao lado dele estava Neusa Giacomolli, que também precisou deixar para trás a vida que conhecia para enfrentar os desafios de uma região que ainda estava sendo desbravada. Ela lembra que a decisão aconteceu ainda durante o namoro e que, apesar das dificuldades, nunca houve arrependimento.

“Foi um susto. A gente estava namorando quando surgiu a oportunidade de vir para Mato Grosso. Como ele gostou da região e nós já tínhamos planos de construir uma vida juntos, resolvemos encarar. Naquela época era muita chuva, estrada de chão, muito barro. Era de assustar, mas mesmo assim nós viemos.”

As lembranças daquele período revelam uma realidade muito diferente da atual. Estradas precárias, longas distâncias, pouca infraestrutura e inúmeras incertezas faziam parte do cotidiano dos primeiros produtores que chegaram à região. Ainda assim, desistir nunca foi uma opção.

Com o passar dos anos, o trabalho realizado pela família permitiu consolidar a propriedade e construir um ambiente em que a agricultura passou a ser muito mais do que uma atividade econômica. Foi nesse ambiente que cresceu César Anderson Giacomolli. Desde a infância, acompanhar os pais na lavoura fazia parte da rotina. Enquanto outras crianças passavam o tempo brincando, ele observava cada etapa do trabalho na fazenda, curioso para entender como tudo funcionava.

“Desde que me conheço por gente estou ligado ao agronegócio. Cresci dentro da fazenda acompanhando meus pais. Sempre admirei muito o trabalho deles e tinha aquele olhar curioso de quem queria aprender. Ver uma colheita acontecendo era algo que me encantava.”

O interesse surgiu cedo. Ainda criança, César já fazia questão de participar das atividades da propriedade e, antes mesmo da adolescência, começou a assumir pequenas responsabilidades no dia a dia da fazenda.

“Com 11 ou 12 anos eu já dirigia trator e ajudava no preparo do solo. Eu acredito que ser agricultor é uma vocação, assim como qualquer outra profissão. Desde pequeno me identifiquei com isso e hoje posso dizer, com muito orgulho, que sou agricultor.”

Mais do que ensinar o trabalho na lavoura, Valmor e Neusa transmitiram ao filho uma maneira de enxergar a atividade rural. Entre os ensinamentos que ficaram marcados, César destaca um valor que considera essencial para quem vive da agricultura: a capacidade de seguir em frente, independentemente das dificuldades.

“O que mais me marcou foi a determinação dos meus pais. Quando uma safra não era boa, eles sempre diziam que a próxima seria melhor. Esse otimismo faz parte da vida do agricultor e é isso que nos mantém firmes.”

Essa visão também influencia a forma como ele enxerga a sucessão familiar. Para César, assumir responsabilidades na propriedade nunca significou ocupar o lugar dos pais, mas continuar uma história que começou muito antes da sua geração.

“Eu estou nessa função de sucessor, mas, para mim, sucessão não significa substituir ninguém. Significa dar continuidade ao que eles construíram. Hoje nós trabalhamos juntos e seguimos construindo essa história como família.”

Valmor observa com satisfação o interesse do neto pela atividade rural e vê na terceira geração a continuidade do legado iniciado ainda na década de 1970. “Eu também nasci e me criei na roça. Hoje vejo meu neto vindo para a fazenda, gostando desse ambiente e aprendendo a trabalhar com as máquinas. Isso dá muito orgulho.”

Mais do que preservar um patrimônio, a família Giacomolli acredita que o maior legado está nos valores transmitidos entre as gerações: responsabilidade, dedicação, respeito à terra e confiança no futuro.

Por isso, César faz questão de deixar uma reflexão para os jovens que também se preparam para assumir o comando das propriedades rurais. “É importante que a nossa geração trabalhe da melhor forma possível para que as próximas também tenham condições de continuar essa história. O legado que recebemos precisa ser fortalecido todos os dias para seguir adiante.”

Cinco décadas depois da mudança que levou a família ao Mato Grosso, a propriedade continua sendo palco da mesma história iniciada por Valmor e Neusa, uma história construída com coragem para recomeçar, disposição para enfrentar os desafios do campo e a certeza de que o verdadeiro legado não está apenas na terra cultivada, mas nas pessoas preparadas para continuar cuidando dela.

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