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13 de julho de 2026

Business

Concurso reconhece os melhores cafés robustas amazônicos; veja como participar

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Foto: Enrique Alves

As inscrições para o 11º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (ConCafé) estão abertas até o dia 28 de agosto. Promovido pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o objetivo do concurso é reconhecer, valorizar e premiar os produtores de cafés robustas amazônicos que se destacam pela qualidade e pelas práticas sustentáveis na cafeicultura.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas de forma on-line, pelo link ou nos escritórios locais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO).

Inscrição

Poderão se inscrever no concurso os cafeicultores que produzirem lotes de café robusta (Coffea canephora) no estado de Rondônia, na safra 2026, conforme o edital.

Para efetivar a inscrição, o participante deverá entregar uma amostra representativa do lote inscrito, contendo três quilos de café beneficiado (pilado). As amostras deverão ser entregues entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro nos escritórios locais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO).

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o ConCafé é uma importante ferramenta para fortalecer a cafeicultura e ampliar o reconhecimento da produção do estado.

“O ConCafé incentiva a qualidade, a inovação e a sustentabilidade, além de reconhecer o trabalho dos produtores, que contribuem para o desenvolvimento econômico do estado e levam o nome de Rondônia cada vez mais longe”

Etapas de classificação

Para participar, cada cafeicultor deverá apresentar uma amostra representativa do lote inscrito, contendo três quilos de café beneficiado (pilado), acondicionados em embalagem transparente e resistente, devidamente identificada com o nome do participante, CPF, telefone e município de origem da produção, que serão codificadas.

Na codificação imediata das amostras serão adotados procedimentos de preparação, codificação e apresentação destinados a eliminar qualquer viés dos avaliadores e assegurar resultados estatisticamente confiáveis, bem como garantir o sigilo das informações relativas à origem das amostras e à identidade dos participantes.

Após o processo de codificação, as amostras serão submetidas à classificação física, que será realizada por profissionais habilitados, observando-se os critérios da Classificação Oficial Brasileira (COB), estabelecida pela Instrução Normativa nº 8, de 11 de junho de 2003, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A classificação física será conduzida por classificadores indicados pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do estado de Rondônia, Agência de Defesa Sanitária (Idaron) e por profissionais designados pela Comissão Organizadora.

Em seguida, será a análise sensorial, realizada por profissionais certificados Q Robusta Grader, que avaliarão os atributos da bebida conforme protocolos técnicos reconhecidos para cafés da espécie Coffea canephora. Além disso, os participantes passarão por uma avaliação de sustentabilidade, baseada em questionário específico que considera as práticas ambientais, sociais e econômicas adotadas nas propriedades rurais.

Novidade

A novidade da 11ª edição é a criação da Categoria Embalagem, que será realizada pela primeira vez no ConCafé. A nova modalidade reconhecerá as embalagens de café que se destacarem pela conformidade da rotulagem, identidade visual, funcionalidade, inovação, sustentabilidade e potencial de valorização comercial do produto.

Os produtores interessados deverão realizar uma inscrição específica para essa categoria, por meio do formulário eletrônico, enviando imagens da embalagem e do rótulo. A avaliação será conduzida por uma comissão técnica formada por especialistas em design, marketing, agronegócio, comercialização de cafés especiais, rotulagem e sustentabilidade.

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Promessa de safra histórica de milho em MT esbarra na rentabilidade e acende alerta para o próximo ciclo

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher uma nova safra recorde de milho em 2025/26. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima uma produção de 57 milhões de toneladas, reforçando o potencial produtivo do estado. O desempenho das lavouras, entretanto, não afasta as preocupações com a rentabilidade da atividade.

A projeção, divulgada nesta segunda-feira (13), supera as 55,434 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25, até então a maior da série histórica, e também fica acima da estimativa divulgada em junho, quando o instituto previa uma produção de 53,349 milhões de toneladas.

Os dados foram levantados pelo Imea durante 64 dias, onde a equipe percorreu mais de 30 mil quilômetros, entre 82 municípios, realizando 833 avaliações técnicas para mapear produtividade, ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas nas principais regiões produtoras.

O diagnóstico confirma mais um avanço da produção estadual, mas também reforça um cenário que vem se repetindo nas últimas safras: a produtividade tem sido decisiva para amenizar os efeitos dos custos elevados e dos preços pouco atrativos recebidos pelos produtores.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produtividade supera o último recorde

O levantamento apontou produtividade média de 128,6 sacas por hectare, acima das 127,2 sacas registradas na safra passada, que até então representavam o melhor desempenho já observado pelo instituto.

O analista de Inteligência de Mercado e Clima do Imea, Henrique Eggers, explica ao Canal Rural Mato Grosso que o resultado foi construído por um conjunto de fatores identificados durante o trabalho de campo. Entre eles estão o aumento no número de espigas por hectare e a quantidade de grãos.

Esses indicadores, segundo ele, foram superiores aos registrados no último ciclo. “O ano passado era o nosso recorde, com 127,2 sacas por hectare, e neste ano atingimos 128,6 sacas por hectare, resultando em uma produção de 57 milhões de toneladas”.

Outro aspecto observado pelo levantamento foi a evolução do peso dos grãos, que cresceu 0,8% em relação à safra anterior. Para Eggers, esse avanço reforça que a agricultura mato-grossense continua ampliando sua capacidade produtiva.

O analista destaca ainda que o desempenho atual consolida uma sequência de evolução. A safra 2024/25, salienta o especialista, já havia apresentado peso superior ao ciclo 2023/24 e, neste ano, esse indicador voltou a avançar, fortalecendo o potencial produtivo das lavouras. “O peso dos grãos é um dos resultados primordiais para que tenhamos uma boa produtividade no final da safra”.

Podridão branca lidera entre as doenças

Além da produtividade, o levantamento avaliou as condições fitossanitárias das áreas visitadas. A podridão branca foi a doença mais encontrada nas lavouras, com incidência média de 2,64%. As maiores ocorrências foram registradas nas regiões Noroeste e Norte de Mato Grosso.

Mesmo com esses registros, o Imea avalia que o manejo adotado pelos produtores foi suficiente para evitar perdas expressivas de produtividade. Conforme Henrique Eggers, as ocorrências ficaram concentradas em algumas regiões e não representam um risco para o desempenho da safra estadual.

“A região Noroeste apresentou o maior índice de lavouras com espigas apresentando apodrecimento. A região Norte também teve um número elevado de áreas com esse panorama, mas, no contexto geral, não vemos um grande potencial redutor, uma vez que o manejo foi dentro do esperado para a região”.

O levantamento também analisou a presença de pragas e plantas daninhas, permitindo ao instituto traçar um panorama técnico que servirá de base para o planejamento das próximas safras.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Rentabilidade segue pressionada

Embora a produção caminhe para um novo recorde, o desempenho das lavouras não tem sido suficiente para garantir tranquilidade ao produtor. Nos últimos anos, a alta produtividade compensou parte das perdas provocadas pelos custos de produção elevados e pelos preços das commodities, que seguem sem reação consistente. Ainda assim, a margem da atividade permanece apertada.

“Foi ela que conseguiu recuperar parte desse movimento”, afirma o superintendente do Sistema Famato, Imea e AgriHub, Cleiton Gauer, ao lembrar que preços e custos continuam desfavoráveis. Mesmo assim, ressalta, esse desempenho “ainda é insuficiente para salvar todo esse cenário”.

A preocupação aumenta para a próxima temporada. Segundo Gauer, além dos custos elevados e dos preços pressionados, a perspectiva de um ano marcado por estresse climático amplia as incertezas sobre a produção.

Na avaliação dele, justamente o fator que sustentou a rentabilidade nos últimos anos pode estar ameaçado. “Estamos indo para um ano de estresse climático, com perspectiva de um El Niño e grande instabilidade para o que produzimos aqui no estado”, afirma.

Caso a produtividade seja afetada, o cenário tende a ficar ainda mais delicado. “Nos últimos dois anos ela foi o que salvou esse movimento. Imagine um cenário em que já temos preços e custos pressionados e uma produtividade em risco”.

Produtores buscam reduzir custos

Diante desse cenário, os produtores já começam a ajustar o planejamento da próxima safra. A estratégia passa por rever a composição dos custos de produção, substituir alguns insumos por alternativas mais competitivas e reduzir parte dos investimentos, buscando preservar o caixa sem comprometer o potencial das lavouras.

Conforme Cleiton Gauer, esse movimento já vem sendo observado nos últimos meses. Os produtores têm buscado alternativas para diminuir a exposição ao risco diante de um ambiente econômico cada vez mais desafiador.

“Os custos de produção continuam subindo. O produtor tem tentado alterar a composição desse custo, trocar produtos e reduzir parte dos investimentos para conseguir mitigar essa situação e diminuir o risco de exposição para a próxima temporada”.


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Projeto sobre dívidas rurais deve ficar para depois do recesso parlamentar; MP ganha força

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional inicia nesta semana o último período de votações antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho, com uma série de pautas ainda pendentes. Entre elas está o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria um programa de renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos.

Segundo informou o repórter Bruno Amorim, durante o Mercado & Companhia, a expectativa é de que a votação do projeto de lei fique para depois do recesso parlamentar. Paralelamente, o governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) seguem negociando uma Medida Provisória (MP) como alternativa para estabelecer regras de renegociação das dívidas antes da retomada dos trabalhos legislativos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o texto aprovado pelo Senado pode gerar um impacto de até R$ 140 bilhões nas contas públicas. Enquanto a equipe econômica defende uma solução por meio de medida provisória, a FPA mantém as negociações para ampliar o alcance do programa e definir as condições da proposta.

Governo e agro ainda buscam consenso

Em entrevista ao Canal Rural, o ex-assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin, afirmou que o cenário atual é de negociação entre o Executivo e a bancada ruralista.

Segundo ele, enquanto a tramitação do PL 5.122/2023 deve avançar apenas após o recesso parlamentar, a expectativa é que o governo apresente uma medida provisória para atender parte das demandas do setor.

“Eu acredito que nesta semana o governo deve fazer uma medida provisória alternativa, conseguindo atender aos interesses de ambas as partes. Se não houver entendimento, a medida provisória passa a valer. O projeto continua em tramitação”, explicou.

Augustin também afirmou que o governo resiste a uma renegociação mais ampla por questões orçamentárias e por não concordar com a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar o programa.

Setor quer ampliar alcance da renegociação

O projeto em discussão prevê benefícios para produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e excesso de chuvas.

No entanto, representantes do setor defendem que a renegociação contemple também produtores que enfrentam dificuldades financeiras decorrentes da alta dos juros, da queda dos preços das commodities e do aumento dos custos de produção.

Fundo garantidor ganha força nas discussões

Além da renegociação das dívidas, Augustin defendeu a criação de um fundo garantidor para facilitar o acesso ao crédito rural.

Segundo ele, existem dois grupos que precisam de atenção: produtores que já não conseguem contratar novos financiamentos por causa do elevado nível de endividamento e aqueles que ainda mantêm a atividade, mas esgotaram as garantias exigidas pelas instituições financeiras.

“Nós temos um produtor que já está praticamente inviabilizado e outro que ainda está produzindo, mas sem garantias para acessar crédito. Se não ajudarmos esse segundo grupo agora, ele será o endividado do ano que vem, afirmou.

Crédito existe, mas produtores não conseguem acessar

Na semana passada, representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Aprosoja e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participaram de reuniões em Brasília com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, integrantes do Ministério da Fazenda e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo Augustin, o objetivo foi discutir mecanismos para destravar o acesso dos produtores às linhas do Plano Safra 2026/27.

Ele afirmou que há recursos disponíveis para o crédito rural, mas muitos agricultores não conseguem contratar financiamentos porque já esgotaram as garantias exigidas pelos bancos.

“Não adianta anunciar um Plano Safra de R$ 500 bilhões ou R$ 600 bilhões se o agricultor não consegue tomar esse recurso porque já não tem mais garantias”, disse.

Preocupação com a próxima safra

Para Augustin, a combinação de juros elevados, custos de produção ainda altos, preços pressionados das commodities e a possibilidade de novos impactos climáticos aumenta o risco de agravamento do endividamento no campo.

Segundo ele, além de buscar uma solução para quem já enfrenta dificuldades financeiras, é necessário criar mecanismos que permitam aos produtores manterem a atividade e financiarem a próxima safra.

“Precisamos encontrar uma solução para quem já está em dificuldade, mas também para quem ainda está produzindo e precisa de um fôlego para atravessar mais uma safra, concluiu.

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Agro Mato Grosso

Sicredi disponibiliza R$ 72,1 bilhões para apoiar associados na Safra 2026/2027

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Estimativa é realizar mais de 340 mil operações em todo o país para atender produtores rurais de diferentes portes, em diversas culturas agrícolas e pecuária

Produtores rurais associados do Sicredi terão R$ 72,1 bilhões para desenvolver suas atividades na safra 2026/2027. O montante é 4,4% maior que o ano anterior e a projeção é atender cerca de 340 mil operações em todo o país. As diversas linhas que atendem as necessidades dos produtores rurais, de diferentes portes, e já estão disponíveis nas cooperativas e podem ser acessadas para apoiar o custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro. Na safra 2025/2026, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. O novo ciclo começou em 1° de julho e segue até 30 de junho de 2027.
Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização, a nível nacional. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.
Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Mato Grosso e região Norte
Na área de atuação que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra, incluindo crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do BNDES.
Por público, considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a agricultura familiar terá disponível cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão. Outros recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Em um ano que o clima será um desafio em consequência das previsões relacionadas ao El Niño, a instituição financeira cooperativa se aproxima ainda mais dos associados e recomenda o planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse sentido, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima afirma que para esta safra é importante considerar não só o planejamento financeiro, mas também o planejamento de gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para atenuar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da safra 2025/2026
No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais. Foram R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações, considerando R$ 16,9 bilhões em CPR. Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores, que concentraram 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, o desempenho da instituição contou com capacidade de adaptação ao cenário macroeconômico e manteve sua forte relevância no crédito rural nacional, registrando R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho. Deste total o destaque foi para moeda estrangeira, com R$ 3,2 bilhões, recursos direcionados com R$ 2,9 bilhões, crédito rural com R$ 2,1 bilhões e CPR com R$ 2,1 bilhões, que juntos somaram mais de 16,8 mil operações.
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