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USDA aponta piora nas condições da soja e estabilidade no milho dos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (6) que 64% da safra de soja do país apresentava condição boa ou excelente até o último domingo (5), queda de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. No milho, o índice ficou em 67%, estável no período. O relatório também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e os dados de trigo e algodão.
No milho, 67% da safra norte-americana estava em condição boa ou excelente, sem variação ante a semana anterior. Um ano antes, esse porcentual era de 74%. Segundo o USDA, 16% da safra havia formado espiga, ante 17% no mesmo período do ano passado e 14% na média de cinco anos. Já 3% estava em estágio de grão pastoso, mesmo nível de um ano antes e acima da média de cinco anos, de 2%.
Na soja, 64% da safra apresentava condição boa ou excelente, abaixo dos 65% registrados na semana anterior. Na mesma data de 2025, o índice era de 66%. O USDA informou ainda que 34% da área havia florescido, ante 30% um ano antes e 28% na média de cinco anos. A formação de vagens atingia 9%, acima dos 7% de igual período do ano passado e dos 6% da média.
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Para o trigo de inverno, 26% da safra estava em condição boa ou excelente, estável na semana. A colheita alcançava 59%, acima dos 51% registrados há um ano e também da média de cinco anos, igualmente em 51%.
No trigo de primavera, 57% da safra apresentava condição boa ou excelente, recuo de 2 pontos porcentuais na comparação semanal. Um ano antes, o índice era de 50%. O relatório mostrou ainda que 54% da safra havia espigado, ante 58% no ano passado e em linha com a média de cinco anos.
No algodão, 46% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 2 pontos porcentuais na semana. Em igual período do ano anterior, a parcela era de 52%. O USDA informou também que 49% da safra estava em formação de botões florais, ante 47% no ano passado e na média de cinco anos. A formação de maçãs atingia 14%, ante 13% há um ano e 14% na média.
O levantamento semanal do USDA mostrou, até o último domingo (5), estabilidade nas condições do milho e do trigo de inverno nos Estados Unidos, piora nas lavouras de soja, trigo de primavera e algodão, e avanço no desenvolvimento das principais culturas de verão do país.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Colheita de café da Cooxupé avança para 30,9% até sexta-feira (3)

A colheita de café nas áreas de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) atingiu 30,9% até sexta-feira (3), informou a entidade nesta quarta-feira (8). Na semana anterior, o percentual era de 24,9%. Segundo a cooperativa, os trabalhos seguem em ritmo mais lento na comparação com anos anteriores.
A Cooxupé acompanha semanalmente o andamento da safra em sua área de atuação, que abrange 370 municípios nas regiões do sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo.
Na comparação histórica para o mesmo período, o avanço da colheita está abaixo dos percentuais registrados nos últimos anos. Nesta mesma época, o índice era de 40,4% em 2025, 51,6% em 2024, 42,7% em 2023, 33,3% em 2022, 35,6% em 2021 e 43,9% em 2020.
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Por região produtora, o maior avanço até sexta-feira (3) foi registrado no sul de Minas Gerais, com 36,6% da área colhida. Em seguida aparecem as Matas de Minas, com 35%, São Paulo, com 31,5%, e o Cerrado Mineiro, com 21,3%.
A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e mantém o monitoramento dos trabalhos no campo ao longo da safra. Os números mostram avanço semanal da colheita, mas ainda em patamar inferior ao observado no mesmo intervalo dos anos anteriores nas regiões acompanhadas.
Até sexta-feira (3), a colheita de café da Cooxupé somava 30,9%, com avanço sobre os 24,9% da semana anterior e desempenho abaixo do histórico recente nas principais regiões produtoras monitoradas pela cooperativa.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Esalq lançará portal com 30 mil documentos históricos digitalizados

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba (SP), lançará em outubro o Portal Luiz de Queiroz, uma plataforma digital com cerca de 30 mil documentos históricos digitalizados. O acervo reúne registros sobre a formação do ensino agronômico brasileiro e será apresentado durante a Semana Luiz de Queiroz.
Segundo a Esalq/USP, o projeto reúne documentos inéditos de cinco acervos da instituição. A proposta é organizar e disponibilizar esse material em ambiente digital, ampliando o acesso a registros históricos ligados à trajetória do ensino superior agronômico no país.
O Portal Luiz de Queiroz foi aprovado no Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, sob o número 243545 no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).
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O projeto conta com patrocínio da Usina São Martinho, Caterpillar, John Deere, Rabobank e Itaú BBA. Também recebe apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e da Associação dos Ex-Alunos da Esalq (Adealq).
De acordo com a instituição, a iniciativa também teve patrocínio coletivo de egressos e de repúblicas de alunos, que adquiriram réplicas em bronze do Edifício Central da Esalq. Atualmente, uma equipe de 25 pessoas atua no desenvolvimento da plataforma.
O portal ainda trará depoimentos de nomes ligados ao ensino superior e à pesquisa no Brasil. Entre eles estão o ex-aluno e ex-ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa) Roberto Rodrigues, o ex-reitor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Jacques Marcovitch e a engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja Mariangela Hungria da Cunha.
Com lançamento previsto para outubro, o Portal Luiz de Queiroz concentrará documentos históricos digitalizados e depoimentos relacionados à formação do ensino agronômico brasileiro em uma nova plataforma da Esalq/USP.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Agro Mato Grosso
‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo

Vice-presidente regional da Aprosoja MT avalia que o Plano Safra não atende às necessidades do setor, critica redução dos recursos e alerta para a dificuldade financeira
O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT da região Norte, Ilson Redivo, avaliou ao Soja News que o Plano Safra 2026/27 ficou abaixo das necessidades do setor produtivo. Segundo ele, embora o governo tenha anunciado um aumento nominal dos recursos, o valor disponibilizado não acompanhou a inflação, reduzindo o poder de compra do crédito rural.
“O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor”, afirmou. “O principal gargalo hoje é a redução dos recursos para custeio e comercialização. É justamente onde o produtor mais precisa de apoio neste momento”, complementou.
Segundo Redivo, o setor atravessa um período de forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities, somados ao aumento dos custos de produção. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel, aliada aos reflexos do cenário internacional, reduziu significativamente a margem de lucro dos produtores.
“O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir”, comentou. “Muitos produtores estão com financiamentos atrasados e sem recursos para cobrir seus compromissos. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel reduziu a margem de lucro da atividade.”
O diretor afirmou que, diante desse cenário, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter a atividade e honrar seus financiamentos. Para ele, ampliar os recursos para investimentos, enquanto se reduz o crédito para custeio, não atende à realidade vivida no campo.
“O produtor é eficiente da porteira para dentro, mas fica vulnerável às ações governamentais e ao cenário internacional, que impactam diretamente os custos de produção e a rentabilidade da atividade”, concluiu.
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