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4 de novembro de 2026

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Memórias de uma filha de garimpeiro

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Por Jéssica Souza *

No dia 21 de julho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Garimpeiro. Para muitos, apenas uma data no calendário. Para mim, é um convite para relembrar minha história e refletir sobre a atividade que fez parte da minha vida desde a infância e que, até hoje, desperta debates, opiniões divergentes e, muitas vezes, julgamentos precipitados.

A mineração roubou um pouco do convívio com meu pai durante a infância. Morávamos em Várzea Grande, enquanto ele trabalhava no Pará. Se hoje a distância já é difícil, imagine há mais de trinta anos, quando as viagens eram longas, a comunicação era limitada e a saudade fazia parte da rotina.

Muitas datas especiais passaram sem a presença dele. Aniversários, comemorações e momentos simples do dia a dia precisavam esperar. E, quando finalmente voltava para casa, muitas vezes retornava doente, depois de enfrentar diversas malárias e tantas outras dificuldades que fazem parte da realidade de quem vive no garimpo.

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Foi assim que aprendi, ainda criança, que a vida do garimpeiro nunca foi fácil. É uma vida de renúncias, riscos, esforço e muita coragem.

Mas existe algo que sempre me chamou a atenção: a Fé.
A Fé do garimpeiro é diferente. É uma Fé que acorda cedo todos os dias acreditando que vale a pena continuar.

Sempre enxerguei nos olhos do meu pai uma esperança difícil de explicar. Não era apenas o desejo de encontrar ouro. Era a vontade de construir um futuro melhor, gerar oportunidades, criar empregos e transformar a vida de outras pessoas.

O garimpeiro enxerga possibilidades onde muitos só veem dificuldades. Vê riqueza onde outros enxergam apenas terra. Vê beleza onde muitos não conseguem perceber valor. Talvez seja justamente essa capacidade de acreditar antes de ver que move tantos homens e mulheres da mineração.

Cresci entendendo que o ouro nunca foi o maior tesouro da nossa casa. O verdadeiro tesouro sempre foi o exemplo de um homem que saía para trabalhar carregando coragem e voltava trazendo dignidade, esperança e a certeza de que desistir nunca seria uma opção.

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Hoje tenho o privilégio de acompanhar de perto essa trajetória e sinto um orgulho enorme ao olhar para tudo o que meu pai construiu. Aos poucos, ele conseguiu mudar sua própria história.

Contribuiu para transformar a mineração, ajudou a mudar a realidade de muitas famílias e mostrou que é possível crescer sem abrir mão dos valores.

Ele fez uma transição que admiro profundamente: de garimpeiro a minerador. Não apenas pelo tamanho da empresa que construiu, mas pela responsabilidade com que decidiu conduzir esse caminho.

Muitas vezes as pessoas enxergam apenas aquilo que aparece. Veem uma conquista, uma empresa, um patrimônio. Mas não enxergam as noites sem dormir, a responsabilidade de honrar salários, cumprir obrigações fiscais cada vez mais exigentes, atender às normas ambientais, investir em segurança, desenvolver projetos sociais e manter centenas de famílias dependendo diretamente daquela atividade.

Entendo quando existem críticas à mineração. Afinal, todos nós tendemos a formar opiniões sobre aquilo que não conhecemos.

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Mas também acredito que existe uma mineração que merece ser conhecida mais de perto: a mineração responsável, comprometida com as pessoas, com a legalidade, com o meio ambiente e com o desenvolvimento das comunidades.

Foi essa mineração que eu vi nascer dentro da minha própria casa.
Por isso, deixo um convite: antes de julgar, conheça. Converse com quem vive essa realidade. Visite uma operação séria. Descubra quantas vidas são sustentadas por esse trabalho.

É por isso que, neste Dia Nacional do Garimpeiro, minha homenagem vai além da figura do meu pai. Ela é dedicada a todos aqueles que enfrentam longas distâncias, deixam suas famílias, superam dificuldades e acreditam que é possível construir um futuro melhor por meio do trabalho. Porque existe, sim, um ouro que vai muito além do metal.

É o ouro que gera oportunidades. O ouro que leva dignidade às famílias. O ouro que transforma comunidades. É esse o ouro em que eu acredito. É esse o verdadeiro ouro do bem.

*Jéssica Souza – Diretora Financeira da Fomentas Mining Company

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MT Hemocentro divulga calendário de coletas externas e mutirões em Cuiabá e no interior em novembro

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Único banco de sangue público do Estado destaca estoques baixos para os tipos O- e A- e agenda abertura excepcional no dia 14

O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, realiza, no mês de novembro, coletas externas em cinco cidades do interior: Comodoro, Pedra Preta, Poconé, Pontes e Lacerda e Sapezal.

Segundo o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a unidade atende os voluntários na rua 13 de Junho, 1.055, no centro de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h.

“No sábado dia 14 de novembro, porém, abriremos de forma excepcional, das 7h30 às 12h, para receber os doadores que não conseguem vir nos dias da semana. É mais uma oportunidade para que a população da Baixada Cuiabana compareça para ajudar o próximo”, afirmou.

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A ação é fundamental para garantir que os estoques estejam abastecidos durante todo o mês de novembro para atender as demandas dos hospitais públicos de todo o Estado.

“Convido a população tanto de Cuiabá quanto do interior a participar das nossas campanhas para salvar vidas. Este ato de solidariedade também é essencial para reforçar os nossos estoques de sangue, principalmente dos tipos sanguíneos O- e A-, que estão baixos”, acrescentou o diretor.

Confira os locais de coleta:

Cuiabá

04 e 05/11 – Coleta externa no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (ISC/UFMT), na avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 2.367, no Boa Esperança;

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04/11 – Sensibilização para cadastro de medula óssea, às 8h30, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT);

05/11 – Campanha de cadastro de medula óssea, das 8h30 às 14h, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), na rua Conselheiro Benjamin Duarte Monteiro, nº 1, no Centro Político Administrativo;

06/11 – Coleta interna da Aeronáutica no MT Hemocentro;

09 a 14/11 – Coleta interna da Biomedicina do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) no MT Hemocentro;

09/11 – Sensibilização na Paiaguás Incorporadora, às 8h;

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13 e 14/11 – Coleta interna da Paiaguás Incorporadora no MT Hemocentro;

14/11 – Coleta interna no MT Hemocentro em abertura excepcional em sábado, das 7h30 às 12h;

16 a 19/11 – Coleta interna da Assembleia Legislativa (AL-MT) no MT Hemocentro;

17 a 19/11 – Coleta externa no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), na rua Orivaldo M. de Souza, no Ribeirão do Lipa;

25/11 – Coleta interna no MT Hemocentro, no Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue;

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26 e 27/11 – Coleta interna da campanha MD + Vida no MT Hemocentro;

Comodoro

10 a 12/11 – Coleta externa no Centro de Especialidades Médicas (CEM), na avenida Prefeito Valdir Masutti, nº 671, no centro, em Comodoro;

Poconé

04 e 05/11 – Coleta externa no Hospital Geral de Poconé, na rua Dom Aquino, nº 406, no centro, em Poconé;

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Pedra Preta

10 a 12/11 – Coleta externa em Unidade Básica de Saúde (UBS) na avenida Frei Servácio, nº 0001, no Jardim Urupês, em Pedra Preta;

Pontes e Lacerda

17 e 18/11 – Coleta externa no Centro de Especialidades Médicas (CEM), na avenida Bahia, nº 1.009, no centro, na lateral do Hospital Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda;

Sapezal

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24 e 26/11 – Coleta externa no Centro de Especialidades Médicas (CEM), na avenida Curimba, nº 1.950, no Jardim Ipê, em Sapezal;

Quem pode doar?

O voluntário que quiser doar sangue precisa apresentar um documento oficial com foto, pesar 50kg ou mais, estar em bom estado de saúde e ter feito uma refeição equilibrada. Recomenda-se que o doador esteja bem alimentado para efetuar a doação.

Podem doar pessoas com idade entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Quem tem entre 60 e 69 anos só poderá doar sangue se já tiver doado antes dos 60 anos.

Doadores voluntários regulares poderão continuar doando sangue após os 70 anos, desde que tenham realizado duas doações nos últimos 12 meses, estejam saudáveis e sejam considerados aptos após avaliação médica do MT Hemocentro.

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Os adolescentes de 16 e 17 anos devem levar uma autorização dos pais ou do responsável legal para fazer a doação.

Em um período de 12 meses, homens podem doar até quatro vezes. Já as mulheres podem fazer até três doações no mesmo período. São coletados cerca de 450 ml de sangue por doação e recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool antes e depois da doação.

Serviço

O MT Hemocentro atende os voluntários na Rua 13 de Junho, 1.055, no centro de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. Para agendar a doação de sangue basta acessar o Sistema de Agendamento. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem), ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, o MT Hemocentro dá um comprovante de comparecimento e, para quem efetuou a doação de sangue, é entregue o atestado de doação de sangue para justificar a ausência no trabalho.

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Morador de Cuiabá morre aos 22 anos na guerra da Ucrânia após aceitar última missão antes de voltar ao Brasil

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Apaixonado pela carreira militar desde a infância, Endrick havia comprado a passagem de volta antes de participar da operação.

O brasileiro Endrick Lima Gonçalves, de 22 anos, que morou em Cuiabá antes de viajar para a Ucrânia, morreu durante uma operação militar na guerra contra a Rússia. Natural de Tucuruí, no Pará, o jovem havia decidido encerrar sua participação no conflito e já tinha comprado uma passagem para retornar ao Brasil.

Em entrevista ao O LIVRE, familiares do jovem, que preferiram não se identificar, relataram que Endrick morreu após pisar em uma mina terrestre durante uma missão de resgate na linha de frente. A operação teria ocorrido no dia 30 de outubro.

Segundo a família, o jovem demonstrava interesse pela carreira militar desde a infância. Ao atingir a idade necessária, ingressou no serviço militar em Tucuruí, onde teve sua primeira experiência nas Forças Armadas brasileiras.

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Após deixar o Exército, Endrick passou por diferentes cidades brasileiras, incluindo Cuiabá e Goiânia, onde trabalhou em empresas privadas. Apesar das oportunidades profissionais, manteve o desejo de seguir uma trajetória ligada à atividade militar.

Foi essa motivação, segundo os familiares, que o levou a viajar para a Ucrânia. A decisão foi tomada por iniciativa própria e comunicada à maior parte da família quando ele já estava embarcando.

“Ele sempre gostou da vida militar. O sonho dele era seguir carreira com isso”, contou um familiar.

A família também fez questão de esclarecer que a viagem não foi motivada por dificuldades financeiras, contrariando informações que, segundo os parentes, têm circulado nas redes sociais.

“Ele não foi por motivo financeiro, porque tinha uma condição financeira boa. Foi realmente pela paixão que sentia pela vida militar”, afirmou.

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A última missão

Na Ucrânia, Endrick passou por treinamento militar e, conforme o relato familiar, atuou como instrutor de tiro, além de participar de diferentes operações.

Recentemente, havia comunicado sua intenção de deixar o batalhão e retornar ao Brasil. A passagem já estava comprada quando surgiu uma última convocação: participar de uma missão de resgate de soldados que, segundo as informações recebidas pela família, haviam sido capturados.

Endrick aceitou participar da operação.

De acordo com o relato dos parentes, o grupo foi atacado por um drone durante a missão. Alguns integrantes ficaram gravemente feridos e, na tentativa de deixar a área atingida, Endrick teria pisado em uma mina terrestre.

A explosão provocou sua morte.

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Inicialmente, a família recebeu a informação de que o jovem estava desaparecido. Somente nos dias seguintes, após contatos com integrantes do batalhão, os parentes foram informados de que ele havia morrido.

Segundo o relato recebido pela família, Endrick foi o único integrante do grupo que não sobreviveu à operação.

Família busca respostas e informações sobre o corpo

Os familiares ainda tentam esclarecer as circunstâncias da morte e obter informações sobre os procedimentos necessários para a recuperação e eventual traslado do corpo ao Brasil.

A distância, a diferença de fuso horário e as dificuldades de comunicação com militares que permanecem na região de combate têm tornado o processo mais difícil.

A família também demonstra consternação pelo fato de a morte ter ocorrido justamente quando Endrick se preparava para deixar a guerra.

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“Na mesma semana em que ele decide deixar o Exército, vai para uma missão e é a única baixa do pelotão”, lamentou um familiar.

Os parentes aguardam informações mais detalhadas das autoridades militares ucranianas. Até o momento, as circunstâncias específicas da operação foram relatadas pela família e não foram confirmadas de forma independente.

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Polícia Penal apreende eletrônicos e bebida alcoólica em depósito da PCE em Cuiabá

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A Polícia Penal apreendeu 40 fontes de carregadores, 58 cabos USB, quatro carregadores portáteis (powerbanks) e quatro litros de bebidas alcoólicas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, na terça-feira (3.11).

Os materiais foram encontrados por volta das 13h, no depósito de produtos de higiene e limpeza da unidade. A localização ocorreu após servidores receberem informações de que pessoas privadas de liberdade estariam escondendo equipamentos eletrônicos no espaço.

A responsável pelo setor de Manutenção, acompanhada de outros servidores, verificou o depósito e encontrou os itens dentro de caixas de produtos de limpeza.

O material foi recolhido e encaminhado ao Núcleo de Inteligência da penitenciária, responsável pela guarda dos itens e pelas providências cabíveis.

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A apreensão faz parte dos procedimentos de fiscalização da unidade, que buscam impedir a entrada e a circulação de materiais não autorizados no presídio.

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