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20 de julho de 2026

Sustentabilidade

Consultor aponta avanço da área de soja, algodão e feijão, enquanto trigo, arroz e milho de verão devem perder espaço

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A intenção de plantio para a safra 2026/27 aponta crescimento da área destinada à soja, algodão e feijão no Brasil, enquanto culturas como trigo, arroz e milho de verão devem perder espaço. As projeções fazem parte do levantamento divulgado pela Safras & Mercado, que destaca o impacto dos custos de produção, do acesso ao crédito e das incertezas climáticas nas decisões dos produtores.

Para a soja, a consultoria estima aumento de 1,2% na área cultivada, alcançando 49,107 milhões de hectares. A expansão deve ser puxada principalmente pelo Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso. A produção é projetada em 180,089 milhões de toneladas, desde que o clima permaneça favorável.

No milho, o cenário é misto. A área da safra de verão no Centro-Sul deve recuar 1,3%, pressionada pela maior competitividade da soja e pelas dificuldades de crédito. Em contrapartida, a segunda safra deve crescer 0,3%, elevando a produção nacional para um potencial de 144,956 milhões de toneladas.

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O algodão apresenta perspectiva positiva, com expansão estimada de 2,5% na área plantada, para 2,05 milhões de hectares. A melhora da rentabilidade, impulsionada pela recuperação das cotações internacionais, favorece o interesse dos produtores, especialmente na Bahia.

Já o trigo deve registrar a maior retração entre as principais culturas. A área plantada pode cair 20%, para 1,905 milhão de hectares, refletindo o aumento dos custos, a piora da relação de troca e as dificuldades de acesso ao crédito. A produção potencial foi estimada em 5,855 milhões de toneladas.

No feijão, a área cultivada deve avançar 5,36%, chegando a 2,656 milhões de hectares. Apesar da expansão, a produção pode recuar 3,55%, devido à expectativa de menor produtividade provocada por riscos climáticos e restrições no investimento em tecnologia.

Para o arroz, a Safras & Mercado projeta redução de 5% na área plantada, para 1,429 milhão de hectares, com produção estimada em 9,95 milhões de toneladas. Segundo a consultoria, a cautela dos produtores diante dos custos elevados e das incertezas climáticas deve limitar a expansão da cultura na próxima temporada.

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Sustentabilidade

Chuvas que ultrapassam 150 mm e temperaturas de até 40°C: como fica o tempo no fim de julho e começo de agosto?

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Pexels | Branden Stephenson

A atuação de um rio atmosférico entre esta segunda-feira (20) e terça-feira (21) mantém o alerta para temporais no Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul. A previsão indica chuva intensa e persistente, com acumulados que podem ultrapassar 150 milímetros em diversas áreas produtoras de soja do estado, além de atingir Santa Catarina e o centro-sul do Paraná.

A tendência é que as chuvas continuem acima da média até o fim de julho. Após uma breve redução da instabilidade entre quinta-feira e o próximo fim de semana, uma nova frente de chuva deve atingir o Rio Grande do Sul na semana do dia 26, novamente com volumes expressivos. Além da precipitação intensa, há previsão de rajadas de vento que podem superar 100 km/h em algumas localidades.

Enquanto isso, o bloqueio atmosférico segue predominando sobre o Brasil Central, favorecendo o tempo firme e permitindo o avanço dos trabalhos agrícolas. As temperaturas permanecem elevadas, enquanto as chuvas seguem irregulares nas regiões Norte e Nordeste.

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Entre quarta-feira e quinta-feira, a atenção se volta para áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde são esperados acumulados entre 30 e 40 milímetros. As precipitações devem contribuir para reduzir o calor e recompor a umidade do solo, mas podem provocar interrupções temporárias nas operações em campo.

No início de agosto, a previsão indica o retorno do tempo seco em grande parte do Brasil Central. As temperaturas voltam a subir e as máximas podem superar 38°C em áreas do interior de São Paulo e da região do Matopiba, com municípios registrando valores próximos de 40°C.

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Sustentabilidade

Soja sobe em Chicago com demanda chinesa e preocupações com o clima nos EUA – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Sinais de demanda aquecida por parte da China pelo produto americano e preocupações com as projeções de clima seco e temperaturas elevadas nos próximos dias nos Estados Unidos garantiram os bons ganhos na abertura da semana.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27. outra venda de 110.000 toneladas para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27, também foi anunciada.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 296.972 toneladas na semana encerrada no dia 16 de julho. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 447.990 toneladas.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China sobiram 20,6% em junho ante o ano anterior. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 1,27 milhão de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos em junho, ante 1,6 milhão em igual mês de 2025, segundo a Administração Geral da Alfândega. No acumulado do ano, são 9,31 milhões de toneladas importadas, 42,4% inferior a igual período do ano passado.

Do Brasil, foram importadas 12,08 milhões de toneladas em junho, ganho de 13,7% frente ao ano passado. No acumulado do ano, são 34,75 milhões de toneladas importadas, 9,1% superior a igual período do ano passado.

No final da tarde, as atenções se voltam para os dados do USDA para as condições das lavouras americanas. Os agentes avaliam se o recente comportamento do clima teria impactado sobrem o desenvolvimento da soja no cinturão produtor americano.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,78%, a US$ 12,26 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 12,26 1/4 por bushel, com elevação de 23,25 centavos de dólar ou 1,93%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 3,30 ou 1,03% a US$ 323,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 74,68 centavos de dólar, com perda de 0,13 centavo ou 0,17%.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Exportações de soja do Brasil avançam em julho; dados são da Secex

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Foto: Governo Federal

As exportações brasileiras de soja em grão somaram 7,539 milhões de toneladas nos primeiros 13 dias úteis de julho, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (20) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

No período, os embarques renderam US$ 3,303 bilhões, com média diária de US$ 254,123 milhões. O volume médio exportado foi de 579,983 mil toneladas por dia útil.

O preço médio da soja exportada ficou em US$ 438,20 por tonelada.

Na comparação com o mesmo período de julho de 2025, a receita média diária apresentou crescimento de 16,9%. O volume embarcado aumentou 8,8%, enquanto o preço médio da tonelada registrou alta de 7,4%.

Os dados refletem o desempenho das exportações brasileiras de soja ao longo da primeira quinzena de julho e reforçam o ritmo dos embarques da safra nacional ao mercado internacional.

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