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13 de julho de 2026

Sustentabilidade

Brasil registra aumento de 83% nas exportações de arroz no primeiro semestre de 2026 – MAIS SOJA

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O setor orizícola brasileiro segue em ritmo de retomada das exportações. No primeiro semestre de 2026, de janeiro a junho, foram enviadas a outros países 1,1 milhão de toneladas de arroz (base casca), um aumento de 83% em volume na comparação com o mesmo período de 2025. Já a receita cresceu em 35%, chegando a US$ 266 milhões. Venezuela e Senegal lideraram as compras de arroz brasileiro no semestre.

O levantamento é divulgado periodicamente pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

De acordo com a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori, o aumento expressivo no volume de exportações se justifica pelo reabastecimento dos estoques, que estavam baixos em 2025 em razão das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano anterior.

“Com a safra maior em 2025, o Brasil retomou o fluxo normal de embarques neste primeiro semestre. A recuperação das vendas aos Estados Unidos, especialmente o polido, de maior valor agregado, também contribuiu para o crescimento”, explica Beatriz.

Considerando especificamente o segundo trimestre de 2026, o saldo também foi positivo em relação ao mesmo período de 2025: de abril a junho, foram enviadas a outros países 433,6 mil toneladas de arroz (base casca), frente a 326,7 mil toneladas embarcadas no ano passado — aumento de 32,7%. Já a receita cresceu 15,5% no período, fechando em US$ 108,6 milhões.

Beneficiado também cresce

O arroz beneficiado pela indústria, que corresponde a mais da metade do volume total exportado e tem maior valor agregado, registrou aumento de 65,5% nos embarques ao longo do primeiro semestre de 2026, totalizando 643,9 mil toneladas enviadas para fora do país. Em relação à receita, o incremento na comparação com o primeiro semestre de 2025 foi de 18,6%, totalizando US$ 146,1 milhões.

Escalada de conflitos internacionais impacta fretes

Apesar do crescimento, o setor enfrenta, neste semestre, um cenário logístico complexo em razão das tensões geopolíticas. Segundo a gerente de Exportação da Abiarroz, a escalada dos conflitos no Oriente Médio provocou forte elevação dos custos dos fretes internacionais e a cobrança de taxas adicionais pelas transportadoras, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras de arroz, cuja margem é estreita.

A entidade avalia que, caso a situação na região não seja normalizada e a navegação pelo Estreito de Ormuz não seja restabelecida de forma consistente, as dificuldades tendem a se intensificar, especialmente para os embarques destinados a mercados fora das Américas.

Aumento nas importações

Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro semestre, 796,4 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 182,2 milhões. Isso representa um aumento de 13% no volume importado e redução de 15% no valor quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Atividades ao longo do segundo trimestre de 2026

Com o objetivo de abrir novos mercados, a Abiarroz, por meio do projeto Brazilian Rice, participou em maio da Rice Market and Technology Convention, convenção do setor orizícola que compreende os principais stakeholders do setor nas Américas. O evento conta com diversos seminários sobre o mercado de arroz. Durante o evento foi realizado o destaque da qualidade e da importância do arroz brasileiro na região.

Também por meio do Brazilian Rice, a Abiarroz participou de uma missão à Venezuela, em junho, organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com o objetivo de mapear oportunidades para o setor orizícola. A missão contou com rodadas de negócios e reuniões com o governo venezuelano.

Sobre a Abiarroz

Fundada em 2009, a Abiarroz tem por objetivo representar o segmento industrial orizícola nacionalmente em seus interesses junto às diversas esferas de poder. Atualmente, representa indústrias e cooperativas filiadas em diversas regiões do Brasil, que, juntas, são responsáveis por cerca de 70% do arroz beneficiado no país.

Por meio do projeto Brazilian Rice, atua na abertura de mercados e promove a imagem do arroz fora do país. Também desenvolve ações voltadas à sustentabilidade da atividade industrial orizícola, com enfoque na interlocução junto a entidades governamentais.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

IMEA e Aprosoja MT apresentam resultados da safra de milho 2025/26 após avaliações em campo – MAIS SOJA

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Aumento da produtividade, boas condições das lavouras e maior segurança nos dados foram alguns dos destaques apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), durante a divulgação dos resultados do IMEA em Campo da safra de milho 2025/26. Após 64 dias de trabalho e mais de 30,8 mil quilômetros percorridos por Mato Grosso, as instituições apresentaram, na manhã desta segunda-feira (13.07), o levantamento das avaliações realizadas nas lavouras do estado.

Os resultados foram coletados durante os meses de maio, junho e julho e divididos em indicadores quantitativos, como número de plantas por hectare, número de espigas por planta, quantidade de grãos por espiga, peso dos grãos e umidade, e qualitativos, que avaliaram a presença de plantas daninhas, doenças, pragas, condições das lavouras e incidência de grãos avariados.

A produtividade média do milho em Mato Grosso passou de 127 sacas por hectare na safra 2024/25 para 128 sacas por hectare na safra 2025/26, evidenciando o bom desempenho das lavouras mato-grossenses. O superintendente do IMEA, Cleiton Gauer, destacou a importância do projeto para ampliar a precisão das informações sobre a produção agrícola do estado.

“Esse projeto surgiu de uma demanda por parte dos produtores, principalmente para conseguir retratar cada vez melhor a realidade do campo aqui em Mato Grosso. Nos últimos dois anos, o estado tem alcançado tetos produtivos cada vez mais elevados. Conseguir ir in loco, checar essas informações e trazer mais segurança aos dados é o grande resultado que obtivemos, não só nesta temporada, mas ao longo dos últimos anos. Para esta safra, o principal resultado foi a atualização da produtividade média para 128 sacas por hectare, superando o índice produtivo do ano passado em pouco mais de uma saca”, afirmou.

Um dos participantes do IMEA em Campo, Henrique Eggers, ressaltou que o levantamento é fundamental para identificar e retratar a realidade das lavouras mato-grossenses. Segundo ele, o trabalho permitiu observar que as chuvas se estenderam ao longo da safra 2025/26, diferentemente dos ciclos anteriores, marcados por períodos mais secos.

“Foram 64 dias em campo avaliando lavouras em todo o estado, e isso é o que nos permite ter grande segurança nos dados apresentados hoje pelo IMEA. Enfrentamos dias de sol e também dias de chuva, algo que não é comum para o mês de junho. Essa condição climática fora do padrão foi acompanhada de perto pela equipe, que registrou e divulgou essas informações ao longo do trabalho de campo”, destacou.

Os resultados do IMEA, Aprosoja MT e Iagro reforçam a importância do acompanhamento técnico das lavouras para a geração de informações cada vez mais precisas sobre a produção agrícola. Além de contribuir para o planejamento dos produtores, o levantamento auxilia o setor na tomada de decisões estratégicas e no monitoramento das condições das lavouras em Mato Grosso.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Frente fria avança e risco de enchentes preocupa parte do país; veja como fica o tempo na 2ª quinzena de julho

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A frente fria que provocou a queda das temperaturas no país avança sobre áreas produtores de soja e leva mais nebulosidade para a região Sudeste. Apesar disso, a previsão para os próximos cinco a dez dias indica tempo firme na maior parte das áreas produtoras do país, favorecendo o andamento das atividades no campo.

As condições são positivas para a colheita do café, do milho segunda safra, do algodão e da cana-de-açúcar, além das operações de manejo do solo e dos tratamentos fitossanitários em grande parte das regiões Centro-Oeste, Norte e Matopiba. A ausência de chuvas volumosas deve permitir o avanço dos trabalhos.

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A exceção é a região Sul. No Rio Grande do Sul, a previsão indica volumes elevados de chuva, com risco de enchentes, especialmente na porção norte do estado.

Em relação às temperaturas, o risco de geada permanece restrito às áreas mais elevadas da região Sul. Nesta terça-feira (14), também há possibilidade de geada na Serra da Mantiqueira, incluindo municípios como Campos do Jordão.

As temperaturas mínimas devem ficar abaixo de 10°C em áreas de Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo e sul de Minas Gerais, mas sem previsão de geadas nessas regiões.

A partir da segunda quinzena de julho, a tendência é de elevação gradual das temperaturas. No Centro-Oeste e no Matopiba, cidades como Corumbá (MS), Primavera do Leste (MT) e Rondonópolis (MT) devem registrar máximas entre 37°C e 38°C. No fim de julho e início de agosto, os termômetros podem se aproximar dos 40°C em algumas localidades, intensificando o calor nessas regiões.

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Sustentabilidade

Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas – MAIS SOJA

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).

A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas. 

Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.

Classes de águas disponíveis 

O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.

Base climática

A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.

As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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