Sustentabilidade
Plano Safra 26/27 destina R$ 525 bilhões para fortalecer a agricultura empresarial – MAIS SOJA

O Governo do Brasil lança, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial. Com acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior, a iniciativa oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores, com o objetivo de fortalecer a produção agropecuária brasileira. A cerimônia ocorre no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
Com o slogan “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 26/27 reafirma o papel do crédito rural como instrumento estratégico para ampliar a produção agropecuária, fortalecer a renda no campo, garantir o abastecimento e a segurança alimentar, impulsionar as exportações e elevar a competitividade do agronegócio brasileiro.
COMPROMISSO COM O AGRO BRASILEIRO
Um dos principais avanços do Plano Safra 26/27 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. A queda da taxa Selic abre uma importante janela para a redução do custo financeiro do produtor e para a ampliação da capacidade de contratação do crédito rural. Com juros menores, o produtor ganha mais previsibilidade para planejar a safra, realizar investimentos na propriedade e organizar sua atividade produtiva.
No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), voltado aos médios produtores rurais, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, inferior à praticada no ciclo anterior. A redução dos juros fortalece um segmento essencial para a produção de alimentos, a geração de empregos e a dinamização das economias locais. Com crédito mais acessível, os produtores ganham melhores condições para custear a produção, ampliar investimentos e conduzir o ciclo produtivo com mais segurança.

- Tabela taxa de juros
CAMPO + SUSTENTÁVEL
Além da redução geral das taxas, o Plano Safra 26/27 reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, reconhecendo produtores que adotam boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas. A redução poderá ser de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros de custeio.
O desconto contempla até 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis. A medida fortalece a ideia de que produzir com responsabilidade e eficiência, também significa melhores condições de financiamento.
AGRO RESILIENTE
A gestão de riscos também é um dos pilares do Plano Safra 26/27. O programa reforça a importância do Proagro e do seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito. Ao vincular a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura por Proagro ou seguro rural, a política estimula a adoção de mecanismos de gestão de risco. A medida busca fortalecer a responsabilidade compartilhada entre produtores, instituições financeiras e o poder público, reduzindo a dependência de soluções emergenciais após a ocorrência de perda.
MODERNIZAÇÃO
O investimento segue como uma das prioridades desta edição, com recursos destinados à modernização da produção, à irrigação, à inovação, à renovação de máquinas e equipamentos, à recuperação de áreas produtivas e à sustentabilidade.
Nesse contexto, o programa reforça a modernização do InvestAgro, expandindo o apoio a sistemas de geração e distribuição de energia renovável, como energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica. As medidas contribuem para aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais, ampliar a segurança energética e fortalecer a resiliência da produção agropecuária.
A armazenagem também recebe atenção especial. O apoio à ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e câmaras frias contribui para reduzir perdas, aprimorar a logística e amplificar a capacidade de conservação e comercialização da produção. Com maior autonomia para armazenar e comercializar seus produtos, produtores, cooperativas e agroindústrias ganham melhores condições de gestão, agregação de valor e competitividade.
CRÉDITO MAIS EFICIENTE
O custeio permanece como um dos principais instrumentos do Plano Safra, garantindo os recursos necessários para a aquisição de insumos, a condução das lavouras, o manejo dos rebanhos e a comercialização da produção. Em um cenário de custos ainda elevados, a redução das taxas de juros contribui para melhorar as condições de financiamento, ampliar a capacidade de planejamento e dar maior previsibilidade ao produtor.
O Plano Safra 26/27 também fortalece a complementaridade entre diferentes fontes de recursos, combinando recursos controlados, equalizados, não equalizados e fontes de mercado. Essa estrutura amplia a capacidade de financiamento do setor, permite atender diferentes perfis de produtores e finalidades de crédito e contribui para aumentar a oferta de recursos à agropecuária brasileira.
Com mais crédito, juros menores, incentivo a boas práticas agropecuárias, fortalecimento da gestão de risco, modernização energética, apoio à armazenagem e foco na execução, o novo Plano Safra reafirma o compromisso com uma agricultura empresarial forte, moderna, sustentável e competitiva.
Fonte: MAPA

Autor:MAPA
Site: MAPA
Sustentabilidade
Por que o adubo fosfatado está mais caro em 2026? – MAIS SOJA

O mercado global de fertilizantes vive um momento de forte turbulência. A combinação entre restrições comerciais da China, impactos do conflito russo-ucraniano e instabilidade no Oriente Médio tem elevado os custos das matérias-primas estratégicas e aumentado a pressão sobre o produtor rural brasileiro – justamente em um cenário de commodities estabilizadas e crédito mais restrito.
O tema foi o fio condutor da edição especial do “BRANDT Explica”, quadro que reúne especialistas para discutir as principais tendencias do agronegócio. Nesta estreia, Maria Luísa Segura Bertoletti, gerente de desenvolvimento de mercado da BRANDT Brasil – empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal, biossoluções e tecnologia da aplicação –, recebeu Vitor Marques, especialista em inteligência de mercado da Markestrat, referência em monitoramento do setor de insumos agrícolas.
Mercado aquecido por fora, lento por dentro
Em pauta, o painel MIND, da Markestrat – que consolida a visão de mais de 50 especialistas entre revendas e cooperativas –, revela que o ritmo de comercialização dos insumos segue abaixo do histórico para o período. “Se a gente olha para a dinâmica de insumos como um todo, aproximadamente temos um mercado rodado de 20%. Quando a gente olha para fertilizantes, geralmente é uma categoria que roda um pouco mais rápido, dado a janela, temos aí 40% desses insumos comercializados, comentou Marques.
Segundo ele, o cenário reflete uma combinação de fatores que pressionam simultaneamente o custo e a capacidade de investimento do produtor: os fertilizantes ficaram mais caros, as commodities não conseguiram responder e o crédito encareceu após três safras de recuperações judiciais.
Três frontes geopolíticas que encarecem o fosfato
O especialista entrevistado ainda detalhou três frentes geopolíticas que vêm pressionando simultaneamente os preços do insumo no país, que importa grande parte dos fertilizantes fosfatados que utiliza, algo que torna o setor altamente exposto aos choques de oferta internacionais.
- China: a maior exportadora mundial de MAP (fosfato monoamônico) e DAP (fosfato diamônico) adotou postura protecionista, priorizando o mercado interno e limitando as exportações – medida que segue vigente até agosto de 2026;
- Rússia: além de restringir as exportações de nitrogenados, o país segue em conflito com a Ucrânia, o que pressiona a própria produção interna de fertilizantes;
- Oriente Médio: a interrupção do Estreito de Ormuz gerou um choque de oferta de enxofre – matéria-prima primordial para a produção de MAP, DAP e outros fosfatados via ácido sulfúrico.
“A partir do momento que a gente está tendo choques relacionados a oferta desses produtos com base nos conflitos, a gente tem um desbalanço desses indicadores e aí a gente acaba tendo uma precificação superior dessas matérias-primas, o que vai impactar diretamente no custo de produção dos nossos agricultores”, salientou o especialista em inteligência de mercado.
Produtor pressionado busca eficiência como saída
O retrato desenhado no episódio é de um setor que, ao contrário de 2022, não conta com o impulso das commodities nem com a folga do crédito para absorver o aumento dos insumos. “O produtor está com um grande desafio na mão, que e como ele consegue, de fato, ser mais eficiente dentro da operação, como ele consegue extrair mais daquela terra, daquela propriedade, mesmo num cenário de custos mais altos”, comentou o profissional da Markestrat.
Nesse contexto, a busca por alternativas que mantenham a produtividade sem ampliar o aporte de fertilizantes minerais ganha relevância. Entre as soluções apontadas no episódio estão os inoculantes para nitrogenados e os solubilizadores de fósforo –– produtos biológicos capazes de mobilizar o estoque de deste nutriente já acumulado no solo.
Biológicos: alternativa estratégica para o fósforo
Estudos indicam que apenas entre 15% e 30% do fósforo aplicado via fertilizantes e absorvido pelas plantas a cada ciclo agrícola. O restante fica adsorvido no solo – pesquisas de Paulo Pavinato, da Universidade de São Paulo (USP), estimam que aproximadamente 66% de todo o fósforo aplicado historicamente nos solos brasileiros (cerca de 45 milhões de toneladas entre 1960 e 2016) permanece acumulado e indisponível para a planta sem intervenção.
“Quando a gente olha para os fosfatados, você [da BRANDT] têm os solubilizadores de fósforo, que são também uma alternativa possível de ser utilizada para reverter esse cenário e que, de fato, ele não tenha perdas de produtividade. Dá para produzir mais utilizando algumas alternativas, como essas tecnologias que trazem um diferencial para o produtor”, afirmou Vitor Marques.
Para a BRANDT Brasil, esse movimento reforçar a proposta de seus produtos biológicos voltados ao aproveitamento de fósforo no solo. “E é justamente esse o papel do BRANDT SoluForce, que é o nosso produto biológico”, salientou Maria Luísa. Ele atua, por exemplo, a partir de microrganismos que produzem ácidos orgânicos e enzimas capazes de liberar o fósforo imobilizado no solo, tornando-o novamente disponível para as plantas. Com isso, o manejo favorece um sistema radicular mais desenvolvido, ampliando a exploração do solo e a capacidade de acesso a água e nutrientes.
Janela de risco para a safra 2026/2027
O episódio terminou com uma reflexão sobre a urgência de decisão para produtores que ainda não fecharam os fosfatados para a próxima safra. “É muito difícil a gente estimar qual que vai ser essa janela ideal de compra, porque a gente está ainda no meio de um conflito. Mas a gente tem uma expectativa de que [o cenário] aconteça e que a gente volte, retome os cenários de precificação que tinham alguns meses atras, antes da gente ter o estopim dos conflitos”, pontuou Vitor Marques.
O especialista destacou que produtores que se anteciparam – aproveitando uma janela cambial mais favorável, com dólar flertando abaixo de R$ 5,00 – conseguiram travar o custo de produção em patamar mais vantajoso. Para os demais, o acompanhamento do cenário geopolítico e a adoção de alternativas de eficiência seguem como leques de gestão disponíveis.
A primeira edição do BRANDT Explica está disponível nos canais digitais da BRANDT Brasil e inaugura uma série de conversas sobre mercado, inovação e estratégias agronômicas para o futuro da agricultura.
Sobre a BRANDT
Empresa pioneira na indústria agrícola, atua em mais de 80 países desde 1953 com tecnologias projetadas, testadas e validadas para assegurar a absorção e translocação eficaz de cada componente deu suas soluções, que desempenham papel fundamental na fisiologia das culturas. Presente no Brasil há mais de uma década, a BRANDT é especialista em uma ampla gama de produtos, incluindo fertilizantes foliares de alto desempenho, soluções para tratamento de sementes, fisiologia vegetal, tecnologia da aplicação e bioproteção para diversas culturas. Mais informações, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Fórum CESB reúne protagonistas e estratégias das maiores produtividades auditadas de soja do Brasil – MAIS SOJA

“A decisão que eu considero mais importante para alcançar o resultado foi manejar um conjunto de nutrientes com foco no peso de mil grãos. Conseguimos chegar a 270 gramas no contexto de mil grãos, em função da boa relação entre magnésio, potássio, boro e fósforo. Destaque para a atuação do magnésio no solo, nas camadas de 0 até a 60 cm, com uso de gesso e calcário”.
A declaração acima é do consultor Leandro Barcelos e se refere a produtividade de 135,49 sacas por hectare, alcançada na safra 24/25, na Fazenda Santa Bárbara, em Canoinhas (SC), pertencente ao Grupo Agro Mallon. Com esse número, Barcelos foi o consultor campeão Sul na categoria Sequeiro e também consultor campeão Nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
Barcelos recomenda que todos os consultores e sojicultores participem do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. “O meu conselho é se desafiar, não importa o resultado. Trabalhe o conjunto (solo, planta e ambiente), e busque evoluir a cada safra. Não existe um produto mágico, o importante é a estratégia”.
A boa construção do perfil de solo, destacada pelo consultor, é justamente um dos fatores apontado por Sergio Abud, vice-presidente do CESB, como fundamental para a alta produtividade. “A melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo tem sido fundamental para aumentar a infiltração de água, ampliar o crescimento radicular e permitir que as plantas explorem maiores volumes de solo durante períodos de restrição hídrica”.
Os aprendizados e dados obtidos a partir das mais de 900 áreas auditadas pelo Desafio CESB estarão em evidência durante o 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que será realizado nos dias 07 e 08 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP). Com vagas limitadas, o evento reunirá alguns dos principais especialistas, consultores e produtores do país para compartilhar experiências e discutir estratégias que estão redefinindo os patamares de produtividade da sojicultura brasileira. Organizado pelo CESB e pela FB GROUP, o Fórum também marcará o anúncio dos campeões da safra 2025/26 do Desafio CESB, além de promover debates técnicos sobre genética, fisiologia, manejo, agricultura digital, sistemas produtivos de alto desempenho e tecnologias com impacto comprovado na rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.
Outro aspecto que ganha cada vez mais relevância, segundo Abud, é a qualidade da implantação da lavoura. “Escolha adequada da cultivar, qualidade fisiológica das sementes, posicionamento correto dos materiais genéticos, população de plantas ajustada ao ambiente de produção e excelência na operação de plantio são fatores que influenciam diretamente o potencial produtivo da cultura. Nas áreas de maior rendimento avaliadas pelo CESB, a implantação da lavoura tem se mostrado um dos momentos mais estratégicos de toda a safra. Erros cometidos nessa etapa dificilmente são corrigidos ao longo do ciclo”, pontua.
“Além disso, cresce a importância da integração entre ferramentas biológicas e químicas dentro dos programas de manejo. O uso de inoculantes, promotores de crescimento, agentes biológicos para manejo de pragas e doenças e estratégias de construção da saúde do solo tem contribuído para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Outro movimento observado nas propriedades mais eficientes é a adoção crescente de práticas de agricultura baseada em dados. Ferramentas de agricultura digital, mapeamento de ambientes de produção, monitoramento climático, avaliação detalhada do solo e análise de indicadores agronômicos permitem tomadas de decisão mais assertivas e melhor direcionamento dos investimentos. Para o CESB, a próxima evolução da agricultura brasileira passa pela capacidade de compreender a lavoura como um sistema integrado”. complementa.
Números Expressivos do Desafio – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.
Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.
“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.
Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.
Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.
Na ocasião, serão anunciados os vencedores em duas categorias: sequeiro e irrigado. Na categoria sequeiro, serão reconhecidos os campeões regionais das cinco grandes regiões produtoras do país — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste. Já na categoria irrigado, será definido diretamente o campeão nacional. O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.
Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.
“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.
O Fórum Nacional de Máxima Produtividade do CESB se tornou um termômetro da evolução tecnológica do agronegócio brasileiro e da capacidade dos produtores em superar limites de produtividade com responsabilidade socioambiental. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.
Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais, além de um Certificado de Participação emitido pela organização do evento, contendo sua classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Serviço:
18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 25/26
- Organização: Comitê Estratégico Soja Brasil.
- Quando: 07 e 08 de julho de 2026.
- Onde: Royal Palm Tower Indaiatuba.
- Mais informações e inscrições podem ser realizadas no site do evento: https://forumcesb.com.br
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Entressafra exige atenção aos percevejos que podem comprometer a produtividade de soja e milho – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
Enquanto boa parte das lavouras está em entressafra, especialistas alertam que este é o momento decisivo para reduzir a população de insetos que pode comprometer a produtividade da soja e do milho no próximo ciclo agrícola. Consideradas entre as principais pragas dessas culturas no Brasil, espécies como o percevejo-marrom (Euschistus heros) e o percevejo barriga-verde (Diceraeus spp.) encontram abrigo em plantas hospedeiras nessa fase e podem chegar ao novo plantio com populações elevadas, aumentando significativamente a pressão de infestação já nos estágios iniciais de desenvolvimento das lavouras.
Segundo a Embrapa, o percevejo-marrom está entre as pragas mais importantes da soja brasileira, podendo provocar perdas superiores a 30% na produtividade quando não controlado adequadamente. Além da redução no rendimento, os ataques comprometem o enchimento dos grãos e a qualidade fisiológica das sementes. Já no milho, o percevejo barriga-verde causa danos principalmente nos estágios iniciais da cultura, afetando o estabelecimento das plantas e reduzindo o potencial produtivo da lavoura.
Embora os prejuízos sejam observados durante o ciclo produtivo, especialistas alertam que o manejo deve começar meses antes do plantio. A presença de plantas voluntárias, tigueras e hospedeiros alternativos durante a entressafra favorece a sobrevivência dos insetos e cria condições para o aumento populacional das pragas.
Para Alziro Neto, especialista em desenvolvimento de mercado da Ourofino Agrociência, o período de inverno representa uma oportunidade estratégica para reduzir a pressão de infestação que será enfrentada pelos produtores no próximo ciclo.
“Quando altas populações de percevejos são observadas durante a safra, o problema geralmente começou meses antes. Esse é o momento mais estratégico para reduzir a pressão desses insetos e minimizar os impactos sobre a produtividade”, afirma.
A preocupação é ainda maior nas regiões que adotam o sistema soja-milho, predominante em grande parte das áreas agrícolas brasileiras. Nesse modelo, as duas culturas contribuem para a manutenção contínua das populações de percevejos ao longo do ano, aumentando a pressão sobre as lavouras e tornando o monitoramento ainda mais importante.
“O percevejo-marrom continua sendo uma das principais ameaças para a soja, enquanto o barriga-verde ganhou relevância com a expansão do milho safrinha. São espécies que exigem acompanhamento constante e decisões técnicas bem planejadas para evitar prejuízos significativos”, destaca Alziro.
Diante do aumento da preocupação com o manejo preventivo de percevejos, a Ourofino Agrociência tem promovido uma série de eventos técnicos em diferentes regiões produtoras para discutir estratégias de manejo e apresentar novas alternativas para o controle de percevejos e outras pragas de importância econômica.
Entre as soluções disponíveis está o Looked®, inseticida foliar desenvolvido para o controle por contato e ingestão, com mecanismos neurotóxicos distintos. Possuindo dois modos de ação, um ponto muito importante para o manejo de resistência dos insetos. A tecnologia apresenta amplo espectro de ação, rápida absorção e embalagem hidrossolúvel, características que ampliam as opções disponíveis aos agricultores dentro de programas de manejos de pragas.
“O controle eficiente dos percevejos depende da combinação entre monitoramento, boas práticas agronômicas e tecnologias adequadas. O produtor que começa a se preparar ainda na entressafra chega à próxima em condições muito mais favoráveis para proteger seu potencial produtivo”, conclui.
Sobre a Ourofino Agrociência
A Ourofino Agrociência é uma empresa de origem brasileira, fabricante de defensivos agrícolas, com 15 anos de atuação. Sua fábrica — considerada uma das mais modernas do mundo no segmento — está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 200 milhões de quilos/litros por ano. São mais de 50 mil m2 de área construída, com equipamentos de última geração e ambiente automatizado. A empresa desenvolve produtos, serviços e tecnologias com base nas características do clima tropical, seguindo o propósito de reimaginar a agricultura brasileira. Mais informações clicando aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
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