Business
Os bastidores da liderança da soja brasileira estarão em debate em evento da Embrapa; saiba como participar

O que garante a competitividade da soja brasileira no mercado mundial? Como as mudanças climáticas, a relação comercial com a China, a logística e a agregação de valor podem influenciar o futuro da cadeia produtiva? Essas e outras questões estarão no centro do VIII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 4 e 5 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).
As inscrições são gratuitas e já estão abertas no site oficial do evento. O seminário será realizado exclusivamente de forma presencial e deve reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, agentes governamentais, especialistas, representantes da indústria e produtores rurais.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi elaborada para discutir os principais desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira.
“Nossa expectativa é debater a geopolítica e a relação comercial Brasil-China, assim como trazer foco para desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira, abordando desde o desenvolvimento de cultivares adaptadas às mudanças climáticas até soluções para os gargalos logísticos”, destaca. “Também vamos debater temáticas sobre descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da cadeia produtiva.”
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança mundial exige atenção constante à qualidade da produção.
“Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira, que é o propósito central deste seminário. Afinal, garantir um produto de alto padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor, indo muito além da simples quantidade produzida”, afirma.
O encontro é promovido pela Embrapa Soja, em parceria com a Abiove, Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Aprosoja MS, Aprosoja PR, Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema OCB e Sindirações.
Na safra 2025/26, o Brasil produziu 180 milhões de toneladas de soja em aproximadamente 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consolidando sua posição como maior produtor mundial da oleaginosa. Além da produção, o país também amplia o processamento interno, que deve alcançar 63 milhões de toneladas em 2026, de acordo com estimativas da Abiove.
O post Os bastidores da liderança da soja brasileira estarão em debate em evento da Embrapa; saiba como participar apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Novo tarifaço dos EUA entra em vigor; estimativas apontam impacto de R$ 4,6 bi no agro

Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos exportados pelo Brasil.
A medida, decorrente de investigações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), atinge diretamente cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas ao mercado norte-americano, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O impacto direto no setor produtivo é estimado em R$ 4,6 bilhões anuais. Embora negociações diplomáticas e setoriais tenham garantido a isenção de itens estratégicos de maior volume — como café e carnes bovina e suína —, a nova alíquota incide pesadamente sobre cadeias como as de etanol, madeira, derivados e bens manufaturados.
Nesta terça-feira (21), o governo brasileiro deu início a uma rodada de reuniões com entidades e representares dos setores afetados.
Assimetria regional e pressão sobre contratos
O alcance do ‘tarifaço’ varia expressivamente de acordo com a região e o segmento produtivo. Levantamento da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) aponta que até 79% das exportações gaúchas para os EUA são afetadas, evidenciando o peso da taxação sobre os estados com maior dependência de itens derivados e industrializados.
Outro entrave imediato reportado por exportadores é o fator tempo: com a medida passando a valer na data de hoje, empresas e cooperativas enfrentam prazos escassos para renegociar contratos de embarque já firmados ou ajustar margens operacionais sem repassar prejuízos.
Além da tarifa base de 25%, o setor permanece atento à investigação em curso no USTR que pode adicionar uma sobretaxa cumulativa de 12,5%, podendo elevar a taxação total para 37,5% em caso de desfecho desfavorável.
Principais focos de atenção no campo
Para conter perdas e garantir liquidez no comércio exterior, consultores e analistas de mercado ouvidos pelo Canal Rural destacam como prioridades:
- Gestão de risco e margem: Adoção imediata de travas cambiais (hedge) e revisão rigorosa das planilhas de custos de exportação.
- Readequação logística: Renegociação de rotas e contratos de frete marítimo para embarques de menor margem.
- Diversificação de destinos: Intensificação das negociações de abertura e expansão de mercado com países da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina.
O post Novo tarifaço dos EUA entra em vigor; estimativas apontam impacto de R$ 4,6 bi no agro apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Selo criado em Sorriso é reconhecido pelo Mapa e amplia visibilidade de produtores

Um projeto de certificação voltado à agricultura familiar, criado em Sorriso, foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar – no Coração de Mato Grosso passou a integrar o Programa de Promoção de Boas Práticas Agrícolas da pasta do governo federal. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 10 de julho.
Desenvolvido pela Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso), o projeto acompanha 17 agricultores familiares de Sorriso, Vera e Boa Esperança do Norte. A certificação considera critérios como gestão da propriedade, regularização documental, planejamento produtivo, boas práticas agrícolas, segurança alimentar e responsabilidade ambiental.
O reconhecimento nacional ocorre após quase dois anos de execução da iniciativa. Nesse período, o projeto passou a acompanhar 164 hectares, sendo 103 hectares destinados à produção.
Para a presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, a decisão valida o trabalho desenvolvido com os agricultores. “O reconhecimento do Ministério da Agricultura representa a validação de um trabalho construído com muita seriedade, dedicação e compromisso com o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar”.
Certificação avalia práticas adotadas no campo
Para receber o selo, os agricultores precisam atender a 27 critérios técnicos. A avaliação inclui documentos como o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), além de aspectos relacionados ao uso de insumos, gestão de riscos, higiene e preservação ambiental.
Entre as práticas avaliadas estão a separação de resíduos e a compostagem de restos da cozinha e de resíduos agrícolas. “Os critérios de responsabilidade ambiental envolvem ainda ações como separação de resíduos, compostagem doméstica (com restos da cozinha) e compostagem em leiras, que transformam resíduos agrícolas em adubo reutilizável”, explica a assistente de projetos do CAT Sorriso, Andreia Sousa.
A certificação também prevê a identificação da origem dos produtos por meio de um QR Code. O consumidor pode acessar informações sobre o agricultor, a propriedade e o sistema de produção.
O projeto é o segundo da associação reconhecido pelo Mapa. Em outubro do ano passado, o CAT Sorriso recebeu o reconhecimento pelo projeto Gente que Produz e Preserva, voltado a agricultores que produzem soja certificada pelo padrão internacional RTRS.
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Selo criado em Sorriso é reconhecido pelo Mapa e amplia visibilidade de produtores apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business
Cepea: Algodão tem baixa liquidez, mas preços seguem sustentados

O mercado brasileiro de algodão em pluma segue com baixa liquidez, refletindo o desacordo entre compradores e vendedores quanto aos preços e, em alguns casos, à qualidade dos lotes ofertados. Ainda assim, segundo o Cepea, a postura firme dos vendedores ativos, especialmente para lotes de melhor qualidade, e a necessidade pontual de compra de algumas indústrias sustentam as cotações.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com pesquisadores do Cepea, os agentes acompanham o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, processos considerados fundamentais para o cumprimento dos contratos a termo destinados aos mercados interno e externo. Pelo lado da demanda, embora o setor ainda relate ritmo moderado nas vendas de manufaturados, dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizam uma leve reação.
No fechamento de terça-feira (21), o Indicador Cepea/Esalq do algodão em pluma foi de R$ 402,37 por libra-peso, com queda de 1,42% no dia. No acumulado do mês, o indicador registra recuo de 2,41%.
O post Cepea: Algodão tem baixa liquidez, mas preços seguem sustentados apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso19 horas agoTCE-MT abre investigação sobre contrato de duplicação da BR-163
Agro Mato Grosso3 horas agoWilson Heidemann: pioneiro relembra a história que ajudou a construir Campo Novo do Parecis
Featured22 horas agoExportações de soja do Brasil devem alcançar 13,8 milhões de t em julho, projeta Anec
Business22 horas agoBrasil em rota de colisão com a maior dependência de importações de trigo da história
Sustentabilidade20 horas agoSojicultores ainda esperam por preços melhores; negócios não andam e dia é fraco para a soja
Featured23 horas agoBrasil envia 690 mil doses de vacinas para vítimas de terremotos na Venezuela
Business21 horas agoEtanol de milho amplia demanda pelo cereal e muda dinâmica do mercado no Brasil
Business23 horas agoPesquisa confirma presença da podridão salmão em lavouras de milho de Mato Grosso
















