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1 de julho de 2026

Business

Mapa apresenta inovação e agricultura inteligente em conferência da FAO

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou nesta quarta-feira (1º) da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, apresentou a experiência brasileira em inovação, transformação digital e sistemas de produção sustentáveis durante o segmento ministerial do evento.

Na mensagem em vídeo apresentada na conferência, Cleber Soares afirmou que a agricultura inteligente terá papel cada vez mais determinante no desenvolvimento de sistemas agropecuários e agroalimentares mais resilientes, sustentáveis e eficientes. Segundo ele, o uso de dados, plataformas, sistemas e tecnologias digitais amplia a capacidade de otimizar a produção, promover adaptações, implementar medidas de mitigação e impulsionar o desenvolvimento da agricultura em escala global.

O Brasil também foi representado pela embaixadora Carla Barroso Carneiro, representante permanente do país junto à FAO. Durante a apresentação, Cleber Soares destacou a evolução da agropecuária brasileira nas últimas décadas e afirmou que o país alia aumento da produção, sustentabilidade, descarbonização e uso crescente de dados e informações estratégicas para apoiar a tomada de decisão no campo.

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Ao detalhar a experiência brasileira, o secretário-executivo citou tecnologias digitais com potencial para reduzir gargalos da agricultura, especialmente em países tropicais. Entre as soluções mencionadas estão robótica, gêmeos digitais, conectividade, integração e análise de dados, aplicativos móveis e sensores. Segundo ele, essas ferramentas contribuem para ampliar a eficiência e modernizar a produção agropecuária.

Cleber Soares também apresentou os sistemas integrados de produção desenvolvidos no Brasil, que combinam agricultura, pecuária, florestas, piscicultura e aquicultura em uma mesma propriedade. De acordo com ele, o avanço da computação, da transformação digital e da gestão de dados tende a ampliar a produtividade, a sustentabilidade e a eficiência desses sistemas.

Ao final da participação, o secretário-executivo colocou à disposição dos países membros da FAO a estrutura do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e das instituições brasileiras de pesquisa, ciência e tecnologia para fortalecer a cooperação internacional em agricultura inteligente e inovação.

A conferência reúne ministros, especialistas, organismos internacionais, instituições de pesquisa, setor privado e produtores rurais para discutir ciência, inovação, digitalização e governança na transformação dos sistemas agroalimentares.

Fonte: gov.br

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Massey Ferguson apresenta motor a etanol com foco na redução de custos e descarbonização

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Divulgação Massey

A Massey Ferguson, referência no mercado brasileiro, traz em 2026 as mais recentes inovações em motores agrícolas, com o grande destaque voltado para a apresentação do seu primeiro motor AGCO Power movido a etanol. O projeto é um passo importante que reforça o compromisso da marca no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o agronegócio.

O aumento do preço do diesel impacta diretamente o custo de produção no campo. Os novos motores movidos a etanol surgem para atender a uma forte demanda do mercado por soluções que apoiem na redução de custos e de emissões de gases poluentes. É uma solução extremamente vantajosa para agricultores que já têm o plantio de milho ou cana-de-açúcar, por exemplo, e podem gerar o próprio etanol na fazenda, criando um ciclo de energia autossuficiente.

Concebido integralmente pela engenharia brasileira, o projeto é resultado de três anos de desenvolvimento, desde a concepção até a validação. A solução foi amplamente testada em culturas de cana-de-açúcar e grãos por uma equipe de engenharia em parceria com usinas, produtores rurais e concessionários.

O motor AGCO Power a etanol foi concebido desde o início como um motor agrícola, preparado para as severas condições de trabalho no campo. Já ultrapassamos 10.000 horas de testes práticos, desenvolvendo sistemas de ignição e injeção exclusivos para o etanol. Esse nível de maturidade técnica garante a mesma curva de torque e durabilidade dos componentes do diesel, entregando uma máquina mais silenciosa e eficiente.

Do ponto de vista técnico, o motor garante performance semelhante ao diesel e atende à potência entre de 200cv a 300cv para combustíveis alternativos. O desenvolvimento priorizou a viabilidade quanto à autonomia e redução do custo operacional, mantendo a mesma curva de torque e potência sem perda de capacidade de tração ou produtividade.

O motor também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, com potencial de diminuição de até 90% de CO₂ equivalente. Inserido em um ciclo de carbono renovável, o etanol se consolida como uma alternativa estratégica para a descarbonização, além de possibilitar novas oportunidades de receita ao produtor, como a geração de créditos de carbono.

A expectativa é que a tecnologia chegue ao mercado em 2028, como a evolução do trator MF 7700, integrando a futura plataforma polivalente de tratores da marca. O trator movido a etanol representa um marco no nosso portfólio, unindo a performance já conhecida pelo produtor à viabilidade econômica e ambiental dos biocombustíveis. Nosso foco é a mesma capacidade de tração do diesel, mas com redução direta do custo operacional e maior autonomia energética na fazenda.

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Chuvas em junho afetam colheita do café e acendem alerta para a safra de arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

O mercado cafeeiro foi fortemente impactado pelo volume atípico de chuvas registrado em junho nas principais regiões produtoras de café arábica do Brasil, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Historicamente, o mês costuma ser marcado por baixos volumes de precipitação. Em 2026, porém, as chuvas foram expressivas nas principais praças produtoras, comprometendo o avanço da colheita da safra 2026/27.

De acordo com pesquisadores do Cepea, além de derrubarem grãos dos pés, as precipitações dificultam a secagem nos terreiros e favorecem o aparecimento de mofo, tanto nos grãos que caem no chão quanto naqueles que permanecem nas plantas. O cenário gera preocupação com a qualidade dos lotes que chegam ao mercado.

Agentes consultados pelo Cepea também relatam preocupação com os efeitos do excesso de umidade sobre os cafezais. As chuvas neste período podem induzir floradas antecipadas, o que tende a comprometer a regularidade da próxima safra, prevista para ser colhida no meio de 2027.

O alerta ganha peso em um momento em que os estoques globais de café seguem apertados. Segundo o Cepea, o mercado internacional conta com a produção brasileira para recompor a oferta mundial de arábica. Com as chuvas afetando o andamento da colheita e elevando os riscos à qualidade, a atenção dos agentes permanece voltada ao clima nas principais regiões produtoras.

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Agro Mato Grosso

Fungo benéfico transforma “perfume” do milho e ajuda a combater praga sem agrotóxicos

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Pesquisadores da Embrapa descobriram uma forma inteligente e natural de proteger as lavouras de milho: basta aplicar um fungo benéfico nas folhas da planta para mudar o cheiro que ela libera. Essa nova “fragrância” atrai uma vespa pequena que elimina os ovos do percevejo-barriga-verde — uma das pragas que mais causam prejuízos ao milho e a outras culturas importantes para a economia do Brasil.

Com esse mecanismo, a própria natureza ajuda a controlar o inseto, reduzindo a necessidade de usar defensivos químicos.

Os danos causados pelo percevejo-barriga-verde são maiores em áreas que usam o Sistema Plantio Direto, com a rotação entre soja e milho. Depois da colheita da soja, o inseto migra e vai se alimentar das plantas de milho ainda jovens, nas duas primeiras semanas após a germinação. Esse ataque logo no início do desenvolvimento pode comprometer o crescimento da lavoura e causar perdas de até 30% na produção.

Para resolver essa questão sem depender só de produtos químicos, a equipe da pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes trabalhou por cinco anos. A estratégia une duas soluções naturais: o uso do fungo Beauveria bassiana e a ação da vespinha Telenomus podisi, que ataca os ovos da praga. Os resultados já foram publicados em revista científica internacional.

Como funciona essa solução?

Os estudos começaram com uma linhagem específica do fungo, chamada CG 1105, guardada no banco de microrganismos da Embrapa. No início, a ideia era só aplicá-lo para matar diretamente o percevejo. Mas os testes revelaram um efeito ainda mais interessante: o fungo mudou a forma como a planta se comunica por meio de seus odores.

Cinco dias depois de aplicado, o fungo se instalou de forma saudável no milho e alterou sua composição de substâncias que geram o cheiro. Ele aumentou bastante a produção de uma substância chamada salicilato de metila — conhecida por atrair inimigos naturais de pragas — e diminuiu a emissão de outro composto, de aroma mais doce.

Esse novo “cheiro” funciona como um aviso: ele chama a vespinha Telenomus podisi, que percebe a mudança e vai até a região onde está a praga. A vespa deposita seus próprios ovos dentro dos ovos do percevejo, impedindo que novos insetos nasçam. Assim, a população da praga é controlada de forma sustentável.

Em breve, testes direto na lavoura

Até agora, todos os experimentos foram feitos em condições controladas de laboratório. Mas a intenção é levar os testes para as lavouras nos próximos meses. Se os resultados forem tão bons quanto os obtidos em ambiente fechado, os produtores terão à disposição um método novo e eficiente de Manejo Integrado de Pragas.

Essa técnica reúne diferentes formas de controle natural, trabalhando em conjunto para proteger a cultura, reduzir custos e diminuir o impacto no meio ambiente.

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