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17 de outubro de 2026

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USDA aponta piora nas condições da soja e estabilidade no milho dos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (6) que 64% da safra de soja do país apresentava condição boa ou excelente até o último domingo (5), queda de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. No milho, o índice ficou em 67%, estável no período. O relatório também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e os dados de trigo e algodão.

No milho, 67% da safra norte-americana estava em condição boa ou excelente, sem variação ante a semana anterior. Um ano antes, esse porcentual era de 74%. Segundo o USDA, 16% da safra havia formado espiga, ante 17% no mesmo período do ano passado e 14% na média de cinco anos. Já 3% estava em estágio de grão pastoso, mesmo nível de um ano antes e acima da média de cinco anos, de 2%.

Na soja, 64% da safra apresentava condição boa ou excelente, abaixo dos 65% registrados na semana anterior. Na mesma data de 2025, o índice era de 66%. O USDA informou ainda que 34% da área havia florescido, ante 30% um ano antes e 28% na média de cinco anos. A formação de vagens atingia 9%, acima dos 7% de igual período do ano passado e dos 6% da média.

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Para o trigo de inverno, 26% da safra estava em condição boa ou excelente, estável na semana. A colheita alcançava 59%, acima dos 51% registrados há um ano e também da média de cinco anos, igualmente em 51%.

No trigo de primavera, 57% da safra apresentava condição boa ou excelente, recuo de 2 pontos porcentuais na comparação semanal. Um ano antes, o índice era de 50%. O relatório mostrou ainda que 54% da safra havia espigado, ante 58% no ano passado e em linha com a média de cinco anos.

No algodão, 46% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 2 pontos porcentuais na semana. Em igual período do ano anterior, a parcela era de 52%. O USDA informou também que 49% da safra estava em formação de botões florais, ante 47% no ano passado e na média de cinco anos. A formação de maçãs atingia 14%, ante 13% há um ano e 14% na média.

O levantamento semanal do USDA mostrou, até o último domingo (5), estabilidade nas condições do milho e do trigo de inverno nos Estados Unidos, piora nas lavouras de soja, trigo de primavera e algodão, e avanço no desenvolvimento das principais culturas de verão do país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Geada pode atingir 18 municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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A previsão da Climatempo indica risco de geada em 18 municípios de três estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Urubici (SC), a temperatura mínima deve chegar a 0 °C na segunda-feira (19).

Em Santa Catarina, Caçador (SC) tem temperatura mínima prevista de 2 °C na segunda-feira (19). Para Água Doce (SC), Abelardo Luz (SC), Campos Novos (SC) e Joaçaba (SC), a Climatempo prevê mínimas de 4 °C na mesma data.

No Paraná, as temperaturas mínimas devem ficar em 4 °C em Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR), também na segunda-feira (19).

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No Rio Grande do Sul, Muitos Capões (RS) e Vacaria (RS) têm mínimas previstas de 3 °C para segunda-feira (19). Os dois municípios estão na área com risco de geada durante o período.

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Para o setor agropecuário, a geada está associada ao risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.

Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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Universidade faz programação ‘Amazônia Delas’ e foca em inovação e empreendedorismo feminino

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A Universidade do Estado do Pará (Uepa) receberá, nos dias 27 e 29 de outubro, atividades do Amazônia Delas, iniciativa que propõe aproximar ciência, inovação, empreendedorismo e conhecimentos tradicionais amazônicos.

A programação será realizada presencial no Campus XVIII, em Cametá, e no auditório do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT), em Belém, com atividades voltadas à transformação de pesquisas e saberes regionais em produtos, negócios e soluções inovadoras. 

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) fomenta o evento, por meio da Chamada Pública nº 015/2026, no contexto da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2026), com a temática “Ciência Delas”.

Programação primeiro dia

No dia 27 de outubro, das 8h30 às 18h, o encontro terá como tema “Mulheres transformando a biodiversidade e saberes amazônicos em inovação” em Cametá, Pará.

A programação inclui uma mesa-redonda interativa sobre como a Uepa pode contribuir para que invenções cheguem ao mercado, além de atividades voltadas à valorização dos produtos da agricultura familiar, à qualidade da produção e à regularização necessária para a comercialização.

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À tarde, das 14h às 16h, será realizado o pitch “Elas Inovam”, com apresentações curtas de tecnologias e produtos técnico-tecnológicos liderados ou desenvolvidos com participação feminina.

Também estão previstas oficinas práticas sobre a elaboração de biojoias a partir da concha do mexilhão-dourado, a transformação do cacau em chocolate e a produção de iogurte e sorvete de açaí. O encerramento está previsto para às 18h, após a entrega de menções de destaque da mostra de produtos.

A programação é direcionada para:

  • Estudantes da educação básica e superior;
  • Pesquisadoras;
  • Agricultoras familiares;
  • Produtoras rurais;
  • Batedoras de açaí;
  • Artesãs;
  • Empreendedoras;
  • Representantes de associações e cooperativas;
  • Comunidades tradicionais;
  • Sociedade em geral.

Programação segundo dia

Na capital paraense, o evento será realizado no dia 29 de outubro, das 8h às 18h, no auditório do CCNT da Uepa, com o tema ‘Da pesquisa à prateleira: mulheres transformando negócios e ciência em inovação’.

As atividades começam com o credenciamento e a abertura da Prateleira Uepa, seguidos da abertura institucional e de uma mesa-redonda interativa sobre como as mulheres transformam ciência em inovação e impacto.

Também estão previstas conferências sobre a aproximação entre programas de pós-graduação e mercado, validação de tecnologias, modelos de negócio e possibilidades de empreendedorismo a partir da pesquisa.

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Às 11h30, o pitch “Elas Inovam” reunirá apresentações curtas de tecnologias e produtos técnico-tecnológicos liderados ou desenvolvidos com participação feminina.

No período da tarde, a programação abordará propriedade intelectual, transferência tecnológica e a aplicação prática da Política de Inovação da Uepa, incluindo direitos, responsabilidades e oportunidades para pesquisadores e estudantes.

O encontro contará ainda com uma mesa-redonda sobre as demandas das empresas e as possibilidades de parceria com universidades, uma sessão dedicada ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI).

O encerramento está previsto para às 18h, após a entrega de menções de destaque da Mostra de Produtos Técnico-Tecnológicos.

A programação é destinada para:

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  • Pesquisadores;
  • Docentes;
  • Estudantes de graduação;
  • Pós-graduação;
  • Bolsistas PIBITI;
  • Empreendedores;
  • Startups;
  • Instituições de apoio à inovação;
  • Comunidade em geral.
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Embrapa testa cereal que pode substituir trigo e transformar indústria de biscoitos

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O triticale, um cruzamento entre trigo e centeio, ganhou aval da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o uso na composição de produtos destinados à alimentação humana. Testes de panificação e confeitaria realizados pela empresa Vilma Alimentos (MG), parceira da Embrapa Trigo (RS), indicam a viabilidade de substituição da farinha de trigo pela farinha de triticale na composição, principalmente, de biscoitos.

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Segundo a pesquisadora da Embrapa Trigo, Jane Machado, a indústria de biscoitos deve ser um dos principais mercados para o triticale no Cerrado porque “o triticale garante a crocância e a firmeza dos biscoitos, permitindo eliminar o uso de aditivos químicos para atingir esses atributos”. Ela também destaca que os grãos de triticale, inteiros ou moídos, podem ser utilizados em cereais matinais e produtos dietéticos.

O triticale é um cereal de inverno, desenvolvido por meio do cruzamento do trigo com o centeio por melhoramento genético. O resultado foi a criação de uma planta com a qualidade do trigo e a rusticidade do centeio.

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“Avaliamos a aplicação da farinha de triticale em 11 produtos. Os testes mostraram que é possível utilizá-la em seis deles, sendo que em dois foi possível substituir totalmente a farinha de trigo pela farinha de triticale sem perder qualidade”, conta Sérgio Gonçalves, diretor técnico da Vilma Alimentos.

A empresa elaborou uma tabela resumindo as conclusões dos testes práticos:

Imagem: Vilma Alimentos, agosto de 2026.

Na produção de biscoitos moldados, a substituição pode chegar a 100%, mantendo boa expansão e atributos similares ao padrão elaborado somente com farinha de trigo. Na panificação, a mistura indicada ficou em 50% de trigo e 50% de triticale, limitada à fabricação de pães de baixo crescimento.

No caso de biscoitos laminados doces (conhecidos no mercado como biscoito de maisena), os testes mostraram que é possível substituir até 30% da farinha de trigo por triticale, mantendo o padrão de textura, cor e sabor característicos dos produtos.

Mais de 40 anos de presença

Apesar dos testes práticos para produção industrial serem novos, o triticale começou a chegar às lavouras brasileiras na década de 1980, em razão dos primeiros trabalhos da Embrapa Trigo na adaptação das cultivares trazidas do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (Cimmyt), com sede no México.

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Desde então, a cultura tem sido utilizada principalmente na Região Sul, como forragem na produção agropecuária ou como ração de suínos e aves. A primeira cultivar desenvolvida no Brasil é a BRS Minotauro, lançada pela Embrapa em 2005.

Atualmente, existem 24 cultivares de triticale cadastradas no Registro Nacional de Cultivares do Mapa, indicadas aos mais diversos usos. Em 2024, uma carga de 20 toneladas da cultivar de triticale BRS Saturno saiu do Rio Grande do Sul para ser avaliada no Cerrado Mineiro.

Os resultados iniciais mostraram que, na panificação, a farinha de triticale é mais escura e com menor força de glúten, exigindo mesclas com a farinha de trigo. Naquela ocasião, o triticale já se mostrou uma opção viável para uso na fabricação de biscoitos, massas para pizzas ou em misturas para bolo.

Na Fazenda Lagoa, em Carandaí, na Zona da Mata de Minas Gerais, foram conduzidos experimentos em oito hectares de triticale em 2026, um para cada cultivar disponível no mercado: BRS Piapara, BRS Saturno, BRS Surubim, BRS Tambaqui, BRS TL 51 e BRS Zênite (Embrapa e Fundação Meridional), além das cultivares IPR Aimoré e IPR Goitacá (IDR Paraná). A semeadura foi realizada em maio com colheita em setembro, sob irrigação.

Uma alternativa para o Brasil

No Brasil, que sempre enfrentou desafios na produção de trigo, o triticale apresenta uma possibilidade importante para a indústria nacional.

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A média de produtividade do triticale no Cerrado varia de três a quatro toneladas por hectare em sistema irrigado, mas o rendimento em Carandaí superou as expectativas: “As parcelas de triticale chamaram a atenção dos produtores da região, mostrando excelente sanidade e com espigas bem formadas. O rendimento de grãos passou das seis toneladas por hectare”, avalia o engenheiro agrônomo Luiz Tarcísio Behm.

De acordo com Osmar Conte, pesquisador da Embrapa Trigo, o triticale também pode apresentar bom desempenho no cultivo de sequeiro: “O triticale tem boa tolerância à seca, com plantas de raízes profundas, bem adaptadas a solos ácidos e arenosos”, explica Conte, lembrando que nem todas as cultivares testadas são indicadas para produção de grãos no Cerrado. Após a colheita serão realizadas avaliações para subsidiar melhor as orientações técnicas.

A destinação de triticale para a alimentação humana ganhou impulso nos últimos anos, fomentada pelo marketing dos alimentos funcionais, com os grãos destinados à indústria de alimentos integrais, como pães e biscoitos.

O cultivo deste cereal no Cerrado ainda não aparece nas estatísticas oficiais, mas esta realidade pode mudar nos próximos anos com a adaptação de novas cultivares pela pesquisa e o interesse da indústria de alimentos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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