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16 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Bayer e RAGT apostam em trigo híbrido

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Acordo prevê lançamento comercial no início dos anos 2030 e ganho inicial de produtividade de 10%

A Bayer firmou um acordo exclusivo de licenciamento com a francesa RAGT para ampliar o desenvolvimento e a comercialização de sementes de trigo híbrido. A empresa planeja lançar os materiais na Europa e na América do Norte no início dos anos 2030. A estratégia combina germoplasma da RAGT, ferramentas de melhoramento de precisão e a experiência da Bayer em cereais.

O acordo concede à Bayer acesso amplo a germoplasma de trigo adaptado aos ambientes europeus. A companhia pretende usar esse material em seu programa de pesquisa e desenvolvimento de híbridos. O objetivo envolve a criação de cultivares com maior produtividade, estabilidade e tolerância a condições adversas.

Inverno e primavera

Na Europa, o programa terá foco no trigo de inverno. Na América do Norte, a Bayer planeja trabalhar com trigo de primavera e de inverno. A operação norte-americana aproveitará a estrutura da marca WestBred. Segundo a empresa, o material genético disponível apresenta potencial de adaptação a mais de 80% da área cultivada com trigo nos dois mercados.

A Bayer projeta aumento inicial de 10% na produção em comparação com cultivares convencionais de polinização aberta. A companhia também prevê ganhos adicionais de rendimento após a introdução da tecnologia. O avanço dependerá do processo de melhoramento e da seleção de novos híbridos.

Conforme informações da Bayer, os híbridos podem apresentar sistema radicular mais desenvolvido e crescimento inicial mais rápido. Essas características favorecem o estabelecimento da lavoura diante de fatores externos. A empresa também aponta potencial para maior tolerância a doenças, plantas daninhas e pragas, além de resiliência à seca e ao calor.

Tecnologias integradas

Além do germoplasma, a Bayer pretende integrar tecnologias de produção de sementes, ferramentas digitais, conhecimento agronômico e seu portfólio de proteção de cultivos. A empresa busca formar um sistema de produção de trigo com atuação desde o melhoramento até o manejo da lavoura.

A empresa estima receita anual de até 1 bilhão de euros com o trigo híbrido em meados da década de 2040, pouco mais de dez anos após o lançamento comercial. A projeção integra os planos de expansão do portfólio agrícola da Bayer.

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Agro Mato Grosso

Tarifaço de Trump: 94% das exportações de MT ficam fora da nova taxação

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tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras deve ter impacto limitado em Mato Grosso. Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) aponta que 93,85% dos produtos exportados pelo estado ao mercado norte-americano em 2026 ficaram de fora da nova cobrança por estarem na lista de exceções do governo dos Estados Unidos. Enquanto isso, no Brasil apenas 45,9% da pauta exportadora continua livre da nova tarifa.

Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação da tarifa. A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que “várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”. Os argumentos utilizados pelo USTR para a aplicação do tarifaço envolvem o PIX, ações do STF contra as big techs, proteção inadequada à propriedade intelectual e desmatamento.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

Quais produtos ficaram isentos

Segundo o estudo da Fiemt, Mato Grosso exportou US$ 209,57 milhões para os Estados Unidos neste ano. Desse total, cerca de US$ 196,69 milhões continuam isentos da tarifa adicional. Apenas US$ 12,77 milhões, o equivalente a 6,09% das exportações, estão sujeitos à nova taxa.

Entre os principais produtos exportados por Mato Grosso que permaneceram fora da nova tarifa estão:

  • carne bovina;
  • ouro;
  • madeira serrada;
  • madeira beneficiada classificada na NCM 4409.22.

 

Quais produtos serão afetados

 

Em Mato Grosso, os produtos classificados na NCM 4418, que reúne madeiras com maior grau de beneficiamento, ficaram fora da lista de exceções. Embora representem uma parcela menor das exportações do estado, esses itens têm maior valor agregado, o que pode reduzir a competitividade das empresas do setor. A Fiemt aponta que a maior parte das exportações de Mato Grosso atingidas pela tarifa está concentrada em dois produtos: sebo bovino e gelatinas e seus derivados.

Juntos, eles representam 97,3% do valor das exportações estaduais sujeitas à nova cobrança. O levantamento estima cerca de US$ 10,7 milhões em exportações de sebo bovino e US$ 1,72 milhão em gelatinas e derivados.

Apesar da forte dependência do mercado norte-americano, principalmente no caso do sebo bovino, a entidade avalia que a presença de compradores em países como Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Argentina, Reino Unido, México e Austrália pode reduzir os impactos sobre o setor.

Segundo o coordenador de Internacionalização da Fiemt, Antonio Lorenzzi, Antonio Lorenzzi alertou que, embora representem uma parcela pequena das exportações do estado, o sebo bovino, as gelatinas e parte da madeira beneficiada têm peso na balança comercial de Mato Grosso e podem ser impactados pela nova tarifa.

“É preciso acompanhar de perto produtos como o sebo bovino, as gelatinas e parte da madeira beneficiada, especialmente os itens de maior valor agregado. Esses produtos têm relevância para a balança comercial de Mato Grosso e passarão a pagar a tarifa adicional de 25%”, afirmou.

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Aprosoja MT amplia atuação em defesa do produtor e fortalece representatividade

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Missão internacional, avanço contra a Moratória da Soja, formação de lideranças e participação em eventos marcaram os seis primeiros meses do ano

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) intensificou, ao longo do primeiro semestre de 2026, as ações voltadas à defesa dos produtores rurais, ao fortalecimento institucional e à aproximação com a sociedade. Entre janeiro e junho, a entidade atuou em pautas estratégicas para o agronegócio, promoveu iniciativas de formação de lideranças, ampliou o diálogo com representantes nacionais e internacionais e participou de eventos que contribuíram para fortalecer a imagem da agricultura mato-grossense dentro e fora do Brasil.

O período foi marcado por importantes conquistas para o setor produtivo, como o início dos efeitos da Lei nº 12.709/2024, considerada uma das principais vitórias institucionais da entidade nos últimos anos. Além disso, a Aprosoja MT promoveu ações de comunicação internacional, participou de discussões sobre logística, mercado, sustentabilidade e crédito rural, além de reforçar a presença dos produtores rurais em debates fundamentais para o futuro da agricultura.

Uma das principais conquistas do semestre foi a entrada em vigor dos efeitos da Lei nº 12.709/2024, que estabelece critérios para a concessão de incentivos fiscais e de terrenos públicos a empresas que participem de acordos privados restritivos à produção agrícola, nos moldes da Moratória da Soja. A medida passou a valer em 1º de janeiro de 2026 e representa o resultado de anos de mobilização da Aprosoja MT em defesa dos produtores rurais mato-grossenses.

A legislação trouxe maior segurança aos agricultores e aos municípios impactados pela Moratória da Soja, reforçando a defesa da livre iniciativa e do cumprimento da legislação ambiental brasileira como parâmetro para a produção agrícola.

A atuação institucional da entidade também se destacou em agendas nacionais voltadas ao fortalecimento do agronegócio. Em Brasília, a Aprosoja MT participou do 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), que reuniu lideranças e especialistas para discutir temas como logística, competitividade, segurança alimentar e sustentabilidade.

A entidade também esteve presente em reuniões e debates relacionados ao endividamento rural, políticas públicas e mercado agrícola, reforçando sua atuação na defesa dos interesses dos produtores mato-grossenses.

O primeiro semestre também foi marcado pelo fortalecimento da presença internacional da Aprosoja MT. Em fevereiro, a entidade promoveu a Missão Internacional de Jornalistas, recebendo profissionais da Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e Reino Unido para uma imersão na realidade da agricultura de Mato Grosso.

Durante seis dias, os jornalistas percorreram aproximadamente 1.200 quilômetros pelo estado, visitando propriedades rurais, centros de pesquisa, agroindústrias e comunidades indígenas. A iniciativa permitiu apresentar, na prática, os sistemas produtivos, as tecnologias utilizadas no campo e as ações de sustentabilidade desenvolvidas pelos produtores rurais.

Ao avaliar a importância da Missão Internacional de Jornalistas, o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, destacou que a iniciativa permitiu apresentar a realidade da produção agrícola mato-grossense diretamente aos profissionais responsáveis por comunicar o agro para diferentes países.

“Mostramos para eles in loco como é a produção no estado do Mato Grosso. É uma produção sustentável, que preserva o meio ambiente. Aqui na nossa capital, nos escritórios da Aprosoja MT, nós conseguimos mostrar para eles como funciona a nossa associação e no interior também mostramos as fazendas, onde são produzidos os grãos. Eles conseguiram ter uma visão geral de como é a produção hoje no estado, mostrando principalmente a sustentabilidade”, destacou.

Ainda no cenário internacional, a Aprosoja MT participou de uma conferência realizada em Xangai, na China, onde acompanhou o lançamento do Guia para a Cadeia de Suprimento Sustentável de Soja Brasil-China. Após contribuições técnicas apresentadas pela entidade durante a elaboração do documento, o texto final passou a reconhecer a legislação brasileira como principal referência para avaliação da sustentabilidade da produção agrícola nacional, além de incluir o Programa Soja Legal como exemplo de boas práticas.

As ações internacionais reforçaram o compromisso da entidade em ampliar o diálogo com mercados estratégicos e levar informações técnicas sobre a agricultura brasileira aos principais centros de discussão global.

Outro destaque do semestre foi a realização da Academia de Liderança, programa desenvolvido pela Aprosoja MT para formar novas lideranças e ampliar a participação dos produtores rurais nos debates que impactam o setor.

Ao longo dos módulos, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre comunicação institucional, relacionamento com a imprensa, oratória, relações governamentais e logística. A programação incluiu visitas a veículos de comunicação, agendas em Brasília com representantes dos Poderes Legislativo e Executivo e encontros com instituições ligadas à pesquisa e à representação do setor agropecuário.

Para Bertuol, a Academia de Liderança é uma das iniciativas que mais contribuem para aproximar os produtores da entidade e fortalecer a representatividade do setor.

“Quando o produtor percebe que a entidade gera conhecimento, representa seus interesses e entrega resultados concretos, ele tende a participar de forma mais ativa. Posso citar minha experiência pessoal. Há cinco anos, tive o prazer de participar da Academia e entender melhor o papel da entidade junto ao produtor, o que me aproximou ainda mais da instituição. Assim, consegui exercer melhor meu papel de delegado na minha região e, posteriormente, assumir a diretoria administrativa da entidade. Esse engajamento fortalece a base associativa e faz com que os eventos tenham participação crescente e cada vez mais qualificada”, disse.

O ciclo foi concluído em São Paulo, onde os participantes conheceram estruturas estratégicas para o escoamento da produção agrícola, incluindo o Porto de Santos e terminais logísticos ligados ao comércio exterior.

A conexão entre o campo e a população também esteve entre as prioridades da entidade durante o semestre. Uma das principais iniciativas foi a participação da Casa do Agro Brasileiro nas maiores feiras agropecuárias de Mato Grosso.

O projeto esteve presente na Farm Show, em Primavera do Leste; na Show Safra, em Lucas do Rio Verde; na Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis; e na Norte Show, em Sinop. Ao longo do circuito, mais de 17 mil visitantes passaram pelo espaço, que apresentou de forma interativa a importância da soja e do milho para a alimentação, a indústria e o cotidiano da população.

Segundo Diego Bertuol, a participação da Aprosoja MT em feiras e eventos é uma oportunidade para aproximar a população urbana da realidade da produção agrícola e demonstrar a presença da soja e do milho no cotidiano dos brasileiros.

“Mato Grosso é o maior produtor de soja e milho do Brasil e nós vemos que muitas pessoas se perguntam onde consomem a soja e o milho no dia a dia. Então, a Aprosoja MT participou das principais feiras do estado, com o intuito de mostrar no nosso estande que as pessoas estão consumindo os grãos no próprio chocolate, na alimentação e até em cosméticos”, enfatizou.

A Aprosoja MT também participou da 12ª edição do Dia de Negócios e Tecnologias (Dinetec), em Canarana. Durante o evento, produtores rurais e visitantes puderam conhecer as ações desenvolvidas pela entidade e os projetos conduzidos pelas diferentes comissões temáticas.

Além das ações próprias, a entidade marcou presença em importantes eventos do setor agropecuário. Entre eles, a Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra, realizada em Querência, que reuniu produtores rurais, autoridades e lideranças para discutir os desafios e as oportunidades da produção de milho no Brasil.

As ações desenvolvidas ao longo dos primeiros seis meses de 2026 reforçam o compromisso da Aprosoja MT com a defesa dos produtores rurais, a valorização da agricultura mato-grossense e a construção de um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento do setor. Por meio da atuação institucional, da formação de lideranças, da participação em debates estratégicos e da aproximação com a sociedade, a entidade segue fortalecendo a representatividade dos produtores e ampliando a presença da agricultura de Mato Grosso nos cenários nacional e internacional.

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Agro Mato Grosso

TCE-MT inicia coleta de dados do maior diagnóstico digital dos municípios de MT

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Questionário eletrônico foi enviado às 142 prefeituras, que têm até 29 de agosto para responder

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio da Comissão Permanente de Transformação Digital e Disrupção (CPT2D), presidida pelo conselheiro Alisson Alencar, deu início à etapa de coleta de informações do Diagnóstico de Maturidade Digital dos Municípios de Mato Grosso. O link de acesso ao questionário eletrônico foi encaminhado às 142 prefeituras do Estado nesta quarta-feira (15).

O diagnóstico integra a estratégia de orientação e modernização da gestão pública desenvolvida pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, e é o maior levantamento já realizado sobre o nível de transformação digital dos municípios.

De acordo com Alisson, a coleta de informações é a fase mais importante do trabalho. “As informações revelarão como os municípios estão utilizando a tecnologia para melhorar os serviços oferecidos ao cidadão. Nosso objetivo não é estabelecer rankings, mas conhecer essa realidade para apoiar os gestores na construção de administrações mais modernas, eficientes e conectadas às necessidades da população”, destaca.

Cada prefeitura deverá indicar um servidor responsável pelo preenchimento do questionário, que estará disponível até o dia 29 de agosto. O preenchimento leva de 20 a 25 minutos, quando as informações já estão reunidas.

O que será avaliado

A iniciativa vai reunir informações sobre governança digital, infraestrutura tecnológica, serviços públicos digitais, transparência, proteção de dados, participação social e uso estratégico da tecnologia na gestão pública. A partir disso, o TCE-MT poderá subsidiar ações baseadas nos desafios, potencialidades e oportunidades de evolução identificados.

Alisson reforça que o Diagnóstico de Maturidade Digital possui caráter institucional, colaborativo e orientativo, sem finalidade punitiva. Os resultados servirão como base para futuras ações de orientação, capacitação e disseminação de boas práticas, fortalecendo a inovação e a transformação digital nos municípios mato-grossenses.

O trabalho reforça a atuação da CPT2D, criada para estimular a inovação no setor público e apoiar os municípios na adoção de soluções tecnológicas que contribuam para uma gestão mais eficiente, transparente e centrada no cidadão.

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