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Memórias de uma filha de garimpeiro

Por Jéssica Souza *
No dia 21 de julho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Garimpeiro. Para muitos, apenas uma data no calendário. Para mim, é um convite para relembrar minha história e refletir sobre a atividade que fez parte da minha vida desde a infância e que, até hoje, desperta debates, opiniões divergentes e, muitas vezes, julgamentos precipitados.
A mineração roubou um pouco do convívio com meu pai durante a infância. Morávamos em Várzea Grande, enquanto ele trabalhava no Pará. Se hoje a distância já é difícil, imagine há mais de trinta anos, quando as viagens eram longas, a comunicação era limitada e a saudade fazia parte da rotina.
Muitas datas especiais passaram sem a presença dele. Aniversários, comemorações e momentos simples do dia a dia precisavam esperar. E, quando finalmente voltava para casa, muitas vezes retornava doente, depois de enfrentar diversas malárias e tantas outras dificuldades que fazem parte da realidade de quem vive no garimpo.
Foi assim que aprendi, ainda criança, que a vida do garimpeiro nunca foi fácil. É uma vida de renúncias, riscos, esforço e muita coragem.
Mas existe algo que sempre me chamou a atenção: a Fé.
A Fé do garimpeiro é diferente. É uma Fé que acorda cedo todos os dias acreditando que vale a pena continuar.
Sempre enxerguei nos olhos do meu pai uma esperança difícil de explicar. Não era apenas o desejo de encontrar ouro. Era a vontade de construir um futuro melhor, gerar oportunidades, criar empregos e transformar a vida de outras pessoas.
O garimpeiro enxerga possibilidades onde muitos só veem dificuldades. Vê riqueza onde outros enxergam apenas terra. Vê beleza onde muitos não conseguem perceber valor. Talvez seja justamente essa capacidade de acreditar antes de ver que move tantos homens e mulheres da mineração.
Cresci entendendo que o ouro nunca foi o maior tesouro da nossa casa. O verdadeiro tesouro sempre foi o exemplo de um homem que saía para trabalhar carregando coragem e voltava trazendo dignidade, esperança e a certeza de que desistir nunca seria uma opção.
Hoje tenho o privilégio de acompanhar de perto essa trajetória e sinto um orgulho enorme ao olhar para tudo o que meu pai construiu. Aos poucos, ele conseguiu mudar sua própria história.
Contribuiu para transformar a mineração, ajudou a mudar a realidade de muitas famílias e mostrou que é possível crescer sem abrir mão dos valores.
Ele fez uma transição que admiro profundamente: de garimpeiro a minerador. Não apenas pelo tamanho da empresa que construiu, mas pela responsabilidade com que decidiu conduzir esse caminho.
Muitas vezes as pessoas enxergam apenas aquilo que aparece. Veem uma conquista, uma empresa, um patrimônio. Mas não enxergam as noites sem dormir, a responsabilidade de honrar salários, cumprir obrigações fiscais cada vez mais exigentes, atender às normas ambientais, investir em segurança, desenvolver projetos sociais e manter centenas de famílias dependendo diretamente daquela atividade.
Entendo quando existem críticas à mineração. Afinal, todos nós tendemos a formar opiniões sobre aquilo que não conhecemos.
Mas também acredito que existe uma mineração que merece ser conhecida mais de perto: a mineração responsável, comprometida com as pessoas, com a legalidade, com o meio ambiente e com o desenvolvimento das comunidades.
Foi essa mineração que eu vi nascer dentro da minha própria casa.
Por isso, deixo um convite: antes de julgar, conheça. Converse com quem vive essa realidade. Visite uma operação séria. Descubra quantas vidas são sustentadas por esse trabalho.
É por isso que, neste Dia Nacional do Garimpeiro, minha homenagem vai além da figura do meu pai. Ela é dedicada a todos aqueles que enfrentam longas distâncias, deixam suas famílias, superam dificuldades e acreditam que é possível construir um futuro melhor por meio do trabalho. Porque existe, sim, um ouro que vai muito além do metal.
É o ouro que gera oportunidades. O ouro que leva dignidade às famílias. O ouro que transforma comunidades. É esse o ouro em que eu acredito. É esse o verdadeiro ouro do bem.
*Jéssica Souza – Diretora Financeira da Fomentas Mining Company
Agro Mato Grosso
Caminhoneiro é preso com documento falso para carregar soja em MT

Polícia foi acionada depois que o responsável pela propriedade identificou irregularidades na documentação apresentada pelo motorista para realizar o carregamento.
Um motorista de caminhão, de 64 anos, foi preso em flagrante nesta terça-feira (15), em Guiratinga, a 334 km de Cuiabá, suspeito de usar uma ordem de carregamento falsa para retirar uma carga de soja avaliada em R$ 109,9 mil de uma propriedade rural. Segundo a Polícia Civil, a carga foi recuperada integralmente e devolvida ao responsável.
A polícia foi acionada depois que o responsável pela propriedade identificou irregularidades na documentação apresentada pelo motorista para realizar o carregamento.
Durante a checagem, os policiais constataram que a ordem de carregamento era falsa. O documento apresentava inconsistências e o código de verificação informado não existia.
A equipe também entrou em contato com a empresa responsável pelo transporte, que confirmou não ter autorizado o carregamento da soja.
Diante da suspeita de fraude, o caminhão e o celular utilizado pelo motorista foram apreendidos. Durante a ação, os policiais localizaram a carga, que foi recuperada e posteriormente devolvida ao responsável pela propriedade.
O motorista foi levado para a Delegacia de Guiratinga, onde foi preso em flagrante. As investigações continuam para apurar a possível participação de outras pessoas na fraude e esclarecer a atuação de cada envolvido.
Agro Mato Grosso
Servidor Público de 21 anos morre após acidente entre carro e carreta na BR-163 em MT

Werick Santana da Silva Igreja estava internado em Cuiabá desde terça-feira (15), quando sofreu o acidente entre Jangada e Rosário Oeste.
Um servidor público de 21 anos morreu após um acidente entre um carro e uma carreta na BR-163, entre Jangada e Rosário Oeste, na terça-feira (15). A vítima foi identificada como Werick Santana da Silva Igreja.
O acidente aconteceu no km 534 da rodovia, no sentido Sinop. Segundo a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o carro em que Werick estava se envolveu na batida com uma carreta.
A vítima foi socorrida pela equipe da concessionária Rota Oeste e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) às 7h57 de terça-feira. Ele ficou internado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 5h10 desta quarta-feira (16).
As circunstâncias do acidente são investigadas.
Servidor público
Werick era servidor público municipal de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá. Em nota, a prefeitura lamentou a morte e informou que presta suporte à família.
“Aos familiares, nossos mais sinceros sentimentos. Werikc deixa sua contribuição e dedicação ao serviço público, além das boas lembranças construídas ao longo de sua trajetória. Que as lembranças de sua bondade, de seu sorriso e de sua dedicação sirvam de consolo neste momento tão difícil”, diz trecho da nota.
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Bombeiros socorrem homem após carro bater em poste em Alta Floresta

Condutor estava consciente dentro do veículo e recebeu atendimento pré-hospitalar antes de ser encaminhado ao Hospital Regional
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na noite desta terça-feira (15.9), um homem envolvido em um acidente de trânsito, em Alta Floresta (a 837 km de Cuiabá).
A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada, por volta de 22h41, para uma ocorrência de uma colisão de um automóvel em um poste de iluminação, no bairro Universitário.
No local, os bombeiros encontraram o condutor no interior do veículo, consciente e sem o cinto de segurança. A vítima recebeu atendimento pré-hospitalar, com imobilização da coluna cervical e monitoramento dos sinais vitais.
Logo após, os bombeiros encaminharam a vítima para o Hospital Regional para os demais procedimentos médicos. Não há informações sobre as causas do acidente.
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