Sustentabilidade
O papel do sojicultor vai além de proteger sua lavoura: o combate aos incêndios é essencial para preservar as florestas

Na última sexta-feira (17), quando foi celebrado o Dia de Proteção às Florestas, produtores rurais reforçaram a importância das medidas preventivas para evitar incêndios durante o período de estiagem. Em estados como Mato Grosso, onde a produção agrícola convive com áreas de vegetação nativa dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o combate ao fogo começa antes mesmo do surgimento das chamas.
Além dos impactos ambientais, os incêndios representam um risco direto para as lavouras de soja. O fogo pode destruir a palhada que protege o solo, comprometer sua fertilidade, danificar máquinas, cercas e outras estruturas, além de reduzir o potencial produtivo da safra seguinte. A fumaça e o avanço das chamas também colocam em risco propriedades rurais e comunidades próximas.
Segundo o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso (Aprosoja MT), Nathan Belusso, cerca de 60% do território mato-grossense permanece coberto por vegetação nativa e aproximadamente metade dessa área está localizada dentro de propriedades privadas. De acordo com ele, os produtores realizam monitoramento constante, manutenção de aceiros e mantêm equipamentos preparados para responder rapidamente a focos de incêndio.
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Ele afirma que, durante os quatro ou cinco meses de seca, caracterizados por baixa umidade e temperaturas elevadas, os produtores costumam ser os primeiros a atuar no combate ao fogo, protegendo tanto as áreas de preservação quanto às lavouras de soja e milho.
A produtora rural e delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT em Sorriso, Aline Beledelli, destacou que a preservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e das Reservas Legais faz parte da rotina das propriedades. Segundo ela, durante a estiagem, produtores mantêm caminhões-pipa abastecidos, equipamentos prontos para uso e grupos de comunicação entre vizinhos para agilizar o combate aos incêndios sempre que um foco é identificado.
A Aprosoja MT destaca que a preservação ambiental está diretamente ligada à sustentabilidade da produção agrícola. A manutenção das florestas contribui para a conservação dos recursos hídricos, do equilíbrio climático, da biodiversidade e das condições necessárias para o desenvolvimento das lavouras de soja.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) também reforça que a prevenção é a principal ferramenta para reduzir a ocorrência de incêndios florestais durante a estação seca. A corporação orienta produtores e a população a evitar queimadas irregulares, manterem aceiros em boas condições e comunicar imediatamente qualquer foco de incêndio, permitindo uma resposta mais rápida e reduzindo os riscos para as florestas, propriedades rurais e áreas agrícolas.
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Demanda por farelo impulsiona cotações no BR e nos EUA – MAIS SOJA

O aumento da demanda global por farelo de soja impulsionou as negociações do derivado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, aponta do Cepea. No mercado brasileiro, a maior disputa entre compradores externos e domésticos elevou os prêmios de exportação e os preços FOB, refletindo diretamente na elevação dos valores internos.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário também sustentou as cotações da soja em grão, embora o aumento da oferta mundial tenha limitado ganhos mais expressivos.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a valorização do farelo é sustentada, em grande parte, pelas perspectivas de crescimento da demanda mundial pelo derivado. Embora a Argentina permaneça como a principal exportadora mundial de derivados de soja, o USDA destaca o avanço das exportações de farelo do Brasil e dos Estados Unidos.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Demanda por farelo sustenta preços da soja no Brasil e nos EUA, diz Cepea

O aumento da demanda global por farelo de soja fortaleceu as negociações do derivado no Brasil e nos Estados Unidos, segundo o Cepea. No mercado brasileiro, a maior concorrência entre compradores do mercado interno e externo impulsionou os prêmios de exportação e os preços FOB, refletindo na valorização da soja no mercado doméstico.
De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento também deu sustentação às cotações da soja em grão, embora a maior oferta mundial tenha limitado avanços mais expressivos nos preços.
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O Cepea destaca ainda que a valorização do farelo é sustentada, principalmente, pela perspectiva de crescimento da demanda global pelo derivado. Apesar de a Argentina seguir como a principal exportadora mundial de derivados de soja, o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês) aponta que Brasil e Estados Unidos vêm ampliando suas exportações de farelo.
No indicador Cepea/Esalq Paranaguá, a saca de 60 quilos encerrou a sexta-feira (17) cotada a R$ 141,02, alta de 0,31% no dia e de 5,57% no acumulado de julho. No indicador Cepea/Esalq Paraná, a cotação fechou em R$ 134,11 por saca, avanço de 0,13% no dia e de 5,24% no mês.
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Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Preços variam entre as regiões produtoras – MAIS SOJA

Os preços do milho apresentam comportamentos distintos entre as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, os valores subiram em algumas regiões, influenciados pela retração de alguns vendedores e pelo início ainda lento da colheita da segunda safra, enquanto recuaram nas áreas produtoras, com o avanço das atividades de campo.
Pesquisadores do Cepea destacam que, de modo geral, parte dos consumidores segue atenta às oportunidades de negócios, enquanto outros estiveram mais ativos no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques confortáveis. Esses compradores, contudo, ainda esperam um aumento da disponibilidade do cereal nas próximas semanas e a consequente queda nos preços domésticos. Já vendedores paulistas, por sua vez, estão retraídos, aguardando o avanço da colheita para negociar volumes maiores.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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