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16 de julho de 2026

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Verdura fresca e preço baixo: Feira da Agricultura Familiar atrai consumidores no Centro de Cuiabá

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Projeto ocorre todas as terças e sábados na Praça Alencastro, reunindo produtores rurais, artesãos e empreendedores da gastronomia

 

A Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar continua movimentando a Praça Alencastro nesta terça-feira, em Cuiabá, reunindo produtores rurais, empreendedores da gastronomia e artesãos. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, das 7h às 17h, a iniciativa fortalece a comercialização direta entre produtores e consumidores e amplia as oportunidades de geração de renda para a agricultura familiar. O projeto já conta com 50 feirantes cadastrados, embora a edição desta terça reúna um número menor de participantes devido à realização simultânea da 58ª Expoagro. Nesta terça-feira (14).

Entre os consumidores, a avaliação é de que a feira oferece alimentos frescos, preços acessíveis e praticidade para quem circula pelo Centro da capital. Frequentadora assídua, a governanta Maria da Silva afirma que a qualidade dos produtos é um dos principais atrativos.

“As verduras da feira são mais frescas e naturais. Já recomendei bastante a feira para outras pessoas”, relata.

A aposentada Cecília de Jesus conta que faz questão de chegar cedo para garantir os produtos.

“Hoje mesmo levantei cedo e disse ao meu esposo: ‘Vamos cedo à feira para pegarmos a verdura bem fresca’. Além disso, o preço é mais em conta”, afirma.

Para o aposentado João Bosco Bicudo, além da qualidade, a feira facilita o acesso aos alimentos.

“Os produtos são frescos, o preço é acessível e a gente encontra tudo com tranquilidade. Ter a feira na terça e no sábado facilita muito para quem mora em um bairro onde não há supermercado por perto”, observa.

Os feirantes também destacam os resultados da iniciativa. Cláudia Santos, que comercializa bolos em fatias, afirma que a mudança da feira para uma área próxima ao terminal de transporte contribuiu para ampliar as vendas.

“No começo não estava muito bom, mas, depois que a gente mudou de local, tudo mudou. Foi ótimo, excelente”, diz.

O agricultor José Zarque da Cruz, produtor de frutas, hortaliças e legumes, ressalta que a venda direta fortalece a relação com os consumidores.

“A procura está sendo muito boa. A gente volta na feira seguinte e encontra os mesmos clientes elogiando os produtos”, afirma.

Já o farmacêutico Francisco Barbosa Ramos, que comercializa produtos naturais, considera a feira uma importante oportunidade de geração de renda para pequenos produtores.

“Ela gera renda, trabalho e desenvolvimento para quem produz. Isso ajuda muito a nossa família”, destaca.

De acordo com o coordenador da feira, Luís Alberto Rodrigues Leite, além das vendas realizadas durante o evento, muitos expositores conquistam novos clientes e recebem encomendas para as próximas edições.

“Os consumidores vêm conhecer os produtos, fazem encomendas e retornam nas semanas seguintes. Isso acontece principalmente com os artesãos, mas também beneficia os produtores da agricultura familiar e da gastronomia”, explica.

Segundo ele, parte dos feirantes também participa da programação da 58ª Expoagro, o que reduz temporariamente o número de expositores presentes nesta terça-feira. Ainda assim, a feira mantém seu papel de aproximar produtores e consumidores.

“O importante é que os produtores tenham espaços para comercializar seus produtos e fortalecer seus negócios, seja na feira ou em outros eventos”, conclui.

 

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Tarifaço dos Estados Unidos acende alerta na indústria brasileira e amplia preocupação com impactos sobre exportações e investimentos

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JB News

Por Jota de Sá

A decisão do governo dos Estados Unidos de confirmar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros reacendeu o sinal de alerta entre empresários e representantes da indústria nacional. A medida, que amplia as barreiras comerciais entre os dois países, gera preocupação com possíveis perdas de competitividade, redução das exportações, retração de investimentos e reflexos diretos sobre a geração de empregos em diversos setores da economia.

No Pará, um dos estados com maior vocação exportadora do país, a Federação das Indústrias manifestou preocupação com os desdobramentos da decisão norte-americana e defendeu que o Brasil intensifique o diálogo diplomático para evitar o agravamento da disputa comercial. A entidade também anunciou que continuará acompanhando a evolução do cenário internacional e atuando junto aos governos estadual e federal para minimizar eventuais prejuízos ao setor produtivo.

Os números do comércio exterior demonstram que a relação econômica entre Pará e Estados Unidos já vinha apresentando mudanças significativas antes mesmo da confirmação das novas tarifas. Entre janeiro e junho de 2026, as exportações paraenses destinadas ao mercado norte-americano somaram cerca de US$ 416,7 milhões, uma retração próxima de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. No sentido inverso, as importações cresceram mais de 26%, alcançando aproximadamente US$ 590,2 milhões.

Como consequência desse movimento, a balança comercial entre o Pará e os Estados Unidos passou de um superávit superior a US$ 128 milhões registrado em 2025 para um déficit de aproximadamente US$ 173,5 milhões neste primeiro semestre de 2026. Mesmo diante dessa inversão, o mercado norte-americano continua sendo considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, especialmente pelo elevado volume de equipamentos, máquinas industriais, tecnologia e insumos importados.

Especialistas avaliam que a queda das exportações não pode ser atribuída exclusivamente ao chamado “tarifaço”, uma vez que oscilações semelhantes também foram observadas em anos anteriores, refletindo fatores como variações cambiais, comportamento da demanda internacional, preços das commodities e ajustes no mercado global. Ainda assim, a imposição de novas tarifas amplia a insegurança dos investidores e aumenta a incerteza para empresas que dependem do comércio exterior.

Apesar do cenário mais desafiador, alguns dos principais produtos exportados pelo Pará permanecem protegidos das novas medidas adotadas pelos Estados Unidos. O açaí, um dos maiores símbolos da economia paraense e produto de crescente consumo no mercado internacional, foi mantido na lista de isenções tarifárias. O mesmo ocorreu com pescados, crustáceos, lagostas, ferro-gusa, aço e parte dos produtos minerais, considerados estratégicos para o abastecimento norte-americano.

A permanência do açaí entre os produtos livres da nova tarifa é considerada uma das principais notícias positivas para o setor exportador. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas do fruto para os Estados Unidos movimentaram cerca de US$ 37,4 milhões, com o embarque de aproximadamente 9,5 mil toneladas. Embora os números representem uma leve redução em relação ao mesmo período de 2025, o produto continua mantendo forte presença no mercado norte-americano.

A justificativa apresentada pelas autoridades dos Estados Unidos para manter o açaí isento é que não existe produção interna suficiente capaz de atender à demanda dos consumidores americanos, tornando necessária a continuidade das importações brasileiras.

Além do açaí, seguem preservados importantes segmentos ligados ao pescado, carnes, derivados minerais e parte da indústria metalúrgica, reduzindo os impactos imediatos da nova política tarifária sobre algumas cadeias produtivas do Norte do país.

Por outro lado, a elevação das tarifas pode afetar empresas brasileiras que exportam produtos industrializados, máquinas, componentes metálicos, químicos e itens manufaturados, segmentos nos quais a concorrência internacional tende a se tornar ainda mais intensa. O aumento do custo para entrada desses produtos no mercado norte-americano pode reduzir a competitividade das empresas brasileiras, estimular a substituição por fornecedores de outros países e provocar queda no volume de negócios.

Economistas também alertam que a medida pode gerar efeitos indiretos em toda a economia brasileira. Menores exportações significam redução da produção industrial, menor arrecadação tributária, desaceleração de investimentos privados e possíveis reflexos sobre emprego e renda, especialmente em estados com forte dependência do comércio exterior.

Mesmo diante das incertezas, representantes da indústria defendem que a saída passa pelo fortalecimento das negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O objetivo é preservar uma relação comercial considerada estratégica para ambos os países, evitando o avanço de uma disputa tarifária que possa comprometer cadeias produtivas consolidadas ao longo das últimas décadas.

A expectativa do setor produtivo é de que o diálogo institucional prevaleça nas próximas semanas, permitindo a construção de soluções que garantam segurança jurídica aos investidores, estabilidade nas relações comerciais e preservação da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.:::writing

Se desejar, também posso produzir uma versão com foco nacional, destacando os impactos do tarifaço para Mato Grosso, agronegócio, mineração, carnes e exportações brasileiras, em um formato mais impactante para o JBNews.

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Vereadora Michelly Alencar diz que ex-secretário era pressionado por voto na Câmara

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Mulher do ex-secretário Jefferson Neves, vereadora afirmou que situação caminhou para o insustentável após piora de atrito na semana passada

A vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar (União Brasil), disse que o ex-secretário de Esportes, Jefferson Neves, estava sendo pressionado para que ela mudasse o voto na eleição da Mesa Diretora. 

A exoneração dele teria ocorrido porque a pressão de aliados do prefeito teria se tornado insustentável. Jefferson Neves pediu demissão do cargo nessa segunda-feira (13), dias após o atrito do prefeito Abilio Brunini com alguns vereadores, em torno da eleição Mesa Diretora, ter piorado. 

“As coisas foram caminhando e chegaram a um ponto de não ter mais ambiente para o Jefferson se manter na secretaria. O meu marido vinha sofrendo uma certa pressão, porque eu não estava no grupo do prefeito e ele era do staff”, disse ela. 

Na quinta-feira (9), após críticas na sessão parlamentar, alguns vereadores foram excluídos de um grupo de WhatsApp administrado pelo prefeito Abilio. Ele disse que o grupo servia para compartilhar estratégias como vereadores da base de apoio a ele. 

A interferência de Abilio, que já vinha sendo contestada, aumentou com o pedido dele à Justiça para que obrigasse os vereadores a reduzirem o quórum de votação para mudanças no regimento interno. Ontem a juíza Nilza Maria Pôssas negou o pedido do prefeito. 

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Agro Mato Grosso

Tarifaço de Trump: 94% das exportações de MT ficam fora da nova taxação

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tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras deve ter impacto limitado em Mato Grosso. Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) aponta que 93,85% dos produtos exportados pelo estado ao mercado norte-americano em 2026 ficaram de fora da nova cobrança por estarem na lista de exceções do governo dos Estados Unidos. Enquanto isso, no Brasil apenas 45,9% da pauta exportadora continua livre da nova tarifa.

Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação da tarifa. A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que “várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”. Os argumentos utilizados pelo USTR para a aplicação do tarifaço envolvem o PIX, ações do STF contra as big techs, proteção inadequada à propriedade intelectual e desmatamento.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

Quais produtos ficaram isentos

Segundo o estudo da Fiemt, Mato Grosso exportou US$ 209,57 milhões para os Estados Unidos neste ano. Desse total, cerca de US$ 196,69 milhões continuam isentos da tarifa adicional. Apenas US$ 12,77 milhões, o equivalente a 6,09% das exportações, estão sujeitos à nova taxa.

Entre os principais produtos exportados por Mato Grosso que permaneceram fora da nova tarifa estão:

  • carne bovina;
  • ouro;
  • madeira serrada;
  • madeira beneficiada classificada na NCM 4409.22.

 

Quais produtos serão afetados

 

Em Mato Grosso, os produtos classificados na NCM 4418, que reúne madeiras com maior grau de beneficiamento, ficaram fora da lista de exceções. Embora representem uma parcela menor das exportações do estado, esses itens têm maior valor agregado, o que pode reduzir a competitividade das empresas do setor. A Fiemt aponta que a maior parte das exportações de Mato Grosso atingidas pela tarifa está concentrada em dois produtos: sebo bovino e gelatinas e seus derivados.

Juntos, eles representam 97,3% do valor das exportações estaduais sujeitas à nova cobrança. O levantamento estima cerca de US$ 10,7 milhões em exportações de sebo bovino e US$ 1,72 milhão em gelatinas e derivados.

Apesar da forte dependência do mercado norte-americano, principalmente no caso do sebo bovino, a entidade avalia que a presença de compradores em países como Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Argentina, Reino Unido, México e Austrália pode reduzir os impactos sobre o setor.

Segundo o coordenador de Internacionalização da Fiemt, Antonio Lorenzzi, Antonio Lorenzzi alertou que, embora representem uma parcela pequena das exportações do estado, o sebo bovino, as gelatinas e parte da madeira beneficiada têm peso na balança comercial de Mato Grosso e podem ser impactados pela nova tarifa.

“É preciso acompanhar de perto produtos como o sebo bovino, as gelatinas e parte da madeira beneficiada, especialmente os itens de maior valor agregado. Esses produtos têm relevância para a balança comercial de Mato Grosso e passarão a pagar a tarifa adicional de 25%”, afirmou.

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Agro MT